Fêmur de Nefilim – Do anjo caído ao anjo materializado

Ele tinha que, tentado

Vencer o mal e o bem,

Antes que, já libertado,

Deixasse o caminho errado

Por que a Princesa vem[1]


[1] Fernando Pessoa

As nove estrelas mais brilhantes nas Plêiades tem os nomes das Sete Irmãs da mitologia grega: Asterope, Mérope, Electra, Celeno,Taigete, Maia e Dríope, junto com seus pais, Atlas e Pleione. Como filhas de Atlas, as híades eram irmãs das Plêiades. O nome do aglomerado é em si de origem grega, apesar da etimologia não estar clara. Algumas derivações incluem: de πλεîν plein, navegar, fazendo das Plêiades

As nove estrelas mais brilhantes nas Plêiades tem os nomes das Sete Irmãs da mitologia grega: Asterope, Mérope, Electra, Celeno,Taigete, Maia e Dríope, junto com seus pais, Atlas e Pleione. Como filhas de Atlas, as híades eram irmãs das Plêiades. O nome do aglomerado é em si de origem grega, apesar da etimologia não estar clara. Algumas derivações incluem: de πλεîν plein, navegar, fazendo das Plêiades “as navegantes”; de pleos, cheio ou muitos; ou então de peleiades, bando de pombas

TRECHO DO LIVRO PASSA LÁ EM CASA

TAPEDUM LUCIDUM 2

Você está vivo

Todo meu respeito[1]

Tem dó Albert

Albert corria de braços abertos para as águas. Ele achou um fêmur.

Carmen corria de braços abertos para as águas. Ela achou uma caveira.

Garbo não corria de braços abertos para as águas. Ela preferia ficar sozinha na areia. E por isso mesmo, não achou nada.

Correndo juntos na areia, Mr. Grant e Mrs. Hutton[2]. Mr. Grant acaba pisando em outra caveira.

Marilyn posava para um fotografo e lamentou a sorte, ela também não achou nada.

Miss Short[3] era observada pelo seu assassino.


[1] A velha mistura – Golpe de Estado;

[2] Barbara Woolworth Hutton se casou com Cary Grant em 1942. Em 1945 se divorciaram;

[3] Elizabeth Short (Hyde Park, perto de Boston, Massachusetts, 24 de julho de 1924 — Los Angeles, 14 de janeiro de 1947) foi uma atriz estadunidense, brutalmente assassinada em 1947. Era conhecida como Dália Negra;

Nefilim, do hebraico נְפִלנ ְפִיל nefilím, que significa desertores, caídos, derrubados, mas tal termo é uma variação do termo נָפַל. Deriva da forma causativa do verbo nafál ou nefal (cair,queda,derrubar,cortar). Conforme encontrado em 2 Reis 3:19; 19:17.Alguns estudiosos da Bíblia sugerem que os nefilins eram anjos caídos, outros afirmam que a derivação do nome se refere apenas a homens iníquos como Caim.

A passagem bíblica a que se refere o termo encontram-se em Genesis 6:1-4, e em Números 13:33. Alguns estudiosos tomando o contexto do versículo 4 afirmam que os próprios nefilins não eram anjos e sim descendentes híbridos resultante do acasalamento em anjos materializados e as filhas dos homens. Portanto os filhos de Deus mencionados em Gêneses 6:2, devem ter sidos anjos espirituais, “filhos de Deus”. Essa expressão é aplicada aos anjos em Jó 1:6; 38:7. Esse contesto é apoiado pelo apostolo Pedro, em 1Pedro 3:19, 20. Judas também fala sobre “os anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria moradia correta”, Judas 6. Nos textos acima narra que os anjos desobedientes são agora “espíritos em prisão”, tendo sido ‘lançados no Tártaro’ e ‘reservados com laços em profunda escuridão. Tal fato aconteceu após o Dilúvio, que segundo a Bíblia, destruiu os gigantes filhos híbridos de anjos caídos.

Diz a narrativa na bíblia que Deus teria decretado um dilúvio. Atualmente é reconhecido pela ciência moderna que de fato houve algo parecido. No caso relato fala de um dilúvio global eliminando a raça humana juntamente com os Nefilins, os filhos dos filhos de Deus. Por fim, recomeça uma nova humanidade e os genitores dos Nefilins retornam a sua forma espiritual. Diz o livro de Josué 15:14

“E Calebe expulsou dali os três filhos de Anaque: Sesai, Aimã e Talmai, filhos de Anaque”.

