Fêmur de Nefilim – Do anjo caído ao anjo materializado

Ele tinha que, tentado

Vencer o mal e o bem,

Antes que, já libertado,

Deixasse o caminho errado

Por que a Princesa vem[1]


[1] Fernando Pessoa

As nove estrelas mais brilhantes nas Plêiades tem os nomes das Sete Irmãs da mitologia grega: Asterope, Mérope, Electra, Celeno,Taigete, Maia e Dríope, junto com seus pais, Atlas e Pleione. Como filhas de Atlas, as híades eram irmãs das Plêiades. O nome do aglomerado é em si de origem grega, apesar da etimologia não estar clara. Algumas derivações incluem: de πλεîν plein, navegar, fazendo das Plêiades

As nove estrelas mais brilhantes nas Plêiades tem os nomes das Sete Irmãs da mitologia grega: Asterope, Mérope, Electra, Celeno,Taigete, Maia e Dríope, junto com seus pais, Atlas e Pleione. Como filhas de Atlas, as híades eram irmãs das Plêiades. O nome do aglomerado é em si de origem grega, apesar da etimologia não estar clara. Algumas derivações incluem: de πλεîν plein, navegar, fazendo das Plêiades “as navegantes”; de pleos, cheio ou muitos; ou então de peleiades, bando de pombas

TRECHO DO LIVRO PASSA LÁ EM CASA

TAPEDUM LUCIDUM 2

Você está vivo

Todo meu respeito[1]

Tem dó Albert

Albert corria de braços abertos para as águas. Ele achou um fêmur.

Carmen corria de braços abertos para as águas. Ela achou uma caveira.

Garbo não corria de braços abertos para as águas. Ela preferia ficar sozinha na areia. E por isso mesmo, não achou nada.

Correndo juntos na areia, Mr. Grant e Mrs. Hutton[2]. Mr. Grant acaba pisando em outra caveira.

Marilyn posava para um fotografo e lamentou a sorte, ela também não achou nada.

Miss Short[3] era observada pelo seu assassino.


[1] A velha mistura – Golpe de Estado;

[2] Barbara Woolworth Hutton se casou com Cary Grant em 1942. Em 1945 se divorciaram;

[3] Elizabeth Short (Hyde Park, perto de Boston, Massachusetts, 24 de julho de 1924 — Los Angeles, 14 de janeiro de 1947) foi uma atriz estadunidense, brutalmente assassinada em 1947. Era conhecida como Dália Negra;

Nefilim, do hebraico נְפִלנ ְפִיל nefilím, que significa desertores, caídos, derrubados, mas tal termo é uma variação do termo נָפַל. Deriva da forma causativa do verbo nafál ou nefal (cair,queda,derrubar,cortar). Conforme encontrado em 2 Reis 3:19; 19:17.Alguns estudiosos da Bíblia sugerem que os nefilins eram anjos caídos, outros afirmam que a derivação do nome se refere apenas a homens iníquos como Caim.

A passagem bíblica a que se refere o termo encontram-se em Genesis 6:1-4, e em Números 13:33. Alguns estudiosos tomando o contexto do versículo 4 afirmam que os próprios nefilins não eram anjos e sim descendentes híbridos resultante do acasalamento em anjos materializados e as filhas dos homens. Portanto os filhos de Deus mencionados em Gêneses 6:2, devem ter sidos anjos espirituais, “filhos de Deus”. Essa expressão é aplicada aos anjos em Jó 1:6; 38:7. Esse contesto é apoiado pelo apostolo Pedro, em 1Pedro 3:19, 20. Judas também fala sobre “os anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria moradia correta”, Judas 6. Nos textos acima narra que os anjos desobedientes são agora “espíritos em prisão”, tendo sido ‘lançados no Tártaro’ e ‘reservados com laços em profunda escuridão. Tal fato aconteceu após o Dilúvio, que segundo a Bíblia, destruiu os gigantes filhos híbridos de anjos caídos.

Diz a narrativa na bíblia que Deus teria decretado um dilúvio. Atualmente é reconhecido pela ciência moderna que de fato houve algo parecido. No caso relato fala de um dilúvio global eliminando a raça humana juntamente com os Nefilins, os filhos dos filhos de Deus. Por fim, recomeça uma nova humanidade e os genitores dos Nefilins retornam a sua forma espiritual. Diz o livro de Josué 15:14

“E Calebe expulsou dali os três filhos de Anaque: Sesai, Aimã e Talmai, filhos de Anaque”.

Em outras passagens bíblicas encontramos anjos materializados em humanos, com papeis definidos, como no caso de Ló. Os dois anjos entraram em Sodoma e Gomorra para tirar o patriarca dessa cidade condenada.

Obra de Gustave Courbet - Ló e suas filhas

Obra de Gustave CourbetAs filhas de Ló

É interessante notar não apenas essa famoso relato registrado no velho testamento, mas que também é apoiado no novo testamente pelo apostolo Pedro, por exemplo. Onde ele narra que a paciência de Deus esgotou nos dias de Noé, trazendo assim um cataclismo que hoje encontramos provas de sua existência, o Dilúvio. Sobre esse assunto falarei em outro post.

Porem esse relato encontra eco em outras culturas e narrativas. Talvez a mais conhecida por nós seja a Mitologia grega em seus relatos de Deuses e Deusas que coabitaram com humanos e produziram heróis ou semideuses.

Flávio Josefo faz uma distinção entre os gigantes e o fruto das relações entre os “Filhos de Deus” e as “filhas dos homens”, quando afirma em sua obra: “… e os grandes da terra, que se haviam casado com as filhas dos descendentes de Caim, produziram uma raça indolente que, pela confiança que depositavam na própria força, se vangloriava de calcar aos pés a justiça e imitava os gigantes de que falam os gregos.” (Antiguidades Judaicas). Aparece pela primeira vez em Gênesis 6 traduzido como Gigantes, na maioria das versões bíblicas.

