Com a ajuda de Huguinho, Zezinho e Luisinho, que conheciam alguma coisa de informática e de patonet (sim, a internet de Patópolis é a patonet), Tio Patinhas entra no ramo do comércio eletrônico

Por Alexandre Saramelli acesse a matéria aqui

retro_PCAs histórias em quadrinhos são excessivamente ligadas ao universo infantil no Brasil.

Nos últimos anos, com os mangás e com a introdução de novos títulos, as editoras estão utilizando a tática de segmentar os títulos para fugir dessa ligação histórica. Assim, temos as chamadas revistas adultas, as revistas para adolescentes e as revistas infantis. Essa segmentação traz um efeito muito indesejado. As pessoas ficam presas a um único universo e não conseguem comentar sobre esses universos com as outras pessoas, o que é uma limitação.

Mas com as revistas da Disney nós temos um fenômeno diferenciado: não são revistas infantis, não são teens, não são adultas, e muito menos as pessoas da terceira idade deixam de ler. A mensagem que elas passam é universal e simples. Um entretenimento com conteúdo que traz criatividade e emoção a todo mundo, independente da idade.

Apesar disso, raramente alguém comenta as histórias Disney, o que apenas ajuda a manter essa imagem de que são “coisas para crianças”. Neste artigo, para quebrar esse estado de coisas, eu comento uma das melhores histórias do Tio Patinhas dos últimos anos e que passa uma mensagem que não tem nada de infantil.doncomputer1

Em 2002, o italiano Giorgio Pezzin produziu “Tio Patinhas e a Nova Economia” (Zio Paperone e la New Economy),publicada no Brasil na revista Tio Patinhas #465, em abril de 2004, pela Editora Abril. Na Itália, a aventura foi publicada na edição #2440 da revista Topolino, de setembro de 2002. A história começa com os tradicionais milionários reunidos no “Clube dos Milionários” e apresentados a um novo sócio que em poucas semanas conseguiu chegar ao terceiro lugar na classificação do clube. E se nada fosse feito, iria alcançar o primeiro lugar ainda naquele ano!

Esse sócio não tinha o perfil tradicional de um milionário. Tratava-se de um adolescente, um menino, que a todos assustou e surpreendeu. O motivo de tanto sucesso era uma pequena empresa de comércio eletrônico que teve suas ações hipervalorizadas em pouquíssimo tempo. Quando perguntado sobre o que era esse tal de “comércio eletrônico”, esse menino arrogantemente disse que não tinha tempo para explicar.

Esse foi o ponto inicial de uma vibrante aventura do Tio Patinhas com o Patacôncio. Com a ajuda de Huguinho, Zezinho e Luisinho, que conheciam alguma coisa de informática e de patonet (sim, a internet de Patópolis é a patonet), Tio Patinhas entra no ramo do comércio eletrônico. E é seguido de perto pelo Patacôncio, que oferece um serviço ainda melhor, e com a vantagem de ser gratuito.

Logo, Tio Patinhas se vê na necessidade de procurar por especialistas para encontrar melhores alternativas para os seus negócios. E vê que precisa lançar mão de novos profissionais, pessoas que entendam das novas tecnologias. Um desses novos profissionais foi “João Kilobyte”, um sujeito muito maluco que trabalhava on-line dentro de um carro, um rapaz ultra-ocupado prestando serviços por um alto valor e atendendo diversos clientes ao mesmo tempo.

E esse profissional aconselhou que Tio Patinhas lançasse novos e originais serviços, mas com a necessidade de serem novos, surpreendentes. Patinhas então procura diversos pequenos empreendedores e obtém um sucesso muito grande. Mas Patacôncio, atento ao que estava acontecendo, procurou tecnologias ainda mais surpreendentes de patonet móvel, que superaram as empresas do Tio Patinhas.

Em pouco tempo, as ações das empresas de tecnologia do Tio Patinhas estavam nas alturas, mas as suas empresas da “velha economia” estavam perdendo valor. Como o próprio Tio Patinhas disse, “o que eu ganho de um lado perco do outro”. Patacôncio teve a mesma percepção, e vendeu antes as suas empresas da “velha economia”, transformando as ações do Patinhas em papel velho.

