Fecho Hídrico

Quem acredita em sereia sabe os segredos do mar Música Cebola cortada de Petrúcio Maia (1947 – 1994)) e Clôdo Ferreira (1951);

Quem acredita em sereia
sabe os segredos do mar
Música Cebola cortada de Petrúcio Maia (1947 – 1994)) e Clôdo Ferreira (1951);

“Cerca 2.000 espécies aquáticas “novas” são descobertas anualmente pelo mundo. Formas simples (como vírus e

Não sou eu quem me navega Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar

bactérias) ou mais complexas (cobras, tubarões abissais e lulas descomunais) não deixam de surpreender mensalmente à comunidade científica”.

Sereias existem? Existiram?

“Apesar de conhecer menos de 0,1% das espécies que habitam o oceano, a antropologia vira as costas para a existência dessa espécie descrita tanto na literatura como em histórias recentes. Ceticismo é negação do desconhecido?”

Não da para provar ou ter certeza, pelo menos por enquanto. De

É ele quem me carrega Como nem fosse levar

É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

qualquer forma o assunto causa curiosidade há milênios. Estes seres na literatura sempre foram motivo de fascínio. Seja Camões, seja Homero. Recentemente o assunto causou polemica. Um falso cientista apresentou provas de afinal ter provas de que elas

existam. Depois ficou comprovado que o tal cientista na verdade é um ator, revoltando os telespectadores do Animal Planet que se sentiram enganados.

Mas por quê?

E quanto mais remo mais rezo Pra nunca mais se acabar

E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais se acabar

Toda e qualquer cultura tem mitologias parecidas ou que responde uma as outras. Podemos usar como exemplo do próprio Diluvio. Os cientistas sempre trataram esse assunto como uma alegoria ou simplesmente uma narrativa fantástica. Mesmo líderes religiosos viam o caso como uma simples lenda. No século XX, vários foram os cientistas que juntando provas das mais diversas áreas começaram a montar um quebra-cabeça que levava diretamente aquela lenda ou narrativa fantástica. Sobre esse assunto falo na Página Arca de Noé.  Enfim, ela acabou saindo da lenda e começou a formar um corpo até que nítido. Detalhe: em todo o globo terrestre há uma historia sobre o Diluvio. Seja a arca, o número de pessoas na embarcação, um ser mítico que orienta a família de Noé etc.

Seria o Bloop alguma mensagem de vinda de animais gigantesco das profundezas do Oceano?

Essa viagem que faz O mar em torno do mar

Essa viagem que faz
O mar em torno do mar

“No verão de 1997, um evento espetacular sacudiu grande parte da comunidade científica. Microfones subaquáticos que os Estados Unidos haviam instalado durante a Guerra Fria, detectaram um ronco ensurdecedor ecoando do escuro abissal na costa do Chile. Durante o lapso de três minutos, um gemido, ou talvez um chamado, se estendeu por quilômetros naquela paz ancestral, quebrando o silêncio gelado.

De acordo com os biólogos marinhos, o terrível “uivo” só poderia ter sido produzido pela caixa de ressonância de um animal gigantesco, pelo menos três vezes maior que a baleia azul, a maior espécie identificada no planeta. Uma enorme criatura que a ciência ainda não concebia”.

Mas, e as sereias?

Vanuccia sem entender o que era adorar conhecer alguém fixou o olhar com uma fenda vazia. Ela conhecia a todos no planeta em seus sentimentos desconhecia adorar e desadorar alguém.

Vanuccia sem entender o que era adorar conhecer alguém fixou o olhar com uma fenda vazia. Ela conhecia a todos no planeta em seus sentimentos desconhecia adorar e desadorar alguém.

Podemos recorrer a Lenda da Sereia da Praia, narrativa da ilha de Santa Maria nos Açores. Daí lembramos o livro de

Otto Muck, que diz, ser as colinas de Açores a parte mais alta de Atlântida.