Psiquê e Eros, de Jacques-Louis David. Tem coisa mais neoclássica que David

Psiquê e Eros, de Jacques-Louis David. Tem coisa mais neoclássica que David

Eros, que também sofria com sua ausência, não mais suportando ver a esposa passar por tanta dor, implorou a Zeus, o deus dos deuses, que tivesse compaixão deles.

Um dos Anjos mais conhecidos entre as lendas da humanidade é Eros ou Cupido.

Trecho final da narrativa:

“E com a permissão Zeus, Eros tirou Psique do sono eterno com uma de suas flechas e uniu-se a ela, um deus e uma mortal, no Monte Olimpo. Depois deste casamento, Eros e Psiquê, ou seja, o Amor e a Alma, permaneceram juntos por toda a eternidade”.

No livro bastante conhecido Eram os Deuses astronautas, pesquisador suíço Erich Von Däniken foi um dos primeiros defensores modernos, da teoria da origem superior. Tendo viajado meio mundo e dedicado boa parte de sua vida ao estudo das civilizações antigas, como os sumérios, babilônios, hindus, incas, maias e astecas, Däniken é pioneiro na abordagem técnica sobre a influência de seres extraterrestres no desenvolvimento da vida na Terra. À despeito de inúmeras difamações e ataques sofridos, escreveu diversos livros.

Segundo os sumérios, essa raça de extraterrestres eram os Anunnaki (Os Do Céu Que estão Na Terra), que mais tarde foram chamados de Elohim (Senhores do Céu).

O Nefilim alienígena de Roberto Ferri. Por incrível que pareça, é um pintor contemporâneo nascido em 1978...

O Nefilim alienígena de Roberto Ferri. Por incrível que pareça, é um pintor contemporâneo nascido em 1978…

O resultado dessas ousadas experiências foram seres antropomórficos, de aspecto exótico ou monstruoso, que ficaram conhecidos, ao longo da história, como quimeras (centauros, cíclopes, hárpias, tritões, sereias, minotauros, hidras, górgonas, sátiros, etc). Criaturas que possuíam cabeça e tronco humanos e membros inferiores de animais ou as vezes, o inverso, ou uma bizarra combinação de ambos ou de vários animais, ou ainda seres humanos com dois pares de membros superiores. Algumas placas sumérias com anotações de ENKI, à respeito dessas experiências, revelam que muitos tinham sérias disfunções biológicas, mas outros se adaptavam bem e desenvolviam, inclusive alto grau de inteligência. Ao contrário do que se pensa, esses seres não eram meros mitos, mas sim resultado de avançada engenharia genética. A ciência moderna, secretamente, tem dado os primeiros passos em direção à essas atividades (Por exemplo: Transplante de órgãos de animais em seres humanos). O fato é que esses seres fantásticos conviviam com os humanos criados pelos Anunnaki, e foram citados em muitos textos de civilizações antigas, principalmente as greco-romanas e indo europeias. Alguns deles ficaram famosos em seus tempos, como a górgona Medusa, o sátiro Pan e o ser minotauro, da ilha de Creta, ou o homem-pássaro hindu Garuda. Inicialmente eram considerados semideuses, mas à medida que as civilizações iam ficando mais sofisticadas, esses seres passaram a ser vistos como ameaças e foram perseguidos e combatidos por homens como GilgameshPerseu e Hércules.

Também encontramos correspondência na cultura árabe com suas classificações de Ifrit. Os ifrit’s ou djim, são seres miológicos que estão distribuídos em hierarquias. Muitos são antropomórficos e as características de personalidades e atitude lembram os nefilins. Quem nunca ouviu falar de princesas aprisionadas por gênios da lâmpada.

Sobre a cultura europeia vamos exemplificar um acontecimento ocorrido no século 400 A.C.

A visão de Fausto (1880) de Luis Ricardo Farelo

A visão de Fausto (1880) de Luis Ricardo Farelo

Voltando a Grécia, mais especificamente a uma festa em Pireu, na celebração em homenagem a Bêndis, encontramos alguns sábios numa narrativa bastante conhecida, O fim de Atlântida. Sócrates, Platão, Crítias o jovem, Hermócrates. Crítias contou uma historia bastante estranha porem autentica conforme foi qualificada pelo sábio Sólon, o qual outrora a havia trazido do Egito para Grécia.  A narrativa por hora não nos interessa, mas sim um trecho dela.

“Graças a essa mentalidade e a ação continua da natureza divina, com eles tudo progrediu e saiu-se bem… Toda via, quando, aos poucos, sua natureza divina ficou debilitada, por causa da frequente mistura do seu sangue com o sangue de muitos mortais e a natureza humana chegou a neles prevalecer, então começaram a revelar-se incapazes de conviver com as suas riquezas e se tornaram de índole má”.

Continua Crítias:

Pleiade perdida (1884) de William-Adolphe Bouguereau

Pleiade perdida (1884) obra linda e poética de William-Adolphe Bouguereau

“Contudo o deus dos deuses, Zeus, que rege segundo as leis eternas e perfeitamente reconheceu o estado lastimável em que se encontrou essa estirpe, outrora tão capaz, resolveu castiga-la e, para tanto, convocou todas as deidades, em sua morada sublime, situada no centro do cosmo, de onde se avista, tudo que, no decorrer dos tempos, participou do processo de evolução”…

A narrativa se extingue.

Otto Muck comenta:

“Aqui ressurge o motivo idêntico com a motivação do dilúvio bíblico: promiscuidade dos ‘filhos dos deuses’ e das ‘filhas da Terra’. A origem desse paralelo é desconhecida”.

“Castigo’, parece fora de duvida que com isso se aludiu ao dilúvio”.

Aqui temos duas versões para mesma lenda, uma bíblica e outra grega. A quem interessar, a definição física da ilha mítica é detalhadamente descrita por Crítias. Levando a isso milhares de livros sobre o tema Atlântida. Pesquisas e curiosidade a respeito não apenas da ilha, mas de seus habitantes. Vale lembrar que Jacques Cousteau antes de morrer preparava uma missão para encontra-la.

Porem existe mais um detalhe, os sumérios.

Categoria: Fêmur de Nefilim Sobre: Ciências naturais, Ciências especulativas

Categoria: Fêmur de Nefilim
Sobre: Ciências naturais, Ciências especulativas

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A amante das xoxotas

Então não são mais vampiras?

