Construção: A Capa

Para ver as capas que criei para o meu livro Passa lá em casa acesse o link aqui

Os textos que seguem são do site Design Culture e Wikepédia

As imagens que uso para ilustrar os texto são de minha autoria. Criei essas “capas esdrúxulas” por falta de verba para os sites de Autopublicação. Há anos meus textos não estão mais nessas plataformas.

Capas de quando publiquei na Perse

Capas de livros: Conceito e Expressão

PorMélio Tinga

Escrito em 18 de setembro de 2017

Os livros carregam uma grande história, mas talvez as capas sejam a forma mais eficaz de partilhar essas histórias, antes que o leitor tenha acesso ao livro, folheio-o e leia na íntegra o que é proposto no livro. Existem variados tipos de capas de livro, um livro que divulga uma pesquisa sobre resultados de preferências das cores é totalmente diferente de um livro de poesia. A natureza do conteúdo, as circunstâncias e outras condições, colocam o designer a pensar na melhor forma de caracterizar um livro, através da sua capa, nestas condições é importante “julgar o livro pela capa”. Claro que, existem capas que superam conteúdos ou capas que não alcançam o nível qualitativo do conteúdo, no entanto, o papel do designer é procurar da melhor forma espelhar o que é o livro. Um livro de design, carrega consigo um conceito diferente de um livro de direito e isso deve estar claro, não pode haver dúvidas perante o apreciador ou comprador do livro.

A forma como um livro nos é apresentada, reflecte a nossa cultura, as nossas influências, a nossa história, o nosso estilo de vida. A capa do livro funciona também como espelho da nossa cultura. Por isso, o trabalho de concepção da de um livro, passa por pensar também nos consumidores, no público-alvo, um livro para sobre dicas de como gerir o teu dinheiro, direccionado a homens ricos, deve apresentar um conceito visual totalmente diferente de um livro que mostra como ser rico direccionado a jovens.

“Para um designer, é importante passar algum tempo em uma livraria observando não somente os livros e seus vários designs, mas também a maneira pela qual as pessoas folheiam e examinam os livros, e o quê, por fim, as leva a comprá-los. Os múltiplos estilos de capa refleterm o amplo espectro do público leitor. Em uma livraria, a seção de administração e negócios irá exibir capas muito diferentes daquelas apresentadas nas seções de literatura ou poesia. Ao se observar o público a tendência é que se note diferenças significativas de idade, padrão de vestimenta e sexo, dados que o designer, sem cair em estereótipos, deve ter em mente.” (HASLAM:2010)

Natureza das capas

Quando publiquei no Clube do Autor e na Perse tive que dividir em 3 volumes

Capas conceituais

As capas conceituais procura representar o conteúdo que o livro todo carrega através de uma alegoria visual, um paradoxo, criando uma fusão entre a imagem e o título. “O leitor, ao examinar as lombadas dos livros, pode retirar um da prateleira e, ao visualizar sua capa, sentir uma onda de prazer, um momento de euforia – em outras palavras, um impulso de comprar, ou como se diz em inglês, “smile of the mind”, expressão usada como título de um livro sobre design conceitual. Com isso, o leitor transforma-se em um autêntico comprador, a aquisição é impulsionada pela capa sendo o seu raciocínio elaborado da seguinte forma: “este livro tem uma capa inteligente e eu reconheci a argúcia dela, porque sou perspicaz”. Da mesma maneira que todos nós tecemos artimanhas de apoio aos nossos próprios pré-julgamentos, a tendência é que o leitor venha a comprar repetidamente outros livros, com base na mesma premissa.”(HASLAM:2010)

Capas expressionistas

“A abordagem expressionista para o design de capa é usada em romances e contos. O objetivo não é fazer um sumário visual, mas evocar o conteúdo, dar dicas sobre o que se esconde por trás da capa, intrigando o leitor. As capas dessa espécie geralmente utilizam desenhos, ilustrações, fotografias ou imagens de peças de arte adequadas ao conteúdo da obra. O diretor de arte ou o ilustrador tentarn criar uma imagem interessante que, combinada ao título, possa instigar o leitor, além de remetê-lo a algum elemento da história ou sugerir o clima emocional do texto. O leitor se sentirá atraído pela combinação da imagem com o título.” (HASLAM:2010)

Capas usando padrão

As capas com padrão podem transmitir diferentes conceitos, desde o leve ao pesado. São aparentemente simples, o que significa um trabalho por parte do designer, de modo a obter uma combinação perfeita entre o padrão e a tipografia, de modo a transmitir um resultado que vai de encontro ao livro como um todo.

Capas tipográficas

Um jogo entre o texto, as capas tipográficas que não incorporam imagens são muito utilizadas para uma grande variedade de temas. O título e o nome do autor são jogos experimentais que podem ser combinados com cores vibrantes, de forma a produzirem capas de grande impacto.

