Memórias Póstumas de Cosma e Damiâna

0,,17000547-EX,00

Centro histórico de São Paulo

O Homem teme o Tempo, mas o Tempo teme as Pirâmides

Quem não se lembra de uma das mais marcantes cenas de Drácula, quando o navio que traz o vampiro chega com o comandante morto, preso ao leme? Um cão enorme que pula na água e some em Londres? O trecho que narra a vigem do conde para Inglaterra é uma das passagens mais assustadoras do livro e as adaptações para o cinema não deixam por menos.

o navio que traz o vampiro chega com o comandante morto, preso ao leme? Um cão enorme que pula na água e some em Londres - Tela de David Lane

O navio que traz o vampiro chega com o comandante morto, preso ao leme. Um cão enorme que pula na água e some em Londres. – Tela de David Lane

A forma que o autor conta a historia é um ponto bastante interessante. Em forma de diário os personagens Jonathan Harker, Mina ou Arthur Holmwood, narram seu encontro e desencontro com o vampiro. Essas narrativas, de pontos de vista diferentes, dão vida ao personagem maligno.

O menos vampiresco das personagens de Passa lá em casa, Leandro César, e a quele que homenageia Drácula

O menos vampiresco das personagens de Passa lá em casa, Leandro César, e a quele que homenageia Drácula – Imagem de Nick Gentry

O menos vampiresco dos personagens de Passa lá em casa é justamente o que faz uma homenagem a Drácula, o jornalista Leandro César Fiaschi.

O personagem Nicolas tem um amigo, até aí sem novidades. Acontece que eu queria um amigo que fosse o oposto de um empresário que leva uma vida pacata sem grandes novidades. Mais um que mora num condomínio fechado, tem uma irmã e pretensões socialistas. Durante um tempo fiquei matutando sobre esse amigo que não acontecia. Por fim conversando com um colega de faculdade perguntei sobre as férias dele. O cara passou as férias a la Indiana Jones. Viajou pelo Egito, Marrocos e outros lugares diferentes de nossa cultura. Lembro que na época estava havendo as manifestações no Egito e o lugar estava meio perigoso. Ele visitou outros lugares do continente africano e o Oriente Médio. Era uma semente a germinar. O tempo passou e apenas uma fração do personagem estava em minha mente quando me deparei com uma reportagem de uma espécie de navio-condomínio. Pois era tudo que eu esperava, e assim o personagem se formou em mim com moradia, profissão e a aparência física que roubei de um amigo, Leandro César.

Os apartamentos vão desde duplex a unidades com um dormitório. Também há cabines para um publico flutuante. - Tela de Nancy Loughlin

Os apartamentos vão desde duplex a unidades com um dormitório. Também há cabines para um público flutuante. – Tela de Nancy Loughlin

O navio que me surpreendeu foi o Magellan. A proposta era simples, compre um apartamento e passe a vida sobre os oceanos. Mas vamos aos números, afinal luxo sem expressões quantitativas não é digno. Esse endereço único passara por 300 portos, mais 150 países dentre locais como Cannes, Veneza, Istambul, Caribe…

Além de ter uma marina retrátil onde o morador pode ir mar afora com lanchas, barcos e jet-skis há piscinas externas e internas cascatas d ‘ água e jardins internos forjando um clima tropical. Há um telescópio com um astrônomo a bordo. Quatro restaurantes cinco estrelas, cassino, nightclub teatro e heliporto. Salas de conferencia, supermercados, lojas, quadra de tênis, minigolfe, spa, salas de ginasticas e muitos outros atrativos, enfim uma pequena cidade flutuante.

Os apartamentos vão desde duplex a unidades com um dormitório. Também há cabines para um publico flutuante.

Outros navios-condomínios foram construídos seguindo esse modelo.

Eis que meu personagem encontra-se perfeitamente instalado em um. Repórter-fotográfico que faz matérias para revistas de turismo não poderia estar em um lugar melhor.

