Kristen Stewart para Elle, Cara Delevingne para a Vogue, já as cantoras brasileiras…

Que a atriz Kristen Stewart estava se relacionando com mulheres já sabíamos. Agora finalmente ela fala sobre o assunto com tranquilidade, mesma atitude que tomou Cara Delevingne há um ano. As especulações que Cara estava namorando mulheres começou com sua amizade com Rita Ora entre 2012 e 2013. Em julho de 2015 Cara revelou mais sobre seu namoro com a cantora St. Vicente para a Vogue americana que começou no final de 2014, mesmo ano que namorou a atriz Michelle Rodriguez. Um ano depois Kristen fez o mesmo para a Elle britânica de setembro revelando seu amor a Alicia Cargile. Nesse meio tempo foi fotografada namorando a cantora e atriz francesa Soko e Stella Maxwell, ex de Miley Cyrus.

Cara Delevingne

Vogue americana, julho de 2015

Vogue americana, julho de 2015

“Acho que estar apaixonada pela minha namorada é um dos maiores motivos pelos quais estou me sentindo tão feliz com quem eu sou hoje em dia”, afirmou. “E é realmente um milagre que essas palavras tenham saído da minha boca.”

“Levou muito tempo para eu aceitar a ideia, até que, aos 20 anos, eu me apaixonasse por uma garota e reconhecesse que eu tinha de aceitar isso”,

“Mas é só com homens que eu tenho sonhos eróticos. Tive um duas noites atrás em que fui para o banco de trás de uma van com um cara, e tinha um monte de amigos dele ali, e eu praticamente pulei sobre ele.”

“As mulheres são o que me inspira completamente, e elas também têm sido o que me jogou para baixo. Apenas as mulheres me feriram, a começar pela minha mãe.”

“Se um dia eu encontrar um cara por quem me apaixone, gostaria de me casar e de ter filhos. Isso me assusta mortalmente, porque acho que sou bem louca, e eu sempre fico preocupada de o cara cair fora uma vez que ele realmente me conhecer de verdade.”

Saudades desse casal

Saudades desse casal

Para o jornal The New York Times, a modelo britânica se defendeu de algumas pessoas que dentro da própria Vogue falaram que sua bissexualidade seria apenas uma fase temporária.

“Minha sexualidade não é uma fase. Eu sou quem eu sou”, afirmou ela.

Após a publicação, a ativista Julie Rodriguez, criou uma petição, que já está com mais de 21 mil assinaturas, pedindo para que a editora-chefe da Vogue, Anna Wintout, se retrate com a comunidade LGBT, pois a matéria teria reforçado estereótipos.

Durante a resposta a toda essa polêmica, Cara afirmou que ficou lisonjeada com a petição e as pessoas que saíram em sua defesa, mas acredita que não houve maldade por parte do autor.

Vogue UK setembro de 2016

Vogue UK setembro de 2016

Ainda revelou à “Vogue UK setembro de 2016” que está mais apaixonada do que nunca — e ainda comentou a sua sexualidade. Atualmente comprometida com a cantora St. Vincent, ela também já namorou meninos.

“Estou obviamente apaixonada, então se as pessoas quiserem me chamar de gay, ótimo. Os pais dela (St Vincent) têm nos apoiado tanto. Mas somos todos líquidos — nós mudamos, crescemos”, comentou a atriz de 23 anos, que ainda revelou como mudou sua própria postura ao longo dos anos em relação à sexualidade.

“Quando era criança, usava gay como se fosse uma palavra ruim, como em ‘isso é tão gay’. Todos os meus amigos faziam isso”, admitiu ela, que não deixou de destacar o amor que sente por St. Vincent.

“Estou completamente apaixonada… Antes, nem sabia o que era amor — amor de verdade. Eu não entendia a profundidade da coisa. Eu sempre pensei que era você contra o mundo. Agora eu sei que o sentido da vida é o amor. Seja amor por você, pelo mundo ou pelo seu parceiro”, contou.

The chameleonic Cara Delevingne is more than just a series of pretty faces

Detector de mamilos?

Além de vaginas serem incríveis, Cara ainda tem um “detector de mamilos”.

“Eu aposto que qualquer um que esteja com uma camiseta, eu consigo achar o mamilo – na hora! Eu tenho tipo um detector de mamilo”, diz ela.

A atriz então foi desafiada por suas colegas e fez o teste não somente nos seios da Margot Robbie e da Karen Fukuhara, elenco do filme Esquadrão suicida, como também no da jornalista que estava fazendo a entrevista com as musas do filme dos maiores vilões dos quadrinhos.

Durante uma entrevista à Vogue, perguntaram à modelo: “Se o Instagram fosse uma pessoa, o que lhe dirias?”. Ela respondeu: “Porque não posso mostrar os meus mamilos?”, rematou.

Na mesma conversa a modelo confessou que tem uma espécie de obsessão por mamilos e que mesmo com t-shirt ela consegue sempre “detetá-los”.

Kristen Stewart

Elle UK, setembro de 2016

Elle UK, setembro de 2016

“Estou tão apaixonada pela minha namorada. Nós brigamos e voltamos algumas vezes, mas agora é como se… Finalmente eu posso sentir de novo.”

“Quando saía com rapazes escondia tudo porque sentia que banalizavam tudo que tinha a ver com a minha vida privada e não gostava daquilo”, explicou. “Via que faziam quadrinhos sobre mim e pensava: ‘estão fazendo da minha relação algo que não é verdade. Não gosto disso”, acrescenta. No entanto, a grande mudança aconteceu quando teve seu primeiro encontro com uma mulher. “Mudou tudo quando comecei a sair com garotas. Percebi que se escondesse isso era como estar envergonhada do que tinha. Então comecei a me mostrar mais em público. Abri minha vida e sou muito mais feliz”, diz.

