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Em busca daquele 69

peludinha(13)O desenvolvimento da fotografia e do cinema acarretou a morte da descrição clássica, os minuciosos painéis com que se reconstituíam lugares e personagens. (…) Agora quando tudo se tornou visível demais, a literatura e a pintura perderam a paisagem[1].peludinha(2)


[1] Nelson Brissac Peixoto;

Procurando uma foto que vi há alguns anos na net para ilustrar o post “A amante das xoxotas”, me deparei com casos curiosos sobre o numero 69.

peludinha(4)O primeiro veio do Rio Grande do Norte, uma cidade no sertão chamada Campo Grande. Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, é viúvo do primeiro casamento, e atualmente casado com três mulheres, incluindo a sogra e a cunhada. Com essas mulheres teve 45 filhos.

A primeira mulher da história de vida de Oliveira se chamava Francisca. “Deus quis levá-la e assim foi, mas me deixou 17 filhos”. O tempo passou e ele conheceu outra Francisca, por quem se apaixonou, era Maria Francisca da Silva, hoje com 69 anos. “Com esta tive mais 17 filhos.”peludinha(5)

O terceiro relacionamento de Oliveira começou quando sua sogra passou a frequentar sua casa diariamente para cuidar de Maria Francisca em suas gestações. “A gente foi se conhecendo melhor e tive mais 13 filhos”, disse ele.

peludinha(8)Por causa das gestações de sua sogra, que se transformou em esposa, a nora Ozelita Francisca da Silva, 58 anos, passou a frequentar a casa de Oliveira também. Desta vez, os cuidados eram direcionados para sua sogra-esposa. “Fizemos 15 filhos”. A matéria na integra aqui.

Luiz Costa de Oliveira diz lembrar o nome dos 69 filhos, mas lembrar o nome dos 100 netos é mais complicado.

Bom, não era isso que procurava. Continuei a busca e me deparei com outras situações referentes ao 69.peludinha(7)

Segundo o Guinness, a mulher que mais teve filhos foi uma russa que viveu no século XVIII. Entre 1725 e 1765 ela teve 69 filhos, durante os 40 anos de maternidade intensiva, a senhora Vassilyev teve 27 peludinha(11)partos: 16 gêmeos, 7 trigêmeos e 4 quadrigêmeos.

Não achei a tal foto de sexo oral entre mulheres que tanto queria, e como queria.

Joney Chestnet, um norte-americano, que para comemorar o Dia da Independência dos EUA, ganhou a competição por comer 69 cachorros-quentes em dez minutos. Ele bateu o próprio recorde do ano passado quando comeu.

“A média foi de quase 7 Hot Dogs por minuto, que é como se fosse quase 1 kg a mais para Joey Chestnut a cada 60 segundos.peludinha(12)

Segundo nutricionistas, em apenas 10 minutos, ele ingeriu de gordura o indicado para 18 dias. Simplesmente 21 mil calorias colocadas para dentro”. Fotos do povo aqui.

Essa situação não tem nada haver com sexo oral entre mulheres.

Em minha ultima tentativa achei uma bela seleção de fotos de nu. Sempre digo que fotografia é um negocio perigoso. Por ser um dos instrumentos mais presentes na peludinha(1)vida cotidiana, muitas pessoas saem por ai fotografando de tudo e o pé. Muitas pessoas também desprezam fotos de nudismo achando que o dedão do pé é mais “poético”.

Uma mulher, o mesmo canto, um céu azul, uma varanda com colunas brancas, um corpo natural, o vento, um hobby transparente…

Eu não sei onde está o 69, talvez seja o numero da casa…

Categoria: Cunnilingues; Sobre: Amor Lésbico, lesbianismo Imagem em destaque: Luiz Costa de Oliveira e suas três esposas

Categoria: Cunnilingues;
Sobre: Amor Lésbico, lesbianismo
Imagem em destaque:
Luiz Costa de Oliveira e suas três esposas

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A amante das xoxotas

Então não são mais vampiras?

Não.