De e-mail a e-mail

Estruturalmente, Drácula, é um romance epistolar, ou seja, contada como uma série de cartas, entradas de diário, registros de bordo etc.

Bram Stoker publicou seu romance "Drácula" em maio de 1897, estruturando-o como um romance epistolar, escrito a partir de uma série de cartas, relatos, diários pessoais, reportagens de jornais, registros de bordo, etc. A solução narrativa do autor foi brilhante: narrar a história a partir dos diários e memorandos de seus protagonistas, com isso as confissões e desesperos dos envolvidos na trama vão dando forma ao perigo, que só muito depois se torna completamente evidente. Ele nos apresenta também os costumes, tradições e a cultura da Inglaterra vitoriana e o a reação dos britânicos com relação ao que vem do estrangeiro, personificado através do medo arquetipiano da figura do vampiro. Nesse sentido, a realidade do racionalismo britânico entra em choque com o sobrenatural, explicitado através das figuras opostas de Drácula e de Van Helsing, ambos estrangeiros e pertencentes a sociedades estranhas aos costumes britânicos. A atmosfera gótica é o pilar do romance: a maior parte da história se passa na Inglaterra, berço da civilização industrial e para onde o Conde se dirige com o intuito secreto de conquistar o mundo, o que é apenas sublimado ao longo da narrativa. Quando o conhecimento científico encontra seu limite para lidar com os fatos, resta o conhecimento popular. É desse conhecimento que Van Helsing tira os procedimentos necessários para acabar com o vampiro. As dicotomias entre as figuras do bem e do mal são figuradas nos personagens humanos e nos vampiros. O único contato entre os universos é a sensualidade e o erotismo. O medo de vampiros é anterior à publicação da obra de Stoker, tendo já aparecido em 1819, na obra "O Vampiro", de autoria de John Polidori (1795-1821), contemporâneo de Mary Shelley e de Lorde Byron, entretanto, a propagação do mito e do medo e a inspiração para milhares de outras fabulações sobre vampirismo, deve-se, e muito, ao romance Drácula. O personagem principal, que é apresentado indiretamente através das narrativas dos demais personagens, pode ter sido inspirado na vida do príncipe Vlad Tepes, cuja crueldade e prazer em ver a agonia de suas vítimas contribuíram para que Bram Stoker criasse um ser tão perverso. Quando foi publicado em 1897, Drácula não foi um best-seller imediato, embora as críticas fossem extremamente favoráveis, classificando classificou Bram Stoker como sendo superior a Mary Shelley e Edgar Allan Poe. O romance tornou-se mais significativo para os leitores modernos do que foi para os leitores contemporâneos do autor, atingindo seu grande status lendário clássico ao longo do século 20, quando as versões cinematográficas apareceram. No entanto, alguns fãs da época vitoriana o descreveram como a sensação da temporada e o romance de gelar o sangue do século. Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, escreveu a Stoker, afirmando, Escrevo-lhe para dizer o quanto eu gostei de ler 'Drácula'. A história de "Drácula" tem sido a base de incontáveis filmes e peças, ópera, balé, graphic novels e inúmeras outras mídias, sendo que o número de filmes que incluem referências a Drácula direta ou indiretamente chega a mais de 649 adaptações. A primeira adaptação para os palcos, encenada em 18 de maio de 1897, foi escrita e dirigida pelo próprio Bram Stoker e encenada uma única vez em Londres. A primeira adaptação para o cinema ocorreu em 1922 e envolveu uma questão judicial entre o diretor do filme e o espólio de Bram Stoker. F. W. Murnau, o diretor do filme, lançou a história com o título "Nosferatu: Uma sinfonia de horror", apenas alterando o nome do protagonista (de Drácula para Orlok) e transferindo o local da trama da Inglaterra para a Alemanha. O espólio de Stoker venceu a batalha judicial, sendo que todas as cópias existentes de "Nosferatu" deveriam ter sido destruídas, entretanto um pequeno número de cópias sobreviveu até os dias de hoje, sendo considerado um clássico do cinema de terror. Contudo, a versão mais conhecida e famosa da história de Drácula foi realizada pela Universal em 1931, estrelada por Bela Lugosi e dirigida por Tod Browning. Imagem: Florina Kendrick, Monica Bellucci, Michaela Bercu, as noivas de Drácula de Bram Stoker filme de Francis For Copolla