Não.

Legal. Mas ainda são lésbicas? Que sacanagem

Oriunda do mal alimentado pelo odio dos homens e o amor das mlheres, seu nome Carmilla a rainha vampira

Oriunda do mal, alimentado pelo ódio dos homens e o amor das mulheres, seu nome, Carmilla, a rainha vampira

Estava com meu amigo Moredson quando vi o poster, numa vídeo locadora, do filme Matadores de vampiras lésbicas. Foi na Rua Martins Fontes e estava um dia lindo em 2009 ou 2010. Já tinha começado a escrita do livro Passa lá em casa e o tema me atraiu por questões obvias. Deveria ter toda forma de referencia no tema vampirismo, e se tem algo que não sai de moda, é vampiro. O tempo correu e no ano de 2012 após ver videos que não me lembro no You tube, me deparei com o filme. Ótimo! Vamos ver isso.

Quem me conhece sabe que sou um tanto lerda, e era uma comédia. Logo no começo tive que dar uma pausa, reconheci a voz do João Gordo, que certa vez nos idos dos anos 90 deu um autografo super fofo para minha mãe Izilda. Sim, era o João Gordo, tanto melhor. Essa é uma das poucas exceções que vale a pena ver dublado.

Adorei o filme logo de inicio. Segue a sinopse:

Posters do EUA, França e Grécia

Posters do EUA, França e Grécia

Fletch (James Corden) perdeu o emprego e Jimmy (Mathew Horne) a namorada. Com as férias chegando e sem planos de aonde ir a dupla decide passar um final de semana no campo tomando cerveja e respirando ar puro. Porém, nada acontece como planejado. Depois de muitas confusões a dupla se vê presa num vilarejo onde as mulheres são vítimas da lendária maldição das Vampiras Lésbicas. Muita diversão, dentes pontiagudos e lindas mulheres estarão no caminho destes amigos. Diante desta situação é preciso coragem para superar seus medos, e também seus sonhos, e tornar-se um dos Matadores de Vampiras Lésbicas.

Poster do filme no EUA, Inglaterra e Suécia

Poster do filme no EUA, Inglaterra e Suécia

O filme foi um dos 300 exibidos no Festival do Rio 2009. Na 11° edição do festival trouxe filmes do mundo inteiro incluindo Matadores...

É interessante notar uma das mais fortes referencias ao tema vampiro, ou uma das melhores estórias de vampiro já escrita, no caso Carmilla. Aqueles que pesquisam sobre vampirismo logo se depara com essa obra que é anterior a Drácula. Para a maioria dos estudiosos em literatura, trata-se de obra superior a de Bram Stoker.

Sobre a obra, Cris Rangel comenta o seguinte:

“A maior referência, em ambos os casos, ainda é o famoso Drácula, do irlandês Bram Stoker, publicado em 1897 e escolhido como base para uma infinidade de filmes, roteiros e séries de TV. Talvez seja esta a obra literária que teve o maior número de adaptações em toda a história do cinema.

O que pouca gente sabe é que, mesmo tendo se tornado um ícone vampiresco para a realização de diversas obras, antigas e recentes, Drácula não foi o primeiro vampiro da literatura.

O primeiro vampiro foi, na verdade, uma vampira. Carmilla, nome que dá título ao conto do também irlandês Sheridan Le Fanu, foi publicado em 1871, dois anos antes da morte de seu autor e quase três décadas antes de Drácula.

A obra de Le Fanu teria, à época, influenciado diretamente a de Stoker. A comprovação disso é possível com a leitura de “O Convidado de Drácula”, um esboço do início do romance de Stoker, preservado e postumamente publicado e que traz nuances que demonstram claramente a inspiração em Carmilla.

No conto original Le Fanu usa metáforas que deixam clara a influência e o fascínio que a jovem Carmilla Karnstein causa nos homens e mulheres de uma família aristocrática, sugerem o erotismo e sedução da personagem, além de uma beleza incomparável”.

Leia a matéria sobre Carmilla, na integra aqui.

Ao retornar o barão descobriu que os encantos de Carmila tinham seduzido sua linda esposa Eva e a transformado em uma amante das vaginas

Ao retornar, o barão descobriu que os encantos de Carmilla tinham seduzido sua linda esposa Eva, e a transformado em uma amante das vaginas

Uma das questões, ditadas acima, que permeiam a novela, é uma tênue trama do amor lésbico. Apesar que, a maioria dos estudiosos tratam esse tema com pouca importância. Lembrando, para sair um beijo gay em novela, é feita uma pesquisa antes. Pela resposta negativa da maioria das donas de casa, não da para exigir de um texto escrito em meados de 1870 uma relação mais explicita que a sugerida. O texto não apenas deixa claro a intenção amorosa da vampira, como a impressão que ocorreu outras vezes. A personagem que mais tentei aproximar da figura gótica de Carmilla, é Yvian. Sobre essa questão, discorrerei mais tarde na página: Vampiras, Yvian não é Carmilla.

O trecho que abre esse post, encabeça uma das histórias finais de Passa lá em casa. Um momento decisivo e angustiante que amenizo com o diálogo acima.

Recomendo o filme, despretensioso e descaradamente trash. Vale assistir a versão dublada, coisa que recomendo pouco. Com a voz do inconfundível do João Gordo, fica melhor.

e com isso ele arrancou a cabeça da vaca.