A primeira a confirmar a bissexualidade de Stewart foi sua própria mãe. “Por que não é aceitável que agora tenha uma namorada? Ela está feliz. É minha filha e sabe que vou aceitar suas escolhas. Conheci a nova namorada de Kristen e gostei dela”, disse Jules ao The Sunday Mirror.

“Por mais que eu queira me proteger, não quer dizer que preciso esconder”, conta. “Encontrei um lugar onde me sinto confortável.”

Já as cantoras brasileiras…

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Categoria: Cunnilingues Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual

Categoria: Cunnilingues
Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual

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Vinil: quais são os dez discos mais valiosos do mundo?

Artigo de Monique Dolan e Sophia Hernandez, publicado no The Audio Files em dezembro de 2010, relata quais são os dez LPs mais valiosos do mundo, confira:

10º "I Can’t Believe", THE HORNETS Vendido por 25 mil dólares Motivo: Este é um album de doo-wop, duplo, de 78 rotações, lançado em 1953.

10º “I Can’t Believe”, THE HORNETS
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: Este é um album de doo-wop, duplo, de 78 rotações, lançado em 1953.

9º "God Save the Queen", compacto de 1977 do SEX PISTOLS Vendido por 25 mil dólares Motivo: Durante a semana em que o Sex Pistols assinaram com a A&M Record, o famoso "God Save the Queen", de 45 rotações e 7 polegadas, foi gravado e lançado. Poucas cópias sobreviveram com as capas originais intactas.

9º “God Save the Queen”, compacto de 1977 do SEX PISTOLS
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: Durante a semana em que o Sex Pistols assinaram com a A&M Record, o famoso “God Save the Queen”, de 45 rotações e 7 polegadas, foi gravado e lançado. Poucas cópias sobreviveram com as capas originais intactas.

8º "Introducing... The Beatles", THE BEATLES Vendido por 25 mil dólares Motivo: Variações diferentes da capa desse álbum tem sido incessamente falsificada, mas o que há de tão especial com o original? Na parte de trás consta o logotipo da Vee-Jay e duas faixas adicionais: “Love Me Do” e “P.S. I Love You”.

8º “Introducing… The Beatles”, THE BEATLES
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: Variações diferentes da capa desse álbum tem sido incessamente falsificada, mas o que há de tão especial com o original? Na parte de trás consta o logotipo da Vee-Jay e duas faixas adicionais: “Love Me Do” e “P.S. I Love You”.

7º "Stay Away, Joe", álbum promocional, ELVIS PRESLEY Vendido por 25 mil dólares Motivo: este álbum promocional foi feito para ser tocado apenas nas rádios da época.

7º “Stay Away, Joe”, álbum promocional, ELVIS PRESLEY
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: este álbum promocional foi feito para ser tocado apenas nas rádios da época.

6º "Velvet Undergound & Nico", VELVET UNDERGROUND & NICO Vendido por 25.200 dólares Motivo: Esta test pressing (N.t.: test pressing são as primeiras prensagens do vinil feitas para ver se a matriz está OK) original de Norman Dolph contém material gravado do Sceptor Studios. Ao que consta, são mixagens ou gravações diferentes do que consta no álbum de estreia da lendária banda.

6º “Velvet Undergound & Nico”, VELVET UNDERGROUND & NICO
Vendido por 25.200 dólares
Motivo: Esta test pressing (N.t.: test pressing são as primeiras prensagens do vinil feitas para ver se a matriz está OK) original de Norman Dolph contém material gravado do Sceptor Studios. Ao que consta, são mixagens ou gravações diferentes do que consta no álbum de estreia da lendária banda.

5º "Do I Love You?", FRANK WILSON Vendido por 30 mil dólares Motivo: Acredita-se que existam apenas 3 cópias deste compacto. Esta terceira cópia foi comprada em um leilão online pelo valor acima.

5º “Do I Love You?”, FRANK WILSON
Vendido por 30 mil dólares
Motivo: Acredita-se que existam apenas 3 cópias deste compacto. Esta terceira cópia foi comprada em um leilão online pelo valor acima.

4º "The Freewheelin’", BOB DYLAN Vendido por 35 mil dólares Motivo: Reprensagens desse disco trazem modificações nas músicas - inclusive quatro delas nunca mais saíram posteriormente. Apenas a edição original - supostamente destruída pela Columbia Records – inclui quatro músicas perdidas e apenas poucos exemplares desses sobraram no mundo.

4º “The Freewheelin’”, BOB DYLAN
Vendido por 35 mil dólares
Motivo: Reprensagens desse disco trazem modificações nas músicas – inclusive quatro delas nunca mais saíram posteriormente. Apenas a edição original – supostamente destruída pela Columbia Records – inclui quatro músicas perdidas e apenas poucos exemplares desses sobraram no mundo.

3º "Yesterday and Today", THE BEATLES Vendido por 38.500 dólares Motivo: Antes da Capitol Records substituir a capa desse álbum por uma foto saudável com toda a banda, o grupo posou sorrindo com aventais de açougueiro segurando bonecas desmontadas e carne crua. Não é à toa que esse é o álbum dos Beatles mais desejados de todos os tempos.

