New Order: ouça “Restless”, do primeiro CD em uma década

A faixa é o primeiro single do vindouro disco do grupo, ”Music Complete”, que chegará às lojas em setembro. Com lançamento bancado pela gravadora independente Mute, o disco será o primeiro do grupo sem Peter Hook, que deixou a banda em 2007. Por sua vez, ”Restless” repete a pegada eletrônica oitentista da banda e corre sérios riscos de bombas nas pistas de dança e paradas de sucesso.

O primeiro single do álbum, foi divulgado pela banda hoje, e pode ser apreciado no stream mais abaixo.

Foto de Nick Wilson

Foto de Nick Wilson

O CD de 11 faixas não somente marca o retorno de GILLIAN GILBERT, mas também traz contribuições de três convidados bastante ilustres. IGGY POP aparece na faixa ‘Straw Dog’, BRANDON FLOWERS do THE KILLERS em ‘Superheated’ e LA ROUX em ‘Tutti Frutti’, ‘People On The High Line’ e ‘Plastic’.

Segundo entrevista que Gillian Gilbert deu a Folha, a banda tocará no Brasil em 2016.

Sempre bom ouvir a voz de Bernard Summer.

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Subculture Sobre: Rock e música Pop

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Subculture
Sobre: Rock e música Pop

Anúncios

Como a Internet está jogando a ciência nas trevas

Texto de André Barcinski.

Clérigos estudam astronomia e geometria (França, iluminura de inícios do século XV).

Clérigos estudam astronomia e geometria (França, iluminura de inícios do século XV)

Grande parte das informações científicas publicadas em revistas e sites é falsa. O número pode chegar a 50%.

Quem divulgou esse dado assustador não foi nenhum site de teorias da conspiração ou um lunático qualquer, mas Richard Horton, há 20 anos editor da “The Lancet”, fundada na Inglaterra em 1823 e considerada uma das mais importantes revistas médicas e científicas do mundo.

No editorial de 11 de abril (leia aqui, em inglês), Horton descreveu um simpósio, realizado em Londres, sobre a confiabilidade de pesquisas médicas. A conclusão é alarmante: “O caso contra a ciência é claro: boa parte da literatura científica, talvez metade, pode simplesmente ser falsa. Prejudicada por estudos com mostras qualitativas pequenas, efeitos diminutos, análises exploratórias sem validade e flagrantes conflitos de interesses, (…) a ciência tem mergulhado rumo à escuridão. Como disse um dos participantes: ‘Métodos pobres dão resultado’.”

Na última década, houve na Internet uma profusão de revistas “open access” (“acesso aberto”), que publicam trabalhos científicos. Elas são gratuitas para o público, mas não para o autor do trabalho, que paga para tê-lo publicado. Isso criou um verdadeiro comércio online de informações médicas e científicas.

Como o acesso é livre, muitas dessas revistas têm grande número de acessos, e os artigos publicados ganham uma chancela de respeitabilidade.

Em 2013, o jornalista John Bohannon, da Universidade Harvard, enviou um trabalho científico para 304 dessas revistas “open access”. Mais da metade aceitou publicar o trabalho, que descrevia uma nova droga capaz de diminuir o crescimento de células cancerosas.

Só havia um problema: o trabalho era totalmente inventado. Um trote.

Bohannon publicou a história na revista “Science” (leia aqui, é sensacional). “Qualquer revisor com um conhecimento ginasial de química (…) deveria ser capaz de perceber os erros imediatamente. Os experimentos são tão absurdos que os resultados são inúteis,”, escreveu.

A única revista de acesso aberto que alertou Bohannon para os erros encontrados no trabalho foi justamente uma das poucas que se destaca pela seriedade e credibilidade, a PLOS ONE – Public Library of Science.

Continua Bohannon: “De começos modestos e idealistas, mais de uma década atrás, as revistas científicas de acesso aberto têm se multiplicado numa indústria global, guiada por taxas de publicação para autores e não por assinaturas para leitores. A maioria dos participantes é suspeita. A identidade e localização dos editores dessas revistas são, muitas vezes, propositalmente escondidas. (…) Buscas pelos IPs e dados bancários têm jogado luz sobre o assunto e revelado uma rede de contas localizada, principalmente, em países em desenvolvimento.”

Resumindo: boa parte da publicação de trabalhos científicos, hoje, é tão picareta quanto os e-mails que recebemos todos os dias avisando de uma herança a receber na África ou pedindo ajuda para crianças famintas no Afeganistão.

O maior problema não é o trambique de que muitos autores são vítimas (e cúmplices), mas o fato de que a maior prejudicada, no fim das contas, é a ciência.

A publicação de trabalhos falsos ou cientificamente irrelevantes tem disseminado informações erradas e que por vezes são usadas como base para que pacientes tomem decisões médicas. É um assunto de vida e morte.