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel
Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual

André de sapato novo

O chorinho André de sapato novo nasceu de uma circunstancia bastante dolorida do compositor André Vitor Correia (Rio Bonito, RJ, 18/06/1888, Rio de janeiro, 4/03/1948).  Ele dançou em um baile com os tais sapatos novos que apertavam seus calos e fazia outros. Compositor. Saxofonista. Clarinetista. Funcionário da Imprensa Nacional. Solteiro, deixou um filho de nome Sebastião. Músico de prestígio, foi diretor de harmonia do rancho Ameno Resedá, em 1925. Em 1931, seu choro “Comigo é no beiço” foi gravado na Odeon pelo Trio T. B. T. Em 1936, dirigiu uma jazz

André Vitor Correia (Rio Bonito, RJ, 18/06/1888, Rio de janeiro, 4/03/1948)

André Vitor Correia (Rio Bonito, RJ, 18/06/1888, Rio de janeiro, 4/03/1948)

band, época em que trocou o clarinete pelo saxofone, passando a ser conhecido como André Saxofonista. Dentre suas composições, destaca-se o choro “André de sapato novo”, obra das mais populares no ambiente. No ano de falecimento desse musico e compositor, Almirante, que apresentava um programa de radio chamado O pessoal da velha guarda, tinha por convidado Pixinguinha e Benedito Lacerda. Nesse programa Almirante contou como nasceu uma das mais importantes musicas do cancioneiro brasileiro. Difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido essas notas.

Almirante:

“Poucas músicas terão o privilégio de poder ser identificadas por uma nota, hein? E entre estas poucas está o grande choro “André de Sapato Novo”. Basta que Pixinguinha extraia do seu saxofone este Mi grave para que todos reconheçam logo que música vem por aí. Aquele grave, como todos sabem, representa a parada que faz a todo momento o indivíduo que calça o sapato novo que lhe aperta o pé. O calo está gritando dentro do calçado, e o jeito é fazer umas paradas para ajeitar os dedos comprimidos. O choro “André de Sapato Novo” do saxofonista André Victor Corrêa, falecido recentemente, segura as agonias do autor num dia em que calçou um sapato novo. A execução estará a cargo de Benedito na flauta e Pixinguinha no saxofone. Cada nota assim (Pixinguinha toca um Mi 2) no saxofone do Pixinguinha representa uma daquelas paradas providenciais. Ouçam”.

Mas a melhor parte da história é a seguinte, uma linha no Wikipédia. Você pode pegar o artista mais chulé, de um EUA por exemplo, e dificilmente vai encontrar apenas uma linha escrita. Muitos dizem que esse portal não é de confiança, porém pode apenas ser o começo. Uma fina linha condutora para uma pesquisa maior e ampla. Por que não? Assim chegamos a conclusão da importância dos artistas brasileiros, de qualidade, para esse belo povo. Se não gostou da expressão “música de qualidade” leia o que este jornalista, Regis Tadeu fala sobre pseudointelectuais com suas “filosofias” Rede Globo.

Resumindo, nem eu e nem você saberemos mais que algumas linhas sobre esses músicos, especialmente aqueles da primeira metade do seculo XX.

O livro Passa lá em casa tenta lembrar um pouco desses artistas e digo: conseguir material para cita-los é tentar tirar coelhos de uma cartola sem fundo.

Deixo vocês com o trecho do livro que tem por subtitulo, uma ínfima homenagem a música, abaixo A música:

AUGUSTO DE SAPATO NOVO [1]

O Rei-concierge Mopir foi com Augusto perto do grande fosso. Chupavam um chica-bom. Um criado vinha atrás com uma bandeja em ouro, cravada de pedras preciosas e picolés. Os picolés eles devoravam um atrás do outro.

Viram, era um monte de crianças se debatendo sobre dragões de inúmeros tamanhos e tipos.

Pareciam em sua maioria ter seis anos não mais que oito. Todas albinas e muito parecidas. Os cabelos brancos escorridos secavam logo que emergiam.

Altamiro Aquino Carrilho foi um músico, compositor e flautista brasileiro. Altamiro gravou mais de cem discos, compôs cerca de duzentas canções, tendo se apresentado em mais de quarenta países difundindo o Choro brasileiro.

Altamiro Aquino Carrilho foi um músico, compositor e flautista brasileiro. Altamiro gravou mais de cem discos, compôs cerca de duzentas canções, tendo se apresentado em mais de quarenta países difundindo o Choro brasileiro.

— Meu súdito, elas são melhores que câmeras.

— Mas estão atacando dragões! Eles não são nossa proteção?

— Não quando são muitos. Chegue mais perto de uma delas.

Pela ponte caminharam passando por serpentes e animais inenarráveis. Uma criança caiu a seus pés.

— Rei, ela não tem pupila. É tudo branco.

— Chegue perto.

Filamentos brilhantes. A criança rosnou e se debateu. Fugiu e se precipitou para o lamaçal. Não dava para distinguir o sexo. Apenas alguns traços não as faziam iguais.

Voltaram para o grande salão do rei e nem as pedras de Aladim se comparavam com a riqueza daquele reino. Uma escrava postou-se ao lado de Augusto para abanar com uma longa pluma Augusto no recamier. O Rei-concierge era abanado por duas beldades.

— Qual a natureza das crianças?

— Crianças perversas que estão no limbo. Nem Padim Ciço[2] pode fazer algo por elas.

Que tipo de perversão teria uma criança? A gente vê sempre a tal pureza. Essas transmitiam uma visão fantasmagórica, infernal.

Augusto reclama:

— Com essa brisinha não tem como aplacar meu calor. Que tal o ar-condicionado?

— Meu caro e exigente súdito, pois lhe digo que seu calor é proveniente do que trás entre as pernas. Pegue a escrava e a conduza a seu bel-prazer a um dos cômodos. Seus canais estão obstruídos Augustinho. Nada que uma ou duas

trepadas não resolvam.

Sentiu vergonha e era verdade. Conduziu a escrava e foi.


