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“Ela não tem censura e traz esta curiosa combinação entre ser nova no ramo e ter incrível talento. Não tem hábitos ruins ou filtros, fala o que está pensando, é uma das pessoas mais dedicadas que já conheci. Sua capacidade de atuação vai surpreender, ela nasceu para ser atriz.” David Ayer

Um dos primeiros posts desse blog há 2,5 anos seria exatamente sobre a aniversariante de hoje, Cara Delevingne. Foi quando soube de sua feliz existência.

Na época ela namorava Rita Ora. Pensei em escrever rápido antes que o namoro acabasse. O tempo passou e ela já deu umas beijocas na Rihanna, Michelle Rodrigues, Miley Cyrus, Sienna Miller, Suki Waterhouse e agora St. Vincent.

Cara é pura personalidade, não é a toa que logo no inicio de carreira foi chamada para atuar no curta-metragem de Karl Lagerfeld com Géraldine Chaplin. Sim, ela canta.

O crítico Justin Chang, da “Variety”, já se desdobrou em elogios, dizendo que Delevingne é “o verdadeiro achado do filme” Cidades de papel, baseado na obra de John Green, e que “a julgar por seu trabalho neste filme, esta atriz marcante chegou para ficar”.

Com as irmãs mais velhas, Poppy e Chloe

Com as irmãs mais velhas, Poppy e Chloe

O criador de Margo, John Green, escreveu em e-mail que a atriz “capta a desconexão” entre a imagem que Quentin -o vizinho representado por Nat Wolff-tem de Margo e a imagem que a própria Margo tem de si.

Cara Delevingne cresceu em uma família londrina privilegiada, mas longe de perfeita.

Joan Collins é sua madrinha. Seu pai, Charles, é incorporador imobiliário, e sua mãe, Pandora, está escrevendo um livro de memórias sobre a dependência que teve de heroína durante anos.

A família Delevingne

A família Delevingne

“Fiz muita terapia quando era menina e odiava. Você se acostuma a repetir a mesma coisa inúmeras vezes, até que vira uma história”, comentou Delevingne. “Eu sempre quis ser atriz, desde que tinha quatro anos. Quando eu era mais nova eu me odiava, então preferia ser outras pessoas.”

Cara e Lady Eloise Anson para a Vogue italiana

Cara e Lady Eloise Anson para a Vogue italiana

Ela estreou como modelo com uma sessão de fotos para a “Vogue” italiana com Bruce Weber em 2003, aos dez anos de idade, assinou contrato com a prestigiosa agência de modelos Storm em 2009 e levou para casa o troféu de Modelo do Ano nos British Fashion Awards em 2012 e 2014. Apesar disso, ser modelo nunca foi seu sonho, disse.

Em seu primeiro papel no cinema, como princesa em “Anna Karenina” (2012), ela passou horas arrumando cabelos e maquiagem para a tomada.

“Então o diretor chegou e disse: ‘Pare de ser modelo. Pare de tentar ficar linda.’”

Delevingne teve papéis coadjuvantes em “London Fields”, “Peter Pan”, “The Face of an Angel”, “Tulip Fever” e “Kids in Love”.

A Revista Capricho cita 15 motivos porque Cara Delevingne é tão incrível:

1. Cara é linda!
A gata tem uma beleza natural e conquistou o mundo com seus olhos azuis e suas sobrancelhas grossas.
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2. Ela é uma modelo incrível
Rosto de marcas como Burberry, Chanel e DKNY, Cara foi eleita a modelo do ano de 2015 pelo British Fashion Awards. Poderosa!
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3. Ela provou que também é uma atriz impressionante
A gata já tinha feito participações em alguns filmes, mas este ano Cara brilhou no cinema ao assumir o papel de Margo, a protagonista de Cidades de Papel. Ela ainda estará nos longas Pan e Esquadrão Suicida, que estreiam, consecutivamente, no final deste ano e no ano que vem.
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4. Ela canta…
Como se não bastasse mandar bem no mundo do cinema e da moda, Cara também arrasa na música. Em abril, ela cantou a música CC The World com Pharrell em um desfile da Chanel e surpreendeu todo mundo.
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5. …e toca bateria!
Cara aprendeu a tocar bateria aos 10 anos de idade e nunca mais parou. Por esse motivo, ela arrasa nos batuques.
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6. Ela também toca violão. De costas!
Tá achando pouco saber cantar e tocar bateria? Isso não é nada para Cara. Ela também manda bem na guitarra e no violão. No programa espanhol El Hormiguero, ela mostrou que sabe fazer dedilhados e até toca com o instrumento nas costas!
7. É uma amiga companheira
Taylor Swift, Kendall Jenner, Rihanna, John Green… Todos estão aí para provar que Cara adora apoiar os amigos e que corre para perto deles sempre que pode. Vem ser nossa amiga também, sua linda!
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8. Manda bem no beatbox
Durante a agenda de divulgação de Cidades de Papel, Cara deu em entrevista no programa The Tonight Show, do Jimmy Fallow, e deixou todo mundo de boca aberra ao fazer um beatbox . Os talentos não acabam mais!tumblr_nrp1oqIqyK1s22rc8o1_500
9. Não esconde o romance dos migos
Gigi Hadid e Joe Jonas até tentaram disfarçar o romance, evitando falar sobre o assunto, mas aí a Cara foi lá e – PÁ! – postou logo uma foto dos dois juntos e ainda deu o melhor nome de casal que eles poderiam ter: G.I. Joe!
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10. É autêntica
A modelo/atriz/cantora/baterista/etc não tem medo de ser ela mesma, fazer o que tem vontade e dizer o que pensa. Ela vive postando caretas no Instagram e, recentemente, tem falado abertamente sobre sua bissexualidade. “Não é uma fase”, explicou a modelo depois que a revista Vogue comentou que seu interesse por garotas poderia ser temporário.
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11. Defende os animais
Desde pequena, Cara sempre gostou muito de bichinhos. Quando cresceu, ela, que tem até um coelhinho de estimação, passou a apoiar campanhas contra o abuso dos animais. Own!
12. Arrasa nos looks…
Como toda boa modelo, Cara sabe ir do estilo street ao glam com a maior facilidade. Seja de jeans e touquinha ou de salto e blazer, ela está sempre vestida para deixar as inimigas no chão de inveja.
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13. …e nos makes!
A gata não tem medo de ousar e isso, é claro, reflete em suas maquiagens. Olho esfumado, batom vermelho, delineado gatinho, sombra berinjela ou laranja… Todos têm chance com Cara!
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14. É simpática
A gente já entrevistou a gata aqui na CAPRICHO e garante: ela é a simpatia em pessoa. Cara é divertida e autêntica com qualquer um que chegar perto dela. “Eu amo tentar conhecer pessoas estranhas, sentar com elas e descobrir mais sobre seus amores, suas lutas e tudo o mais”, contou à revista Vogue.
15. Ela não se importa em demonstrar o seu amor
Por exemplo, Cara ama tanto bacon que até tatuou a palavra na sola do pé! Hahaha. Garota da zoeira.

Não contente veja aqui mais 50 curiosidades sobre Cara Jocelyn Delevingne.

Categoria: Cunnilingues Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual Fonte: Jornal Agora MS

Categoria: Cunnilingues
Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual
Fonte: Jornal Agora MS

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Bom dia tristeza

Hoje, comemoram-se 105 anos de nascimento do criador de um trem que não existiu. Embora tenha existido… Falamos de João Rubinato, nascido em Valinhos, em 1910, de família pobre. É ele o autor do grande sucesso do repertório nacional “Trem das Onze”. Embora, na verdade, o autor seja Adoniran Barbosa, morto em São Paulo, em 1982.

João adotou o nome artístico de Adoniran, quando começou a fazer sucesso, em 1935. Em 1965, compôs “Trem das Onze”, uma de suas obras mais marcantes. O trem existiu, ou é só letra de samba?

Sim, o Trem da Cantareira, que inspirou a música, correu por ruas da São Paulo antiga por mais de um século. Chegava ao Jaçanã, na zona norte. “Moro em Jaçanã…”

Mas o Trem das Onze não existiu. “Se eu perder esse trem, que sai agora às onze horas…” Não havia partidas com esse horário.

Adoniran de fato pegava o trem, mas não para chegar em casa. Naquela época, aí por 1955, um dos vários fazeres artísticos em que estava metido era o de ator. No Jaçanã, construíra-se o primeiro estúdio de filmagens da cidade, a Companhia Cinematográfica Maristela.

Na “Hollywood do Jaçanã”, como a chamavam, um dos astros de filmes como A Pensão de Dona Estela era aquele curioso músico de nariz marcante e voz rouquenha.

Em anos mais recentes, um jornalista perguntou a Adoniran porque pusera o Jaçanã na letra de “Trem das Onze”. “Porque eu precisava de uma rima, e Jaçanã rima com manhã”, foi a resposta. “…Só amanhã de manhã.”

Isto não deve ser visto como desamor pelo bairro. Num dia de 1966, Adoniran desceu de um carro, em frente à Estação do Jaçanã. Era o convidado especial para uma cerimônia triste. A estação seria demolida. O convidado não chegou de trem, porque os trilhos haviam sido retirados um ano antes.

Na plataforma da estação, misturou seus sucessos. Pôs-se a cantar: “Cada táuba que caía, doía no coração.” Trecho, como se sabe, de “Saudosa Maloca”. O episódio é contado por um ex-passageiro do trem, Silvio Bittencourt, criador da Associação Memória Museu do Jaçanã.

Na roupa dos passageiros, furinhos feitos por fagulhas

Sílvio embarcava naquela mesma estação, nos anos 1950, para chegar ao trabalho, no centro. A Maria Fumaça corria, se é possível dizer assim, em trilhos de bitola pequena, de 60 cm. Puxava três vagõezinhos de madeira, com bancos fixos, como os dos bondes. Sempre cheio, ia a 50 quilômetros por hora, no plano. Nas subidas, bufava a 15 por hora.

Nesses trechos, Sílvio pulava de um vagão e subia em outro. Assim enganava o picotador, e não pagava passagem. Ia bem arrumado, geralmente um terno azul, e gravata. Quando descia do trem, no centro, sempre havia alguém para gozar: “Ô Cantareira”. Uma pessoa com um terno todo cheio de furinhos feitos por fagulhas, só podia ter descido do Trem da Cantareira.

As fagulhas lançadas pela chaminé da Maria Fumaça eram um problema também para as donas de casa, com quintais situados ao longo da estrada. A roupa estendida nos varais ficava como os ternos de Silvo Bittencourt.

Perto do Jaçanã, havia um pontilhão muito estreito. O picotador alertava os passageiros, que tinham a mania de viajar com cabeça, braços, para fora do trem. “O picotador gritava ‘olha a cabeça’”, relembrou Sílvio. “Se não tomassem cuidado, a cabeça ficava e o corpo seguia para o Jaçanã.”

Entregou marmitas, foi varredor, tecelão, pintor…

Trem, ferrovia, sempre estiveram na memória de Adoniran Barbosa. Quando era o menino João Rubinato, encontrou seu primeiro trabalho em uma ferrovia. Isso foi em Valinhos, região de Campinas, onde nasceu, sétimo da prole de um casal de imigrantes italianos. Para ajudar a família, trabalhava nos vagões de carga.

Estudar? Só à força. Assim, entregou marmitas, foi varredor, e em 1924, aos 14 anos, chegou a Santo André, na Grande São Paulo. Tecelão, pintor, encanador, serralheiro, mascate, garçom – não se fixou em nada. No Liceu de Artes e Ofícios, em São Paulo, aprendeu a ser ajustador mecânico. Só aprendeu.

Em entrevista, contou que resolveu mascatear meias e retalhos pelas ruas – mas desistiu. “Nunca aprendi a fazer negócio. Comprava um par de meia por dez mil réis, vendia por oito, para acabar logo com a mercadoria e me mandar pra casa. Não dava pé, nem meia, muito menos lucro”.

Adoniran_BarbosaNo entanto compunha umas músicas. Fim de semana, estava na Rádio Cruzeiro do Sul, em São Paulo. “Aos sábados, tinha a hora do calouro. Cismei e todo sábado me arriscava. Era só eu começar e lá vinha o congo. Mas eu não desistia. Um sábado, o homem do congo devia de está distraído e consegui chegar até o fim num samba do Noel, o ‘Filosofia’.” Saiu de lá contatado.

Isso aconteceu em 1933. Dois anos depois, João Rubinato ganhou um prêmio com uma marchinha, “Dona Boa”. Livrou-se do João, “onde já se viu um sambista com nome de João?” e do Rubinato. Adoniran era o nome de um amigo, e Barbosa de um grande cantor. Bastou-lhe juntar os dois.

Os carros já não respeitavam mais os trens

Na cidade, o trenzinho da Cantareira cumpria seu papel. Surgira em 1894, e sua primeira missão fora levar materiais à Serra da Cantareira. Ali seria construído um reservatório de água para abastecer a cidade. Um ano depois, os passageiros chegariam a esse aprazível lugar, nos fins de semana, com suas cestas de piquenique.

O trem partia da Estação Tamanduateí, no Pari, que ficava na margem esquerda do rio, onde hoje passa a Avenida do Estado. Seguia para o Norte, atravessava o Tietê e ia em frente – mais ou menos como agora faz o metrô. Em certo ponto, um ramal derivava à direita, para chegar ao Jaçanã, que se chamava Guapira, e a Guarulhos.

O cenário oferecido nas janelas eram os arredores bucólicos da São Paulo de 1,6 milhão de habitantes. Em uma chácara de flores, a de seus avós, Antonio de Castro via o trem passar e se encantava. Em 1947, ele próprio comandava uma Maria Fumaça, das pequenas.

Na década de 1950, construiu-se a linha com bitola de 1 m. As Marias-Fumaça agora eram maiores, puxavam cinco vagões. Mas não podiam correr mais do que os 50 quilômetros por hora das locomotivas pequenas.

“As estações eram perto uma da outra”, lembra Antonio. “A gente saía de uma e começava a correr, e já estava chegando na seguinte.” Além disso, havia o trânsito. Os carros não respeitavam o trem. No cruzamento com ruas movimentadas de Santana, como Ataliba Leonel, Alfredo Pujol, o trem vinha apitando, com o farol aceso, “e os carros continuavam passando”.

“Um dia bati num carro, num cruzamento da Avenida Cruzeiro do Sul, e o motorista morreu. Quando estava chegando, ele entrou na minha frente, não deu tempo de parar.” O carro era de fora: tinha placa de uma cidade do Paraná.

Só havia uma linha, para ir e voltar. O trem ia de uma estação à outra. Aqui, num segundo trilho, outro trem esperava. Quando um passava, o outro saía.

Os maquinistas só avançavam depois de receber um bastão, o staff, com a ordem escrita de que seguissem até a a estação seguinte. Vinha escrito: linha livre.

Os chefes de estação continuavam atentos. Falavam entre si por Código Morse. Mais tarde, surgiu uma novidade: telefone a manivela.

Teve sucesso como humorista, mas o talento para a música prevaleceu

“Pelo telefone” dá samba? Sim, mas esse era um samba antigo até para Adoniran Barbosa. Ele compunha e cantava, mas uma outra veia, a humorística, abriu-lhe o caminho. Na Rádio Record, onde foi parar em 1941, viveu personagens de grande sucesso, como o motorista Perna Fina. Mais adiante foi o Charutinho, de História das Malocas, sucesso de mais de dez anos.

O talento para a música, no entanto, prevaleceu. Gravou “Saudosa Maloca” e “Samba do Arnesto”, mais tarde transformados em grande sucesso pelos Demônios da Garoa. “Trem das Onze” venceu o concurso de músicas de carnaval, no Quarto Centenário do Rio, em 1965. Mas só aos 63 anos, em 1973, quando gravou seu primeiro long play, Adoniran alcançou na mídia o reconhecimento pleno de seu valor, e a consagração.

O aniversário de setenta anos, em 1980, foi comemorado com um dia inteiro de festas no Bexiga, bairro onde morou e que amava. Lá estavam Elis Regina, Clara Nunes, Djavan, MPB-4, entre outros grandes. Em 1982 Elis Regina gravou com ele “Tiro ao Álvaro”, outro sucesso de Adoniran. No dia 23 de novembro desse mesmo ano, aos 72 anos, o coração de João Rubinato deixou de bater.

***

Jaçanã é um pássaro ribeirinho de peito avermelhado. Havia muitas dessas aves no Guapira, um bairro com mata exuberante das bordas da zona norte. Em 1930, quando resolveu-se mudar o nome primitivo, dado pelos índios, a escolha foi justamente o nome do Jaçanã.

Por aquela época, grandes porções de terra foram loteadas, o que daria origem a um bairro de classe média. Hoje, é um distrito com quase 100 mil habitantes. Em uma de suas praças, a Comendador Alberto de Souza, ficava a estação de trem. Numa das travessas da praça, está sua memória.

É a Associação Museu Memória do Jaçanã, fundada há 27 anos (em 1983) por um de seus moradores, Sílvio Bittencourt. O museu é singelo, mas tem preciosidades como o chapéu usado por Adoniran Barbosa. Lá, Adoniran ainda canta, o Trem da Cantareira corre e a história do Jaçanã palpita.

Adoniram Barbosa, o eterno bamba do samba paulista faz 105 anos


No final da década de 50 Adoniram ligou para Vinicius de Moraes com uma melodia na cabeça. Vinicius fez a letra e assim nasceu Bom dia tristeza. E ninguém com mais propriedade que Maysa para interpretá-la.

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Augusto de sapato novo Sobre: Música brasileira - MPB Texto publicado no 50 Anos de Textos Imagem em destaque: Demônios da garoa

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Augusto de sapato novo
Sobre: Música brasileira – MPB
Texto publicado no 50 Anos de Textos
Imagem em destaque: Demônios da garoa