3º “Yesterday and Today”, THE BEATLES
Vendido por 38.500 dólares
Motivo: Antes da Capitol Records substituir a capa desse álbum por uma foto saudável com toda a banda, o grupo posou sorrindo com aventais de açougueiro segurando bonecas desmontadas e carne crua. Não é à toa que esse é o álbum dos Beatles mais desejados de todos os tempos

2º "That’ll Be the Day", THE QUARRYMEN (pré-BEATLES) Vendido por 180 mil dólares Motivo: Apenas uma cópia desse álbum de 78 rotações foi prensada, e em seguida passou por todos os membros da banda e amigos. Este exemplar foi, enfim, perdido, mas redescoberto por Duff Lowe, ex-amigo de escola do Sir. Paul McCartney

2º “That’ll Be the Day”, THE QUARRYMEN (pré-BEATLES)
Vendido por 180 mil dólares
Motivo: Apenas uma cópia desse álbum de 78 rotações foi prensada, e em seguida passou por todos os membros da banda e amigos. Este exemplar foi, enfim, perdido, mas redescoberto por Duff Lowe, ex-amigo de escola do Sir. Paul McCartney

1º "Double Fantasy" - JOHN LENNON & YOKO ONO Vendido por 525 mil dólares Motivo: John Lennon autografou esse exemplar apenas algumas horas antes de ser assassinado por Mark David Chapman

1º “Double Fantasy” – JOHN LENNON & YOKO ONO
Vendido por 525 mil dólares
Motivo: John Lennon autografou esse exemplar apenas algumas horas antes de ser assassinado por Mark David Chapman

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Subculture Sobre: Rock e música Pop Imagem em destaque: Autografo dado por John Lennon pouco antes de ser assassinado Fonte: Whiplash

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Subculture
Sobre: Rock e música Pop
Imagem em destaque: Autografo dado por John Lennon pouco antes de ser assassinado
Fonte: Whiplash

Kid Vinil – “Uns 10 mil vinis e mais uns 10 mil CDs!”

No anos 70, em Londres, Nos anos 80 com o Magazine, Na Tower Records, em Londres, Kid Vinil Xperience, Com Glenn Hughes, com Jô Soares, Com Chris Robinson (Black Crowes), Na Brasil 2000, Com Joey Ramone e com Ian Gillan

No anos 70 em Londres, nos anos 80 com o Magazine, na Tower Records, em Londres, Kid Vinil Xperience, com Glenn Hughes, com Jô Soares, com Chris Robinson (Black Crowes), na Brasil 2000, com Joey Ramone e com Ian Gillan

Kid Vinil é uma lenda. Músico, radialista, crítico musical, apresentador de TV, já fez de tudo no mundo da música. Mas o que pouca gente sabe é que Kid possui uma das coleções mais completas, abrangentes e impressionantes do Brasil. Nesta longa conversa Kid contou como surgiu a sua paixão pelo rock, apresentou a sua coleção e deu várias dicas de grupos que valem a pena conhecer. Então sente na cadeira, puxe o bloco de anotações e curta com a gente as histórias de Kid Vinil.

Kid Vinil, antes de mais nada eu gostaria de agradecer a você por esta entrevista. Para começar eu gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores.

Bem, meu nome verdadeiro é Antônio Carlos, mas sou mais conhecido como Kid Vinil. Tenho 51 anos, sou brasileiro, nascido em Cedral (SP). Comecei minha carreira como locutor de rádio em 1979 na extinta Excelsior FM. Fiz o primeiro programa de punk e new wawe do rock brasileiro. O apelido Kid Vinil aconteceu justamente nessa época e acabou sendo o nome do meu programa de rádio. Na época eu estava me formando em jornalismo. Paralelo à minha carreira radiofônica eu tinha minha banda, o Verminose, que tocava punk, rockabilly e new wave. Por volta de 83 mudamos o nome para Magazine e estouramos em todo país com os hits “Sou Boy” e “Tic Tic Nervoso”. O Magazine é uma versão mais new wave e mais pop do Verminose. A banda durou até 85, quando junto com o guitarrista André Christovan eu formei o Kid Vinil & Os Heróis do Brasil. Gravamos apenas um disco e o grupo acabou em 89. Nos anos noventa fiz um disco solo na RGE e reformamos o Magazine para shows, e em 2002 gravamos um cd da volta do Magazine pela Trama chamado “Na Honestidade”. Atualmente me apresento com a banda Kid Vinil Xperience, que toca um repertório bem variado, incluíndo os hits do Magazine, novas composições e algumas covers. Voltando à carreira radiofônica, já estive em quase todas as rádios rock de SP e fiz programas variados durante todos esses anos. Mais recentemente estava na Brasil 2000, onde cheguei até a cuidar da programação durante um ano e fiz diversos programas. Na TV apresentei no final da década de 80 o programa “Boca Livre” da TV Cultura, e nos anos noventa o “Som Pop”. Em 2000 apresentei na MTV o programa “Lado B”. Atualmente, além da banda sou DJ de festas de “rock alternativo” e festas temáticas de “anos 80”. Sei que já faz algum tempo, mas você lembra como foi o seu primeiro contato com a música e, mais especificamente, com o rock? Foi através da minha família. Meu pai é fã de Elvis e meu irmão dos Beatles. Foi assim que caí na vida.

Toda grande coleção tem o que eu chamo de o seu “ponto zero”, o seu marco inicial. Aquela hora em que nós, colecionadores, percebemos que somos diferentes dos nossos amigos, que apenas “consomem” música. A dedicação é maior, o investimento é maior, o cuidado com tudo é maior. Quando você percebeu que estava se transformado de um simples fã em um colecionador?

Acho que a partir do momento que eu comecei a ganhar uma grana para poder ter os discos que eu queria. Mas desde o inicio da década de setenta eu sonhava com isso. Guardava todos os trocados que eu tinha para comprar os LPs importados no Museu do Disco (loja lendária da década de 70 localizada no centro de SP)

Sacia a minha curiosidade: sei que a sua coleção é gigantesca, mas quantos álbuns no geral você possui?

Não sou um cara organizado que sai cadastrando e numerando seus discos, pois moro num apartamento pequeno e os discos ficam espalhados pela casa inteira, mas eu calculo, entre LPs, remixes e compactos de 7 polegadas, uns 10 mil vinis, e CDs também estou próximo de mais dez mil (originais).

Imaginei que seriam milhares, mas é realmente um acervo impressionante. Para dizer a verdade, o maior que já publicamos aqui na Collector´s Room. Entre todos estes itens, de quais grupos você possui mais material?

Talvez de bandas mais famosas e que desfrutam de uma discografia grande, como Beatles e Rolling Stones, isso incluindo bootlegs, edições raras, etc.