Exausto com os acontecimentos, Tio Patinhas se recolhe e toma uma das decisões mais surpreendentes dos últimos anos. Lança um programa de televisão, “O Grande Fardo” onde mostra ao vivo na televisão e na patonet a sua vida. Um programa ao estilo Big Brother. Nesse programa, demonstra os prazeres que os produtos produzidos pelas suas empresas da “velha economia” podem proporcionar para as pessoas que os compram.

shop2010-mickey-mouseAs pessoas, que já estavam esgotadas com tantas novidades do mundo frio e sem emoções que se criou na patonet, se empolgaram com a novidade e voltaram a consumir produtos da “velha economia”, o que trouxe enormes prejuízos ao Patacôncio.

Ao final da história Tio Patinhas diz que aprendeu com essa situação que deve usar sim a patonet, mas não como um fim, mas como uma ferramenta. Nas suas palavras: “A Patonet é uma ferramenta como um martelo ou uma furadeira! Podemos usá-la pra construir coisas ótimas, mas não serve pra nada, se não tiver por trás a mente e o trabalho de quem a usa!”

O que essa história têm a ver com a nossa vida real? O famoso incidente do “Estouro da Bolha” é um dos grandes fatos na história da economia mundial, comparável ao crack da bolsa de valores de 1929. Esse incidente deixou as suas marcas e principalmente os seus ensinamentos. Numa situação muito parecida com uma corrida ao ouro, os homens de negócios, em nome de uma rapidez nas operações para aproveitar o momento, esqueceram fundamentos básicos do mundo dos negócios e se lançaram a situações inaceitáveis:

– Bancos começaram a aceitar orçamentos de empresas que já eram planejadas intencionalmente desde o início para não dar lucro.
– Planejaram operações até possíveis, mas muito complexas até para a tecnologia atual, como a possibilidade de um revendedor não manter estoques, apenas intermediar operações de vendas, entregando pedidos aos produtores antes dos produtos serem produzidos, e serem entregues individualmente pelo próprio produtor ao consumidor.
– Disseram que pessoas com menor idade e menos experiência só porque sabiam apertar alguns botões a mais, igualavam-se com pessoas que tinham maior experiência profissional.
– Diversos especialistas produziram artigos onde acreditavam realmente que tratava-se de uma “nova economia”, e ingenuamente procuravam ouro em terrenos imaginários em um ambiente sem limites.
– Os novos negócios, principalmente as empresas “.com” esqueceram dos controles tradicionais, que qualquer empresa deve manter, e passaram a gastar desenfreadamente para atrair consumidores.
– Disseram que qualquer empresa poderia vender às pessoas de todo o mundo, mas esqueceram que os produtos precisam ser transportados em navios ou aviões reais, e que as aduanas de qualquer país cobram impostos.
– Esqueceram que as pessoas têm emoções, necessidades, cultura, e que são elas que formam essa coisa complexa que chamamos de “economia”.

Esse fenônemo foi muito complexo. Assim como o “Crack da bolsa de Nova York”, em 1929, que ainda hoje é lembrado, o Estouro da Bolha será lembrado por muito tempo.

No meio de tudo isso, vemos na obra de Giorgio Pezzin, uma história que comenta esse fenômeno de uma maneira muito simples, descontraída e extremamente lúcida, o que chama a atenção. O autor, além de escritor, é um engenheiro e especialista em internet, por isso, ele conseguiu produzir um roteiro tão correto e criativo ao mesmo tempo. O que particularmente me surpreendeu em sua história, é a exatidão com que os fatos vão sendo apresentados ao leitor, e o relacionamento que ele propõe com a retomada da nova economia através do fenômeno dos programas de observação “Big Brothers”.mickfishcomputer

Essa história, intencionalmente ou não, também traz uma lição de atendimento ao consumidor. Um desenho que chama muito a atenção é o Tio Patinhas ao entrar em sua loja de queijos, ser recepcionado com um belo e generoso pedaço de queijo como amostra. Simplesmente, delicioso! É realmente maravilhoso você entrar numa loja, ser bem recepcionado e tratado com todo o carinho. Uma visita a uma loja com esse serviço é muito melhor que uma visita a um site, onde apenas pode-se ver uma foto com o preço embaixo. As pessoas têm emoções, e o ato de comercializar produtos é uma arte que não pode deixar as emoções humanas de lado.

Mas esse assunto, o estouro da bolha, é um assunto do mundo infantil? Não seria uma trama extremamente sofisticada para essa faixa de idade? Para responder a essas perguntas temos que lembrar que algumas obras de Carl Barks, o criador da Família Pato, também tratavam de assuntos sofisticados do mundo dos negócios e da economia de uma maneira muito criativa.

Então a mensagem que essas histórias passam é muito maior do que a nossa percepção de “coisa de criança”. Sem medo de incorrer em erro, eu classifico as histórias como adultas, universais, que permitem que as crianças também possam ler e se divertir, tanto quanto um adulto.

Quanto a isso, a diretora de redação da Disney Itália, Claretta Muci, diz que a intenção é justamente a de fazer uma ponte entre o mundo infantil e o mundo dos adultos, para que essa ponte possa trazer bons frutos no futuro. Meu colega italiano, Roberto Grimaldi , que também escreveu um artigo sobre a história, disse que iria manter sempre atualizada a
sua assinatura de “Topolino”, já avisando a seu jornaleiro para lhe ligar imediatamente após a revista chegar na banca.

DisneyEu não posso deixar de ler Tio Patinhas! E você?

Categoria: KiSuco Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos Autor: Alexandre Saramelli nascido na cidade de São Paulo, é contador formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo e mestre profissional em Controladoria pela mesma Universidade. Atuou em empresas nacionais e internacionais de médio a grande porte como contador em áreas de custos e orçamentos e foi consultor em sistemas de controladoria da desenvolvedora alemã SAP. Atualmente é professor adjunto na Universidade Paulista e consultor empresarial. Como entusiasta de tecnologia da informação e ambientes altamente informatizados, é um incentivador da pesquisa, difusão e uso eficiente e intensivo das modernas ferramentas de gestão, “transferência de conhecimento”.

Categoria: KiSuco
Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos
Autor: Alexandre Saramelli nascido na cidade de São Paulo, é contador formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo e mestre profissional em Controladoria pela mesma Universidade.
Atuou em empresas nacionais e internacionais de médio a grande porte como contador em áreas de custos e
orçamentos e foi consultor em sistemas de controladoria da desenvolvedora alemã SAP.
Atualmente é professor adjunto na Universidade Paulista e consultor empresarial.
Como entusiasta de tecnologia da informação e ambientes altamente informatizados, é um incentivador da
pesquisa, difusão e uso eficiente e intensivo das modernas ferramentas de gestão, “transferência de conhecimento”

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Fantasmas Solitários

Sabe-se logo de inicio que Augusto, personagem principal do livro Passa lá em casa, é apaixonado por desenhos. Em um dos primeiros trechos do livro encontramos ele assistindo o desenho O porco, o espinho e o dedo, dublado pelo seu amigo de infância Ananias. O texto é precedido por uma frase de Lucy do Peanuts sobre amor e chocolate. Antes,

Se for humano, pode entrar! Se for fantasma, atravesse a porta! Mickey e Os Sete Fantasmas - Almanaque Disney nº 118

Se for humano, pode entrar! Se for fantasma, atravesse a porta!
Mickey e Os Sete Fantasmas – Almanaque Disney nº 118

numa espécie de carta aberta ao leitor ele relata um acontecimento de infância, em que, se não fosse pelo Scooby Doo, não teria salvo a vida de uma menina. Lembra-se da coleção de gibis que ganhou do pai em seu leito de morte.
“Uma das coisas que ele disse foi justamente em criar um mundo para onde eu pudesse correr e viver outra vida. Eu corri para a Casa dos Sete Fantasmas. História criada por Floyd Gottfredson em 1936. A derradeira história que ele leu para mim. Dele herdei uma respeitável coleção de gibis Disney e comprei outros tantos. Minha bolha. Eu ligava a TV e assistia Snoopy, minha bolha. Assistia o que passei a chamar de Lado B Hanna-Barbera, que ia de Brasinhas do espaço, passando por Urso do cabelo duro e Os Muzzarelas. Scooby Doo, Os Jetsons e Josie e as Gatinhas. Isso sim é a mais pura Bolha psicodélica”.
Com os amigos Ananias e Adamastor, eles acabam questionando se um homem adulto, em torno dos 40 anos, deve ou não assistir desenhos e se deliciar, ele come chocolates enquanto assiste, ler gibis e conversar com uma vampira se ela prefere as historias de detetives.
Floyd Gottfredson foi o grande responsável pela transformação do Mickey num rato aventureiro. Até então ele não passava de um ratinho metido em confusões. Em meados da década de 30 ele parou de beber, fumar e abriu uma agência de detetives.

Caminha sem se mover, fala com quem não está... Já descobri a resposta... É sonhar!

Caminha sem se mover, fala com quem não está…
Já descobri a resposta… É sonhar! – Clássicos da literatura Disney

Quando meus irmãos e eu descobrimos Mickey, ele já estava consolidado pelas mais variadas aventuras idealizadas pelas mentes criativas dos desenhistas da Disney. Com ele vieram os vilões, Mancha negra, João Bafo-de-onça, Dr. Estigma, Professor Gavião dentre outros. Mergulhar nas estórias e ser levado para um mundo totalmente oposto

Sempre há um novo arco-íris - Tio Patinhas Desenho de Carl Barks

Sempre há um novo arco-íris – Tio Patinhas
Desenho de Carl Barks

daquele que vivíamos foi para nós um amortecedor e catalisador daquilo que viríamos a ser. Fala-se que a leitura pode levar a qualquer lugar, podemos dizer que em nossa infância e adolescência levamos isso muito a sério. Paralelamente, assistíamos: Hanna-Barbera e aqueles filmes japoneses tipo Jaspion e Robô Gigante, mas disso falamos depois.
A história que mais marcou nossa infância foi Mickey e Os sete fantasmas, às vezes também conhecido como A casa dos sete fantasmas. teve sua primeira publicação no dia 10 de Agosto de 1936 em 96 tiras diárias no Daily strips USA. O roteiro ficou por conta de Ted Osborne, desenho e trama por Floyd Gottfredson. No ano de 1937 o desenho Fantasmas solitários (Lonesome Ghosts) estreia e tem base na H.Q, porém com algumas modificações. Nesse caso quem contrata a agencia de detetives são os próprios e entediados fantasmas. Em Agosto de 1949 o tema é retomado com os desenhos de Dick Moores e é publicado com o nome “A casa dos sete fantasmas”. Há 25 anos esse gibi está em nossa estante do qual foi lido dezenas e dezenas de vezes. Neste exato momento minha sobrinha de seis anos, Milena lê a estória para sua avó, minha mãe.
Augusto, o personagem, também é fã do trabalho de Floyd Gottfredson e ganha de aniversário de uma princesa babilônica, um desenho autografado pelo mestre logo depois de ver seus amigos Ananias e Adamastor serem decapitados pela deusa Kali. Zípora, a djim, restitui a vida aos gêmeos logo em seguida.

Querem-Hapuc também é fã de gibis, quando Augusto foi visita-la ele levou um gibi.
“Uma biblioteca com uma coleção invejável de literatura árabe e gibis”.

Não falei que tô apaixonado por ela, simplesmente disse que gosto muito do chão que ela pisa - Linus Peanuts

Não falei que tô apaixonado por ela, simplesmente disse que gosto muito do chão que ela pisa – Linus Peanuts

Bom dia... sou nova nesta escola... devo agora me apresentar... meu nome é Pudim de Tapioca. Com o meu nome os cabelos loiros e o meu sorriso, meu pai disse que podemos ganhar um milhão de dólares

Bom dia… sou nova nesta escola… devo agora me apresentar… meu nome é Pudim de Tapioca. Com o meu nome os cabelos loiros e o meu sorriso, meu pai disse que podemos ganhar um milhão de dólares – Peanuts

Tudo que você realmente precisa é amor, e um pouco de chocolate - Lucy Peanuts

Tudo que você realmente precisa é amor, e um pouco de chocolate – Lucy Peanuts

É claro que Querem-Hapuc soube consternada que num passado não muito distante os quadrinhos Disney quase foram levados a extinção. Augusto relatava seus dias de angustia e trevas ainda consternado. Mas passou.

Atenção amantes dos quadrinhos Disney, uni-vos!

A ifritah mostrou para Augusto em uma fina nevoa que a coleção de Carl Barks voltaria em 2014 trazendo severas discussões entre conservadores e aqueles que exigiam material novo.
Querem-Hapuc se abastecia com material europeu, mas ficou encantada com o brasileiro. Comprou todos, ou melhor, fez a djim abarrotar uma das suítes de gibis.
Se for fantasma atravesse a porta…
Levy diz para Augusto que há um espectro em seu novo filme. Augusto sabe que há.
“Haahh! Quanta saudade Scooby! Daquelas tardes depois da escola, em que chegava em casa e nem tirava o uniforme e o almoço ficava pra depois. Ligava a TV e se acomodava na poltrona para assistir ao Zé Colméia e Catatau, Plic, Ploc e Chuvisco, Manda-Chuva e sua turma, Pepe Legal e Babalu, Penélope Charmosa”.
Em uma dessas feiras de design que tem espalhadas pelo Brasil a arquiteta, personagem do livro, leva seu bofe. Ele então personal trainer do condomínio, não tem pudores de trepar com qualquer um que acene uma bandeira. Pois é justamente na feira que trepa com dois homens e depois a própria arquiteta recebe seu quinhão no rabo. O trecho é precedido pela frase tirada do desenho Os Herculoides, não por acaso.
O que posso dizer disso?
Se por um lado éramos devotos da “narrativa” Disney, na imagem em movimento nosso negocio era Hanna Barbera. De preferência o lado B. Aqueles desenhos que passavam em “outros canais”. A psicodelia com grande apelo visual ficava evidente na van chamada Máquina Mistério e uma fome suspeita de Salsicha e Scooby. Além da influencia forte do rock e da cultura pop nos desenhos em geral feitos entre a década de 60 e 70. Assisti a um episodio d’os Jetsons há alguns dias, George aperta um botão e é inserido virtualmente no cenário do programa. Alguém já ouviu falar disso?