Legal. Mas ainda são lésbicas? Que sacanagem

Oriunda do mal alimentado pelo odio dos homens e o amor das mlheres, seu nome Carmilla a rainha vampira

Oriunda do mal, alimentado pelo ódio dos homens e o amor das mulheres, seu nome, Carmilla, a rainha vampira

Estava com meu amigo Moredson quando vi o poster, numa vídeo locadora, do filme Matadores de vampiras lésbicas. Foi na Rua Martins Fontes e estava um dia lindo em 2009 ou 2010. Já tinha começado a escrita do livro Passa lá em casa e o tema me atraiu por questões obvias. Deveria ter toda forma de referencia no tema vampirismo, e se tem algo que não sai de moda, é vampiro. O tempo correu e no ano de 2012 após ver videos que não me lembro no You tube, me deparei com o filme. Ótimo! Vamos ver isso.

Quem me conhece sabe que sou um tanto lerda, e era uma comédia. Logo no começo tive que dar uma pausa, reconheci a voz do João Gordo, que certa vez nos idos dos anos 90 deu um autografo super fofo para minha mãe Izilda. Sim, era o João Gordo, tanto melhor. Essa é uma das poucas exceções que vale a pena ver dublado.

Adorei o filme logo de inicio. Segue a sinopse:

Posters do EUA, França e Grécia

Posters do EUA, França e Grécia

Fletch (James Corden) perdeu o emprego e Jimmy (Mathew Horne) a namorada. Com as férias chegando e sem planos de aonde ir a dupla decide passar um final de semana no campo tomando cerveja e respirando ar puro. Porém, nada acontece como planejado. Depois de muitas confusões a dupla se vê presa num vilarejo onde as mulheres são vítimas da lendária maldição das Vampiras Lésbicas. Muita diversão, dentes pontiagudos e lindas mulheres estarão no caminho destes amigos. Diante desta situação é preciso coragem para superar seus medos, e também seus sonhos, e tornar-se um dos Matadores de Vampiras Lésbicas.

Poster do filme no EUA, Inglaterra e Suécia

Poster do filme no EUA, Inglaterra e Suécia

O filme foi um dos 300 exibidos no Festival do Rio 2009. Na 11° edição do festival trouxe filmes do mundo inteiro incluindo Matadores...

É interessante notar uma das mais fortes referencias ao tema vampiro, ou uma das melhores estórias de vampiro já escrita, no caso Carmilla. Aqueles que pesquisam sobre vampirismo logo se depara com essa obra que é anterior a Drácula. Para a maioria dos estudiosos em literatura, trata-se de obra superior a de Bram Stoker.

Sobre a obra, Cris Rangel comenta o seguinte:

“A maior referência, em ambos os casos, ainda é o famoso Drácula, do irlandês Bram Stoker, publicado em 1897 e escolhido como base para uma infinidade de filmes, roteiros e séries de TV. Talvez seja esta a obra literária que teve o maior número de adaptações em toda a história do cinema.

O que pouca gente sabe é que, mesmo tendo se tornado um ícone vampiresco para a realização de diversas obras, antigas e recentes, Drácula não foi o primeiro vampiro da literatura.

O primeiro vampiro foi, na verdade, uma vampira. Carmilla, nome que dá título ao conto do também irlandês Sheridan Le Fanu, foi publicado em 1871, dois anos antes da morte de seu autor e quase três décadas antes de Drácula.

A obra de Le Fanu teria, à época, influenciado diretamente a de Stoker. A comprovação disso é possível com a leitura de “O Convidado de Drácula”, um esboço do início do romance de Stoker, preservado e postumamente publicado e que traz nuances que demonstram claramente a inspiração em Carmilla.

No conto original Le Fanu usa metáforas que deixam clara a influência e o fascínio que a jovem Carmilla Karnstein causa nos homens e mulheres de uma família aristocrática, sugerem o erotismo e sedução da personagem, além de uma beleza incomparável”.

Leia a matéria sobre Carmilla, na integra aqui.