Além dos CDs, vinis e DVDs, com certeza você possui diversos outros itens na sua coleção, certo?

Na verdade, devido ao tamanho do lugar onde moro, não daria para comportar mais coisas além do que mais gosto, que são meus vinis, CDs e DVDs. Tenho revistas de rock tipo Mojo, Record Collector, NME, Uncut e outras mais underground, mas não dá para colecionar, quando vejo que tá ocupando espaço eu me desfaço delas. Outras bugigangas relacionadas ao rock, acho que não, nunca me interessei em colecionar peças de museu, ou guitarra de alguém, prefiro o disco.

Imagino que as pessoas não começaram a chamar você de Kid Vinil à toa. Conta para nós qual é a origem e como surgiu este apelido.

Na verdade o apelido surgiu por causa do programa de rádio em 79. Eu tinha voltado de Londres e tinha visto toda aquela movimentação punk por lá, daí queria fazer o programa de rádio, então precisava de um apelido. Pensamos em “Kosmo Vinyl”, que era o nome do tour manager do The Clash, mas seria muita cara de pau roubar o nome do cara, daí fiz uma composição. Tinha um DJ da BBC Radio chamado Kid Jensen, então eu emprestei dos dois e criei o “Kid Vinil”, que por acaso ficou legal, pois eu era um aficcionado por vinil.

Eu costumo dizer que, apesar do amplo horizonte que a música nos proporciona, abrindo as nossas cabeças, o rock ainda é, sem dúvida, o estilo mais apaixonante que existe. Neste sentido, você consegue contar para gente como foi a sua história, a sua trajetória dentro do rock and roll?

Primeiro foi Elvis, Paul Anka e depois Beatles e Stones. Mais tarde, quando eu tinha meus 12 anos, comecei a ouvir Hendrix e Janis Joplin, aos quatorze Black Sabbath e Led Zeppelin, Slade, Alice Cooper, The Who, Neil Young e toda geração Woodstock. Aos dezoito conheci Frank Zappa, me aprofundei em Bob Dylan, Jefferson Airplane, Grateful Dead e toda a geração psicodélica californiana. Aos 20 anos comecei a me interessar por jazz rock e ouvir de Miles Davis a Chick Corea, Mahavishinu Orchestra e Weather Report. Mergulhei no rock progressivo do King Crimson, Emerson Lake & Palmer, Yes, Pink Floyd, Genesis e toda geração progressiva. Em 74, cansado de tudo isso, comecei a ouvir David Bowie, Lou Reed, Stooges, MC5, T. Rex e Patti Smith. Alguns anos depois caí de cabeça no punk e na new wave do Television, Blondie, Elvis Costello, Ramones, Clash, Vibrators, Pistols, etc. Daí vieram outras tendências, o pós punk do PIL e do Gang of Four, os anos oitenta de Siouxsie, Cure, U2, Joy Division, New Order, Echo, Smiths, etc. Nos anos noventa o grunge do Nirvana e Mudhoney e o britpop do Suede, Pulp, Blur e Oasis, até os dias de hoje, quando ouço Arctic Monkeys e gosto de verdade, como continuo gostando de Sonic Youth.

Vamos voltar um pouco no tempo então: qual foi o primeiro álbum que você comprou?

Aos onze anos de idade comprei a trilha do filme “Yellow Submarine” dos Beatles, porque vi o filme e adorei a trilha.

Qual o item que você considera o mais raro da sua coleção?

Hoje fica difícil especificar algum item raro, pois quase tudo sai em CD e o vinil acaba perdendo um pouco o seu valor. Mas tem coisas que mesmo tendo sido editadas em CD ainda valem em vinil, como os títulos lançados pelo selo inglês Vertigo durante o final dos anos 60 e começo dos 70. Um dos que eu considero precioso é uma banda chamada Dr Strangely Strange, o disco chama-se “Heavy Petting”, a capa foi feita pelo Roger Dean (que fazia as capas do Yes) e lutei para conseguir uma cópia no eBay, que me custou mais de 100 dólares.

Kid, todo colecionador sonha, ou já pensou, naquele dia em que vai chegar a uma loja e comprar todos, literalmente todos, os álbuns que tem vontade. Infelizmente, na vida real isso fica um pouco mais difícil (risos), mas a gente continua sonhando. Então, qual foi o maior número de álbuns que você comprou de uma única vez?

Isso foi há uns três anos atrás, quando eu trabalhava na Trama e na MTV. Viajei para Londres e fui num atacadista de discos raros da década de setenta principalmente (mas relançamentos em vinil). Tem um selo italiano chamado Akarma, que lança tudo em vinil e CD, eles devem ter uns 200 títulos no catálogo, lembro que comprei todos os LPs e os CDs.

Como jornalista, apresentador, músico e referência em rock, você recebe muito material de gravadoras e artistas, e com certeza muitos destes itens não são do seu gosto pessoal. Você guarda todo este material promocional, ou fica só com o que realmente curte e repassa o restante?

Realmente fico somente com aquilo que me interessa, apesar que as gravadoras já sabem do meu gosto musical e se preocupam em me mandar só as coisas de rock que sabem que eu gosto. Nunca me mandaram discos de axé ou samba, aaaargh…

Apesar de receber todo este material, você ainda continua comprando itens para a sua coleção? Se sim, quantos álbuns em média você compra por mês?

Hoje eu compro muito menos discos, geralmente compactos de 7 polegadas (o chamado compacto simples) pelo correio das bandas estreantes inglesas. Tudo que é banda na Inglaterra lança suas primeiras músicas em compacto de vinil. Além dos compactos às vezes compro algum CD que eu sei que não vai ser lançado aqui.

Qual o item que você tem mais ciúmes, tem um carinho especial e não venderia de jeito nenhum?

