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Os velhos hábitos

Laerte Coutinho

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Categoria: KiSuco Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos

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Isenção de IPTU a templos custa 22 creches por ano em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo deixa de arrecadar com o IPTU de templos religiosos –todos beneficiários de imunidade tributária– cerca de R$ 110 milhões por ano. Esse montante, calculado pela Folha a partir do cadastro de imóveis, seria suficiente para construir um hospital ou 22 creches. A prefeitura recolhe cerca de R$ 6,5 bilhões com o imposto.pastores ricos

Além do IPTU, templos têm isenção de outros tributos, como o ISS (sobre serviços). A imunidade fiscal de IPTU é prevista na Constituição desde 1946 e, atualmente, o tema é debatido no Congresso.

A bancada religiosa na Câmara quer ampliar a isenção de IPTU para todo o país, incluindo o caso de imóveis alugados pelas entidades religiosas – na capital paulistana, isso já é realidade para os 5.734 templos da cidade. Há também grupos contrários, que defendem o fim de todas as isenções aos templos.

O valor de R$ 110 milhões calculado pela Folha considera o imposto que seria cobrado dos templos com base no valor dos imóveis e nas alíquotas básicas do IPTU e não inclui características dos terrenos que podem influenciar o valor final.

5723117686_b78dcd17e2_bSegundo a estimativa da prefeitura, a isenção fiscal aos templos está na casa dos R$ 90 milhões. Para efeito de comparação, um hospital com cerca de 250 leitos em construção em Parelheiros (zona sul) tem custo estimado de R$ 148 milhões. Na educação, os R$ 110 milhões poderiam erguer 22 creches.

Maior local de culto da cidade em área construída, com 75.948 m², o Templo de Salomão, da Igreja Universal, teria IPTU anual de cerca de R$ 3 milhões por ano.

Cercado de polêmica desde sua inauguração em 2014, o local ainda não tem alvará definitivo. Sem isenção até o momento, o templo consta como devedor de R$ 7,6 milhões em IPTU. Segundo a Universal, a imunidade está em análise pela prefeitura.

Na lista de entidades religiosas com mais templos, também aparece a Universal, como a 14ª maior proprietária de locais de culto, com 21. A colocação se deve ao fato de, ao contrário de outras evangélicas, a Universal adotar a prática de alugar os locais onde faz seus cultos. Amparada por lei municipal, não paga IPTU desses imóveis.

A igreja mais beneficiada pelo não pagamento de tributos é a Católica. Segundo o levantamento, ela tem 730 imóveis cadastrados como templos na cidade –renderiam R$ 17 milhões ao ano em IPTU.

Igrejas picaretas estão matando o rádio no Brasil

DEBATE NO CONGRESSO

Ligado à Universal, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) é autor de uma Proposta de Emenda à Constituição que tramita para garantir a imunidade a entidades religiosas que alugam imóveis em todo o país. Lá, a Comissão de Direitos Humanos debate uma proposta popular –cujo relator é o próprio Crivella– que vai no sentido inverso: quer o fim de toda imunidade.

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Para o presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), Daniel Sottomaior, é difícil haver mudança na Constituição devido à influência religiosa na política. Para ele, a imunidade atenta contra o Estado laico.

Questionada, a Arquidiocese de SP da Igreja Católica disse que “reafirma seu compromisso de colaboração a São Paulo, onde atua desde a sua fundação na assistência social, na educação, na promoção humana e na defesa dos mais pobres”.

A Universal disse defender o Estado laico, mas afirmou que a imunidade tributária “apenas assegura esse livre exercício dos cultos sem a interferência de governos”. A assessoria de Fernando Haddad (PT) não respondeu qual é a opinião do prefeito sobre a renúncia fiscal.

Categoria: Fogus Factus Sobre: Assuntos relacionados ao Brasil e Mundo

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A maior aventura polar completa um século

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Ernest Henry Shackleton (Kilkea, condado de Kildare, 15 de fevereiro de 1874 — Geórgia do Sul, 5 de janeiro de 1922) foi um explorador polar que liderou três expedições britânicas à Antártida, e uma das principais figuras do período conhecido como Idade Heroica da Exploração da Antártida.

Uma das grandes aventuras da humanidade está completando 100 anos: a Expedição Imperial Transantártica de Sir Ernest Shackleton.

Shackleton (1874-1922) liderou três expedições britânicas à Antártica, mas foi a última, iniciada em dezembro de 1914 e encerrada em agosto de 1916, que o tornou uma lenda da exploração polar. Foi o maior fracasso da vida de Shackleton – e também seu maior triunfo.

A meta da Expedição Imperial Transantártica era ambiciosa: cruzar o continente antártico, por terra, de oeste para leste.

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A tripulação completa do Endurance, menos o fotógrafo Frank Hurley, claro

Em 5 de dezembro de 1914, Shackleton e 27 tripulantes deixaram a Ilha Geórgia do Sul a bordo do veleiro Endurance, de 144 pés (44 metros), construído na Noruega especialmente para a missão.

Em 18 de janeiro de 1915, um dia antes de chegar ao ponto da Baía de Vahsel onde a equipe deveria desembarcar, o Endurance ficou preso no gelo. Imobilizado num imenso platô congelado, o barco ficou vagando pelo mar de Weddel por mais de nove meses, até que, em 27 de outubro de 1915, foi esmagado pelas placas de gelo.

3Shackleton e sua tripulação abandonaram o navio. Pouco menos de um mês depois, em 21 de novembro, testemunharam, horrorizados, o Endurance afundando para sempre no gelo. Pelos cinco meses seguintes, a tripulação morou em barracas no banco de gelo, comendo carne de foca e esperando que o gelo se abrisse para que pudessem navegar em três botes salva-vidas rumo a qualquer lugar habitado.