A Internet prometeu um mundo “livre de filtros” e aberto a todos, mas se transformou, com algumas exceções, num balcão de negócios comandado por interesses escusos, juntando o crescente analfabetismo funcional dos usuários com a multiplicação de “especialistas” em todo tipo de assunto. A única forma que o público tem para se defender é buscar informação nas fontes mais confiáveis e credíveis.

E isso acontece em todas as áreas.

Acesse agora o site da Amazon e tente achar UM livro que tenha recebido nota menor que quatro estrelas em cinco. Difícil. Sabe por quê? Porque a Amazon tem uma equipe imensa de “críticos” para escrever os textos que acompanham a descrição dos livros. Para simular isenção, a  PLOS ONE costuma publicar críticas de um site de leitores chamado Goodreads, que sempre traz textos elogiosos aos livros. O que a Amazon não informa é que comprou a Goodreads em 2013.

Categoria: Vai ser pra mim Sobre: Textos de outros autores Autor: André Barcinski nasceu em 1968. Foi colunista e crítico da Folha de S. Paulo. Escreveu quatro livros e dirigiu dois filmes. Produz e dirige os programas de TV “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” e “Nasi Noite Adentro”, no Canal Brasil. Ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro de não-ficção por "Barulho - Uma Viagem ao Underground do Rock Americano" (1992) e o Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Sundance (EUA) pelo documentário "Maldito" (1998), sobre o cineasta José Mojica Marins.

Categoria: Vai ser pra mim
Sobre: Textos de outros autores
Autor: André Barcinski nasceu em 1968. Foi colunista e crítico da Folha de S. Paulo. Escreveu quatro livros e dirigiu dois filmes. Produz e dirige os programas de TV “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” e “Nasi Noite Adentro”, no Canal Brasil.
Ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro de não-ficção por “Barulho – Uma Viagem ao Underground do Rock Americano” (1992) e o Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Sundance (EUA) pelo documentário “Maldito” (1998), sobre o cineasta José Mojica Marins.

Henrique prestigia Hermeto Pascoal

O Circuito São Paulo de Cultura leva o mestre instrumentista Hermeto Pascoal para o palco da Galeria Olido, no dia 11 de julho às 18h00, sábado, em apresentação gratuita.

O alagoano já lançou mais de 20 álbuns e é considerado um dos músicos mais inventivos do Brasil, além de ser uma das maiores referências da música experimental.

Hermeto+Pascoal


Galeria Olido

Após reformas em setembro de 2004, a galeria localizada no Centro da capital paulista passou a ser um espaço para intervenções culturais. Conta com duas salas dedicadas à dança, um cinema, ponto de leitura, o Centro de Memória do Circo, dois andares expositivos e um telecentro.

Avenida São João, 473 – do térreo ao 2º andar
Tel: (11) 3331-8399/ (11) 3397-0171

Categoria: Gardênia, a essência da flor Subcategoria: Henrique Vital Farias Sobre: Henrique Vital Farias nasceu em 2005 e acompanharemos a relação dele com a música, seja tocando em pequenos teatros ou prestigiando musicos

Categoria: Gardênia, a essência da flor
Subcategoria: Henrique Vital Farias
Sobre: Henrique Vital Farias nasceu em 2005 e acompanharemos a relação dele com a música, seja tocando em pequenos teatros ou prestigiando musicos

Vídeo

Marilyn Monroe e Charles Laughton? Simplesmente magistral

O. HenryO Guarda e o Hino (The Cop and the Anthem) é o 1º conto de O. Henry no filme Páginas da Vida (Full House), dirigido por Henry Koster e interpretado por Charles Laughton, Anne BaxterDavid Wayne, Marilyn Monroe.

O filme é composto de 5 contos do escritor O. Henry. O que você viu foi o 1º conto, com Marilyn Monroe, e está completo. Ou seja, são 5 curtas-metragens.

A informação é de Luís Peix que foi quem postou o vídeo.

O. Henry (1862-1910) era o pseudônimo de William Sydney Porter, um dos maiores contistas americanos do século XIX e um dos autores mais populares do seu tempo. Devidos aos anos passados na prisão Acabou por morrer alcoólico e na miséria. O. Henry foi um autor original e fecundo, com um ritmo de escrita tal que lhe é atribuído praticamente um novo conto por semana.

Num futuro próximo vou contar como me apaixonei perdidamente por Charles Laughton…

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel
Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual

Fiscal do trabalho: ‘Tirei 1,5 mil brasileiros da escravidão’

Eu seu trabalho, Marinalva Dantas se deparou com miséria, exploração, tortura e assassinatos

Eu seu trabalho, Marinalva Dantas se deparou com miséria, exploração, tortura e assassinatos

Quando perguntam a Marinalva Dantas quantos trabalhadores escravos ela libertou no Brasil, ela diz: “Pessoalmente, resgatei 1,5 mil pessoas. Com outros colegas, foram mais de 2 mil”.