Josie e as gatinhas, Urso do cabelo duro, Goober e os Caçadores de Fantasmas, Carango e motoca, Os Muzzarelas…

Só sessenta minutos? Eu pensei que fosse uma hora - Tutubarão

Só sessenta minutos? Eu pensei que fosse uma hora – Tutubarão

Uma frase tão conhecida de Jonny Quest precede o trecho em que Augusto vai destruir sua empregada, Quitéria. Ela que fora transformada em vampira, Augusto lembrou que a anciã não tinha dentes. Sem questionar esse detalhe, ele sabia que tinha que destruí-la. Assim durante a madrugada adentrou no cemitério da Consolação com os apetrechos de se matar vampiros.
A caminho da morte, Augusto perde a noção de tempo no hospital. Nem mesmo sabe ao certo quem o visita. Ele tem pressa, mas não quer morrer tão jovem e de forma tão sofrida.
“Quando tudo termina? Tô agoniado”.
A ultima grande influencia de nossas vidas veio com Snoopy. A primeira vez que vi não gostei. Aquelas caras riscadas, mas…
Certa vez ouvindo pelo rádio uma entrevista de Benito di Paula,

O que um cientista pode querer com porquinhos da Índia? - Herculoides

O que um cientista pode querer com porquinhos da Índia? – Herculoides

ele conta como surgiu a música Charlie Brown. Estava hospedo numa pensão no litoral de São Paulo. Os proprietários italianos recebiam todo domingo o jornal de seu país. A família se reunia e todos morriam de rir. O cantor quis saber do que tanto riam e mostraram as tirinhas. Benito di Paula convida literalmente Charlie Brown para vir ao Brasil, afinal ainda não havia tradução para suas estórias por aqui. Assim nasce um de seus maiores sucessos dos quadrinhos.
Já muito doente, Augusto é desafiado para uma adivinhação. As três tias admiradas não se conformam dele ter acertado sem titubear. Vão atrás da resposta na HQ que ele estava lendo. Justo naquela hora em meio a leitura ele, e Linus conhecem uma garotinha chamada Pudim de Tapioca.
Sobre Peanuts, Charles Schulz disse que o desenho não era destinado ao publico infantil e que isso foi um acidente. Com melancolia e toda crise existencial que cerca a personagem, dono do Snoopy, fica difícil explicar o fascínio que ele exerceu e exerce sobre adultos e crianças.

Surge no ar um magnífico avião a jato, levando em seu interior nossos heróis: Jonny Quest, Dr. Benton Quest, Roger “Race”Banon, Hadji e Bandit - Jonny Quest

Surge no ar um magnífico avião a jato, levando em seu interior nossos heróis: Jonny Quest, Dr. Benton Quest, Roger “Race”Banon, Hadji e Bandit – Jonny Quest

Quando Augusto foi comprar seu luxuoso apartamento levou consigo os gêmeos, Ananias e Adamastor. Na brincadeira Augusto era o mordomo dos dois. De longe morria de rir da interação dos irmãos com a corretora. Era uma brincadeira? Uma confusão que eles fazem no apartamento modelo ou nada disso existiu?
Para finalizar a participação desses três desenhistas termino com uma frase de Tio Patinhas. Augusto está morto há algum tempo e é Parada gay e um anjo displicente esquece-se de quem deveria guardar e terá que responder por esse suicídio.
Somos 5 irmãos, Eleutério, Maurício, Marlúcia e Késia. Eu sou Fernanda, a mais velha, e espero que nos vejamos muito por aqui. O sexto fantasma será um convidado, e o sétimo, adivinha.

Categoria: KiSuco Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos

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Minha mãe explica para Milena o que é contrabando…