Meu velho um dia falou Com seu jeito de avisar:

Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:

Quase todas as culturas tem uma sereia ou algum tipo de divindade que levam a um ser metade homem, metade peixe, metade homem, metade ave. A mãe d’agua se faz presente em inúmeras culturas, inclusive a brasileira. Lembrou-se de alguma?

Mas vamos deixar esse assunto para criptozoologia que em inúmeras ocasiões calou o ceticismo quando criaturas extintas, lendas, submergiram para a vida.

O site Mundo Estranho discorre sobre o tema:

Assim foi batizada uma suposta disciplina com a pretensão de descobrir o que chamam de “criptídeos”: animais tidos normalmente como criaturas fantásticas de lendas e mitos. O criptozoólogo seria, portanto, uma pessoa cujo maior sonho na vida é provar cientificamente a existência de lobisomens, mulas-sem-cabeça e

congêneres. Para essa turma, os alvos preferenciais são aqueles monstros que muita gente acredita que possam mesmo existir, pois, apesar de altamente improváveis,

- Olha, o mar não tem cabelos Que a gente possa agarrar

– Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar

contam com relatos de testemunhas que os teriam flagrado em suas raríssimas aparições. Alguns deles são bem famosos – caso do monstro do Lago Ness e do Abominável Homem das Neves. (Veja a lista dos mais famosos casos no site)

Voltemos no tempo. Alguns cientistas afirmam que houve uma civilização pré-diluviana muito avançada em tecnologia. Essa civilização foi quem instruiu os povos a construir pirâmides ao redor do mundo, seja no México, Egito, China e outros países.

Muito possivelmente Atlântida que segundo relato de Platão afundou num único dia e numa única noite. Platão descreve detalhadamente e descrevendo com exatidão a vida naquela ilha. A grande maioria sempre considerou uma lenda, um conto fantástico. Mas essa tal lenda não impediu que cientistas de renome como Jacques-Yves Cousteau partissem em busca da ilha. Infelizmente, morreu antes de partir. Talvez um dos livros mais famosos sobre Atlântida seja de Otto Muck que por meio de argumentos sólidos faz o leitor vislumbrar aquela Atlântida.

Timoneiro nunca fui Que eu não sou de velejar

Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar

Afinal o que é uma sereia? Um criptídeos?

Segundo o Dicionário online de Português:

“Nome dado a alguns personagens mitológicos. Dizia-se que as sereias eram metade mulher e metade peixe ou pássaro. Viviam numa ilha e atraíam os seres humanos pela beleza de seu canto. Os marinheiros esqueciam-se do lar e dos amigos, e, finalmente, saíam de suas rotas e morriam. Segundo alguns, as sereias morreriam se alguém passasse indiferente a seus cânticos. Ulisses colocou cera nos ouvidos de seus marinheiros para que não pudessem ouvir os cânticos das sereias; em seguida, fez com que o amarrassem ao mastro do navio. Ulisses ouviu o cântico das sereias, mas não podia segui-las. As sereias se suicidaram porque haviam fracassado”.

Uma definição mais detalhada:

Sereia (do grego antigo: Σειρῆνας) é um ser mitológico, parte mulher e parte peixe (ou pássaro, segundo vários escritores e poetas antigos). É provável que o mito tenha tido origem em relatos da existência de animais com características próximas daquela que, mais tarde foram classificados como sirénios.

O leme da minha vida Deus é quem faz governar

O leme da minha vida
Deus é quem faz governar

Filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore, tal como as harpias, habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para os navios colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisseia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. As sereias representam na cultura contemporânea o sexo e a sensualidade.

Na Grécia Antiga, porém, os seres que atacaram Odisseu eram na verdade, retratados como sendo sereias, mulheres que ofenderam a deusa Afrodite e foram viver numa ilha isolada. Assemelham-se às harpias, mas possuem penas negras, uma linda voz e uma beleza única.

Algumas das sereias citadas na literatura clássica são:

Vanuccia acariciava os seios e num momento de hedonismo se concentrou exclusivamente neles por longo tempo. Um hiato que não estava na sua visão à fez parar. “Que coisa chata”.