Os números podem estar subestimados. O recém-publicado livro A Dama da Liberdade (Editora Saraiva), do jornalista Klester Cavalcanti, diz que 2.354 foram libertadas desde 1995 – ou em operações lideradas por Dantas como fiscal ou em operações de uma equipe especial do Ministério do Trabalho da qual ela participava.

Todos estes casos ocorreram em zonas rurais, em fazendas de Estados das regiões Centro-Oeste e Norte do país, onde há pouco controle sobre as relações de trabalho e muitos abusos.

Nascida em uma família pobre e criada por tios que tinham uma situação financeira melhor, Dantas diz que escolheu sua profissão ao ser confrontada com cenas de miséria.

Ela já dirigiu a Divisão de Articulação de Combate ao Trabalho Infantil do Ministério do Trabalho e atualmente trabalha como auditora-fiscal do trabalho em Natal, no Rio Grande do Norte.

Aos 61 anos, diz que seu trabalho afetou negativamente a vida de seus filhos e seu casamento, mas garante que também lhe trouxe muitas satisfações.

Em entrevista para a BBC Mundo, Dantas avalia que o país fez avanços importantes no combate à escravidão moderna, mas que ainda há dezenas de milhares de trabalhadores nesta condição.

BBC Mundo – O que mais te marcou em seu trabalho?

Marinalva Dantas – As cenas mais chocantes que guardo na memória envolvem crianças. Imagine um menino trancado em uma propriedade, sem saber como é o resto do mundo. Ele só conhece aquele pequeno espaço onde seus pais e ele trabalham. Cresce ali dentro e não sabe que existem casas de tijolos, com brinquedos, música, pão.

Eles só conhecem casas de plástico preto, amarelo ou azul. Estas são as cores da miséria do trabalho escravo. Eles não conhecem o branco do leite, porque até na fazendas de gado só têm direito a farinha, feijão e arroz.

Uma criança perdeu um olho trabalhando em uma fazenda de médicos. Outro tinha um único brinquedo: a motosserra. Ele a montava e a desmontava. Para ele, era uma atividade lúdica e não percebia a atrocidade deste fato.

BBC Mundo – Qual era a situação dos trabalhadores escravos que encontrou?

Dantas – Uma das piores desgraças que pode haver na escravidão é o assassinato. Alguns foram torturados, mas não chegaram a morrer, porque levam surras com o lado plano do machado, que não corta. Eles ficam com as marcas. Isso é uma das coisas mais terríveis que podem acontecer para eles, porque elas ficam à vista de seus colegas, que baixam a cabeça para que a vítima não tenha tanta vergonha.

A partir daí, o único caminho que encontra na vida é fugir, mesmo se arriscando a morrer. Isso ainda acontece. A escravidão está cada vez mais escondida. Mas sempre há alguém que consegue fugir, diz de onde vem e leva uma equipe a este lugar.

Alojamento de trabalhadores escravos foi descoberto por Dantas em uma de suas operações

Alojamento de trabalhadores escravos foi descoberto por Dantas em uma de suas operações

BBC Mundo – Você denunciou o caso de um homem que foi castigado por pedir um copo d’água.

Dantas – Sim, foi no Pará, em 2011. Ele pediu, porque estava bebendo uma água imunda. Ele disse que era muito suja e cheia de bichos. Então, ele pediu uma água limpa porque acreditava que tinha esse direito, que é uma das primeiras coisas que pensamos em termos de dignidade humana. Mas percebeu que era uma afronta exigir algum direito, por mínimo que fosse.

Ele levou uma surra diante dos outros para que servisse de exemplo e ninguém ousasse reivindicar alguma coisa, porque eles não eram nada. Quando ele me contou isso, não aguentei e chorei.

BBC Mundo – Estes casos mantêm a forte ligação racial que tinha antes a escravidão no Brasil? São todos negros?

Dantas – Não. Se fossem todos negros, chamaria mais a atenção, porque a escravidão antiga era assim. Como foi abolida, começaram a escravizar homens livres de qualquer cor: encontramos escravos ruivos de olhos azuis, do sul do país, índios, negros, mulatos…

Hoje, não tem uma conotação de cor nem raça. É de pobreza e miséria. Pessoas vulneráveis, que cometeram algum delito e estão fugindo da Justiça. Há pessoas com lepra e que, por sentirem-se rechaçadas pela sociedade, tentam se esconder. Pessoas endividadas, passando fome por problemas climáticos ou econômicos. Os vulneráveis são atraídos pelos que escravizam.