Eu tenho ciúme de todos os meus discos, jamais vendo ou me desfaço de qualquer um deles, não sei especificar um em especial.

Entre todos os itens que você possui, quais foram os que deram mais trabalho para conseguir?

Alguns itens eu entrei em leilões no eBay, como o “Yardbyrds Live” de 1968 (esse disco é considerado um embrião ao vivo do Led Zeppelin, pois tem Jimmy Page na guitarra), é bastante raro e custou para conseguir. Alguns títulos do selo Vertigo (Ramases, Still Life), os lançamentos limitados em vinil do selo Shadocks da Alemanha (esse selo chegou até a lançar coisas obscuras do rock brasileiro como Sound Factory, Geração Bendita, Paebiru, Bango). A minha coleção de vinis do Canned Heat, a minha banda favorita de blues psicodélico. Outra coleção de vinis que eu prezo muito e sofri para conseguir todos foi do grupo canadense The Guess Who, que era uma banda pop da década de sessenta e que nos anos setenta deu origem ao BTO (Bachman Turner Overdrive).

Apesar de tudo o que você possui, existem alguns álbuns que você deseja e ainda não conseguiu para a sua coleção?

Na verdade exitem alguns do selo Vertigo que me faltam, mas custam muito caro, como:

Manfred Mann – Chapter Tree – Volumes One & Two
Legend – Legend
Nirvana – Local Anesthetic (esse era o Nirvana progressivo)

Kid, você possui algum lugar específico para guardar a sua coleção? E, além disso, tem alguma dica de como conservar todos estes itens?

Como eu falei anteriormente, moro num minúsculo apartamento e meus discos estão espalhados em várias estantes, cada uma tem uma ordem que só eu entendo. Outra parte está em caixas e daí vira uma puta zona. Conservação também fica difícil pela quantidade, só evito local úmido e coloco sempre capinhas de plástico para protegê-los melhor. Limpeza no máximo uma flanela umedecida com água, simplesmente para tirar o pó.

Eu queria que você fizesse agora um top#5 com os itens do seu acervo que você mais curte.

Neil Young – On The Beach
Alice Cooper – Easy Action
Aphrodites Child – 666
The Faces – A Nod Is Good As Wink To A Blind Horse
Slade – Slade Alive

Tenho certeza de que você já fez esta lista, mas vou perguntar do mesmo jeito: para você, quais são os dez melhores álbuns de todos os tempos?

Beatles – White Album

Rolling Stones -Exile On Main Street

Sex Pistols – Never Mind The Bollocks, Here´s The Sex Pistols
The Clash – London Calling
The Smiths – The Queen Is Dead
David Bowie – Ziggy Stardust And The Spiders From Mars
Bob Dylan – Blonde On Blonde

Lou Reed – Berlin
Stone Roses – Stone Roses

Oasis – Definitely Maybe

Sonic Youth – Daydream Nation
Pixies – Surfer Rosa

Podem ser doze?

Podem sim. E atualmente, nos últimos dois, três anos, que grupos tem chamado a sua atenção? E mais, que grupos você tem ouvido atualmente e que destacaria para os nossos leitores?

– Bell Rays

– Dirtbombs
– Drive By Truckers
– Arcade Fire
– Hard Fi
– The Kooks
– Detroit Cobras
– Forward Russia
– Guillemots

– The Cirbs

– The Spinto Band
– The Rakes
– Wolfmother
– We Are Scientists
– The Pipettes
– The Editors
– Secret Machines
– Band Of Horses
– The Elected
– Islands

Certamente, no meio de todo este acervo, deve existir alguns itens que você olha e pensa “nossa, porque eu comprei este disco?”. Então, vamos lá: qual é o item mais estranho da sua coleção, e também que álbuns as pessoas ficariam surpresas em saber que você possui?

Meu gosto é bem variado, tenho blues, jazz, country, folk. Uma vez o Massari veio fazer uma matéria em minha casa para a MTV e viu um disco da dupla Sony & Cher e um da Cher e ele achou muito estranho eu gostar da Cher, mas na verdade eu curto a Cher na década de 60, antes dela fazer sucesso no cinema, quando ela cantava baladas como “I Got You Babe”, que mais tarde o UB40 regravou com a Chrissie Hynde dos Pretenders. Tenho coisas bizarras em vinil, como as trilhas dos filmes B do Russ Meyer.

A Collector´s Room tem apresentado diversas coleções imensas, verdadeiros acervos históricos, literalmente impressionantes. Qual a sua opinião a respeito destes fãs dedicados que possuem, na maioria das vezes, mais material do que os próprios integrantes dos grupos dos quais são fãs?

Nunca fui muito chegado em fanatismo, gosto de ter sim os discos mais importantes de um grupo ou artista, o resto eu dispenso, mas tudo bem, “cada louco com a sua mania”.

O rock já está aí há mais de cinquenta anos, e passou por diversas fases neste tempo todo. Sendo assim, eu gostaria que você indicasse aos nossos leitores os álbuns que você recomenda das décadas de sessenta até hoje.

Anos 60
The Who – Sell Out
The Kinks – Face To Face
The Yardbyrds – Having A Rave Up
The Beatles – Revolver
The Rolling Stones – Their Satanic Majesties Request
Bob Dylan – Highway 61 Revisited
Jefferson Airplane – Surrealistic Pillow

Grateful Dead – Anthem Of The Sun

Frank Zappa – Freak Out!
Pink Floyd – The Piper At The Gates Of Dawn
The Velvet Undreground – The Velvet Underground
Led Zeppelin – Led Zeppelin I

Anos 70
Badfinger – No Dice
Black Sabbath – Master Of Reality

Lou Reed – Rock And Roll Animal

Alice Cooper – Killer
New York Dolls – New York Dolls
MC5 – Kick Out The Jams
Stooges – Stooges
Ramones – Ramones
Patti Smith – Horses
The Clash – The Clash
Sex Pistols – Never Mind The Bullocks
David Bowie – Aladin Sane