[1] Referencia ao chorinho “André de sapato novo”, de André Victor Corrêa (1888-1948);

[2] Cícero Romão Batista (Crato, 24 de março de 1844 — Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934) foi um sacerdote católico brasileiro. Na devoção popular, é conhecido como Padre Cícero ou Padim Ciço. Carismático, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará bem como do Nordeste;

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Augusto de sapato novo Sobre: Música brasileira - MPB

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Augusto de sapato novo
Sobre: Música brasileira – MPB

Um arquiteto nervoso

Porcelana Sèvres um dos elementos importantes no estilo Neoclássico. No livro Passa lá em casa, este é um dos elementos da decoração do apartamento de Augusto

Porcelana Sèvres um dos elementos importantes no estilo Neoclássico. No livro Passa lá em casa, este é um dos elementos da decoração do apartamento de Augusto

Estaria muito alem dos limites dos poderes de qualquer individuo tentar reunir ilustrações das inúmeras e tão diversas fases da arte ornamental. Seria um trabalho minimamente possível se empreendido por um governo e, mesmo assim, seria volumoso demais para ser útil de modo geral. Assim, tudo que me propus a fazer, ao formar a coleção que arrisquei chamar de Gramática do ornamento, foi selecionar os tipos mais proeminentes em alguns estilos intimamente ligados

Castelo di Sammezzano

Castelo di Sammezzano

uns com os outros e em que algumas regras gerais pareceram reinar independentemente das peculiaridades de cada um.

Eu me aventurei a desejar, a fazer uma justaposição imediata das muitas formas de beleza de cada estilo de ornamento, poder ajudar deter a infeliz tendência do nosso tempo de nos contentar com a copia, enquanto dure a moda, de forma peculiares a qualquer década passada sem tentar averiguar – e geralmente ignorando completamente – as circunstancias peculiares que tornaram um ornamento belo porque era apropriado e que revela outras deficiências ao ser transplantado, fracassando completamente.

E mais que provável que o primeiro resultado de lançar para o mundo esta coleção seja o considerável aumento dessa tendência, e que muitos se contente em tomar emprestado do passado essas formas de beleza que ainda não tenham sido utilizadas ad nauseam. É meu desejo deter essa tendência e fazer despertar uma ambição mais nobre.

Se o estudante empenhar-se em pesquisar as idéias empregadas em tantas línguas diferentes, ele seguramente pode esperar encontrar uma formula de fluxo continuo em lugar de uma reserva parada e cheia até a metade.

Nos capítulos a seguir tentei estabelecer os seguintes fatos principais:

Primeiro: Sempre que um estilo de ornamento desperta admiração universal, ele esta invariavelmente de acordo com as leis que governam a distribuição da forma na natureza.

Aubusson

Aubusson

Segundo: Não importa quão variada sejam as manifestações em cumprimento dessas leis, as principais idéias que se baseiam são muito poucas.

Terceiro: que as modificações e desenvolvimentos ocorridos de um estilo para outro foram causados pelo descarte súbito de algum impedimento fixo que libera o pensamento por um tempo, até que a nova ideia, assim como a antiga, se torne novamente fixa, dando a luz, por sua vez, a novas invenções.

Porcelana de Sèvres

Porcelana de Sèvres

Ultimo: tentei mostrar, no vigésimo capitulo, que o progresso futuro da arte ornamental pode ser mais bem segurado enxertando na experiência do passado o conhecimento que possamos obter de um retorno a natureza para renovar a inspiração. Tentei elaborar teorias da arte, ou formar um estilo independente do passado, seria um ato de extrema

tolice. Seria, ao mesmo tempo reeitar as experiências e o conhecimento acumulado de milhares de anos. Ao contrario devemos considerar todos os trabalhos bem-sucedidos dos passado nossa herança, sem segui-los cegamente, mas apenas empregando-os como orientações para encontrar o verdadeiro caminho.

Ao encerrar o tema e finalmente submetê-lo ao julgamento do publico, estou totalmente ciente de que a coleção está longe da completude; existem diversas lacunas que cada artista pode, no entanto, prontamente preencher por conta própria. Meu principal objetivo, apresentar exemplo desses estilos lado a lado da melhor maneira para torná-los marcos ou apolos para o estudante em seu próprio caminho, foi, acredito cumprido.

Assim, resta-me oferecer meu reconhecimento a todos os amigos que gentilmente me auxiliaram nessa tarefa.

Na formação da coleção egípcia, recebi a ajuda bastante valiosa de J. Bonomi e de James Wild, que também contribuiu com os materiais para a coleção árabe; sua longa residência no Cairo lhe deu a oportunidade de formar uma coleção bastante grande de ornamentos cairotas, cuja a porção contida nesse trabalho não fornece nada além de uma ideia imperfeita, e espero que um dia ele se sinta estimulado a publicá-la de forma completa.

Azulejo da Quinta dos azulejos - Portugal

Azulejo da Quinta dos azulejos – Portugal

Devo a T. T. Bury a placa de vidro colorida. De C. J. Richardson obtive a parte principal dos materiais da coleção elisabetana; de J. B. Waring, os matérias da coleção bizantina, bem como o ensaio tão valioso sobre os ornamentos bizantinos e elisabetanos. Ao dispensar atenção especial aos ornamentos dos celtas, J. O. Westwood ajudou a formar a coleção desse povo e escreveu a tão impressionante historia e a exposição do estilo.

Trabalho de Owen Jones feito em Alhambra

Trabalho de Owen Jones feito em Alhambra

C. Dresser da Marlborough House, forneceu a interessante ilustração do numero 8 do vigésimo capitulo exibindo a organização geométrica das flores naturais.

Meu colega no Crystal Palace, M. Digby Wyatt, enriqueceu essa obra com artigos admiráveis sobre os ornamentos italianos e do período da Renascença.

Sempre que o material reunido de fontes publicadas, elas foram creditadas no corpo do trabalho.

O restante dos desenhos foi executado principalmente por meus discípulos Albert Warren e Charles Aubert, que com Stubbs, reduziram o tamanho dos desenhos originais e os prepararam para publicação.

O desenho sobre pedra de toda coleção foi confiado aos cuidados de Francis Bedford, que, com seus hábeis assistentes H. Fielding, W. R. Tymms, A. Warren e S. Sedgfield, com ajudas ocasionais, realizou as cem ilustrações em menos de um ano.

Devo agradecimentos especiais a Bedford pelo cuidado e pela preocupação por ele revelados, independente de toda consideração pessoal em realizar seu trabalho tão perfeitamente quanto o estagio avançado de que a cromolitografia exigiu; e sinto-me convencido de que seus valiosos serviços serão reconhecidos por todos aqueles que de alguma maneira, estão familiarizados com as dificuldades e incertezas do processo.