Bram Stoker publicou seu romance “Drácula” em maio de 1897, estruturando-o como um romance epistolar, escrito a partir de uma série de cartas, relatos, diários pessoais, reportagens de jornais, registros de bordo, etc. A solução narrativa do autor foi brilhante: narrar a história a partir dos diários e memorandos de seus protagonistas, com isso as confissões e desesperos dos envolvidos na trama vão dando forma ao perigo, que só muito depois se torna completamente evidente. Ele nos apresenta também os costumes, tradições e a cultura da Inglaterra vitoriana e o a reação dos britânicos com relação ao que vem do estrangeiro, personificado através do medo arquetipiano da figura do vampiro. Nesse sentido, a realidade do racionalismo britânico entra em choque com o sobrenatural, explicitado através das figuras opostas de Drácula e de Van Helsing, ambos estrangeiros e pertencentes a sociedades estranhas aos costumes britânicos. A atmosfera gótica é o pilar do romance: a maior parte da história se passa na Inglaterra, berço da civilização industrial e para onde o Conde se dirige com o intuito secreto de conquistar o mundo, o que é apenas sublimado ao longo da narrativa. Quando o conhecimento científico encontra seu limite para lidar com os fatos, resta o conhecimento popular. É desse conhecimento que Van Helsing tira os procedimentos necessários para acabar com o vampiro. As dicotomias entre as figuras do bem e do mal são figuradas nos personagens humanos e nos vampiros. O único contato entre os universos é a sensualidade e o erotismo. O medo de vampiros é anterior à publicação da obra de Stoker, tendo já aparecido em 1819, na obra “O Vampiro”, de autoria de John Polidori (1795-1821), contemporâneo de Mary Shelley e de Lorde Byron, entretanto, a propagação do mito e do medo e a inspiração para milhares de outras fabulações sobre vampirismo, deve-se, e muito, ao romance Drácula. O personagem principal, que é apresentado indiretamente através das narrativas dos demais personagens, pode ter sido inspirado na vida do príncipe Vlad Tepes, cuja crueldade e prazer em ver a agonia de suas vítimas contribuíram para que Bram Stoker criasse um ser tão perverso. Quando foi publicado em 1897, Drácula não foi um best-seller imediato, embora as críticas fossem extremamente favoráveis, classificando classificou Bram Stoker como sendo superior a Mary Shelley e Edgar Allan Poe. O romance tornou-se mais significativo para os leitores modernos do que foi para os leitores contemporâneos do autor, atingindo seu grande status lendário clássico ao longo do século 20, quando as versões cinematográficas apareceram. No entanto, alguns fãs da época vitoriana o descreveram como a sensação da temporada e o romance de gelar o sangue do século. Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, escreveu a Stoker, afirmando, Escrevo-lhe para dizer o quanto eu gostei de ler ‘Drácula’.
A história de “Drácula” tem sido a base de incontáveis filmes e peças, ópera, balé, graphic novels e inúmeras outras mídias, sendo que o número de filmes que incluem referências a Drácula direta ou indiretamente chega a mais de 649 adaptações. A primeira adaptação para os palcos, encenada em 18 de maio de 1897, foi escrita e dirigida pelo próprio Bram Stoker e encenada uma única vez em Londres. A primeira adaptação para o cinema ocorreu em 1922 e envolveu uma questão judicial entre o diretor do filme e o espólio de Bram Stoker. F. W. Murnau, o diretor do filme, lançou a história com o título “Nosferatu: Uma sinfonia de horror”, apenas alterando o nome do protagonista (de Drácula para Orlok) e transferindo o local da trama da Inglaterra para a Alemanha. O espólio de Stoker venceu a batalha judicial, sendo que todas as cópias existentes de “Nosferatu” deveriam ter sido destruídas, entretanto um pequeno número de cópias sobreviveu até os dias de hoje, sendo considerado um clássico do cinema de terror. Contudo, a versão mais conhecida e famosa da história de Drácula foi realizada pela Universal em 1931, estrelada por Bela Lugosi e dirigida por Tod Browning.
Imagem: Florina Kendrick, Monica Bellucci, Michaela Bercu, as noivas de Drácula de Bram Stoker filme de Francis For Coppola