BBC Mundo – E entre os que escravizam há pessoas educadas e poderosas?

Dantas – Sim. Já encontrei escravos até em fazendas de deputados e de um presidente de uma Assembleia Legislativa do Estado do Rio. E eles acham isso absolutamente normal. Não sentem vergonha quando são descobertos.

BBC Mundo – E o que acontece com eles quando são descobertos? Vão presos?

Dantas – Há algumas pessoas que têm foro privilegiado por seus cargos, então, não podem ser processados na Justiça comum. Eles usam todos os recursos legais possíveis. São tantos que, quando a pessoa é condenada de fato, ela já está morta. Se a pessoa tem dinheiro e bons advogados, dificilmente será presa.

BBC Mundo – Já recebeu ameaças por causa de seu trabalho?

Dantas – Pessoalmente, fui ameaçada duas vezes. Uma por telefone, anônima. A pessoa disse que estava me seguindo e sabia tudo o que eu fazia. Também recebi uma proposta indecente de um advogado de um fazendeiro para que eu dissesse o que seria necessário para negar tudo o que estava vendo no local.

Disse que não podia negar aquilo, porque era real. Depois, soube que eu constava em uma lista da morte do Pará. Mas, enquanto estava na ativa, nunca soube.

BBC Mundo – Quantas pessoas ainda se encontram em situação de escravidão no Brasil?

Dantas – O conceito legal (trabalho escravo) foi ampliado no país. Se a lei fosse como é hoje quando começamos, em só 15 dias teríamos tirado 23 mil escravos do Estado de Alagoas em 1995. Mas a lei era muito rígida na caracterização do trabalho escravo. Quando mudou, foram incluídas condições de trabalho degradantes como uma das formas de considerar um trabalho escravo. Isso aumentou o número de escravos no Brasil, por isso são muitos.

Com o conceito legal antigo, diziam haver 25 mil brasileiros escravizados. Já libertamos 50 mil. E, com a ampliação do conceito, às vezes em uma única fazenda de cana de açúcar, encontramos 3 mil pessoas nesta condição. Se você calcula quantas fazendas de açúcar, gado, soja e algodão existem, dá um número exorbitante. Dizer que são 150 mil não seria um exagero.

Mas, agora, o Congresso está querendo retirar este avanço da legislação, dificultar a configuração do trabalho escravo e proteger os escravizadores de perderem suas terras. A população ainda não se deu conta disso.

Dantas em uma operação contra a escravidão moderna no Pará

Dantas em uma operação contra a escravidão moderna no Pará

BBC Mundo – Como é possível que isso ainda ocorra no Brasil?

Dantas – É algo muito escondido e naturalizado. As pessoas não veem como uma condição de escravidão. Também apostam no lucro. Arriscam, porque, quando são descobertos, ainda compensa para eles o tempo que passaram explorando trabalhadores sem pagar nenhum direito. Eles pagam com feijão e arroz. Intimidam as pessoas, que não podem sair da propriedade. O objetivo é esse: o lucro desmedido.

BBC Mundo – O que precisa mudar para que isso acabe?

Dantas – A vontade política é fundamental. Acreditamos que vamos conseguir, porque a sociedade está cada vez mais consciente. Antes, tínhamos que provar que existia o trabalho escravo, porque nos ridicularizavam. Agora, está devidamente provado que a escravidão existe.

Quando me deparei com cenas fortes, disse: “Esta é minha luta e vou dedicar a minha vida a acabar com isso”. Então, os brasileiros precisam entender que de nada serve um hino nacional que menciona duas vezes a palavra “liberdade” se há cidadãos que não são livres. Precisam deixar de comprar roupas fabricadas com trabalho escravo, azeite extraído por escravos. Tenho confiança. Se não tivesse, não estaria lutando.

BBC Mundo – Como este trabalho afetou sua vida?

Dantas – Afetou muito minha vida familiar, porque meus filhos foram muito afetados pela minha ausência. Por causa da sua idade, eles não tinham condições de entender o que sua mãe estava fazendo. E tinham muito medo deste mundo onde eu estava, de que não voltasse. Isso afetou muito a vida de meus filhos e de meu casamento, que terminou, porque uma esposa à distância não é algo bom para nenhum marido.

BBC Mundo – E que satisfações te trouxe?

Dantas – Ver a felicidade em cada libertação que fazíamos. Ver um homem sentindo-se normal. Ver eles se arrumando e se produzindo para voltar à “vida civilizada”. Eu sempre ia até eles arrumada, para que percebessem que havia um mundo normal esperando por eles.

Categoria: Fogus Factus Sobre: Assuntos relacionados ao Brasil e Mundo Fonte: BBC Brasil

Categoria: Fogus Factus
Sobre: Assuntos relacionados ao Brasil e Mundo
Fonte: BBC Brasil