William Morris

William Morris

Os senhores Day e filho, editores executivos e, ao mesmo tempo, tipógrafos dessa obra, envidaram todos esforços para sua concretização, e, não obstante o cuidado necessário à sua execução dessa tarefa e a enorme quantidade de impressões a serem realizadas, os recursos de seus estabelecimentos permitiram a eles não apenas que o trabalho fosse oferecido com perfeita regularidade aos leitores, mas inclusive que fosse completado antes do prazo estabelecido.

Owen Jones

9 Argill Place, 15 de dezembro de 1856

Quando Owen Jones resolveu escrever A Gramática do ornamento, o fez por estar indignado com a mistura de estampas e símbolos usados pela burguesia sem qualquer critério ou conhecimento. Esse texto foi extraído do livro.

Categoria: Pilares da Criação  Subcategoria: O menos é mais, CHATO!  Sobre: Artes ornamentais e decorativas  Imagem em destaque: Porcelana japonesa do século XVIII

Categoria: Pilares da Criação
Subcategoria: O menos é mais, CHATO!
Sobre: Artes ornamentais e decorativas
Imagem em destaque: Porcelana japonesa do século XVIII

Dia internacional do Slayer

A primeira vez que ouvi falar de Slayer foi na revista Metal. Lembro até hoje da foto. Lembro que tinha medo de ouvir a banda por seu teor satânico, mas isso passou. Veio então às guitarras rápidas de Kerry King e Jeff Hanneman, a técnica e rapidez de Dave Lombardo e os gritos de Tom. Que bobagem não ter ouvido os caras desde sempre, afinal era tudo que uma adolescência conturbada e infeliz precisava, de altas doses de ódio, revolta e sangue. Você compra um CD do Slayer sabendo que ele não vai te decepcionar com baladinhas ou som experimental, é porrada do começo ao fim. Nos dois últimos anos estive atenta para as mudanças da banda, principalmente o problema de Hanneman.

Jeff Hanneman, Tom Araya e Kerry King ao fundo

Jeff Hanneman, Tom Araya e Kerry King ao fundo

Em janeiro de 2011, o guitarrista contraiu Fasciite Necrosante, provavelmente por meio de uma picada de aranha. Desde então o guitarrista passou por cirurgia, enxertos de pele, e reabilitação intensa. Isso o impediu de excursionar com a banda durante dois anos. Segundo Jeff, ele estava na banheira de hidromassagem de um amigo. Em dezembro, Hanneman concebeu uma entrevista para Classic Rock, do Reino Unido:

“Eu nem senti” ele disse. “Mas uma hora depois, eu sabia que eu estava doente.” Durante o caminho para o hospital, em suas palavras “Eu podia ver a carne apodrecendo”, ele recorda. “Meu braço estava muito quente. Quando cheguei na emergência, agradeci a Deus que a enfermeira reconheceu de imediato o que era que estava acontecendo. Por coincidência, apesar de ser uma doença muito rara, ela tinha visto um caso pouco antes. Naquele momento, eu estava a uma hora da morte”.
durante esse tempo, Gary Holt do Êxodos substitui temporariamente o guitarrista.

O Slayer foi formado em Huntington Park, Califórnia em 1981. A banda foi fundada pelos guitarristas Jeff Hanneman e Kerry King. Adquiriu fama a partir de 1986, com o álbum Reign in Blood, e é considerado como parte do Big Four of Thrash: as quatro maiores bandas de thrash metal de todos os tempos, juntamente com Metallica, Megadeth e Anthrax. Prefiro pensar em cinco, mais Testament.

Acredito que era essa a foto que estava na extinta revista Metal. Da esquerda para direita: Dave Lombardo, Jeff Hanneman, Tom Araya e Kerry King, um dos pilares do thrash...

Acredito que era essa a foto que estava na extinta revista Metal. Da esquerda para direita: Dave Lombardo, Jeff Hanneman, Tom Araya e Kerry King, um dos pilares do thrash…

O estilo musical de Slayer envolve rápidos trêmulos, variados solos de guitarra, bumbo duplo na bateria e vocais pesados. As letras e arte dos álbuns se baseiam em temas como serial killers, satanismo, religião e a guerra, o que levou a gerar diversos problemas ao longo da história da banda, como proibições de álbuns, atrasos em turnês, processos judiciais, além de ser constante alvo de críticas de grupos religiosos.

Sua rapidez e poderio instrumental que combinavam hardcore punk e speed metal. Reign in Blood é o álbum mais rápido deles, gravado com uma média de 250 batidas por minuto. Já em 2001, God Hates Us All foi gravado com guitarras de 7 cordas, sendo considerado por alguns fãs como um som próximo ao nu metal.

Os solos de King e Hanneman foram categorizados como “caóticos e incrivelmente geniais”. Dave Lombardo usa dois bumbos ao invés de pedais duplos e um bumbo. A agressividade e velocidade de Lombardo fez com que ele ganhasse o título de padrinho do bumbo duplo pela revista Drummerworld, sendo este peça chave no som da banda.

Desde seu álbum de estreia em 1983, a banda lançou dois álbuns ao vivo, um box, seis videoclipes, dois EPs e onze álbuns de estúdio, cujo quatro deles receberam disco de ouro pela RIAA. A banda recebeu quatro nomeações para o Grammy, ganhando uma em 2007 para a canção “Eyes of the Insane”, e outra em 2008 para a canção “Final Six”.

Na última apresentação de Jeff com a banda, ele reclamou justamente da rapidez em que as músicas são tocadas, o que o impossibilitava de tocar boa parte delas. Como disse vinha acompanhando a melhora ou piora do guitarrista. Daí muito me surpreendeu a morte Hennamen no dia 2 de Maio de 2013. Ate mesmo os membros da banda foram pegos de surpresa.

As quatro bandas completas

As quatro bandas completas, Big Four

Mas esta não foi a única noticia ruim sobre o Slayer. A banda no inicio do ano demitiu o mitológico baterista Dave Lombardo. Pela terceira vez Lombardo é expulso da banda por motivos financeiros. Mesmo assim Dave tinha esperanças de retornar até o momento que soube pela internet que definitivamente foi substituído por Paul Bostaph.