Em um dos primeiros e-mails ele conta sobre algumas pessoas que conheceu e a emoção de estar sempre no mar - Imagem de Louis Wain

Em um dos primeiros e-mails ele conta sobre algumas pessoas que conheceu e a emoção de estar sempre no mar – Imagem de Louis Wain

Conheci um ex-cônsul americano, fizemos amizade. Ele conhece quase todo o globo. É formado em paleontologia com especialização em paleoclimatologia. Tb é cientista político e poliglota! - Obra de Camille Rose Garcia

Conheci um ex-cônsul americano, fizemos amizade. Ele conhece quase todo o globo. É formado em paleontologia com especialização em paleoclimatologia. Tb é cientista político e poliglota!Obra de Camille Rose Garcia

Na forma que apresento a narrativa de Leandro. Como disse, ele é um dos principais amigos de Nicolas e sabemos o que se passa em sua vida por meio dos e-mails que eles trocam. Essa é uma pequena homenagem minha a esse romance romântico tão simbólico e popular da literatura mundial. Em duas passagens Nicolas vai de encontro ao amigo que em uma passagem visita Nicolas que passa por uma situação dolorida.

Em um dos primeiros e-mails ele conta sobre algumas pessoas que conheceu e a emoção de estar sempre no mar.

Conheci um ex-cônsul americano, fizemos amizade. Ele conhece quase todo o globo. É formado em paleontologia com especialização em paleoclimatologia. Tb é cientista político e poliglota! o cara é duca. A maioria das pessoas q moram ou viajam no navio são velhos. A transição é constante q nem da para conhecer as td mundo.

Postarei textos que não estão no livro Passa lá em casa com a Personagem Leandro César Fianchi - Imagem de Maja Wronska

Postarei textos que não estão no livro Passa lá em casa com o personagem Leandro César Fiaschi – Imagem de Maja Wronska

Tem gente q comprou ap aqui e ainda ñ embarcou. outros embarcam e depois vão embora. Tem um casal de lésbicas d terceira idade q algumas pessoas apelidaram de Gertrude e Alice[1]. vi as fotos das duas, as verdadeiras q eram amigas de Pablo Picasso, e as daqui são um pouco + bonitas, mas feiosas mesmo assim. Deu p/ entender?”

[1] Gertrude Stein (3 de fevereiro de 1874, Pittsburgh, EUA – 27 de julho de 1946, Paris, França) foi uma escritora, poeta e feminista estadunidense. Tinha um apreciável círculo de amigos, como Pablo Picasso, Matisse, Georges Braque, Derain, Juan Gris, Apollinaire, Francis Picabia, Ezra Pound, Ernest Hemingway e James Joyce, isso apenas pra citar alguns. Alice B. Toklas, sua secretária e companheira durante vinte e cinco anos;

Para Leandro a segurança, é como na maioria das vezes, o ponto central de sua escolha apesar de camuflar a tendência ao luxo. Porém nada na vida é como sempre se planeja. Ele acaba visualizando um mundo que deveria estar encoberto pelo cenário que o navio conduz. - Terry Border

Para Leandro a segurança, é como na maioria das vezes, o ponto central de sua escolha apesar de camuflar a tendência ao luxo. Porém nada na vida é como sempre se planeja. Ele acaba visualizando um mundo que deveria estar encoberto pelo cenário que o navio conduz. – Terry Border

O texto completo sobre o desenvolvimento da personagem você pode ler aqui.

