Vinil: quais são os dez discos mais valiosos do mundo?

Artigo de Monique Dolan e Sophia Hernandez, publicado no The Audio Files em dezembro de 2010, relata quais são os dez LPs mais valiosos do mundo, confira:

10º "I Can’t Believe", THE HORNETS Vendido por 25 mil dólares Motivo: Este é um album de doo-wop, duplo, de 78 rotações, lançado em 1953.

10º “I Can’t Believe”, THE HORNETS
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: Este é um album de doo-wop, duplo, de 78 rotações, lançado em 1953.

9º "God Save the Queen", compacto de 1977 do SEX PISTOLS Vendido por 25 mil dólares Motivo: Durante a semana em que o Sex Pistols assinaram com a A&M Record, o famoso "God Save the Queen", de 45 rotações e 7 polegadas, foi gravado e lançado. Poucas cópias sobreviveram com as capas originais intactas.

9º “God Save the Queen”, compacto de 1977 do SEX PISTOLS
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: Durante a semana em que o Sex Pistols assinaram com a A&M Record, o famoso “God Save the Queen”, de 45 rotações e 7 polegadas, foi gravado e lançado. Poucas cópias sobreviveram com as capas originais intactas.

8º "Introducing... The Beatles", THE BEATLES Vendido por 25 mil dólares Motivo: Variações diferentes da capa desse álbum tem sido incessamente falsificada, mas o que há de tão especial com o original? Na parte de trás consta o logotipo da Vee-Jay e duas faixas adicionais: “Love Me Do” e “P.S. I Love You”.

8º “Introducing… The Beatles”, THE BEATLES
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: Variações diferentes da capa desse álbum tem sido incessamente falsificada, mas o que há de tão especial com o original? Na parte de trás consta o logotipo da Vee-Jay e duas faixas adicionais: “Love Me Do” e “P.S. I Love You”.

7º "Stay Away, Joe", álbum promocional, ELVIS PRESLEY Vendido por 25 mil dólares Motivo: este álbum promocional foi feito para ser tocado apenas nas rádios da época.

7º “Stay Away, Joe”, álbum promocional, ELVIS PRESLEY
Vendido por 25 mil dólares
Motivo: este álbum promocional foi feito para ser tocado apenas nas rádios da época.

6º "Velvet Undergound & Nico", VELVET UNDERGROUND & NICO Vendido por 25.200 dólares Motivo: Esta test pressing (N.t.: test pressing são as primeiras prensagens do vinil feitas para ver se a matriz está OK) original de Norman Dolph contém material gravado do Sceptor Studios. Ao que consta, são mixagens ou gravações diferentes do que consta no álbum de estreia da lendária banda.

6º “Velvet Undergound & Nico”, VELVET UNDERGROUND & NICO
Vendido por 25.200 dólares
Motivo: Esta test pressing (N.t.: test pressing são as primeiras prensagens do vinil feitas para ver se a matriz está OK) original de Norman Dolph contém material gravado do Sceptor Studios. Ao que consta, são mixagens ou gravações diferentes do que consta no álbum de estreia da lendária banda.

5º "Do I Love You?", FRANK WILSON Vendido por 30 mil dólares Motivo: Acredita-se que existam apenas 3 cópias deste compacto. Esta terceira cópia foi comprada em um leilão online pelo valor acima.

5º “Do I Love You?”, FRANK WILSON
Vendido por 30 mil dólares
Motivo: Acredita-se que existam apenas 3 cópias deste compacto. Esta terceira cópia foi comprada em um leilão online pelo valor acima.

4º "The Freewheelin’", BOB DYLAN Vendido por 35 mil dólares Motivo: Reprensagens desse disco trazem modificações nas músicas - inclusive quatro delas nunca mais saíram posteriormente. Apenas a edição original - supostamente destruída pela Columbia Records – inclui quatro músicas perdidas e apenas poucos exemplares desses sobraram no mundo.

4º “The Freewheelin’”, BOB DYLAN
Vendido por 35 mil dólares
Motivo: Reprensagens desse disco trazem modificações nas músicas – inclusive quatro delas nunca mais saíram posteriormente. Apenas a edição original – supostamente destruída pela Columbia Records – inclui quatro músicas perdidas e apenas poucos exemplares desses sobraram no mundo.

