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A obra-prima ‘O Livro das Mil e Uma Noites’

O brasileiro é um dos povos que menos lê no mundo, caso essa infeliz verdade não existisse teríamos O Livro das mil e uma noites, edição de luxo com ilustrações, mas…

Uma conversa com o professor Mamede Mustafa Jarouche, do Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo, responsável pela primeira tradução do Livro das Mil e Uma Noites diretamente do árabe. Ele explica como fez a tradução, a partir de manuscritos obtidos em vários países, dessa coleção de contos populares escritos em árabe a partir do século IX e que chegaram ao Ocidente em 1704, pela tradução francesa de Antoine Galland, para se transformar num clássico da literatura mundial. O Livro das Mil e Uma Noites traduzido por Jarouche tem 4 volumes, o último lançado recentemente pela Editora Globo, e inclui textos famosos, que não fazem parte dos manuscritos antigos, como as histórias de Ali-Babá e os 40 Ladrões, O Marujo Simbad e Aladim e a Lâmpada Maravilhosa.

Quando terminar a leitura farei uma resenha de cada volume…

No Brasil se lê menos que na Venezuela, Turquia e Egito

Categoria: Tia Evanilde Sobre: Literatura e livros

Categoria: Tia Evanilde
Sobre: Literatura e livros

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Nota
Umberto Eco caminha diante da estante de livros em sua casa. / ROBERTO MAGLIOZZI

Umberto Eco caminha diante da estante de livros em sua casa. / ROBERTO MAGLIOZZI

Nascimento: 5 de janeiro de 1932, Alexandria, Itália

Falecimento: 19 de fevereiro de 2016, Milão, Itália

Depois de tudo que disse de mau sobre o jornalismo, a existência da imprensa ainda é uma garantia de democracia, de liberdade, porque especialmente a pluralidade dos jornais exerce uma função de controle. Mas, para não morrer, o jornal tem que saber mudar e se adaptar. Não pode se limitar apenas a falar do mundo, uma vez que disso a televisão já fala. Já disse: tem que opinar muito mais sobre o mundo virtual. Um jornal que soubesse analisar e criticar o que aparece na Internet hoje teria uma função, e até um rapaz ou uma moça jovem leriam para entender se o que encontraram online é verdadeiro ou falso. Por outro lado, acho que o jornal ainda funciona como se a Internet não existisse. Se olhar o jornal de hoje, no máximo encontrará uma ou duas notícias que falam da Internet. É como se as rotativas nunca se ocupassem de sua maior adversária! As redes sociais deram voz a uma legião de imbecis.

Categoria: Tia Evanilde Sobre: Literatura e livros Fonte: El País Brasil

Categoria: Tia Evanilde
Sobre: Literatura e livros
Fonte: El País Brasil

“As redes sociais deram voz a uma legião de imbecis.” – Umberto Eco

Para um amor em Fortaleza

Deveria ter escrito mais cartas…

É tarde, eu já vou indo Preciso ir embora, 'té amanhã

É tarde, eu já vou indo
Preciso ir embora, ‘té amanhã

Tenho todas que ela me escreveu, e agora eu preciso coloca-las em ordem, e pensar que quem me escreveu, não mais escreverá. Talvez essa seja a pior parte, o futuro sem aquela pessoa. Saber que posso rodar o mundo e pô-lo de cabeça para baixo ou do avesso e… nada. E quando, ou se um dia retornar a casa que foi dela, ela não estará. Mas o que é engraçado e que quando ela adormeceu seu rosto apareceu nítido em minha memória, sua voz soou tal como foi em minha memória reproduzida fielmente. Lembro claramente da textura de seu cabelo, de sua pele. Lembro com detalhes de seus dedos, inclusive quando ela segurava as coisas. O sotaque e a forma que chamava a mim ou um dos meus irmãos. Também me lembro da pronuncia dela em chamar cada filho. Nunca realmente me senti longe dela, me sentia mais longe de mim para poder chegar a ela. Dia após dia busco desesperadamente lembranças de minha infância para chegar à conclusão que apenas naquele momento fui feliz, não mais.