T. Rex – Electric Warrior
Roxy Music – Roxy Music

King Crimson – Starless And Bible Black

Anos 80
Elvis Costello – Get Happy
Devo – Freedom Of Choice
Dexys Midnight Runnes – Too Rye Ay
Joy Division – Closer
Gang Of Four – Solid Gold

Siouxsie And The Banshees – Kaleidoscope

The Cure – The Top

U2 -The Unforgetable Fire
Depeche Mode – Speak & Spell
Human League – Dare
Gary Numan – Telekon
Soft Cell – Non Stop Erotic Cabaret
PIL – The Flowers Of Romance

The Stranglers – La Folie

Xtc – English Settlement

Anos 90

Stone Roses – Stone Roses
Teenage Fanclub – Bandwagonesque
Nirvana – Nevermind
Mudhoney – Every Good Boy Deserves Fudge
Soundgarden – Badmotorfinger
Sonic Youth – Dirty

Pixies – Bossanova
The La´s – The La´s
Happy Mondays – Pills And Thrills And Bellyaches

Beastie Boys – Ill Comunication
Primal Scream- Screamadelica
Pulp – His And Hers
Smashing Pumpkins – Gish
Blur – Parklife
Oasis – What´s The Story Morning Glory
Super Furry Animals – Fuzzy Logic
Boo Radleys – Giant Steps
My Bloody Valentine – Loveless
Pavement – Slanted And Enchanted

Anos 00

Strokes – Is This It
Arcade Fire – Funeral
Interpol – Turn On The Bright Lights
Belle And Sebastian – Fold Your Hands Child, You Walk Like A Pesant
The Libertines – Up The Bracket
The Coral – The Coral
The Rakes – Capture/Release
Hard-Fi – Stars Of Cctv
The Ordinary Boys – Brassbound
Black Mountain – Black Mountain

Wolfmother – Wolfmother
Bloc Party – Silent Alarm
Ladytron – Witching Hour
Silver Jews – Tanglewood Numbers
The Magic Numbers – The Magic Numbers
Kaiser Chiefs – Employment
The Futureheads – The Futureheads
The Flaming Lips – At War With The Mystics
Mystery Jets – Making Dens
Editors – The Back Room
Maximo Park – A Certain Trigger

Eu me lembro que, quando comecei a ouvir música, em meados dos anos oitenta, me chamou a atenção aquele cara ruivo, gordinho e de bigode que liderava uma banda que cantava o hit “eu sou boy, eu sou boy, eu sou boy”. Como foi para você a experiência com o Magazine, transformando-se de jornalista em músico, indo para a frente das câmeras?

Foi um processo natural, pois a banda corria paralela à minha carreira no rádio e na TV. Acho que trabalhar com rádio ajudou bastante, pois aprendi a improvisar e de certa forma atuar foi um passo à frente.

É palpável a sua paixão pela música. A sua coleção é uma das mais respeitadas do Brasil. Qual é a sensação que você sente ao parar e olhar para todo este acervo reunido ao longo de todos estes anos?

Eu adoro essa minha coleção, cada disco tem uma história. É engraçado quando começo a olhar e procurar algum disco e vejo os outros e começo a lembrar como consegui, onde, em que circunstâncias. É um pedaço da minha vida.

Este amor pela música já fez você atuar em diversas áreas. Músico, jornalista, escritor, apresentador, radialista. Qual destas atividades te deu mais prazer?

Eu adoro fazer rádio, sempre gostei. Hoje estou fora do rádio, mas gostaria muito de voltar, pois as emissoras estão cada vez mais pobres em termos de programação.

Pode parecer um ranço meu, ou até mesmo imaturidade, mas eu não consigo ver na cena musical brasileira,

e estamos falando somente sobre rock, uma qualidade, uma variedade e uma riqueza musical tão grande, ou equivalente, às cenas inglesas e americanas, por exemplo. Você tem uma visão muito mais completa e abrangente que a minha, isso não se discute, mas o que eu queria saber é se você também sente isso em relação ao cenário rock and roll brasileiro, e a que atribui isso?

Hoje o rock brasileiro tenta sair desse marasmo que ele entrou nos anos noventa, algumas boas bandas estão se destacando até lá fora. Vocês sabem que o Cansei de Ser Sexy assinou com a Sub Pop, mas ainda é pouco. Gosto do Jumbo Elektro, Mombojó, da Karine Alexandrino, enfim existem algumas boas propostas espalhadas pelo país. Mas a maioria ainda está nessa de hardcore ruim, emocore e outras chatices que já encheram o saco. O conhecimento musical dessa nova geração é muito limitado infelizmente, porque eles não se interessam em pesquisar ou ir fundo na matéria. Uma pena!

Pessoas como nós, que já não tem mais vinte e poucos anos, estão órfãos de uma programação musical de qualidade na TV. A MTV possui uma programação totalmente “teen”, e é praticamente impossível para na frente da TV e assistí-la por muito tempo. Você não sente vontade de desenvolver algum programa para este público mais maduro, que possui um conhecimento musical e não consome qualquer coisa que a mídia apresenta?

Com certeza, vivo pensando nisso, mas está dificil viabilizar em alguma emissora de TV. O interesse deles sempre bate na breguice. Quando alguém acreditar e bancar uma proposta dessas eles vão ver que dá resultado. O dificil é convencer alguém. Eu tentei fazer isso na Brasil 2000, mas as pessoas viviam em outra realidade e não queriam saber de cultura musical, era um querendo derrubar o outro o tempo todo, briga de poder e nessas eu acabei caindo.

Como já falamos antes, você já realizou inúmeras coisas dentro da música. Apresentador, crítico, músico, radialista. Na boa, o nome Kid Vinyl é praticamente uma “lenda viva” na música brasileira. O que você ainda gostaria de realizar em relação à música?