Em outras passagens bíblicas encontramos anjos materializados em humanos, com papeis definidos, como no caso de Ló. Os dois anjos entraram em Sodoma e Gomorra para tirar o patriarca dessa cidade condenada.

Obra de Gustave Courbet - Ló e suas filhas

Obra de Gustave CourbetAs filhas de Ló

É interessante notar não apenas essa famoso relato registrado no velho testamento, mas que também é apoiado no novo testamente pelo apostolo Pedro, por exemplo. Onde ele narra que a paciência de Deus esgotou nos dias de Noé, trazendo assim um cataclismo que hoje encontramos provas de sua existência, o Dilúvio. Sobre esse assunto falarei em outro post.

Porem esse relato encontra eco em outras culturas e narrativas. Talvez a mais conhecida por nós seja a Mitologia grega em seus relatos de Deuses e Deusas que coabitaram com humanos e produziram heróis ou semideuses.

Flávio Josefo faz uma distinção entre os gigantes e o fruto das relações entre os “Filhos de Deus” e as “filhas dos homens”, quando afirma em sua obra: “… e os grandes da terra, que se haviam casado com as filhas dos descendentes de Caim, produziram uma raça indolente que, pela confiança que depositavam na própria força, se vangloriava de calcar aos pés a justiça e imitava os gigantes de que falam os gregos.” (Antiguidades Judaicas). Aparece pela primeira vez em Gênesis 6 traduzido como Gigantes, na maioria das versões bíblicas.

Psiquê e Eros, de Jacques-Louis David. Tem coisa mais neoclássica que David

Psiquê e Eros, de Jacques-Louis David. Tem coisa mais neoclássica que David

Eros, que também sofria com sua ausência, não mais suportando ver a esposa passar por tanta dor, implorou a Zeus, o deus dos deuses, que tivesse compaixão deles.

Um dos Anjos mais conhecidos entre as lendas da humanidade é Eros ou Cupido.

Trecho final da narrativa:

“E com a permissão Zeus, Eros tirou Psique do sono eterno com uma de suas flechas e uniu-se a ela, um deus e uma mortal, no Monte Olimpo. Depois deste casamento, Eros e Psiquê, ou seja, o Amor e a Alma, permaneceram juntos por toda a eternidade”.

No livro bastante conhecido Eram os Deuses astronautas, pesquisador suíço Erich Von Däniken foi um dos primeiros defensores modernos, da teoria da origem superior. Tendo viajado meio mundo e dedicado boa parte de sua vida ao estudo das civilizações antigas, como os sumérios, babilônios, hindus, incas, maias e astecas, Däniken é pioneiro na abordagem técnica sobre a influência de seres extraterrestres no desenvolvimento da vida na Terra. À despeito de inúmeras difamações e ataques sofridos, escreveu diversos livros.

Segundo os sumérios, essa raça de extraterrestres eram os Anunnaki (Os Do Céu Que estão Na Terra), que mais tarde foram chamados de Elohim (Senhores do Céu).

O Nefilim alienígena de Roberto Ferri. Por incrível que pareça, é um pintor contemporâneo nascido em 1978...

O Nefilim alienígena de Roberto Ferri. Por incrível que pareça, é um pintor contemporâneo nascido em 1978…

O resultado dessas ousadas experiências foram seres antropomórficos, de aspecto exótico ou monstruoso, que ficaram conhecidos, ao longo da história, como quimeras (centauros, cíclopes, hárpias, tritões, sereias, minotauros, hidras, górgonas, sátiros, etc). Criaturas que possuíam cabeça e tronco humanos e membros inferiores de animais ou as vezes, o inverso, ou uma bizarra combinação de ambos ou de vários animais, ou ainda seres humanos com dois pares de membros superiores. Algumas placas sumérias com anotações de ENKI, à respeito dessas experiências, revelam que muitos tinham sérias disfunções biológicas, mas outros se adaptavam bem e desenvolviam, inclusive alto grau de inteligência. Ao contrário do que se pensa, esses seres não eram meros mitos, mas sim resultado de avançada engenharia genética. A ciência moderna, secretamente, tem dado os primeiros passos em direção à essas atividades (Por exemplo: Transplante de órgãos de animais em seres humanos). O fato é que esses seres fantásticos conviviam com os humanos criados pelos Anunnaki, e foram citados em muitos textos de civilizações antigas, principalmente as greco-romanas e indo europeias. Alguns deles ficaram famosos em seus tempos, como a górgona Medusa, o sátiro Pan e o ser minotauro, da ilha de Creta, ou o homem-pássaro hindu Garuda. Inicialmente eram considerados semideuses, mas à medida que as civilizações iam ficando mais sofisticadas, esses seres passaram a ser vistos como ameaças e foram perseguidos e combatidos por homens como GilgameshPerseu e Hércules.

Também encontramos correspondência na cultura árabe com suas classificações de Ifrit. Os ifrit’s ou djim, são seres miológicos que estão distribuídos em hierarquias. Muitos são antropomórficos e as características de personalidades e atitude lembram os nefilins. Quem nunca ouviu falar de princesas aprisionadas por gênios da lâmpada.

Sobre a cultura europeia vamos exemplificar um acontecimento ocorrido no século 400 A.C.

A visão de Fausto (1880) de Luis Ricardo Farelo

A visão de Fausto (1880) de Luis Ricardo Farelo

Voltando a Grécia, mais especificamente a uma festa em Pireu, na celebração em homenagem a Bêndis, encontramos alguns sábios numa narrativa bastante conhecida, O fim de Atlântida. Sócrates, Platão, Crítias o jovem, Hermócrates. Crítias contou uma historia bastante estranha porem autentica conforme foi qualificada pelo sábio Sólon, o qual outrora a havia trazido do Egito para Grécia.  A narrativa por hora não nos interessa, mas sim um trecho dela.

“Graças a essa mentalidade e a ação continua da natureza divina, com eles tudo progrediu e saiu-se bem… Toda via, quando, aos poucos, sua natureza divina ficou debilitada, por causa da frequente mistura do seu sangue com o sangue de muitos mortais e a natureza humana chegou a neles prevalecer, então começaram a revelar-se incapazes de conviver com as suas riquezas e se tornaram de índole má”.

Continua Crítias:

Pleiade perdida (1884) de William-Adolphe Bouguereau

Pleiade perdida (1884) obra linda e poética de William-Adolphe Bouguereau

“Contudo o deus dos deuses, Zeus, que rege segundo as leis eternas e perfeitamente reconheceu o estado lastimável em que se encontrou essa estirpe, outrora tão capaz, resolveu castiga-la e, para tanto, convocou todas as deidades, em sua morada sublime, situada no centro do cosmo, de onde se avista, tudo que, no decorrer dos tempos, participou do processo de evolução”…

A narrativa se extingue.

Otto Muck comenta:

“Aqui ressurge o motivo idêntico com a motivação do dilúvio bíblico: promiscuidade dos ‘filhos dos deuses’ e das ‘filhas da Terra’. A origem desse paralelo é desconhecida”.

“Castigo’, parece fora de duvida que com isso se aludiu ao dilúvio”.

Aqui temos duas versões para mesma lenda, uma bíblica e outra grega. A quem interessar, a definição física da ilha mítica é detalhadamente descrita por Crítias. Levando a isso milhares de livros sobre o tema Atlântida. Pesquisas e curiosidade a respeito não apenas da ilha, mas de seus habitantes. Vale lembrar que Jacques Cousteau antes de morrer preparava uma missão para encontra-la.

Porem existe mais um detalhe, os sumérios.

Categoria: Fêmur de Nefilim Sobre: Ciências naturais, Ciências especulativas

Categoria: Fêmur de Nefilim
Sobre: Ciências naturais, Ciências especulativas

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Mansardas

O jovem Baco de (1884) de William-Adolphe Bouguereau

O jovem Baco de (1884) de William-Adolphe Bouguereau

Quando comecei escrever o livro Passa lá em casa sabia que tinha que fazer uma pesquisa sobre o neoclássico, um dos assuntos mais controversos da arquitetura contemporânea. Feito uma análise rápida percebi que não existe arquitetura realmente neoclássica, obviamente com raras exceções. O que vemos são edificações com alguns elementos clássicos mal conduzidos em espigões gigantes.

Carruagem desenhada por Percier e Fontaine para o Imperador Napoleão

Carruagem desenhada por Percier e Fontaine para o Imperador Napoleão

Agora o mais engraçado é quando tal elemento se resume a um telhado. Pois é, o cara te vende um edifício onde o “neoclássico” se resume a um telhado. Nesse pequeno estudo sobre a arquitetura e arte me deparei com algumas belezas, caricaturas, verdadeiros cenários no século XX, e erros muito mais que acertos.

desenho de Francisco Carballa

desenho de Francisco Carballa

Porem, vamos pensar na arquitetura neoclássica como ela é. Para isso devemos conduzir nosso olhar para um tempo especifico do mundo ocidental. Situamos o neoclássico entre o final do século XVIII e inicio do século XIX. Somos levados automaticamente para duas revoluções essenciais na historia: Revolução Francesa e Revolução Industrial. Eis o cenário que encontramos o neoclássico. Mas o que o neoclássico tem haver com essas revoluções? Na verdade não muito. A questão da arte esta ligada a um contexto, uma época. No caso a “redescoberta” de Pompeia e Herculano, e a campanha de Napoleão Bonaparte ao Egito. Aqui temos dois detalhes fundamentais para um retorno ao clássico e a incorporação de elementos egípcios, que foi chamado Estilo Império, umas das vertentes artísticas da época. Lendo sobre a iniciação artística de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905) percebe a importância dessas descobertas para a arte. Durante seu aprendizado ele viajou para Itália onde teve contato direto com o renascimento. Em seus estudos fazia parte de seu currículo não apenas historia da arte, mas também arqueologia. Temos na obra de Thomas Hope clara influencia egípcia agregada ao clássico, aqui temos o Estilo Império que remete a Napoleão. Percier e Fontaine, dois dos mais importantes design da época, trabalhando para o imperador.

Teatro Municipal de São Paulo de arquitetura eclética. Foto: Daigo Oliva

Teatro Municipal de São Paulo de arquitetura eclética. Foto: Daigo Oliva

Quando comecei a estudar arquitetura foi feita mim uma pergunta sobre a questão do neoclássico. Não que a pergunta fosse assim especifica. Um vendedor de mapas no centro velho de São Paulo me questionou por que a arquitetura antes era bonita e agora é feia. Mostrou um edifício situado na Rua do Arouche. Não tem melhor lugar para levantar questões arquitetônicas. Estávamos a frente de um prédio de uns cinco andares em estilo eclético. Aquilo para ele é bonito. O que tinha a dizer a frente de algo realmente belo? Com frisos, detalhes, janelas verticais…

Avenida Paulista com o MASP de Lina Bo Bardi em primeiro plano

Avenida Paulista com o MASP de Lina Bo Bardi em primeiro plano

Disse que assim como ele identificou aquela obra como sendo algo do passado, cada obra deve responder a sua historia. E da historia atual tinha aqueles prédios modernistas que esse homem, que enquanto falava comigo sua dentadura dançava na boca, disse serem feias. Há prédios modernistas no centro velho de São Paulo, e estes anunciava não apenas uma saturação de estilo, mas de falta de espaço humano. Seria o Copan um prelúdio dessa mudança? O centro virou um novo centro na Avenida Paulista. Casarões vieram abaixo para dar espaço aos grandes arquitetos da escola modernista. É não estávamos longe de um Bratke, Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, Vilanova Artigas…

Os chineses estão chegando na Brigadeiro Faria Lima. Pei Partnership Architects

Os chineses estão chegando na Brigadeiro Faria Lima. Pei Partnership Architects

Saturado uma Paulista ele migrou para região da Avenida Brigadeiro Farias. Lá foram e ainda são erguidas verdadeiras estufas de vidro a gosto contemporâneo. Haja ar-condicionado fodido para o sujeito não virar frango assado. Sobre essa arquitetura o jornalista Andre Barcinski se referiu como feia.

Talvez leigos saibam mais de arquitetura que muitos arquitetos, que parecem que fizeram o curso por correspondência.

Voltando ao neoclássico, alguns arquitetos argumentam que é “caboclo querendo ser europeu”, esquecendo que a arquitetura moderna não é uma corrente nascida no Brasil. Apesar de termos alguns dos mais importantes arquitetos modernistas do mundo, nascidos no Brasil.

O neoclássico hoje é tratado como foi o gótico na Idade Media, onde de forma pejorativa era chamada Idade das trevas. Eu me pergunto, o que se sabe do neoclássico e como ele é empregado hoje? Na verdade, não há como trazer o neoclássico para os nossos dias. A menos que haja outra Pompeia para escavar ou um Egito sendo tomado por um Imperador europeu. Agora espigão com telhadinho europeu em terras brasileiras não dá.

Avenida São João, São Paulo. Foto: Werner Haberkorn

Avenida São João, São Paulo. Foto: Werner Haberkorn

Categoria: Pilares de Criação Subcategoria: De quando os arquitetos desenhavam Sobre: Arquitetura, Construção, Escolas Arquitetônicas Imagem em destaque: Caricatura primorosa de Oscar Niemeyer por Fernandes

Categoria: Pilares de Criação
Subcategoria: De quando os arquitetos desenhavam
Sobre: Arquitetura, Construção, Escolas Arquitetônicas
Imagem em destaque: Caricatura primorosa de Oscar Niemeyer por Fernandes