Fanfiction

Ligado a inúmeros aparelhos ele não tinha mais consciência - Obra de Satre Satuelke

A última narrativa com Leandro no livro Passa lá em casa, ele se encontra no Egito em um dia estranho 11 do 11 de 2011. – Obra de Satre Satuelke

A última narrativa com Leandro ele se encontra no Egito em um dia estranho 11 do 11 de 2011. Lá mais uma vez ouve falar em Atlântida e Nicolas mais uma vez se encontra com ele.

Esse dia o Black Sabbath anuncia sua volta com os membros originais.

Abaixo um trecho do livro Passa lá em casa onde Leandro manda um e-mail para seu amigo Nicolas.


Para: nick_ albuquerque_nico@***.com.br

Assunto: O homem teme o Tempo, mas o Tempo teme as pirâmides

O prédio do museu é horroroso em estilo neoclássico, acho... será uma praga arquitetônica? - Simon Schubert

O prédio do museu é horroroso em estilo neoclássico, acho… será uma praga arquitetônica?Simon Schubert

Nicolas desculpe a demora em responder, antes d entrar num assunto impossível vou descrever minha visita ao Egito. Como vc sabe sempre pensei no Egito de forma apaixonada ou mesmo fanática. Porém preferi esperar essa paixão diminuir com o passar do tempo p/ visitá-lo de forma clara. Chegou a hora e estou tranquilo, mas algo q aconteceu levou minha existência p/ longe do que era ate dias atrás…

Estivemos em Sharm El Sheikh durante duas semanas antes de virmos p/ o Cairo. Um grande paraíso, onde praticamos mergulho. Meu interesse foi mais histórico, pois estou meio farto de paraísos. Pegamos um avião p/ o monte Sinai. Qnd era pequeno ouvi dizer q ainda hoje se escuta vozes e é um lugar suscetível a terremotos. Ñ ouvi nd ou presenciei algo anormal…

No museu do Cairo lembrei d vc ao ver ataúde de Ra-Ur talhado em formas geométricas, alem claro do tesouro d Tutancâmon. O espaldar do trono é de tirar o fôlego, o sarcófago me deu arrepios em saber q o cara tava lá td esse tempo… o prédio do museu é horroroso em estilo neoclássico, acho… será uma praga arquitetônica? Como usei o plural estou c/ o casal lesbico, Clementine e Julie.

Estivemos em Luxor, deixei Gizé p/ depois, onde lembrei novamente d vc. Tenho passe livre, pois as duas mulheres são cientistas, visitamos a tumba d Ramsés eu vi, advinha, carpideiras.

Leandro sempre termina seus e-mail com a frase: Já volto…


Note que algumas palavras estão abreviadas, sem acento, como costumamos fazer em mensagens informais com nossos amigos. Essa será a estrutura que usarei para lhes apresentar a fanfic Memórias Póstumas de Cosma e Damiâna e algum tema específico. Desde que terminei o livro em 2013 pensava em dar continuidade as aventuras Leandro César Fiaschi pelo mundo. Um novo grupo de personagens e personagens que já fazem parte da história estarão nas viagens de navio.

Já volto... - Obra de Edward Hopper

Já volto… – Obra de Edward Hopper

Categoria: Memórias póstumas de Cosma e Damiana Sobre: Textos que escrevi, escrevo e outros textos Imagem em destaque: O Okinawa Churaumi Aquarium (沖縄美ら海 Okinawa Churaumi Suizokukan ? ) Está localizado dentro do Parque Expo Oceano em Okinawa, Japão . Ele recebeu seu visitante 20000000 em 30 de março de 2010 [3] e é membro da Associação Japonesa de Zoos e Aquários (JAZA). Foi o maior aquário do mundo, até que foi superado pela Georgia Aquarium em 2005.