Falando com Nikki Blank da estação de rádio 107.7 de São Francisco, Califórnia, Paul disse: “Estou empolgado por estar de volta. Já se passaram sei lá quantos anos desde a última vez que toquei com eles… Eu acho que 12 anos ou algo assim.

Tem sido muito, muito legal voltar à sala e tocar algumas das músicas. As músicas do Slayer são épicas e incríveis. Então,

tem sido ótimo. Tivemos muitos bons anos juntos quando eu estava com eles – eu me diverti muito com eles- e espero continuar tudo isso. Então espero ansiosamente”.

No site oficial da banda foi postado o seguinte anuncio:

“O Slayer está devastado em ter que informar que seu colega de banda e irmão, Jeff Hanneman, faleceu por volta de 11:00 desta manhã perto de sua casa no sul da Califórnia. Hanneman estava em um hospital da área quando sofreu insuficiência hepática. Ele deixa sua esposa, Kathy, sua irmã Kathy e seus irmãos Michael e Larry, e fará muita falta.”

A Big Four of Thrash: Dave Mustaine do Megadeth, Scott Ian do Anthrax, James Hetfield do Metallica e Kerry King do Slayer

A Big Four of Thrash: Dave Mustaine do Megadeth, Scott Ian do Anthrax, James Hetfield do Metallica e Kerry King do Slayer

Regis Tadeu fez uma homenagem ao guitarrista em seu blog;

Andre Barcinsk;

Andreas Kisser;

Vários artistas também lembraram o guitarrista, desde Slash, passando por membros do Motley Crue, Machine Head, Testament e outros.

Qual a causa da morte?

A banda postou em seu site o seguinte comunicado:

“Acabamos de saber que a causa oficial da morte de Jeff foi cirrose alcoólica. Enquanto ele lutava por sua saúde ao longo dos anos, incluindo a recente infecção denominada fasciíte necrotizante que acabou com o seu bem-estar, Jeff e pessoas próximas a ele não estavam cientes da verdadeira extensão da sua doença hepática, até os últimos dias de sua vida. Ao contrário de alguns relatos, Jeff não estava em uma lista de transplantes no momento da sua morte, ou em qualquer momento antes disso. Na verdade, por todas as contas, parecia que ele estava melhorando – ele estava animado e ansioso para trabalhar em um novo álbum”.
Para o funeral de Hanneman, uma igreja evangélica de desocupados, prometeram manifestações no local.

Mas hoje é um dia especial para os fãs da banda, é comemorado nos EUA Dia internacional do Slayer.

Seguindo a morte do guitarrista do Slayer Jeff Hanneman, os organizadores do Dia Internacional do SLAYER  – uma data comemorativa da banda que ganhou vida em 06/06/06 – anunciaram uma mudança no status da celebração deste ano, que pode se tornar o “primeiro feriado de heavy metal do mundo”.

“Com o falecimento de Jeff Hanneman, seria razoável supor que a celebração para 2013, do Dia Internacional do Slayer, fosse mais triste”, disse o porta-voz e CEO do Dia Internacional do Slayer, Jim Tate, “mas nada poderia estar mais longe da verdade.”. Ele acrescentou que o significado do Dia Internacional do Slayer vai muito além do Slayer.

Pois é, no café da manhã, no almoço e janta e mais um gole para dormir...

Pois é, no café da manhã, no almoço e janta e mais um gole para dormir…

“O mundo lá fora foi novamente forçado a contar com a gente como um movimento cultural, quando reconheceu a perda de uma das figuras mais importantes do metal, por isso seria um erro simplesmente parar com tudo. Jeff fez a música ficar mais alta e desafiadora, e nós devemos continuar a manter esse padrão na forma de comemorar e representar a comunidade”, disse Tate.

Muitos críticos veem o Slayer como uma banda de metal arquetípica por causa de sua abordagem intransigente, sua temática mitológica combinando com a tecnologia e o ocultismo, e sua perseguição sem remorso de um estilo de vida além do que a sociedade moderna considera normal. Na verdade, alguns consideram o Slayer os salvadores do heavy metal.

O CTO do Dia Internacional do Slayer, Dag Hansen, falou sobre esse ponto. “A pizza não foi inventada na Itália, restaurantes de comida chinesa foram criados em Nova York, o molho de Sri Racha foi criado na Califórnia, fornos holandeses não são holandeses e batatas fritas (french fries) não tem nenhuma relação com a França”, disse Hansen. “Nós não queremos que metal se torne uma outra cultura absorvida pela máquina de dinheiro e se transforme em uma pálida imitação de si mesmo”.

“Nós, do Dia Internacional do Slayer, pedimos que voltem a se levantar em nome do Slayer, em nome do metal, e em nome de Jeff Hanneman, e façam que o resto do planeta se lembrem que estamos aqui, e que isso não desapareça tão cedo”, disse Tate. “A boa música é heroica e imortal, e agora mais do que nunca, a música do Slayer é exatamente isso. Eles criaram hinos de batalha que muitos de nós usamos para navegar pela vida, aqueles que continuarão a depender de como os próximos dias virão a ficar cada vez mais sombrios. Nós não podemos deixar que essas obras desapareçam com o tempo. Às vezes é difícil lembrar que Slayer é composto por homens mortais como nós, mas com a dedicação adequada e boa administração, suas obras podem durar milhares de anos e se juntar às fileiras de mestres como Beethoven e Wagner. Isto é o que devemos nos esforçar para fazer, insistindo em bandas como o Slayer, para nós e para as futuras gerações”.

Lembrando a todos os leitores que assim como todos os anos, este ano o Dia Internacional do Slayer será na mesma data, com a mesma agenda. “Junte-se a nós. Nunca é tarde demais para fazer sua voz ser ouvida. O metal é a missão, o Slayer é a nossa arma. No dia 06 de junho, fique conosco para celebrarmos o tanto quanto pudermos”, disse Tate.

“Não vão trabalhar, ouçam SLAYER!”

Capa lindona em homenagem a Jeff Hanneman.