Vanuccia acariciava os seios e num momento de hedonismo se concentrou exclusivamente neles por longo tempo. Um hiato que não estava na sua visão à fez parar.
“Que coisa chata”.

E quando alguém me pergunta Como se faz pra nadar

E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar

Pisinoe (Controladora de Mentes),

Thelxiepia (Cantora que Enfeitiça),

Ligeia (Doce Sonoridade),

Aglaope,

Leucosia,

Parténope.

Vanuccia e a … viagem que faz o mar em torno do mar[1].


[1] Timoneiro – Paulinho da Viola (1942);

Quem são as sereias do livro Passa lá em casa?

Explico que eu não navego Quem me navega é o mar

Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar

Descrevo duas sereias, Vanuccia e Doutriana. Elas têm uma ligação direta com o diluvio. São seres híbridos que foram criadas logo após as águas afundarem Atlântida. A ilha existe nos tempos contemporâneos e esta dentro do oceano com vista no horizonte de outro oceano. Sem entender o que houvera criam esses dois seres que de 500 a 500 trocam de lugar entre elas para um céu de oceano e trazer noticias aos reis. Para azar de seus criadores, nem Vanuccia e nem Doutriana tem interesse em responder as inúmeras perguntas dos reis. A ilha segue afundada.

Em um dado momento da vida de Augusto, ele acaba construindo um submarino no meio do oceano e assim consegue chegar a ilha.

A rede do meu destino Parece a de um pescador

A rede do meu destino
Parece a de um pescador

A primeira citação a Vanuccia é quando Querem-Hapuc olha para o céu e vê nuvens carregadas. Ela faz companhia a Augusto na piscina do condomínio.

Vanuccia e Doutriana são velhas conhecidas dos seres fantásticos que permeiam o livro: Zípora, a ifritah e Lucrezia, a vampira. Mas elas têm algo em comum, o amor pelas mulheres, eis o ponto fraco de todas.

Quando Albert, mordomo de Lucrezia, vai buscar as outras duas vampiras ele pede ajuda a Vanuccia.

Mesmo em recreações de seres sobrenaturais não é difícil ela estar entre eles. Entre zumbis e vampiros, ela os segue pelos canais de Veneza. Quando Lucrezia joga o corpo de sua amante morta pela gripe espanhola, a sereia fica enfurecida. Bom, o fato de ser gripe espanhola nos leva diretamente ao início do século XX. Mas um dos encontros mais bacanas de Vanuccia é com Fidel Castro logo no inicio da década de 1960.

Quando retorna vazia Vem carregada de dor

Quando retorna vazia
Vem carregada de dor

Saracoteando pelo mar azul das Bahamas, sua barba se arrepiou.

— Puto infierno.

Um bebê tubarão fez El ditador correr para o barco.

Em uma dessas incursões eles chegaram a ir mais longe no passado, o Jardim do Éden. A ifritah em tradicionais tapetes voadores errou o caminho e foi para na guerra do Iraque em 1991.

Em outras ela chegou a salvar Lucrezia e Zípora de situações preocupantes. Também tinha acesso a mundos paralelos, apesar de, ser uma criação humana. Porém ela não poderia ficar muito tempo fora da água.

De um sopro-tempestade Vanuccia se aproximava do mar. A sereia rolou com sua pele cada vez mais viscosa e se desmanchando de olhar vítreo para a massa de água. Desaguou no mar.

De um sopro-tempestade Vanuccia se aproximava do mar.
A sereia rolou com sua pele cada vez mais viscosa e se desmanchando de olhar vítreo para a massa de água. Desaguou no mar.

No navio-condomínio onde mora Leandro:

Vivo num redemoinho Deus bem sabe o que ele faz

Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz

Desceram pelo elevador a um dos pisos do navio. Os homens tentavam a todo custo trazer uma lula colossal para proa.

Vanuccia mudou de roupa, não queria roubar a cena do animal. Ficou do lado de um dos homens.

— Sabem quantas vezes um bicho desses foi visto ou pego?

— Umas cinquenta vezes.

— Umas cinquenta vezes… Como sabe? É bióloga?