4Em 9 de abril de 1916, finalmente, o gelo se abriu. Enfrentando ondas de dez metros e ventos de 100 quilômetros por hora no Mar de Weddel, os três botes – batizados com os nomes de financiadores da expedição, James Caird, Dudley Docker e Stancomb Wills – conseguiram chegar à inóspita Ilha Elephant. Foi a primeira vez em 497 dias que pisavam em terra firme.

Para se ter uma ideia da insanidade que era enfrentar um mar daqueles numa casquinha de noz, aqui vai a imagem de um cargueiro cruzando a Passagem de Drake

Para se ter uma ideia da insanidade que era enfrentar um mar daqueles numa casquinha de noz, aqui vai a imagem de um cargueiro cruzando a Passagem de Drake

Mas a parte mais arriscada da missão ainda estava por vir: Shackleton deixou 22 homens na Ilha Elephant e rumou com outros cinco no pequeno barco James Caird até a Ilha Geórgia do Sul, enfrentando frio de 20 graus negativos, ondas de vinte metros e ventos de 200 quilômetros por hora em um dos mares mais traiçoeiros do mundo, próximo à Passagem de Drake. Foto a direita:

Uma foto do barco James Caird

Foto do barco James Caird

Em maio de 1916, o James Caird chegou finalmente à Ilha Geórgia do Sul. Mas Shackleton e seus homens precisaram atravessar a ilha a pé, numa travessia inédita e tão perigosa que só foi realizada novamente em 1955, por uma equipe de alpinistas britânicos. Quando finalmente chegaram à estação baleeira de Stromness – barbados, imundos, fracos e com as roupas em farrapos – pareciam, segundo relatos, uma assombração. E assim que Shackleton se identificou, alguns marinheiros devem ter pensado estar diante de fantasmas, já que a tripulação do Endurance fora dada como morta.

Depois de alguns dias de descanso, Shackleton começou a organizar o resgate de sua tripulação. Ele pediu ao governo inglês um navio propício para enfrentar o Mar de Weddel, mas nenhum estaria disponível até outubro (é bom lembrar que isso tudo aconteceu em meio à Primeira Guerra Mundial). A solução foi pedir emprestado ao governo chileno o Yelcho, um barco a vapor de 120 pés (37 metros) que fazia a manutenção de faróis.

Às 13h10 do dia 30 de agosto de 1916, mais de quatro meses depois de abandonar 22 homens de sua tripulação, Shackleton chegou com o Yelcho à Ilha Elephant e os resgatou. Todos os 28 tripulantes do Endurance voltaram vivos.

Em 1959, o escritor e jornalista norte-americano Alfred Lansing lançou “A Incrível Viagem de Shackleton”, livro em que relata, por meio de diários e entrevistas com sobreviventes, os detalhes da Expedição Imperial Transantártica e dos quase dois anos de luta pela sobrevivência na área mais inóspita do planeta. É um dos melhores livros de aventura que já li. Recomendo demais.

Ponto selvagem, Elefante Island, o local onde o acampamento foi feito após o local de desembarque inicial foi identificada como inadequada

Ilha Elephant, o local onde o acampamento foi feito após o local de desembarque inicial foi identificada como inadequada

P.S.: O leitor Peçanha enviou um link que traz as fotos que Frank Hurley tirou da expedição de Shackleton. É sensacional. Confira aqui.

Do blog "Leu esse, Carol? A Incrível Viagem de Shackleton

Do blog “Leu esse, Carol? A Incrível Viagem de Shackleton

Categoria: Vai ser pra mim Sobre: Textos de outros autores Sobre o autor: André Barcinski nasceu em 1968. Foi colunista e crítico da Folha de S. Paulo. Escreveu quatro livros e dirigiu dois filmes. Produz e dirige os programas de TV “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” e “Nasi Noite Adentro”, no Canal Brasil. Ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro de não-ficção por "Barulho - Uma Viagem ao Underground do Rock Americano" (1992) e o Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Sundance (EUA) pelo documentário "Maldito" (1998), sobre o cineasta José Mojica Marins Imagem em destaque: Voltando ao navio depois de uma excursão

Categoria: Vai ser pra mim
Sobre: Textos de outros autores
Sobre o autor: André Barcinski nasceu em 1968. Foi colunista e crítico da Folha de S. Paulo. Escreveu quatro livros e dirigiu dois filmes. Produz e dirige os programas de TV “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” e “Nasi Noite Adentro”, no Canal Brasil.
Ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro de não-ficção por “Barulho – Uma Viagem ao Underground do Rock Americano” (1992) e o Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Sundance (EUA) pelo documentário “Maldito” (1998), sobre o cineasta José Mojica Marins
Imagem em destaque: Voltando ao navio depois de uma excursão

“O condomínio torna a cidade mais desigual. É preciso inibi-lo”

Urbanista fala sobre política de mobilidade e os desafios que a cidade deixa para próxima gestão

Geraldo Moura, doutor em urbanismo pela USP RAFAEL RONCATO

Geraldo Moura, doutor em urbanismo pela USP Foto: RAFAEL RONCATO

Os trilhos do metrô não chegam a toda São Paulo e, quando chegam, perdem a oportunidade de levar uma de suas principais vocações: desenvolvimento urbano em áreas periféricas. Segundo o urbanista Geraldo Moura, há várias explicações para isso, mas uma das principais é que o sistema metroviário não está sendo pensado para responder a pergunta “que cidade queremos?”, mas apenas para reforçar lógicas já estabelecidas. Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade São Paulo, Moura fala sobre transporte, desenvolvimento urbano e os principais desafios do próximo prefeito de São Paulo do ponto de vista urbanístico. Leia os destaques da entrevista ao EL PAÍS abaixo.