Essa é a capa do segundo volume

Porquê os designers deviam ler os livros

A capa do livro é expressão, ou pelo menos as pessoas dimensionam o livro através da sua capa. Quando o designer lê o livro, compreende o que deve levar ao leitor através da capa, dois livros de poesia podem ser diferentes de diferentes formas, uma história de amor é diferente de uma história de guerra, de morte. O designer devia entrar na história e sair dela com certeza do que seria feito da sua capa.

Capa do terceiro volume

Capa como conceito e expressão

Uma capa nunca devia ser usada para um outro livro, porque não teve mais fundos ou por outra razão, nenhuma justificaria. A capa tem o conceito próprio daquele livro que é diferente do outro.

A baixo podemos acompanhar diferentes capas de livros, cada uma totalmente diferente da outra.

Os três volumes para a editora Saraiva

Capa de livro

Capa de livro pode ser considerada, juntamente com a Lombada, uma cobertura protetora que une as páginas de um livro, é um dos artefatos dentro do design de livros. Além da conhecida distinção entre a brochura (paperback), usada para livro de bolso e a capa dura (hardcover) há mais alternativas tais como sobrecapa (dust jacket), wire-o ou espiral (ring-binding), e outras antigas formas como as do século XIX como em pranchas de papel (paper-boards) e os tradicionais tipos de encadernação como encadernação artesanalencadernação industrialtermoencadernaçãocanoa e (bookbinding|hand-binding).

Plataforma de autopublicação Xinxii

História

Antes do início do século XIX, livros eram feitos à mão, e nos casos dos livros de luxo medievais manuscritos tais como ouro, prata e joias. Por centenas de anos, a encadernação dos livros funcionava como um dispositivo de proteção para impressões caras ou páginas manuscritas, e como um tributo decorativo de autoridade cultural. Na década de 1820 as mudanças começaram a ocorrer grandes na forma como um livro pode ser coberta, com a progressiva introdução de técnicas de mecânica encadernação de livros. Pano e papel, tornaram-se os materiais básicos utilizados quando os livros tornaram-se baratos, graças à introdução de prensas a vapor e produzidos mecanicamente em papel que, para fazê-los a mão tornou-se desproporcional ao custo do livro em si.

Não apenas novos tipos de capas de livros são mais baratas de produzir, usando litografia colorida, e posteriormente, ilustração em processo de meio-tom processos. Técnicas emprestadas de artistas de pôsteres do século XIX gradualmente infiltraram-se na indústria do livro, assim como a prática profissional de design gráfico. A capa do livro tornou-se mais do que apenas uma proteção para as páginas, assumindo a função de publicidade e comunicação do conteúdo interno do livro.

Design de capas

O movimento Artes e Ofícios (Arts and Crafts) e o movimento Art Nouveau na virada para o século XX estimularam uma moderna renascença em design de capas de livros que logo passaram a influenciar a crescente indústria de livros de massa através de editoras na Europa, Londres e Nova York. Algumas das primeiras apresentações de um design de capas radicalmente modernos foram produzidos na UNIÃO Soviética durante a década de 1920 por vanguardistas tais como Alexandr Rodchenko e El Lissitzky. Outro influente designer de capas vanguardista foi Aubrey Beardsley, graças as suas surpreendentes capas para os primeiros quatro volumes da obra The Yellow Book (1894–5).

Para a plataforma de autopublicação da Amazon

“Após a Primeira Guerra Mundial, os designers perceberam que a ilustração narrativa tradicional já não atendia às necessidades da época e reinventaram a comunicação gráfica para expressar a era da máquina e ideias visuais mais complexas”[1], capas de livros se tornaram vitalmente importantes logo que a indústria de livros se tornou comercialmente competitiva. Capas agora podem trazer detalhadas dicas sobre estilo, gênero e o assunto do livro, enquanto muitos levam o design ao limite na esperança de atrair vendas.

No período pós-moderno surgiram profissionais que trabalhavam segundo os princípios do Estilo Tipográfico Internacional, a tipografia expressa o tema por meio de um vínculo inovador entre forma e função. “O resultado é forte, em termo visuais e conceituais, evocando as ideias do surrealismo e do construtivismo e ao mesmo tempo integrando tipos e imagem para criar um cartaz chamativo”.[2]

Atualmente a fotografia é muito aplicada em capas de livros, cenários, personagens e objetos representados , deram para o designer uma forma a mais de transmissão da ideia do livro, caracterizando capas de livros de filmesseriados de televisãogames e etc.

O design de capas pode variar de país a país devido as diferenças de gosto e mercado. Logo, livros traduzidos também podem ter diferentes capas.

A era das vendas pela internet não indiscutivelmente diminuiu a importância da capa do livro, como agora continua a desempenhar seu papel de uma forma bidimensional digital, ajudando a identificar e promover livros on-line.