Mamãe quando eu saí disse Filhinho não demora em Braçanã Se eu demoro mamaezinha Tá a me esperar Pra me castigar Tá doido moço Num faço isso, não

Mamãe quando eu saí disse
Filhinho não demora em Braçanã
Se eu demoro mamaezinha Tá a me esperar
Pra me castigar Tá doido moço
Num faço isso, não

Moramos entre 1979 e 1985 em Fortaleza boa parte desse tempo no Conjunto Ceará, outra parte na Barra do Ceará. Muitas vezes diariamente vasculho lembranças dessa época. Lembro da casa em que morávamos quando era tempo das chuvas, alagava as ruas que ficavam forradas de sapos e rãs. Os caramujos forravam as paredes. Brincávamos até quase a madrugada na rua, nossos pés tocavam o chão quente de Fortaleza. Afundavam na lama e não tínhamos medo de picho de pé. Eramos resistentes, pois tínhamos ela. Ela cuidava da gente.

Assistíamos muito desenho e series. Os desenhos eram na maioria de Hanna-Barbera, além de Dartacão e os três mosqueteiros e Buggy a jato. Assim fomos embalados no Conjunto Ceará. Lembro que tinha umas duas vizinhas que sempre me arrastavam para praia, de Iracema, Barra do Ceara, Praia do Futuro… e eu adorava.

Quando as coisas ficavam ruins, meu avô aparecia com mantimentos, roupas feitas pela minha avó e brinquedos. Meus irmãos lembram nitidamente peças de roupas costuradas pelas mãos dela.

Um dia as coisas ficaram muito ruins e ele nos arrastou, a todos para casa deles. Não esqueceu nenhum dos cinco. Lá tínhamos conforto. Minha avó acabou fazendo o papel de pai e mãe. Cuidou da gente, deu senso de horário, alimentação nas horas certas. Estudávamos e sabíamos que determinadas roupas deveriam ser usadas apenas aos domingos, as mais bonitas. Minhas tias, Evanilde e Nadir, nos ensinaram a gostar dos livros onde outros mundos surgiram e se misturaram ao nosso.

Alguns cheiros de plantas lembram-me nitidamente momentos e lugares específicos dessa época. Cheiro das extintas mercearias engolidas por supermercados e depois hipermercados, elas tinham um cheiro peculiar. Sabonete e piso de cimento queimado, o cheiro também é peculiar. Carvão queimado, terra molhada, barulho de grilos e mundos tão próximos. Cheiro de Maria fumaça, não sei de onde vinha, mas sabia que era de trem velho.

Minha família é muito grande e conheci parte dos meus primos, e meus tios, a todos, na casa de minha avó. Gostava muito de estar com meus primos, e sempre tive um carinho especial por eles, ter esse sentimento de unidade, de família. Mesmo no Natal tínhamos esse sentimento familiar que pouco conhecíamos.

Vou-me embora, vou sem medo dessa escuridão Quem anda com Deus Não tem medo de assombração e eu ando com Jesus Cristo No meu coração

Vou-me embora, vou sem medo dessa escuridão
Quem anda com Deus
Não tem medo de assombração
e eu ando com Jesus Cristo
No meu coração

Eu devia ter escrito mais, sentido mais, chorado mais…

Sinceramente?

Amo a todos os meus tios, pois são filhos bons de uma mulher especial, que num dia de Domingo foi trilhar um caminho para um mundo mais justo e bonito.

Fernanda, Eleutério, Maurício, Marlúcia e Késia

Categoria: Tia Evanilde Sobre: Literatura e livros Em destaque meus avós Eleutério e Maria Freitas, a doce vó Mariquinha; Na primeira imagem meus irmãos, e entre nós uma prima, a Josiela; Na segunda imagem meus irmãos e minha tia Evanilde falecida em 2010; Em 1976 minha avó embala meu irmão Maurício; As músicas: Para um amor no Recife de Paulinho da Viola e Menino de Braçanã de Luiz Vieira

Categoria: Tia Evanilde
Sobre: Literatura e livros
Em destaque meus avós Eleutério e Maria Freitas, a doce vó Mariquinha;
Na primeira imagem meus irmãos, e entre nós uma prima, a Josiela;
Na segunda imagem meus irmãos e minha tia Evanilde falecida em 2010;
Em 1976 minha avó embala meu irmão Maurício;
As músicas:
Para um amor no Recife de Paulinho da Viola e Menino de Braçanã de Luiz Vieira