Parque Ibirapuera - Sao Paulo. Foto incrível de Thiago Leite

Parque Ibirapuera – Sao Paulo.
Foto incrível de Thiago Leite

Pergunta. Em outubro temos eleições municipais. Transporte sobre trilhos é uma atribuição da administração estadual, mas levando em conta que mobilidade é uma das principais questões de São Paulo, quais serão os desafios de um próximo prefeito?

Resposta. Em minha opinião, são sete pontos que devem ser levados em consideração. 1) Trazer “cidade” para regiões dormitórios. Implantação de equipamentos de transporte, com equipamentos integrados nas regiões de estações de metrô e corredores de ônibus é fundamental. 2) Trazer gente de volta para o centro. É garantir acesso para que a pessoa possa morar perto das oportunidades. 3) Inibir a cidade murada. É incentivar a proliferação de espaços de convívio, principalmente de convívio entre diferentes. 4) Impedir a proliferação dos condomínios. O condomínio dificulta a continuidade das infraestruturas, principalmente de transporte, e faz com que os bairros fiquem “monossociais”, que uma camada social fique cada vez mais distante da outra, o que torna a cidade mais desigual. É preciso inibi-lo. 5) Tirar espaço de carros. É dar, claramente, cada vez mais espaço para ônibus e meios não motorizados.

P. Antes de você completar a lista, já é possível dizer que muitos desses pontos coincidem com medidas tomadas por Fernando Haddad. Apesar disso… A popularidade dele não é boa. Aliás, tudo indica que ele terá muitas dificuldades para se reeleger.116865915.pEBRV7go

R. Sim, mas não estou falando da disputa política pequena, mas de cidade. Acredito que esse é um preço pago pelos governantes que ousaram enfrentar a questão. Em Bogotá, com o prefeito Enrique Peñalosa, que nunca poderia ser chamado de esquerda, aconteceu algo semelhante. Ele fez o que era preciso, transformou a cidade em uma referência para a mobilidade, e não se reelegeu. [Depois de 12 anos, Peñalosa foi eleito novamente agora]. Acho que justamente por ter acertado, a atual Prefeitura de São Paulo pode ter se inviabilizado eleitoralmente.

P. E por que isso acontece?

“Justamente por ter acertado, a atual Prefeitura de São Paulo pode ter se inviabilizado eleitoralmente”

R. Porque mudar a cidade requer mexer em questões estabelecidas. A questão das bicicletas é exemplar disso. Ela não é só um modo de mobilidade, mas um jeito de fazer essa repactuação do espaço público. É claro que ao longo do processo tem sofrimento: a bicicleta vai, obviamente, acabar se tornando perversa em algumas situações para o pedestre, além de tomar parte do espaço anteriormente destinado aos veículos, e isso vai gerar reclamações. É um processo conflituoso, mas necessário se queremos falar de mobilidade. E, mais uma vez, não dá pra falar de transporte sem falar de cidade, de espaço. Nunca é demais lembrar o Milton Santos: “o espaço é formado por um conjunto indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como o quadro único no qual a história se dá”.

P. E quais são os outros dois pontos da lista de sete?

R. Vamos lá. 6) Induzir uma cidade mais compacta. O que significa impedir a proliferação de periferias cada vez mais distantes. 7) Vincular adensamento com infraestrutura de transporte. Ou seja, é adensar áreas que ficam perto dos eixos de mobilidade, como metrô e corredores de ônibus. É curioso notar que isso também começou a ser feito pela atual gestão. O novo Plano Diretor da cidade prevê que haja adensamento habitacional nos principais eixos de transporte.

P. Ou seja, apesar da Prefeitura não ser responsável pelo metrô, quando falamos em mobilidade, falamos de outras questões. Certo?

R. Sim e é por isso que mobilidade não se resume a uma questão técnica, que fazer metrô não pode ser apenas uma discussão tecnológica, como tem sido muitas vezes. Não dá pra falar de transporte e não falar de planejamento urbano. São Paulo tem uma região metropolitana da ordem de 20 milhões de habitantes. As oportunidades, contudo, estão extremamente centralizadas. Isso é fruto de uma lógica em que as pessoas vivem longe e tem que se deslocar muitos quilômetros para trabalhar. O que é preciso é levar cidade para onde só tem gente morando. E qual é um modo de fazer isso? Construir metrô, transporte, mas isso não basta. Junto com o metrô, é necessário pensar equipamentos que façam as pessoas quererem se mudar para perto das estações. É levar escola, emprego, faculdade, lazer e garantir também que pessoas alijadas pela lógica do mercado imobiliário possam morar nas imediações de maneira adequada. Ou seja, o grande problema de quando falamos em transporte é que ele é pensado sozinho. Não dá para fazer assim, o planejamento tem que vir todo junto.

Participação de investimentos no metrô paulista GERALDO MOURA

Participação de investimentos no metrô paulista GERALDO MOURA

P. Se fosse de responsabilidade da prefeitura, você acredita que o sistema metroviário paulistano teria mais sucesso?

R. O Metrô não se limita a uma cidade, é um transporte metropolitano, por isso, mais do que a questão de se é uma responsabilidade do Estado ou da Prefeitura, a verdade é que no Brasil temos carência de entidades metropolitanas. Os comitês que gerenciam as bacias hidrográficas são, talvez, um exemplo mais próximo de como a questão deveria ser trabalhada. É um desafio, porque às vezes, em uma única mancha urbana, você tem oito, dez prefeituras de partidos diferentes. Só que a existência dessa entidade facilitaria muito, porque o Governo estadual não entende nada da relação urbana do poder local. E a questão fundamental quando falamos de transporte, mais do que qual tecnologia usar, é que tipo de cidade nós queremos.