3º "Yesterday and Today", THE BEATLES Vendido por 38.500 dólares Motivo: Antes da Capitol Records substituir a capa desse álbum por uma foto saudável com toda a banda, o grupo posou sorrindo com aventais de açougueiro segurando bonecas desmontadas e carne crua. Não é à toa que esse é o álbum dos Beatles mais desejados de todos os tempos.

3º “Yesterday and Today”, THE BEATLES
Vendido por 38.500 dólares
Motivo: Antes da Capitol Records substituir a capa desse álbum por uma foto saudável com toda a banda, o grupo posou sorrindo com aventais de açougueiro segurando bonecas desmontadas e carne crua. Não é à toa que esse é o álbum dos Beatles mais desejados de todos os tempos

2º "That’ll Be the Day", THE QUARRYMEN (pré-BEATLES) Vendido por 180 mil dólares Motivo: Apenas uma cópia desse álbum de 78 rotações foi prensada, e em seguida passou por todos os membros da banda e amigos. Este exemplar foi, enfim, perdido, mas redescoberto por Duff Lowe, ex-amigo de escola do Sir. Paul McCartney

2º “That’ll Be the Day”, THE QUARRYMEN (pré-BEATLES)
Vendido por 180 mil dólares
Motivo: Apenas uma cópia desse álbum de 78 rotações foi prensada, e em seguida passou por todos os membros da banda e amigos. Este exemplar foi, enfim, perdido, mas redescoberto por Duff Lowe, ex-amigo de escola do Sir. Paul McCartney

1º "Double Fantasy" - JOHN LENNON & YOKO ONO Vendido por 525 mil dólares Motivo: John Lennon autografou esse exemplar apenas algumas horas antes de ser assassinado por Mark David Chapman

1º “Double Fantasy” – JOHN LENNON & YOKO ONO
Vendido por 525 mil dólares
Motivo: John Lennon autografou esse exemplar apenas algumas horas antes de ser assassinado por Mark David Chapman

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Subculture Sobre: Rock e música Pop Imagem em destaque: Autografo dado por John Lennon pouco antes de ser assassinado Fonte: Whiplash

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Subculture
Sobre: Rock e música Pop
Imagem em destaque: Autografo dado por John Lennon pouco antes de ser assassinado
Fonte: Whiplash

George Martin: a máquina do som

George Henry Martin foi um produtor musical, arranjador, compositor, engenheiro sonoro, músico e maestro britânico.

Nascimento: 3 de janeiro de 1926, Highbury, Londres, Reino Unido

Falecimento: 8 de março de 2016, Wiltshire, Reino Unido


Texto de André Barsinski.

1Se alguém pode ser considerado o “Quinto Beatle”, certamente foi George Martin, o produtor, arranjador, maestro e compositor que ajudou a banda a gravar algumas de suas melhores canções (leia aqui um texto que fiz na “Folha” sobre Martin, que morreu terça, aos 90 anos).

Martin foi um bruxo de estúdio, um gênio maluco que usou seu amplo conhecimento de música clássica, música de vanguarda, música eletrônica e experimentalismos dos mais variados para criar algumas das canções mais importantes da música pop. Aqui vão sete delas, que escolhi para a “Folha”:

“A Day in the Life” (1967)
Martin fez o que nenhum arranjador faz: pediu para sua orquestra de 40 músicos tocar caoticamente, cada músico em completa falta de sintonia com os colegas. Depois gravou essa bagunça quatro vezes e empilhou tudo em uma única faixa, dando a impressão de 160 instrumentos gritando em direções diferentes. Era a impressão de caos que a faixa pedia.

“Being for the Benefit of Mr. Kite” (1967)
Para obter a estranheza e ambientação de parque de diversões que John Lennon queria para essa música, Martin gravou cerca de 60 fragmentos de sons de órgão, mandou cortar as fitas em pedaços, jogou todas para o alto e colou tudo sem a menor preocupação com sequência.

“I Am the Walrus” (1967)
O coral de 16 pessoas foi instruído a cantar gritos e frases sem sentido, para adicionar ao clima anárquico da música de John Lennon.

“Tomorrow Never Knows” (1966)
Sons de gaivota, a voz de Lennon captada de um alto-falante de teclado e guitarras gravadas de trás para frente compõem a cacofonia psicodélica desse clássico. As “gaivotas”, na verdade, eram uma risada de Paul gravada de trás para frente.

“Strawberry Fields Forever” (1967)
A faixa foi gravada duas vezes, em versões de velocidades e tons diferentes. Martin juntou as duas, reduzindo a velocidade de uma delas.