Ao retornar o barão descobriu que os encantos de Carmila tinham seduzido sua linda esposa Eva e a transformado em uma amante das vaginas

Ao retornar, o barão descobriu que os encantos de Carmilla tinham seduzido sua linda esposa Eva, e a transformado em uma amante das vaginas

Uma das questões, ditadas acima, que permeiam a novela, é uma tênue trama do amor lésbico. Apesar que, a maioria dos estudiosos tratam esse tema com pouca importância. Lembrando, para sair um beijo gay em novela, é feita uma pesquisa antes. Pela resposta negativa da maioria das donas de casa, não da para exigir de um texto escrito em meados de 1870 uma relação mais explicita que a sugerida. O texto não apenas deixa claro a intenção amorosa da vampira, como a impressão que ocorreu outras vezes. A personagem que mais tentei aproximar da figura gótica de Carmilla, é Yvian. Sobre essa questão, discorrerei mais tarde na página: Vampiras, Yvian não é Carmilla.

O trecho que abre esse post, encabeça uma das histórias finais de Passa lá em casa. Um momento decisivo e angustiante que amenizo com o diálogo acima.

Recomendo o filme, despretensioso e descaradamente trash. Vale assistir a versão dublada, coisa que recomendo pouco. Com a voz do inconfundível do João Gordo, fica melhor.

e com isso ele arrancou a cabeça da vaca.

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel; Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual; Imagem em destaque: Cena do filme Pussy  pampering com April Oneil (a morena) e Molly Cavalli;

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel;
Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual;
Imagem em destaque: Cena do filme Pussy pampering com April Oneil (a morena) e Molly Cavalli;

Cópia de Cassandra Rios-vedetes

Saudações a Cassandra Rios

“Senhorita Eudemônia, todos aqueles que quiseram se libertar do instinto pervertido foram bem sucedidos em nossas clinicas. Tornaram-se criaturas normais e muitos deles hoje possuem seu próprio lar e até filhos”. Trecho do livro Eudemônia de 1956. Essas palavras lembram algo?

Outro dia assisti uma das adaptações para o cinema de um livro de Cassandra Rios (1932-2002), fiquei chocada. Não pelo teor erótico, pois adoro um pornô e nivelo as trizes desse gênero como o de qualquer outro, a questão é, o Snoopy foi usado como objeto masturbatório. Ariella foi dirigido por John Herbert (1929 -2011) e estrelado por Nicole Puzzi, Herson Capri, John Herbert e Christiane Torloni em seu primeiro papel em longa metragem. Não achei o filme ruim, ao contrário gostei mais dele, em comparação a Toda nudez será castiga, adaptação feita por Arnaldo Jabor da obra de Nelson Rodrigues.

Capas dos livros de Cassandra Rios

Capas dos livros de Cassandra Rios

Falar da obra de Cassandra Rios é mais difícil que a censura em dizer sim ou não. Para Jorge Amado, era a melhor escritora do país, já Marcelo Rubens Paiva diz que, para entender Cassandra Rios devemos levar em consideração sua época e ambiente.

Então vamos para 1948, uma adolescente de 16 anos com um livro intitulado A volúpia do pecado. 1948? Ela tornou-se percursora da literatura homossexual brasileira. O primeiro romance de temática lésbica a alcançar repercussão nacional foi seu livro de estreia.  Cassandra Rios chegou a vender mais de 300 mil exemplares em 1 ano, um verdadeiro best seller para a época, feito alcançado décadas depois por Paulo Coelho. Segundo Adriane Piovezan “a homossexualidade só aparecia, na literatura do final do século XIX e na primeira metade do século XX associada a três tabus: o pecado, a patologia e o crime. Esses elementos não estão na narrativa de Cassandra; pelo contrario; aparecem como forma de repressão e (ou) preconceito que suas personagens enfrentam. Por isso, as minorias sexuais, que não eram sequer pensadas como tal no Brasil daquela época, perceberam naqueles livros uma oportunidade de terem retratados aspectos de seu cotidiano em uma obra literária”. Ver matéria completa aqui

Uma questão abordada em uma das ultimas entrevistas de Cassandra Rios para a revista TPM é a pornografia. Afinal seu nome é automaticamente associado a pornografia. Há uma barreira e inúmeras teorias sobre onde termina o erótico e inicia o pornográfico. Para ser erótico ele precisa estar amparado em algumas premissas, um contexto, um texto explicativo, uma visão “poética” qualquer. O que se considera pornográfico é o ato pelo ato, sem preliminares. Mas eu pergunto, uma mulher pelada X difere em que de uma mulher pelada Y?  A Y tem duas xoxotas?