P. Como assim?

R. De todas as estruturas da cidade, as de transporte são as que mais induzem o crescimento do território. Quando o Metrô vai fazer uma linha nova, ele trabalha com a pesquisa Origem e Destino. Ele pergunta para as pessoas de onde elas vêm e para onde vão. A partir daí, estabelece o traçado. Tudo certo? Não. Porque você reforça a lógica, presente no desenho de avenidas da cidade, que é muito anterior ao metrô, de morar longe e trabalhar no centro. A pesquisa Origem e Destino só reforça isso, logo, o traçado do metrô também. Chega uma hora que essa dinâmica de deslocamentos fica inviável. É só entrar na Sé, às 17h30 da tarde, e ver o que acontece. “Por que o Metrô fala uma coisa e faz outra? Ele sempre defendeu que o sistema metroviário é um indutor de crescimento, de planejamento urbano, mas isso nunca aconteceu de fato”

P. Qual é a alternativa?

R. É quebrar essa lógica que chamamos de “radiocêntrica”. E isso não pode partir apenas de uma questão técnica, mas de se perguntar que cidade nós queremos. Toda nova linha de metrô deveria vir com medidas de planejamento territorial. São Paulo é um dos lugares do mundo em que as pessoas mais se deslocam da periferia para o centro, do centro para a periferia, para trabalhar. Por isso não dá para tratar a questão do transporte público como uma questão estritamente técnica.

P. O Metrô não tem levado desenvolvimento urbano para a cidade?

R. A questão aqui, que é a mesma que eu coloquei na minha tese, é: por que o Metrô fala uma coisa e faz outra? Ele sempre defendeu que o sistema metroviário é um indutor de crescimento, de planejamento urbano, mas isso nunca aconteceu de fato.

P. Nem na construção da Linha 3 – Vermelha, que vai até Itaquera, na zona leste da cidade?

Luiza no Copan por Autumn Sonnichsen

Luiza no Copan por Autumn Sonnichsen

R. Ali isso esteve próximo de acontecer, mas vamos fazer alguns recortes históricos para responder isso. Na época da construção da Linha 1 – Azul, o primeiro trajeto da cidade, já se sabia que o traçado mais carente e importante era o Leste-Oeste, mas o Norte-Sul foi privilegiado na construção da linha, sob a justificativa que a região leste era atendida pela RFFSA – atual CPTM. Mas, um dos motivos centrais parece ser claro: havia espaço para o mercado imobiliário expandir na ponta sul da cidade. E qual é o sentido de construir a Linha 2 – Verde na Avenida Paulista? Ela operou durante anos só naquele trecho, sem ligação com outras linhas. A Linha 3 – Vermelha, por sua vez, que é a segunda a ser construída na cidade, além de fazer a ligação necessária (Leste-Oeste), também tinha um plano de desenvolvimento, com planejamento habitacionais, áreas de interesse, etc.

P. E o que deu errado?

São Paulo sob a lente de Autumn Sonnichsen

São Paulo sob a lente de Autumn Sonnichsen

R. Foi um problema institucional. Até a construção da Linha 3 – Vermelha, na década de 1970, a responsabilidade era, em maior parte, da Prefeitura. Naquela época, contudo, ele passa para o âmbito estadual, que tem maior poder de investimento. No caminho, perdeu-se a preocupação de planejamento urbanístico quando o assunto é metrô. Por isso, eu falava sobre uma entidade metropolitana que conseguisse juntar visões diferentes. “É simbólico que o trajeto mais novo da cidade, a Linha 4 – Amarela, tenha começado a operar justamente na Faria Lima e que seu trecho que iria um pouco mais longe não foi entregue até hoje”

P. E em que pé estamos hoje?

Mais Autumn Sonnichsen, mais São Paulo

Mais Autumn Sonnichsen, mais São Paulo

R. Continuando a digressão histórica, é simbólico que o trajeto mais novo da cidade, a Linha 4 – Amarela, tenha começado a operar justamente na Faria Lima e que seu trecho que iria um pouco mais longe não foi entregue até hoje. Por volta dos anos 1990, houve um momento em que o Metrô, já fora do âmbito da Prefeitura, perdeu completamente a preocupação com a cidade. E isso vem muito na esteira de uma lógica neoliberal de iniciativa privada. A linha com a iniciativa privada, como é o caso da amarela, tem dois problemas: o que é vantajoso para o mercado em termos de deslocamento? Que as pessoas peguem muito trem e o use para pequenos deslocamentos. Isso significa mais lucro. Só que o metrô é sistêmico. Se a pessoa tem que fazer 28 trocas de trens para ir do ponto B ao X, ela pagará só uma passagem e na lógica do mercado isso é péssimo. Quer dizer, tanto faz quem opera a linha: se é iniciativa privada ou pública. Mas algumas questões tem que ser respeitadas e a prática vem mostrando que elas não são.

P. Comparativamente com outros países do mundo, inclusive da América Latina, São Paulo perde feio em quilometragem de metrô. Mas em relação a outras cidades brasileiras, ganha. Por que a falta de trilhos nas grandes cidades é uma problema nacional?