— Não – respondeu Vanuccia. – Sou uma sereia.

Em um dos trechos enquanto Vanuccia visita Lucrezia e as duas observam as marginais, Vanuccia muda o plano daqueles motoristas engarrafados.

As pessoas saiam dos carros e pulavam nas águas do rio. Lucrezia não acreditava nas coisas que via.

Coisas de Vanuccia.

A onda que me carrega Ela mesma é quem me traz

A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz

— Vamos minha querida vampira, a água está morna e seu corpo esquentará. Vamos a um mergulho.

— Morrerei em uma água tão infestada de veneno.

— A água está limpa, venha.

Andou pelas margens do rio e o cheiro era bom. Cheiro de água, terra e peixe. Cheiro bom. Desvencilhou-se das roupas e fez como a maioria, jogou-se no rio.

Carla sem medo parou o BMW e largou as roupas no chão.

Neide deixou seu FIAT logo a frente e o calor era de lascar. Pulou na água.

Sebastião também abandonou o carro e mergulhou. Centenas de pessoas fizeram um mar de gente dentro do rio. Elas sorriam em gozo e sentiam as águas limpas banharem seus corpos.

Se Lucrezia era privilegiada?

Não sou eu quem me navega Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar

Não saberia dizer.

É claro que nem eu, nem você acreditamos em sereias.

— Quem é Vanuccia?

Bartira olhou pra ele e sorriu com seus caninos na região da República.

— É uma pena que ela não possa ficar muito tempo longe da água. Cada um tem suas limitações.

— Quem é essa mulher, uma vampira d água? – Augusto riu.

Séria respondeu:

— Uma sereia.

Aqui o dialogo de um Atlantis e sua criação:

— Repito, não há terra além dessas águas a não ser para o infinito do oceano. O que disse Zípora?

— Mandou eu aposentar você – gritou furioso.

É ele quem me carrega Como nem fosse levar

É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

— Que vaca!

— E o céu violeta? Onde está o sol? Há milhares de anos é dessa cor, há relatos bem sei. Tinha uma estrela que iluminava tudo. Uma estrela grande – o rei começou a tremer e ter convulsões de choro. – Maldita sereia onde está a lua, o sol, maldita criatura! – o rei rasgou a roupa.

Uma das passagens mais interessantes do livro é quando ela encontra um dos irmãos cientistas, o mais novo.

Eles estão na Bahamas e ela se disfarça de pesquisadora. Os dois mergulharam em dos buracos azuis.

Augusto também conheceu Vanuccia e dela raciocinou o seguinte:

Ele se lembrou de Vanuccia e sua bela vestimenta segundo ela de minúsculas pérolas.

“A beleza de Vanuccia também era clássica. Acredito que deva existir um convite ao sexo amoroso. Sim, a sugestão. Perfeito”.

De um sopro-tempestade Vanuccia se aproximava do mar. A sereia rolou com sua pele cada vez mais viscosa e se desmanchando de olhar vítreo para a massa de água. Desaguou no mar.

De um sopro-tempestade Vanuccia se aproximava do mar.
A sereia rolou com sua pele cada vez mais viscosa e se desmanchando de olhar vítreo para a massa de água. Desaguou no mar.

Imagem em destaque: Ruslan Khasanov Imagens: Dela Chihuly, Marìa Cristina Faleroni, Andrey Bobir, Audrey Kawasaki, Natalie Shau, Ruslan Khasanov, Kagaya Yutaka, Gaston Bussiere, Dela Chihuly, Albert Watson, Howard Schatz, Autumn Sonnichsen, Marc Adamus, Tim Walker, Tami Bone, Marc Adamus

Imagem em destaque: Ruslan Khasanov
Imagens: Dela Chihuly, Marìa Cristina Faleroni, Andrey Bobir, Audrey Kawasaki, Natalie Shau, Ruslan Khasanov, Kagaya Yutaka, Gaston Bussiere, Dela Chihuly, Albert Watson, Howard Schatz, Autumn Sonnichsen, Marc Adamus, Tim Walker, Tami Bone, Marc Adamus

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