Categoria: Memórias póstumas de Cosma e Damiana
Sobre: Textos que escrevi, escrevo e outros textos
Imagem em destaque: O Okinawa Churaumi Aquarium (沖縄美ら海 Okinawa Churaumi Suizokukan ? ) Está localizado dentro do Parque Expo Oceano em Okinawa, Japão . Ele recebeu seu visitante 20000000 em 30 de março de 2010 [3] e é membro da Associação Japonesa de Zoos e Aquários (JAZA). Foi o maior aquário do mundo, até que foi superado pela Georgia Aquarium em 2005.

Anúncios

Christopher Lee

Foi divulgado hoje a morte de Christopher Lee.

Homenagem de Tony Iommi à Christopher Lee

Homenagem de Tony Iommi à Christopher Lee

De acordo com o site Uol “o anúncio da morte de Lee demorou a sair porque a mulher do ator, a ex-atriz e modelo dinamarquesa Gitte Lee (nascida Birgit Kroencke) decidiu esperar até que todos os parentes próximos fossem avisados. O casal ficou junto por mais de 50 anos e teve uma filha, Christina Erika Lee, hoje com 53 anos.” Matéria completa: Famoso por Drácula e Saruman, ator Christopher Lee morre aos 93 anos.

Cena do filme de Billy Wilder The Private Life of Sherlock Holmes (A vida íntima de Sherlock Holmes). A partir da esquerda: Colin Blakely no papel de John Watson, Christopher Lee como irmão de Sherlock, Mycroft Holmes e Robert Stephens no papel do detetive. Depois faço um post sobre essa maravilha pouco conhecida

Cena do filme de Billy Wilder The Private Life of Sherlock Holmes (A vida íntima de Sherlock Holmes) 1970.
A partir da esquerda: Colin Blakely no papel de John Watson, Christopher Lee como irmão de Sherlock, Mycroft Holmes e Robert Stephens no papel do detetive.
Depois faço um post sobre essa maravilha pouco conhecida

Christopher Frank Carandini Lee

27 de maio de 1922 (Londres, Inglaterra)

7 de junho de 2015 com a idade de 93 anos

Drácula: O Príncipe das trevas - 1966

Drácula: O Príncipe das trevas – 1966

Fica na lembrança que Vampiros não morrem…

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual Imagem em destaque: Dracula: Prince of Darkness, meu primeiro filme de vampiro aos 8 anos de idade

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel
Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual
Imagem em destaque: Dracula: Prince of Darkness, meu primeiro filme de vampiro aos 8 anos de idade

A amante das xoxotas

Então não são mais vampiras?

Não.

Legal. Mas ainda são lésbicas? Que sacanagem

Oriunda do mal alimentado pelo odio dos homens e o amor das mlheres, seu nome Carmilla a rainha vampira

Oriunda do mal, alimentado pelo ódio dos homens e o amor das mulheres, seu nome, Carmilla, a rainha vampira

Estava com meu amigo Moredson quando vi o poster, numa vídeo locadora, do filme Matadores de vampiras lésbicas. Foi na Rua Martins Fontes e estava um dia lindo em 2009 ou 2010. Já tinha começado a escrita do livro Passa lá em casa e o tema me atraiu por questões obvias. Deveria ter toda forma de referencia no tema vampirismo, e se tem algo que não sai de moda, é vampiro. O tempo correu e no ano de 2012 após ver videos que não me lembro no You tube, me deparei com o filme. Ótimo! Vamos ver isso.

Quem me conhece sabe que sou um tanto lerda, e era uma comédia. Logo no começo tive que dar uma pausa, reconheci a voz do João Gordo, que certa vez nos idos dos anos 90 deu um autografo super fofo para minha mãe Izilda. Sim, era o João Gordo, tanto melhor. Essa é uma das poucas exceções que vale a pena ver dublado.