“Ah, prefiro obscena! É uma palavra bonita, sensual. “Pornográfica” já é outra coisa. Devia ser “porco-gráfica”! [Risos] Meus livros não são pornográficos. São livros de amor. Falam da atração que uma pessoa exerce sobre a outra. Há aquele processo de se interessar, de namorar” diz a escritora.

Mas isso não é importante. Importante é o seguinte: Cassandra Rios escreveu quase cinquenta livros e não encontramos nem um décimo de sua obra reeditada. Foi em seu tempo, um dos escritores mais lidos no Brasil, levando em conta que vivemos num país de não leitores, para não dizer analfabetos funcionais. Como mencionei, foi pioneira em retratar o submundo gay. Em sua obra era recorrente fazer alusão a lugares e comportamentos típicos homossexuais. Em uma de suas obras faz referencia ao Ferro’s bar, que em seu livro ficou como Aços bar, frequentado por mulheres que amavam mulheres.

Mesmo levando em consideração as palavras de Waldenyr Caldas:

“Tanto Cassandra Rios como Adelaide Carraro tiveram todos os seus livros publicados censurados e impedidos de serem comercializados . Mas o recolhimento dessas obras pela censura federal não representava uma preocupação estética ou algo semelhante para com a cultura brasileira. Significava, isto sim, apenas um comportamento político do Estado. Essas apreensões deveram-se, fundamentalmente, ao fato de que essa literatura fere os valores da cultura afirmativa ao apresentar o corpo enquanto instrumento de prazer. Porém, é bom que se diga, não se trata propriamente do prazer; mas de um pseudoprazer, do prazer fetichizado. E “a proibição de oferecer o corpo no mercado, como instrumento de prazer, em vez de instrumento de trabalho, é uma das raízes sociais e psíquicas fundamentais da ideologia burguesa-patriarcal”. Assim, a sub-literatura, enquanto pseudoprazer, assume mais uma vez a função de engodo, do grande público, na medida em que passa a servir de “válvula de escape” aos instintos sexuais reprimidos em virtude da instrumentalização do corpo, imprescindível ao modo de produção capitalista”. 50 tons de cinza?

Mais capas de Cassandra Rios

Mais capas de Cassandra Rios

Entre lançar um livro ruim, repleto de clichês lésbicos e não publicar nada, qual a leitora lésbica prefere?

“A partir de 1990, a literatura homossexual feminina assume um perfil engajado, de afirmação positiva dessa minoria. Ao privilegiar protagonistas atraentes e bem sucedidas, acabam assim, enquadrando o lesbianismo nos padrões hegemônicos da sociedade, com seus valores heterossexuais e mercadológicos. Um discurso que pode ter boas intenções políticas, mas faz alusão a um mundo artificial, distante do cotidiano concreto dos homossexuais”, diz Adriane Piovezan.

O tempo passa e eles sumiram das prateleiras...

O tempo passa e eles sumiram das prateleiras…

Interessante mencionar a forma com que o homossexual deve ser apresentado numa obra. A diferença da obra de Cassandra Rios para a literatura gay feita hoje, não parte apenas de heterossexuais preocupados em vender uma história, mas o mais interessante é ver veículos feitos por homossexuais com pensamentos idealizados e irreais sobre o mundo gay. Basta verificarmos no site da editora Malagueta as inúmeras “preferências” sobre como deve ser um livro lésbico. Com finais felizes? Pensei que essa questão cabia apenas ao escritor, isso quando a literatura é vista como expressão artística e não mercadológica. Não sei o que seria apresentar personagens como pessoas e não como objetos (pornografia). Tá, sei que você tem uma teoria sobre isso.

Cassandra Riso foi boa escritora? Olha, há controvérsias  Digo que, sua obra é melhor do que a maioria dos livros com temática lésbica lançados nos últimos anos. Não é possível dizer que é alta literatura, mas não deixa de fazer um retrato comportamental da sociedade da época. O que o torna valido.

Ozzy Osbourne em show beneficente para angariar fundos para Gay & Lesbian Center

Slash e esposa em vídeo apoiando o casamento gay

Categoria: Cunnilingues; Sobre: Amor Lésbico, lesbianismo

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Sobre: Amor Lésbico, lesbianismo