Uma coisa parecida com o que eu disse acima, ter o controle “total” sobre a programação de uma rádio, ou ter um programa de TV decente, sem interferências comerciais.

Você já está há muito tempo trabalhando com música. Como você vê a evolução do cenário musical brasileiro nos últimos vinte, trinta anos, de praticamente insignificante na época do primeiro “Rock In Rio” (1985) ao estágio atual, com milhões de fãs, veículos, selos e lojas especializadas? O que você acha que está melhor ou pior agora, e o que ainda precisa melhorar?

Certas coisas melhoraram, como a estrutura de shows. As pessoas se organizaram, os selos independentes vieram com força maior, a internet ajuda, e muito. Mas o que decaiu bastante foi a qualidade musical nas rádios e na programação das emissoras de televisão. Até a TV a cabo, que seria uma alternativa, está parecida com a TV comercial, sem qualidade nenhuma e apostando em programas cada vez piores. Vide “American Idol” e “Top of The Pops”, por exemplo. Tiraram o fabuloso “Later” do Jools Holland e colocaram no lugar o “Top of the Pops” (e isso é só um exemplo).

O formato “single” é um dos proferidos dos coleiconadores, seja pela quantidade limitada com que são lançados, seja pelas versões e músicas inéditas que muitos possuem. Porque você acha que o “single” não vingou no Brasil?

O preço de um single na Inglaterra está entre uma e duas libras, assim como o 7 polegadas. Aqui queriam cobrar quase o preço do CD normal, nunca daria certo. Se o single vende na Inglaterra é porque ele é barato e atrativo (músicas inéditas, duas partes, DVD single, etc). O mercado brasileiro tá todo errado, a começar pelo preço do CD, que não precisava custar 40 reais. Na Inglaterra um CD custa 40 reais, nos EUA custa 12/15 dólares, mas lá os caras tem poder aquisitivo para pagar esse preço, aqui é roubo!!!

São Paulo constantemente é citada como uma das cidades mais desejadas pelos colecionadores, não só brasileiros, mas em todo o mundo. A que você atribui esta quantidade enorme de lojas, de sebos, a própria Galeria do Rock (que só existe aqui), voltadas totalmente para o público consumidor de música?

Muita música brasileira antiga (bossa nova, anos setenta, soul, etc) é procurada pelo mercado americano, japonês e europeu. A Galeria do Rock é um “oásis” na vida dos paulistanos, pois somos felizardos em termos um lugar como aquele para encontrar quase tudo que procuramos. Os sebos são importantes porque, como eu disse, com os preços exorbitantes nas lojas normais a única alternativa são os sebos, que vendem pela metade do preço ou até menos.

Eu sou um consumidor de música há mais de vinte anos. Durante todo este tempo tive contato com as mais diversas publicações, dezenas de pessoas que, de alguma maneira, estiveram ou ainda estão envolvidas com o rock e com o metal. Quem você considera referência no cenário atual, onde um leque muito maior de opções é colocado à disposição dos fãs de música?

Continuo lendo as revistas inglesas Record Collector, Mojo e Uncut. Das publicações independentes gosto das inglesas Artrocker, Plan B e Clash. A título de informação entro sempre nos sites:

http://www.nme.com
http://www.cmj.com

http://www.xfm.co.uk

http://www.bbc.co.uk/radio1 (programas Zane Lowe e Steve Lamaq)
http://www.woxy.com

Lojas que frequento os sites e compro pelo correio:

http://www.roughtrade.com
http://www.piccadillyrecords.com
http://www.othermusic.com
http://www.normanrecords.com

Nestes anos todos de trabalho e envolvimento com a música você conheceu muitas pessoas, viveu e presenciou diversas histórias interessantes. Eu gostaria que você nos dissesse quais foram os momentos mais gratificantes e inesquecíveis de todos estes anos dedicados à música.

Um dos últimos foi na Trama, quando lancei os CDs do Belle & Sebastian e depois vim conhecê-los quando vieram para o Free Jazz, e qual não foi minha surpresa quando eles lançaram o primeiro DVD e, quando eles mostraravam o Brasil, me colocaram anunciando eles na MTV, foi gratificante! Conhecer os caras do Teenage Fanclub (uma das minhas bandas favoritas dos anos noventa). Ter lançado todos os CDs do Frank Zappa pela Eldorado na década de 90. Ter assistido ao Clash ao vivo na tour do álbum “London Calling” e quase vinte anos depois entrevistar o Joe Strummer para o Lado B.

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Subculture Sobre: Rock e música Pop Fonte: Whiplash

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Subculture
Sobre: Rock e música Pop
Fonte: Whiplash

305 etnias e 274 línguas: estudo revela riqueza cultural entre índios no Brasil

Pesquisa inédita do IBGE detalhou características de povos indígenas brasileirosPesquisa inédita do IBGE detalhou características de povos indígenas brasileiros

Há mais indígenas em São Paulo do que no Pará ou no Maranhão. O número de indígenas que moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em aldeias e no campo. O percentual de índios que falam uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas do que entre os que vivem em cidades.

As conclusões integram o mais detalhado estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado nesta semana.

Segundo o instituto, há cerca de 900 mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos 274 línguas. Os dados fazem do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta. Em comparação, em todo o continente europeu, há cerca de 140 línguas autóctones, segundo um estudo publicado em 2011 pelo Instituto de História Europeia.

No “Caderno Temático: Populações Indígenas”, o IBGE faz um mapeamento inédito sobre a localização desses povos e sua movimentação ao longo das últimas décadas.

O estudo diz que, entre 2000 e 2010, os percentuais de indígenas brasileiros que vivem nas regiões Sul e Sudeste caíram, enquanto cresceram nas outras regiões. A região Norte abriga a maior parcela de índios brasileiros (37,4%), seguida pelo Nordeste (25,5%), Centro-Oeste (16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%).