Adorei o filme logo de inicio. Segue a sinopse:

Posters do EUA, França e Grécia

Posters do EUA, França e Grécia

Fletch (James Corden) perdeu o emprego e Jimmy (Mathew Horne) a namorada. Com as férias chegando e sem planos de aonde ir a dupla decide passar um final de semana no campo tomando cerveja e respirando ar puro. Porém, nada acontece como planejado. Depois de muitas confusões a dupla se vê presa num vilarejo onde as mulheres são vítimas da lendária maldição das Vampiras Lésbicas. Muita diversão, dentes pontiagudos e lindas mulheres estarão no caminho destes amigos. Diante desta situação é preciso coragem para superar seus medos, e também seus sonhos, e tornar-se um dos Matadores de Vampiras Lésbicas.

Poster do filme no EUA, Inglaterra e Suécia

Poster do filme no EUA, Inglaterra e Suécia

O filme foi um dos 300 exibidos no Festival do Rio 2009. Na 11° edição do festival trouxe filmes do mundo inteiro incluindo Matadores...

É interessante notar uma das mais fortes referencias ao tema vampiro, ou uma das melhores estórias de vampiro já escrita, no caso Carmilla. Aqueles que pesquisam sobre vampirismo logo se depara com essa obra que é anterior a Drácula. Para a maioria dos estudiosos em literatura, trata-se de obra superior a de Bram Stoker.

Sobre a obra, Cris Rangel comenta o seguinte:

“A maior referência, em ambos os casos, ainda é o famoso Drácula, do irlandês Bram Stoker, publicado em 1897 e escolhido como base para uma infinidade de filmes, roteiros e séries de TV. Talvez seja esta a obra literária que teve o maior número de adaptações em toda a história do cinema.

O que pouca gente sabe é que, mesmo tendo se tornado um ícone vampiresco para a realização de diversas obras, antigas e recentes, Drácula não foi o primeiro vampiro da literatura.

O primeiro vampiro foi, na verdade, uma vampira. Carmilla, nome que dá título ao conto do também irlandês Sheridan Le Fanu, foi publicado em 1871, dois anos antes da morte de seu autor e quase três décadas antes de Drácula.

A obra de Le Fanu teria, à época, influenciado diretamente a de Stoker. A comprovação disso é possível com a leitura de “O Convidado de Drácula”, um esboço do início do romance de Stoker, preservado e postumamente publicado e que traz nuances que demonstram claramente a inspiração em Carmilla.

No conto original Le Fanu usa metáforas que deixam clara a influência e o fascínio que a jovem Carmilla Karnstein causa nos homens e mulheres de uma família aristocrática, sugerem o erotismo e sedução da personagem, além de uma beleza incomparável”.

Leia a matéria sobre Carmilla, na integra aqui.

Ao retornar o barão descobriu que os encantos de Carmila tinham seduzido sua linda esposa Eva e a transformado em uma amante das vaginas

Ao retornar, o barão descobriu que os encantos de Carmilla tinham seduzido sua linda esposa Eva, e a transformado em uma amante das vaginas

Uma das questões, ditadas acima, que permeiam a novela, é uma tênue trama do amor lésbico. Apesar que, a maioria dos estudiosos tratam esse tema com pouca importância. Lembrando, para sair um beijo gay em novela, é feita uma pesquisa antes. Pela resposta negativa da maioria das donas de casa, não da para exigir de um texto escrito em meados de 1870 uma relação mais explicita que a sugerida. O texto não apenas deixa claro a intenção amorosa da vampira, como a impressão que ocorreu outras vezes. A personagem que mais tentei aproximar da figura gótica de Carmilla, é Yvian. Sobre essa questão, discorrerei mais tarde na página: Vampiras, Yvian não é Carmilla.

O trecho que abre esse post, encabeça uma das histórias finais de Passa lá em casa. Um momento decisivo e angustiante que amenizo com o diálogo acima.

Recomendo o filme, despretensioso e descaradamente trash. Vale assistir a versão dublada, coisa que recomendo pouco. Com a voz do inconfundível do João Gordo, fica melhor.

e com isso ele arrancou a cabeça da vaca.

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel
Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual