O Fim: Ensaio para Morte

Trecho que apresenta o terceiro e último volume do livro Passa lá em casa

Sobre não parecer uma ifritah e a duvida entre ifrit e ifritah

Trecho do livro Passa lá em casa: “Consideramos o suicídio uma atitude do inconsciente, teremos que fazer uma comissão. Deve estar lá quando ela precisar. O destino não é algo definitivo. Temos apenas linhas gerais traçadas e como sabe o destino são essas linhas”.
O anjo pegou a pasta e se retirou. Num abismo que separa a criança dele, seguiu lendo sobre a menina. Imagem 3D de Michal Konwicki

Episódios que até agora muitos consideravam simples “histórias piedosas” adquirem de repente estatura histórica. Por

Nessas últimas décadas, foi possível provar que, entre outros, há 11 milênios o atual Mar Ártico estava totalmente livre de gelo. O mesmo vale para as zonas setentrionais, centrais e orientais da Sibéria. Depois, repentinamente, veio o gelo para, dentre de 24 horas, cobrir matas imensas.* Foto: Xiaohua Zhao

Nessas últimas décadas, foi possível provar que, entre outros, há 11 milênios o atual Mar Ártico estava totalmente livre de gelo. O mesmo vale para as zonas setentrionais, centrais e orientais da Sibéria. Depois, repentinamente, veio o gelo para, dentre de 24 horas, cobrir matas imensas.*
Foto: Xiaohua Zhao

vezes, os resultados da pesquisa coincidem com as narrativas bíblicas nos mínimos detalhes. Eles não só “confirmam”, mas esclarecem igualmente os acontecimentos históricos que originaram o Velho Testamento e os Evangelhos[1].

Jornalista 1: Quando começou a escrever?

Zípora: Desde os treze anos.

Jornalista 2: Sobre a morte da expedição que financiava. Pretende continuar com as pesquisas?

Zípora: Naturalmente. Graças aos Deuses os homens são dotados de imaginação e curiosidade.

Jornalista 3: Acredita mesmo que tal lenda tenha um fundo histórico?

Zípora: Isso é fato.

Jornalista 2: Por exemplo?

Heinrich Schliemann (Neubukow, Mecklenburg-Schwerin, 6 de janeiro de 1822 — Nápoles, 26 de dezembro de 1890) foi um arqueólogo clássico alemão, um defensor da realidade histórica dos topônimos mencionados nas obras de Homero e um importante descobridor de sítios arqueológicos micênicos, como Troia e a própria Micenas. Nos anos 1870, Schliemann viajou pela Anatólia e escavou o sítio arqueológico do Hisarlik, revelando várias cidades construídas em sucessão a cada outra. Uma das cidades descobertas por Schliemann, nomeada Troia VII, é frequentemente identificada com a Troia Homérica.

Heinrich Schliemann (Neubukow, Mecklenburg-Schwerin, 6 de janeiro de 1822 — Nápoles, 26 de dezembro de 1890) foi um arqueólogo clássico alemão, um defensor da realidade histórica dos topônimos mencionados nas obras de Homero e um importante descobridor de sítios arqueológicos micênicos, como Troia e a própria Micenas. Nos anos 1870, Schliemann viajou pela Anatólia e escavou o sítio arqueológico do Hisarlik, revelando várias cidades construídas em sucessão a cada outra. Uma das cidades descobertas por Schliemann, nomeada Troia VII, é frequentemente identificada com a Troia Homérica.

Zípora: Um exemplo básico? Que dia será amanhã?

Jornalista 2: 2 de Novembro.

Zípora: Dia dos mortos. Dia de todos os Santos. Dia de finados. Como é comemorado no México? Essa parte do planeta em especial comemora o dia da catástrofe que se fizermos as contas coincidira com a data fornecida pela Bíblia sobre a água de cima juntar-se a água de baixo. Quando Noé fechou a porta e Deus a selou foi pelo final de Outubro começo de Novembro. Hoje o dia está escuro, provavelmente choverá? Amanhã será nublado e vai garoar. É sempre assim. Nunca perceberam?

Os jornalistas deram pouca importância: Sim sempre!

Na Paulista Zípora vê parcialmente o céu e sabe que vai cair uma chuva torrencial. Entretanto, sua atenção esta em pontos do céu em que quase percebe os outros se deslocando. Deuses. No primeiro andar onde ocorre a entrevista no coração de São Paulo. No coração de São Paulo eles se deslocam.

Jornalista 5: Quais outros indícios que pode nos apresentar?

A memória desse reino de escuridão persistiu e agiu por muito tempo, apos a volta do Sol. Ainda com Homero, na Nekyia, o Canto II da

A memória desse reino de escuridão persistiu e agiu por muito tempo, apos a volta do Sol. Ainda com Homero, na Nekyia, o Canto II da “Odisseia”, encontraram-se referencias as “noites Cimérias” na extrema ponta oeste e noroeste do mundo. São precisamente esses os detalhes que por si só não teriam explicações geográfica, a indicarem a presença de motivação real, entrementes desaparecida, a exemplo das lendas das plagas dos mortos, onde jamais penetrou um só raio solar.*

Zípora: É fato provado pela ciência e conhecido por alguns cientistas, mesmo que superficialmente, que procurem o mínimo de respostas. O Saara foi mar, nas montanhas do Himalaia há fosseis de baleias. Temos o limo argila arenosos da China. Os mamutes da Sibéria. Sabemos que nessa região há mais de onze mil anos ela estava isenta de gelo que cobriu a região em menos de 24 horas. Também observando a coleção de Spallanzani[2] e aquilo que o intrigava em particular que às vezes foi motivo de deboche ou dúvidas.

Jornalista 3: Me parece pouco provável que tais evidencias, mesmo as provadas pela ciência, cheguem a uma arca. Mais precisamente a Arca de Noé.

Zípora: Falou certo. Uma arca não é uma embarcação. Para a arca era preciso que apenas flutuasse e não navegasse. O Sr. George Hagopian diz que em duas ocasiões ficou sobre a barca, em 1902 e 1904. Ele a descreveu como uma grande barcaça de fundo achatado. Os homens criam lendas fantasiosas sobre barquinhos. Quando Nicolau organizou uma expedição no inicio do século passado disse a ele que… Na verdade não existia como acreditar em um de seus soldados, pois ele disse ter visto um navio. Esse é o primeiro detalhe para um terrível engano.

Conseguimos detectar as pistas do maior cataclismo vivido pelo homem histórico. Em época alguma a historia da humanidade registrou evento mais terrível e dramático de que aquela catástrofe, de proporções inimagináveis, acontecida há uns 12 milênios.

Conseguimos detectar as pistas do maior cataclismo vivido pelo homem histórico. Em época alguma a historia da humanidade registrou evento mais terrível e dramático de que aquela catástrofe, de proporções inimagináveis, acontecida há uns 12 milênios.*

Jornalista 3: Mas a arca parece uma ideia bastante fantasiosa.

Zípora: Sim! Chegou a hora de tirarmos o gelo de uma das lendas mais difundidas no planeta.

Jornalista 5: É muito improvável que esteja inteira?

Zípora: Parte da arca foi vista e até mesmo tocada por aventureiros e pesquisadores sérios no decorrer dos séculos. Quando parte dela foi vista em 1952 e depois em 1969, pedaços de sua madeira foram levados para museus em Londres pelo Senhor Fernand Navarro e depois examinadas pelo Professor Richard Bliss e sua descrição correspondia a descrição bíblica.

Jornalista 5: Não me parece provas substanciais.

Zípora: A maior prova são os mamutes, tigre-dentes-de-sabre, Rinoceronte-lanudo, congelados de forma tão repentina. Como a ciência explica isso? Serem congelados sem que desse tempo de digerir a comida? E por que os elefantes sobreviveram se são mais frágeis que mamutes e elefante antigo?

Jornalista 5: Segundo a Bíblia o dilúvio ocorreu há 4.500 anos. O quartanário está há milhares de anos longe de tal data.

Zípora: As datas são, minha e de minhas expedições, o nosso maior problema. Além do que não está tão há milhares de anos longe. Se temos uma catástrofe de proporções mundiais há uma grande possibilidade de alteração em compostos químicos serem alterados. Hoje é de aceitação para maioria dos cientistas que um asteroide tenha sido uma das principais causa da extinção de inúmeros animais e plantas do K-Pl[3]. Podemos pensar em duas mais recentes catástrofes, o dilúvio que foi documentado pelos homens e outro que faz parte de um enigma para mim e desprezado pelos cientistas. O corpo celeste que caiu na Terra há provavelmente 12 mil anos.

Patagonia, essa ilha de temperaturas tão variadas para tanto parece ter reunido em sua superficie, relativamente restrita, todos os tipos de climas, desde o subboreal ao tropical. A riqueza das formas de vida, a abundancia e diversidade da flora e fauna devem ter correspondido àquelas enormes mudanças climáticas.

Patagônia, essa ilha de temperaturas tão variadas para tanto parece ter reunido em sua superfície, relativamente restrita, todos os tipos de climas, desde o sub-boreal ao tropical. A riqueza das formas de vida, a abundancia e diversidade da flora e fauna devem ter correspondido àquelas enormes mudanças climáticas.* Foto: Jeremy Duguid

Os jornalistas ficaram alvoroçados.

Jornalista 1: Poderia ser mais explicita?

Zípora: Há evidencias de que o sistema do planeta foi afetado nessa época. Porém poucos se dão conta disso. Entramos em mais uma lenda, a lenda de Atlântida que possivelmente desapareceu na ocasião. Hoje sabemos que a terra que hoje é seca, no passado já esteve submersa e o que está submerso foi terra firme. São detalhes que a natureza dá. Que houve um continente entre América e Europa que alguns cientista confirmam que existiu provavelmente nos primórdios do Planeta Terra.

Jornalista 4: Mas isso parece quebrar a teoria de Alfred Wegener[4]?

Zípora: Em absoluto. Há bilhões de anos os continentes deslizam sobre o magma fluido. Tivemos muitas configurações dos continentes. Mesmo antes se acreditava que o eixo terrestre fora deslocado. Sabemos que na verdade os continentes são quem se deslocam. Se o eixo da Terra foi deslocado a causa provável foi um corpo celeste. Provavelmente o meteorito que causou A Cratera da Terra de Wilkes localizada na Antártida.

Jornalista 1: Arca de Noé, Atlântida? O que sua expedição realmente buscava?

Logo, leva à conclusão de que os antigos contos e lendas de anões e gigantes tem base real, a exemplo de como quase todos os mitos a tem. Foto: James Balog para National Geographic

Logo, leva à conclusão de que os antigos contos e lendas de anões e gigantes tem base real, a exemplo de como quase todos os mitos a tem.*
Foto: James Balog para National Geographic

Zípora: As catástrofes. Procuravam a ligação entre as duas catástrofes, principalmente em relação às datas e mudanças climáticas. Para o continente perdido estou preparando uma expedição constituída por peritos em oceanografia, arqueologia, paleontologia, geoquímica, modelação climática, geofísica e sedimentologia. Mas depois que encontrarmos vestígios da Arca.

Jornalista 1: O impacto que causara tal descoberta levará a humanidade a considerar como prova a existência de algo fora de nossa capacidade de raciocínio.

Zípora: Então todos devemos reformular nossos conceitos perante a capacidade de criação imaginativa do homem.

Jornalista 2: Uma equipe inteira morreu nos montes da Turquia. Não acha um risco…

Zípora: Não é assim a ciência? Se houvesse uma forma de tirar todo aquele gelo sobre a caixa que transportou uma variedade que na evolução veio outras espécies… Entenda, esse seria o maior achado do século XXI e talvez o maior de todos os tempos. Nem mesmo a descoberta dos rolos no mar Morto ou a ruínas de Nínive, as descobertas dos Prof. Parrot e Prof. Schaeffer sobre os cananeus seriam tão magníficos. A estrela que foi observada também pelos babilônios e que foi documentado e 2 mil anos depois temos a prova por meio da arqueologia? Se

Vulcano é mais antigo que Júpiter, Tvastr mais antigo que Indra ou Brahma, Ptah mais antigo que Osires, Loki mais antigo que Odin. E os auxiliares daquele deus primitivo são os ferreiros-gigantes, os ciclopes, os semi-deuses de enorme força física e descendência não declarada, que desrespeitaram todas as deidades. Na

Vulcano é mais antigo que Júpiter, Tvastr mais antigo que Indra ou Brahma, Ptah mais antigo que Osires, Loki mais antigo que Odin. E os auxiliares daquele deus primitivo são os ferreiros-gigantes, os ciclopes, os semi-deuses de enorme força física e descendência não declarada, que desrespeitaram todas as deidades. Na “Odisseia” de Homero são chamados de filhos de Poseidon, são antropógrafos e somente são vencidos pela astucia dos homens baixos, fracos e pôs-diluviano.*
Foto: Edward Burtynsky

tivermos que sacrificar mais gente será mais que necessário.

Jornalista 1: Qual foi sua o objetivo de sua visita ao Brasil?

Zípora: Não foi uma visita. Moramos aqui, no caso minha esposa e eu, durante mais de dois anos para dar assistência à equipe no tempo que se encontrava na America. Enquanto reuníamos provas para levantarmos teorias substanciais sobre as mudanças que ocorreram nos últimos 12.000 anos. Mais especificamente há 12.000 anos. Porém nosso maior processo investigativo está no leito oceânico. No caso o abismo que temos na Dorsal Mesoatlântica.

Jornalista 1: Podemos considerar o Bólido hipotético de Tollmann?

Zípora: Não. É muito cedo para falar sobre essa teoria apesar de buscá-la com a mesma devoção. – a ifritah fala para si – Dois bólidos sobre a Terra em épocas distintas onde podemos separar dois eventos, o Holoceno e o dilúvio.

Jornalista 5: Fale sobre sua atual equipe.

Zípora: Ainda estamos em processo de formação. No caso o cientista Rudolph Harris que atualmente se encontra em alto-mar, na época o saudoso Dr. Alberic que nos deixou há dois meses formávamos essa base. Mordecai Moriarty, Maria Antonella, uma das mentes mais brilhantes na pesquisa da base genética em especial na telomerase, e outros cientistas se reuniram conosco no decorrer do mês para novas diretrizes a serem tomadas.

Jornalista 4: Seu próximo livro tratará de que?

Zípora: Será um romance ficcional de um casal de mulheres. Bem, mulheres entre aspas, já que uma delas é um djim. Pretendo chama-lo de O vale dos Ifrits.

Jornalista 3: Há quanto tempo é casada?

Zípora: Somos casadas há muito tempo. Zípora se divertia em ralação ao “há muito tempo”.

A epopeia Völuspá, poema singular, decantando divindades de tempos remotissimos, pré-germanicos, e que na Idade Média ainda eram recitado na Islandia, presta depoimento mais claro e objetivo a respeito do nosso assunto.

A epopeia Völuspá, poema singular, decantando divindades de tempos remotissimos, pré-germanicos, e que na Idade Média ainda eram recitado na Islandia, presta depoimento mais claro e objetivo a respeito do nosso assunto. Foto: Daniel Beltrá


[1] Werner Keller;

[2] Lazzaro Spallanzani, italiano (Scandiano, 10 de Janeiro de 1729 — Pavia, 12 de Fevereiro de 1799) foi um padre, fisiologista e um estudioso das ciências naturais;

[3] A partir de 1989, a Comissão Internacional de Estratigrafia deixou de reconhecer o período Terciário. Em seu lugar foram estabelecidos dois períodos, o Paleogeno (constituído pelas épocas Paleoceno, Eoceno e Oligoceno) e o Neogeno (constituído pelas épocas Mioceno e Plioceno). Com isso, muitos geólogos passaram a adotar o termo extinção K-Pl(onde Pl representa o período Paleogeno) em substituição ao termo extinção K-T;

[4] Alfred Lothar Wegener (Berlim, Alemanha, 1 de novembro de 1880 — Groenlândia, 5 de novembro de 1930) foi um geógrafo e meteorologista alemão proponente da teoria da deriva continental;

* Textos tirados do livro O Fim da Atlântida de Otto Muck Imagem em destaque do fotografo paulistano Boris Kossoy

* Textos tirados do livro O Fim da Atlântida de Otto Muck
Imagem em destaque do fotografo paulistano Boris Kossoy

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