Capa lindona em homenagem a Jeff Hanneman. “O palco ficou um pouco mais escuro“. Dave Mustaine

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Sabra Cadabra Sobre: Heavy Metal

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Sabra Cadabra
Sobre: Heavy Metal

Mansardas

O jovem Baco de (1884) de William-Adolphe Bouguereau

O jovem Baco de (1884) de William-Adolphe Bouguereau

Quando comecei escrever o livro Passa lá em casa sabia que tinha que fazer uma pesquisa sobre o neoclássico, um dos assuntos mais controversos da arquitetura contemporânea. Feito uma análise rápida percebi que não existe arquitetura realmente neoclássica, obviamente com raras exceções. O que vemos são edificações com alguns elementos clássicos mal conduzidos em espigões gigantes.

Carruagem desenhada por Percier e Fontaine para o Imperador Napoleão

Carruagem desenhada por Percier e Fontaine para o Imperador Napoleão

Agora o mais engraçado é quando tal elemento se resume a um telhado. Pois é, o cara te vende um edifício onde o “neoclássico” se resume a um telhado. Nesse pequeno estudo sobre a arquitetura e arte me deparei com algumas belezas, caricaturas, verdadeiros cenários no século XX, e erros muito mais que acertos.

desenho de Francisco Carballa

desenho de Francisco Carballa

Porem, vamos pensar na arquitetura neoclássica como ela é. Para isso devemos conduzir nosso olhar para um tempo especifico do mundo ocidental. Situamos o neoclássico entre o final do século XVIII e inicio do século XIX. Somos levados automaticamente para duas revoluções essenciais na historia: Revolução Francesa e Revolução Industrial. Eis o cenário que encontramos o neoclássico. Mas o que o neoclássico tem haver com essas revoluções? Na verdade não muito. A questão da arte esta ligada a um contexto, uma época. No caso a “redescoberta” de Pompeia e Herculano, e a campanha de Napoleão Bonaparte ao Egito. Aqui temos dois detalhes fundamentais para um retorno ao clássico e a incorporação de elementos egípcios, que foi chamado Estilo Império, umas das vertentes artísticas da época. Lendo sobre a iniciação artística de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905) percebe a importância dessas descobertas para a arte. Durante seu aprendizado ele viajou para Itália onde teve contato direto com o renascimento. Em seus estudos fazia parte de seu currículo não apenas historia da arte, mas também arqueologia. Temos na obra de Thomas Hope clara influencia egípcia agregada ao clássico, aqui temos o Estilo Império que remete a Napoleão. Percier e Fontaine, dois dos mais importantes design da época, trabalhando para o imperador.

Teatro Municipal de São Paulo de arquitetura eclética. Foto: Daigo Oliva

Teatro Municipal de São Paulo de arquitetura eclética. Foto: Daigo Oliva

Quando comecei a estudar arquitetura foi feita mim uma pergunta sobre a questão do neoclássico. Não que a pergunta fosse assim especifica. Um vendedor de mapas no centro velho de São Paulo me questionou por que a arquitetura antes era bonita e agora é feia. Mostrou um edifício situado na Rua do Arouche. Não tem melhor lugar para levantar questões arquitetônicas. Estávamos a frente de um prédio de uns cinco andares em estilo eclético. Aquilo para ele é bonito. O que tinha a dizer a frente de algo realmente belo? Com frisos, detalhes, janelas verticais…

Avenida Paulista com o MASP de Lina Bo Bardi em primeiro plano

Avenida Paulista com o MASP de Lina Bo Bardi em primeiro plano

Disse que assim como ele identificou aquela obra como sendo algo do passado, cada obra deve responder a sua historia. E da historia atual tinha aqueles prédios modernistas que esse homem, que enquanto falava comigo sua dentadura dançava na boca, disse serem feias. Há prédios modernistas no centro velho de São Paulo, e estes anunciava não apenas uma saturação de estilo, mas de falta de espaço humano. Seria o Copan um prelúdio dessa mudança? O centro virou um novo centro na Avenida Paulista. Casarões vieram abaixo para dar espaço aos grandes arquitetos da escola modernista. É não estávamos longe de um Bratke, Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, Vilanova Artigas…

Os chineses estão chegando na Brigadeiro Faria Lima. Pei Partnership Architects

Os chineses estão chegando na Brigadeiro Faria Lima. Pei Partnership Architects

Saturado uma Paulista ele migrou para região da Avenida Brigadeiro Farias. Lá foram e ainda são erguidas verdadeiras estufas de vidro a gosto contemporâneo. Haja ar-condicionado fodido para o sujeito não virar frango assado. Sobre essa arquitetura o jornalista Andre Barcinski se referiu como feia.

Talvez leigos saibam mais de arquitetura que muitos arquitetos, que parecem que fizeram o curso por correspondência.

Voltando ao neoclássico, alguns arquitetos argumentam que é “caboclo querendo ser europeu”, esquecendo que a arquitetura moderna não é uma corrente nascida no Brasil. Apesar de termos alguns dos mais importantes arquitetos modernistas do mundo, nascidos no Brasil.

O neoclássico hoje é tratado como foi o gótico na Idade Media, onde de forma pejorativa era chamada Idade das trevas. Eu me pergunto, o que se sabe do neoclássico e como ele é empregado hoje? Na verdade, não há como trazer o neoclássico para os nossos dias. A menos que haja outra Pompeia para escavar ou um Egito sendo tomado por um Imperador europeu. Agora espigão com telhadinho europeu em terras brasileiras não dá.

Avenida São João, São Paulo. Foto: Werner Haberkorn

Avenida São João, São Paulo. Foto: Werner Haberkorn

Categoria: Pilares de Criação Subcategoria: De quando os arquitetos desenhavam Sobre: Arquitetura, Construção, Escolas Arquitetônicas Imagem em destaque: Caricatura primorosa de Oscar Niemeyer por Fernandes

Categoria: Pilares de Criação
Subcategoria: De quando os arquitetos desenhavam
Sobre: Arquitetura, Construção, Escolas Arquitetônicas
Imagem em destaque: Caricatura primorosa de Oscar Niemeyer por Fernandes