Entre 2000 e 2010, também caiu o percentual de indígenas que moram em áreas urbanas, movimento contrário ao do restante da população nacional.

‘Retomadas’

Segundo a pesquisadora do IBGE Nilza Pereira, autora do texto que acompanha o estudo, uma das hipóteses para a redução no percentual de indígenas no Sul, Sudeste e em cidades são os movimentos de retorno a terras tradicionais.

Nas últimas décadas, intensificaram-se no país as chamadas “retomadas”, quando indígenas retornam às regiões de origem e reivindicam a demarcação desses territórios. Em alguns pontos, como no Nordeste e em Mato Grosso do Sul, muitos ainda aguardam a regularização das áreas, em processos conflituosos e contestados judicialmente.

Em outros casos, indígenas podem ter retornado a terras que tiveram sua demarcação concluída. Hoje 57,7% dos índios brasileiros vivem em terras indígenas.

Outra possibilidade, segundo Pereira, é que no Sul, Sudeste e nas cidades muitas pessoas que se declaravam como indígenas tenham deixado de fazê-lo.

Ainda que sua população indígena esteja em declínio, a cidade de São Paulo ocupa o quarto lugar na lista de municípios brasileiros com mais índios, com 13 mil. Parte do grupo vive em aldeias dos povos Guarani Mbya nos arredores da cidade, em territórios ainda em processo de demarcação.

O ranking é encabeçado por São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas. O município abriga 29 mil indígenas e foi o primeiro do país a aprovar como línguas oficiais, além do português, três idiomas nativos (tukano, baniwa e nheengatu).

O estudo mostra como morar numa terra indígena influencia os indicadores socioculturais dos povos. Entre os índios que residem nessas áreas, 57,3% falam ao menos uma língua nativa, índice que cai para 9,7% entre indígenas que moram em cidades.

Mesmo no Sul, região de intensa colonização e ocupação territorial, 67,5% dos índios que vivem em terras indígenas falam uma língua nativa, número só inferior ao da região Centro-Oeste (72,4%).

A taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20.

Para Nilza Pereira, do IBGE, ao mostrar detalhes sobre indígenas de diferentes pontos do país, o estudo será útil para o planejamento de políticas públicas diferenciadas para esses povos. Os dados também foram usados na elaboração de vários mapas, que compõem o “Atlas Nacional do Brasil Milton Santos”.

Indígenas vêm retornando às regiões de origem para reivindicar demarcação de territóriosIndígenas vêm retornando às regiões de origem para reivindicar demarcação de territórios

Cultura indígena

O ativista indígena Denilson Baniwa, cofundador da Rádio Yandê, diz à BBC Brasil que o estudo ajuda a combater a falta de conhecimento sobre os povos indígenas no Brasil.

Baniwa, que mora no Rio de Janeiro e é publicitário, diz se deparar frequentemente com pessoas que acham que “o indígena ainda é aquele de 1500”. Segundo o ativista, muitos questionam por que ele se considera indígena mesmo falando português ou usando o computador em seu trabalho.

“Respondo que cultura não é algo estático, que ela vai se adaptando com o tempo. E pergunto a eles por que não vestem as mesmas roupas usadas pelos portugueses em 1500, por que não falam aquele mesmo português e por que não usam computadores de 1995.”

Cofundador da Rádio Yandê, Denilson Baniwa diz que há 'grande' desconhecimento sobre diferenças culturais entre povos indígenasCofundador da Rádio Yandê, Denilson Baniwa diz que há ‘grande’ desconhecimento sobre diferenças culturais entre povos indígenas

Para Baniwa, há ainda grande desconhecimento sobre as enormes diferenças culturais entre os povos indígenas brasileiros. Ele exemplifica citando dois povos de sua terra natal (a região do rio Negro, no Amazonas), os baniwa e os tukano.

“Comparar um baniwa a um tukano é como comparar um francês a um japonês. São povos com línguas, hábitos e características físicas bastantes distintas, e isso porque vivem bem próximos. Imagine a diferença entre um baniwa e um kaingang, um povo lá do Rio Grande do Sul?”

Ao mesmo tempo em que combate o preconceito contra indígenas que, como ele, moram em cidades, Baniwa afirma que cada povo deve ser livre para decidir como quer se relacionar com o resto da sociedade.

“Se um povo entender que o contato com o mundo moderno não será benéfico e que prefere ficar mais isolado em sua terra, vamos lutar para que essa decisão seja respeitada.”

Categoria: Fogus Factus Sobre: Assuntos relacionados ao Brasil e Mundo Fontes: BBC Brasil

Categoria: Fogus Factus
Sobre: Assuntos relacionados ao Brasil e Mundo
Fontes: BBC Brasil

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A obra-prima ‘O Livro das Mil e Uma Noites’

O brasileiro é um dos povos que menos lê no mundo, caso essa infeliz verdade não existisse teríamos O Livro das mil e uma noites, edição de luxo com ilustrações, mas…

Uma conversa com o professor Mamede Mustafa Jarouche, do Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo, responsável pela primeira tradução do Livro das Mil e Uma Noites diretamente do árabe. Ele explica como fez a tradução, a partir de manuscritos obtidos em vários países, dessa coleção de contos populares escritos em árabe a partir do século IX e que chegaram ao Ocidente em 1704, pela tradução francesa de Antoine Galland, para se transformar num clássico da literatura mundial. O Livro das Mil e Uma Noites traduzido por Jarouche tem 4 volumes, o último lançado recentemente pela Editora Globo, e inclui textos famosos, que não fazem parte dos manuscritos antigos, como as histórias de Ali-Babá e os 40 Ladrões, O Marujo Simbad e Aladim e a Lâmpada Maravilhosa.

Quando terminar a leitura farei uma resenha de cada volume…

No Brasil se lê menos que na Venezuela, Turquia e Egito

Categoria: Tia Evanilde Sobre: Literatura e livros

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Sobre: Literatura e livros