“Eleanor Rigby” (1966)

Martin não só fez um brilhante arranjo de cordas, mas teve a ideia de colocar os microfones muito próximos dos violinos, violas e cellos —oito no total— para captar um som mais “duro” e realçar a angústia da canção mórbida de McCartney, certamente uma de suas letras mais tristes.

“Goldfinger” (1964)
George Martin produziu essa obra-prima —vjunto com o coautor da faixa, John Barryv — para o tema do filme “Goldfinger”, do agente James Bond. A vox é de Shirley Bassey e o guitarrista, não creditado, foi um jovem prodígio de 20 anos chamado Jimmy Page.

Tão importante quanto admirar pela enésima vez as bruxarias de estúdio de George Martin é entender o papel fundamental que ele teve na evolução do conceito de produtor musical.

Martin deu sorte de pegar uma banda jovem e talentosa num período – o início dos anos 60 – quando as tecnologias de gravação começavam a permitir voos criativos mais ambiciosos. Até surgirem gênios como Martin e Joe Meek na Inglaterra e Phil Spector e Brian Wilson nos Estados Unidos, o papel do produtor era, basicamente, captar o artista da mesma forma como ele soava ao vivo.

Mas Martin queria mais. Ele trabalhou anos na gravação de álbuns de comediantes como Peter Sellers e Spike Milligan, que vinham do rádio e adoravam experimentar com sons e efeitos. Quando encontrou Lennon e McCartney, dois gênios que sabiam ouvir conselhos, achou os parceiros perfeitos para engendrar uma mudança radical na forma de gravar discos.

Com os Beatles, Martin usou um arsenal vastíssimo de experimentações: manipulou a velocidade de fitas, gravou sons de trás pra frente, adicionou gravações de diálogos, testou diferentes tipos de microfones para diferentes objetivos, enfim, fez tudo que não estava no manual.

Eram outros tempos. Bandas ainda ganhavam a maior parte de seu dinheiro com a venda de discos. Não havia a facilidade de viagens aéreas e transporte global de hoje, e turnês não eram tão extensas.
Depois que os Beatles pararam de fazer turnês, em 1966, a banda e Martin mergulharam de cabeça nos experimentalismos sônicos que resultariam em álbuns clássicos como “Rubber Soul” (1965), “Revolver” (1966) e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967). Do outro lado do Atlântico, Brian Wilson fez o mesmo: ficou no estúdio compondo e gravando “Pet Sounds” (1966), enquanto sua banda, os Beach Boys, tocava mundo afora.

O sucesso deu a Martin carta branca para fazer o que bem quisesse. É incrível pensar que o produtor da maior banda do mundo tinha liberdade total da gravadora para tentar coisas novas e transgressoras, e que os Beatles nunca se acomodaram e sempre buscaram novos caminhos.

Se a lógica de mercado fosse imposta a discos complexos como “Sgt. Pepper’s”, com suas músicas estranhas, orquestrações inusitadas e letras aparentemente sem sentido, o disco nunca teria saído daquela maneira. Felizmente, o fim dos anos 60 foi um período único na história do pop, em que gravadoras – as melhores, pelo menos – ainda não tentavam controlar totalmente seus artistas e confiavam em gente como George Martin.

‘Eles não eram muito bons’: por que George Martin foi o quinto Beatle

Categoria: Vai ser pra mim Sobre: Textos de outros autores Sobre o autor: André Barcinski nasceu em 1968. Foi colunista e crítico da Folha de S. Paulo. Escreveu quatro livros e dirigiu dois filmes. Produz e dirige os programas de TV “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” e “Nasi Noite Adentro”, no Canal Brasil. Ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro de não-ficção por "Barulho - Uma Viagem ao Underground do Rock Americano" (1992) e o Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Sundance (EUA) pelo documentário "Maldito" (1998), sobre o cineasta José Mojica Marins

Categoria: Vai ser pra mim
Sobre: Textos de outros autores
Sobre o autor: André Barcinski nasceu em 1968. Foi colunista e crítico da Folha de S. Paulo. Escreveu quatro livros e dirigiu dois filmes. Produz e dirige os programas de TV “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” e “Nasi Noite Adentro”, no Canal Brasil.
Ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro de não-ficção por “Barulho – Uma Viagem ao Underground do Rock Americano” (1992) e o Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Sundance (EUA) pelo documentário “Maldito” (1998), sobre o cineasta José Mojica Marins