R. É uma pergunta com várias respostas. Uma delas é a opção rodoviarista que foi feita, pela primeira vez, lá em 1930. É só lembrar que o lema do Washington Luís era “governar é abrir estradas”. Em 1956, o Juscelino Kubitscheck aprofundou isso ao trazer a indústria automotiva. Depois, os militares foram ainda mais fundo e acentuaram essa tendência. Duas outras coisas explicam. A primeira é que o investimento ferroviário inicial é maior do que o rodoviário e, apesar de ao longo prazo os custos de manutenção caírem, o investimento não funciona para o timing eleitoral. A segunda questão, fundamental, é que a capilaridade do sistema rodoviário te permite um mercado imobiliário muito maior e sem controle. É bem aí que se perde o debate. Vamos pensar: se você abrir uma ferrovia, o crescimento ficará condicionado aos arredores das estações. Se você fizer uma rodovia, a mancha urbana pode se estender em qualquer ponto. O que é melhor para o mercado imobiliário?

Categoria: Pilares de Criação Subcategoria: De quando os arquitetos desenhavam Sobre: Arquitetura, Construção, Escolas Arquitetônicas, Urbanismo Fonte: El País Imagem em destaque: Projeto para CPTM União de Vila Nova do escritório Edson Bassi em parceria com o arquiteto Tetsuro Hori

Categoria: Pilares de Criação
Subcategoria: De quando os arquitetos desenhavam
Sobre: Arquitetura, Construção, Escolas Arquitetônicas, Urbanismo
Fonte: El País
Imagem em destaque: Projeto para CPTM União de Vila Nova do escritório Edson Bassi em parceria com o arquiteto Tetsuro Hori

Dartagnan e os Três Mosqueteiros

Um dos meus desenhos favoritos. Em breve todos os episódios estarão no blog. Enquanto isso a gente escuta e mata a saudade da trilha sonora original no Brasil:

D’Artacan y los Tres Mosqueperros ou Wanwan Sanjushi (ワンワン三銃士), Dartacão e os Três Moscãoteiros, em Portugal, ou D’Artagnan e os Três Mosqueteiros, no Brasil, é uma série de animação baseada no livro Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas mas com um caráter cômico. Os personagens são representados por animais (na maioria cães).

A série foi produzida pelos estúdios da BRB Internacional S.A. (Espanha) e realizada pela Nippon Animation (Japão), e estreou em 1981 no Japão na Espanha no ano seguinte. Em 1984, a série estreou na França com os nomes: Les Trois Mousquetaires ou normalmente D’Artagnan et les Trois Mousquetaires. Em 1985, a série estreou no Reino Unido com o nome de Dogtanian and The Three Muskehounds.

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LP

LP

  • Série de TV: 26 episódios de 25 minutos
  • Ano de produção: 1981
  • Criador: Claudio Biern Boyd
  • Diretor: Luis Ballester, Taku Sugiyama, Shigeo Koshi
  • Roteiro: Claudio Biern Boyd, Manuel Peiró, Taku Sugiyama
  • Desenho: José Luis Rodriguez, Lorenzo Ballester, Shuishi Seki
  • Animação: Shuishi Seki, Takao Kogawa
  • Música: Guido de Angelis, Maurizio de Angelis, Katsuhisa Hattori
  • Intérprete: Popitos, Maron Kusaka
  • Produção: BRB Internacional S.A., Televisión Española ( TVE )
  • Realização: Nippon Animation, TBS

História

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A coleção da 1° e única temporada

A história conta a trajetória de Dartacão, desde sua infância na Gasconha, França. Ele vai para Paris para tentar se tornar um Moscãoteiro do Rei, e vive aventuras com seus amigos Arãomis, Mordos e Dogos, conhecidos como os Três Moscãoteiros, além de um romance com Julieta, camareira da rainha.

Continuação

Continuação, produzida em 1990 pela BRB Internacional e Thames Television, chamada O Retorno de d'Artagnan, onde d'Artagnan e Juliette vivem em Paris com seus dois filhos. Baseada na terceira parte do romance O Visconde de Bragelonne, O Homem da Máscara de Ferro, também de Dumas.

Continuação, produzida em 1990 pela BRB Internacional e Thames Television, chamada O Retorno de d’Artagnan, onde d’Artagnan e Juliette vivem em Paris com seus dois filhos. Baseada na terceira parte do romance O Visconde de Bragelonne, O Homem da Máscara de Ferro, também de Dumas.

Há uma continuação, produzida em 1990 pela BRB Internacional e Thames Television, chamada O Retorno de d’Artagnan, onde d’Artagnan e Juliette vivem em Paris com seus dois filhos. Baseada na terceira parte do romance O Visconde de Bragelonne, O Homem da Máscara de Ferro, também de Dumas.

A diferença é que a continuação não foi co-produzida no Japão pela Nippon Animation, e sim em Taiwan pela Wang Film Production (por razões de copyright, os direitos do desenho fora do Japão pertencem à BRB Internacional).

Também há um filme que é um resumo da segunda temporada, que, no Brasil, foi lançado em DVD com o título de Lord Dog, Um Cão a Serviço do Rei.

digitalizar0003No Brasil

Foi exibido em 1984 pela TV Manchete, no programa Clube da Criança apresentado pela Xuxa. No LP do programa foi incluída a versão brasileira do tema, com um arranjo diferente do apresentado na série de TV.

Também foi exibido no SBT durante o Programa do Bozo e Domingo no Parque.imagem971

Personagens da série

  • Dartacão/d’Artagnan
  • Athos: Mosqueteiro do rei
  • Porthos: Mosqueteiro do rei
  • Aramis: Mosqueteiro do rei
  • Senhor de Treville: Capitão dos Mosqueteiros
  • Juliette: Camareira da rainha (Constance Bonancieux, de Dumas)
  • PomPom: Rato que morava na casa de Juliette
  • Sr. Bonancieux: Tio de Juliette
  • Cardeal Richelieu: Primeiro Ministro da França
  • Conde Rochefort: Aliado de Richelieu
  • Widimer: Capitão da Guarda do Cardeal.
  • Milady: Aliada de Richelieu

Elenco de dublagem

  • d’Artagnan: Carlos Marques (Speed Racer) – 1a vozDARTACAN-3D-933x1024
  • d’Artagnan: Cleonir dos Santos – 2a voz
  • Juliette: Nair Amorim (Wanda – Os Padrinhos Mágicos)
  • Athos: Orlando Drummond (interpretou o Seu Peru do programa Escolinha do Professor Raimundo)
  • Porthos: João Turelli
  • Cardeal Richelieu: Sílvio Navas (Bender – Futurama )
  • Cardeal Richelieu: Marcelo Pissardini (Juan Carlos Bodoque – 31 Minutos)
  • Conde Rocheford (Bigode Negro ): João Jaci ( Dudu – Popeye)
  • Pai do d’Artagnan: Isaac Bardavid (Esqueleto – He-Man)
  • Narrador: Márcio Seixas (Batman – Batman: The Animated Series, Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites)
  • Direção: Mário Monjardim (Prefeito Peru Gluglu – O Galinho Chicken Little)
  • Estúdios: Herbert Richers, Mastersound

Citações

Cena em que Cardeal Richelieu fica magoado de raiva por Widimer ter falhado:DARTACAOO

  • Cardeal Richelieu: Como se atreve a se apresentar a mim depois de lutar feito um ridículo? ( Olha para Widimer. ) Você desonrou o nome da Guarda do Cardeal Richelieu, seu falso capitão!
  • Widimer ( para Richelieu ): Eminência, eu imploro que me perdoe! Isso nunca mais voltará a acontecer…
  • Cardeal Richelieu ( quase não deixando Widimer falar ): Já chega de promessas! Eu me vingarei dessa ofensa! Você é mesmo inútil! E agora saia da minha frente! ( Grita. ) SAIA DAQUI!!!
  • Widimer ( saindo ): Sim, eminência.

Na luta entre Dartacão e François:

  • François ( jogando terra no Dartacão que puxa sua camisa ): Tome isto! ( assustado ) Você… você pensa que é o quê? ( Reage e bate no Dartacão com a espada de madeira. ) Então você está pensando que você é nobre?

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A História do Black Sabbath

Black Sabbath

Black Sabbath

Sempre, nos primórdios de algum importante acontecimento histórico, é muito difícil se imaginar o impacto real que aquilo terá ou deixará de ter para os eventos subsequentes, e para todas as gerações futuras – algumas coisas são simplesmente efêmeras; outras, nem tanto, relativamente; e outras ainda, nos confiscam uma atenção e uma emoção desmedidas, que terminam por fazer-nos entender, freqüentemente muitos anos ou décadas depois, como a história estava se fazendo ali, naquele instante mágico, sem ninguém perceber. Assim, com certeza, as hordas e tribos de milhões de adolescentes, adultos ou coroas, disseminadas ao redor do mundo todo, podem muitas vezes se esquecer, ou não se dar conta, de certas situações e fatores que levaram o gênero musical que eles tanto curtem – o rock pesado, carinhosamente apelidado de “rock pauleira”, por muitos – a atravessar o limbo das idéias fantásticas e irrealizáveis, para chegar aos aparelhos de som e toca-discos de todo o mundo despejando decibéis incríveis de criatividade e energia sobre tímpanos e mentes incrédulas com tal invenção! Como reza a velho clichê: pode ser que muitos já tivessem passeado por tal praia, e molhado os pés nesse mar vigoroso – Cream, Jimi Hendrix, Blue Cheer, e muitos mais. Mas nada faria tal experiência sair tão assombrosa e envolvente quanto as reminiscências sujas e rebeldes de quatro garotos recém-saídos de uma das mais entediantes e lúgubres cidades industriais do norte da Inglaterra… E é o que constataremos aqui.

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Sabra Cadabra Sobre: Heavy Metal Autor do texto: Denio Alves

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Sabra Cadabra
Sobre: Heavy Metal
Autor do texto: Denio Alves

Kristen Stewart para Elle, Cara Delevingne para a Vogue, já as cantoras brasileiras…

Que a atriz Kristen Stewart estava se relacionando com mulheres já sabíamos. Agora finalmente ela fala sobre o assunto com tranquilidade, mesma atitude que tomou Cara Delevingne há um ano. As especulações que Cara estava namorando mulheres começou com sua amizade com Rita Ora entre 2012 e 2013. Em julho de 2015 Cara revelou mais sobre seu namoro com a cantora St. Vicente para a Vogue americana que começou no final de 2014, mesmo ano que namorou a atriz Michelle Rodriguez. Um ano depois Kristen fez o mesmo para a Elle britânica de setembro revelando seu amor a Alicia Cargile. Nesse meio tempo foi fotografada namorando a cantora e atriz francesa Soko e Stella Maxwell, ex de Miley Cyrus.

Cara Delevingne

Vogue americana, julho de 2015

Vogue americana, julho de 2015

“Acho que estar apaixonada pela minha namorada é um dos maiores motivos pelos quais estou me sentindo tão feliz com quem eu sou hoje em dia”, afirmou. “E é realmente um milagre que essas palavras tenham saído da minha boca.”

“Levou muito tempo para eu aceitar a ideia, até que, aos 20 anos, eu me apaixonasse por uma garota e reconhecesse que eu tinha de aceitar isso”,

“Mas é só com homens que eu tenho sonhos eróticos. Tive um duas noites atrás em que fui para o banco de trás de uma van com um cara, e tinha um monte de amigos dele ali, e eu praticamente pulei sobre ele.”

“As mulheres são o que me inspira completamente, e elas também têm sido o que me jogou para baixo. Apenas as mulheres me feriram, a começar pela minha mãe.”

“Se um dia eu encontrar um cara por quem me apaixone, gostaria de me casar e de ter filhos. Isso me assusta mortalmente, porque acho que sou bem louca, e eu sempre fico preocupada de o cara cair fora uma vez que ele realmente me conhecer de verdade.”

Saudades desse casal

Saudades desse casal

Para o jornal The New York Times, a modelo britânica se defendeu de algumas pessoas que dentro da própria Vogue falaram que sua bissexualidade seria apenas uma fase temporária.

“Minha sexualidade não é uma fase. Eu sou quem eu sou”, afirmou ela.

Após a publicação, a ativista Julie Rodriguez, criou uma petição, que já está com mais de 21 mil assinaturas, pedindo para que a editora-chefe da Vogue, Anna Wintout, se retrate com a comunidade LGBT, pois a matéria teria reforçado estereótipos.

Durante a resposta a toda essa polêmica, Cara afirmou que ficou lisonjeada com a petição e as pessoas que saíram em sua defesa, mas acredita que não houve maldade por parte do autor.

Vogue UK setembro de 2016

Vogue UK setembro de 2016

Ainda revelou à “Vogue UK setembro de 2016” que está mais apaixonada do que nunca — e ainda comentou a sua sexualidade. Atualmente comprometida com a cantora St. Vincent, ela também já namorou meninos.

“Estou obviamente apaixonada, então se as pessoas quiserem me chamar de gay, ótimo. Os pais dela (St Vincent) têm nos apoiado tanto. Mas somos todos líquidos — nós mudamos, crescemos”, comentou a atriz de 23 anos, que ainda revelou como mudou sua própria postura ao longo dos anos em relação à sexualidade.

“Quando era criança, usava gay como se fosse uma palavra ruim, como em ‘isso é tão gay’. Todos os meus amigos faziam isso”, admitiu ela, que não deixou de destacar o amor que sente por St. Vincent.

“Estou completamente apaixonada… Antes, nem sabia o que era amor — amor de verdade. Eu não entendia a profundidade da coisa. Eu sempre pensei que era você contra o mundo. Agora eu sei que o sentido da vida é o amor. Seja amor por você, pelo mundo ou pelo seu parceiro”, contou.

The chameleonic Cara Delevingne is more than just a series of pretty faces

Detector de mamilos?

Além de vaginas serem incríveis, Cara ainda tem um “detector de mamilos”.

“Eu aposto que qualquer um que esteja com uma camiseta, eu consigo achar o mamilo – na hora! Eu tenho tipo um detector de mamilo”, diz ela.

A atriz então foi desafiada por suas colegas e fez o teste não somente nos seios da Margot Robbie e da Karen Fukuhara, elenco do filme Esquadrão suicida, como também no da jornalista que estava fazendo a entrevista com as musas do filme dos maiores vilões dos quadrinhos.

Durante uma entrevista à Vogue, perguntaram à modelo: “Se o Instagram fosse uma pessoa, o que lhe dirias?”. Ela respondeu: “Porque não posso mostrar os meus mamilos?”, rematou.

Na mesma conversa a modelo confessou que tem uma espécie de obsessão por mamilos e que mesmo com t-shirt ela consegue sempre “detetá-los”.

Kristen Stewart

Elle UK, setembro de 2016

Elle UK, setembro de 2016

“Estou tão apaixonada pela minha namorada. Nós brigamos e voltamos algumas vezes, mas agora é como se… Finalmente eu posso sentir de novo.”

“Quando saía com rapazes escondia tudo porque sentia que banalizavam tudo que tinha a ver com a minha vida privada e não gostava daquilo”, explicou. “Via que faziam quadrinhos sobre mim e pensava: ‘estão fazendo da minha relação algo que não é verdade. Não gosto disso”, acrescenta. No entanto, a grande mudança aconteceu quando teve seu primeiro encontro com uma mulher. “Mudou tudo quando comecei a sair com garotas. Percebi que se escondesse isso era como estar envergonhada do que tinha. Então comecei a me mostrar mais em público. Abri minha vida e sou muito mais feliz”, diz.

A primeira a confirmar a bissexualidade de Stewart foi sua própria mãe. “Por que não é aceitável que agora tenha uma namorada? Ela está feliz. É minha filha e sabe que vou aceitar suas escolhas. Conheci a nova namorada de Kristen e gostei dela”, disse Jules ao The Sunday Mirror.

“Por mais que eu queira me proteger, não quer dizer que preciso esconder”, conta. “Encontrei um lugar onde me sinto confortável.”

Já as cantoras brasileiras…

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Categoria: Cunnilingues Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual

Categoria: Cunnilingues
Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual

Vinil: quais são os dez discos mais valiosos do mundo?

Artigo de Monique Dolan e Sophia Hernandez, publicado no The Audio Files em dezembro de 2010, relata quais são os dez LPs mais valiosos do mundo, confira:

10º "I Can’t Believe", THE HORNETS Vendido por 25 mil dólares Motivo: Este é um album de doo-wop, duplo, de 78 rotações, lançado em 1953.

10º “I Can’t Believe”, THE HORNETS
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: Este é um album de doo-wop, duplo, de 78 rotações, lançado em 1953.

9º "God Save the Queen", compacto de 1977 do SEX PISTOLS Vendido por 25 mil dólares Motivo: Durante a semana em que o Sex Pistols assinaram com a A&M Record, o famoso "God Save the Queen", de 45 rotações e 7 polegadas, foi gravado e lançado. Poucas cópias sobreviveram com as capas originais intactas.

9º “God Save the Queen”, compacto de 1977 do SEX PISTOLS
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: Durante a semana em que o Sex Pistols assinaram com a A&M Record, o famoso “God Save the Queen”, de 45 rotações e 7 polegadas, foi gravado e lançado. Poucas cópias sobreviveram com as capas originais intactas.

8º "Introducing... The Beatles", THE BEATLES Vendido por 25 mil dólares Motivo: Variações diferentes da capa desse álbum tem sido incessamente falsificada, mas o que há de tão especial com o original? Na parte de trás consta o logotipo da Vee-Jay e duas faixas adicionais: “Love Me Do” e “P.S. I Love You”.

8º “Introducing… The Beatles”, THE BEATLES
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: Variações diferentes da capa desse álbum tem sido incessamente falsificada, mas o que há de tão especial com o original? Na parte de trás consta o logotipo da Vee-Jay e duas faixas adicionais: “Love Me Do” e “P.S. I Love You”.

7º "Stay Away, Joe", álbum promocional, ELVIS PRESLEY Vendido por 25 mil dólares Motivo: este álbum promocional foi feito para ser tocado apenas nas rádios da época.

7º “Stay Away, Joe”, álbum promocional, ELVIS PRESLEY
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: este álbum promocional foi feito para ser tocado apenas nas rádios da época.

6º "Velvet Undergound & Nico", VELVET UNDERGROUND & NICO Vendido por 25.200 dólares Motivo: Esta test pressing (N.t.: test pressing são as primeiras prensagens do vinil feitas para ver se a matriz está OK) original de Norman Dolph contém material gravado do Sceptor Studios. Ao que consta, são mixagens ou gravações diferentes do que consta no álbum de estreia da lendária banda.

6º “Velvet Undergound & Nico”, VELVET UNDERGROUND & NICO
Vendido por 25.200 dólares
Motivo: Esta test pressing (N.t.: test pressing são as primeiras prensagens do vinil feitas para ver se a matriz está OK) original de Norman Dolph contém material gravado do Sceptor Studios. Ao que consta, são mixagens ou gravações diferentes do que consta no álbum de estreia da lendária banda.

5º "Do I Love You?", FRANK WILSON Vendido por 30 mil dólares Motivo: Acredita-se que existam apenas 3 cópias deste compacto. Esta terceira cópia foi comprada em um leilão online pelo valor acima.

5º “Do I Love You?”, FRANK WILSON
Vendido por 30 mil dólares
Motivo: Acredita-se que existam apenas 3 cópias deste compacto. Esta terceira cópia foi comprada em um leilão online pelo valor acima.

4º "The Freewheelin’", BOB DYLAN Vendido por 35 mil dólares Motivo: Reprensagens desse disco trazem modificações nas músicas - inclusive quatro delas nunca mais saíram posteriormente. Apenas a edição original - supostamente destruída pela Columbia Records – inclui quatro músicas perdidas e apenas poucos exemplares desses sobraram no mundo.

4º “The Freewheelin’”, BOB DYLAN
Vendido por 35 mil dólares
Motivo: Reprensagens desse disco trazem modificações nas músicas – inclusive quatro delas nunca mais saíram posteriormente. Apenas a edição original – supostamente destruída pela Columbia Records – inclui quatro músicas perdidas e apenas poucos exemplares desses sobraram no mundo.

3º "Yesterday and Today", THE BEATLES Vendido por 38.500 dólares Motivo: Antes da Capitol Records substituir a capa desse álbum por uma foto saudável com toda a banda, o grupo posou sorrindo com aventais de açougueiro segurando bonecas desmontadas e carne crua. Não é à toa que esse é o álbum dos Beatles mais desejados de todos os tempos.

3º “Yesterday and Today”, THE BEATLES
Vendido por 38.500 dólares
Motivo: Antes da Capitol Records substituir a capa desse álbum por uma foto saudável com toda a banda, o grupo posou sorrindo com aventais de açougueiro segurando bonecas desmontadas e carne crua. Não é à toa que esse é o álbum dos Beatles mais desejados de todos os tempos

2º "That’ll Be the Day", THE QUARRYMEN (pré-BEATLES) Vendido por 180 mil dólares Motivo: Apenas uma cópia desse álbum de 78 rotações foi prensada, e em seguida passou por todos os membros da banda e amigos. Este exemplar foi, enfim, perdido, mas redescoberto por Duff Lowe, ex-amigo de escola do Sir. Paul McCartney

2º “That’ll Be the Day”, THE QUARRYMEN (pré-BEATLES)
Vendido por 180 mil dólares
Motivo: Apenas uma cópia desse álbum de 78 rotações foi prensada, e em seguida passou por todos os membros da banda e amigos. Este exemplar foi, enfim, perdido, mas redescoberto por Duff Lowe, ex-amigo de escola do Sir. Paul McCartney

1º "Double Fantasy" - JOHN LENNON & YOKO ONO Vendido por 525 mil dólares Motivo: John Lennon autografou esse exemplar apenas algumas horas antes de ser assassinado por Mark David Chapman

1º “Double Fantasy” – JOHN LENNON & YOKO ONO
Vendido por 525 mil dólares
Motivo: John Lennon autografou esse exemplar apenas algumas horas antes de ser assassinado por Mark David Chapman

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Subculture Sobre: Rock e música Pop Imagem em destaque: Autografo dado por John Lennon pouco antes de ser assassinado Fonte: Whiplash

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Subculture
Sobre: Rock e música Pop
Imagem em destaque: Autografo dado por John Lennon pouco antes de ser assassinado
Fonte: Whiplash