Kristen Stewart para Elle, Cara Delevingne para a Vogue…

Que a atriz Kristen Stewart estava se relacionando com mulheres já sabíamos. Agora finalmente ela fala sobre o assunto com tranquilidade, mesma atitude que tomou Cara Delevingne há um ano. As especulações que Cara estava namorando mulheres começou com sua amizade com Rita Ora entre 2012 e 2013. Em julho de 2015 Cara revelou mais sobre seu namoro com a cantora St. Vicente para a Vogue americana que começou no final de 2014, mesmo ano que namorou a atriz Michelle Rodriguez. Um ano depois Kristen fez o mesmo para a Elle britânica de setembro revelando seu amor a Alicia Cargile. Nesse meio tempo foi fotografada namorando a cantora e atriz francesa Soko e Stella Maxwell, ex de Miley Cyrus.

Cara Delevingne

Vogue americana, julho de 2015

Vogue americana, julho de 2015

“Acho que estar apaixonada pela minha namorada é um dos maiores motivos pelos quais estou me sentindo tão feliz com quem eu sou hoje em dia”, afirmou. “E é realmente um milagre que essas palavras tenham saído da minha boca.”

“Levou muito tempo para eu aceitar a ideia, até que, aos 20 anos, eu me apaixonasse por uma garota e reconhecesse que eu tinha de aceitar isso”,

“Mas é só com homens que eu tenho sonhos eróticos. Tive um duas noites atrás em que fui para o banco de trás de uma van com um cara, e tinha um monte de amigos dele ali, e eu praticamente pulei sobre ele.”

“As mulheres são o que me inspira completamente, e elas também têm sido o que me jogou para baixo. Apenas as mulheres me feriram, a começar pela minha mãe.”

“Se um dia eu encontrar um cara por quem me apaixone, gostaria de me casar e de ter filhos. Isso me assusta mortalmente, porque acho que sou bem louca, e eu sempre fico preocupada de o cara cair fora uma vez que ele realmente me conhecer de verdade.”

Saudades desse casal

Saudades desse casal

Para o jornal The New York Times, a modelo britânica se defendeu de algumas pessoas que dentro da própria Vogue falaram que sua bissexualidade seria apenas uma fase temporária.

“Minha sexualidade não é uma fase. Eu sou quem eu sou”, afirmou ela.

Após a publicação, a ativista Julie Rodriguez, criou uma petição, que já está com mais de 21 mil assinaturas, pedindo para que a editora-chefe da Vogue, Anna Wintout, se retrate com a comunidade LGBT, pois a matéria teria reforçado estereótipos.

Durante a resposta a toda essa polêmica, Cara afirmou que ficou lisonjeada com a petição e as pessoas que saíram em sua defesa, mas acredita que não houve maldade por parte do autor.

Vogue UK setembro de 2016

Vogue UK setembro de 2016

Ainda revelou à “Vogue UK setembro de 2016” que está mais apaixonada do que nunca — e ainda comentou a sua sexualidade. Atualmente comprometida com a cantora St. Vincent, ela também já namorou meninos.

“Estou obviamente apaixonada, então se as pessoas quiserem me chamar de gay, ótimo. Os pais dela (St Vincent) têm nos apoiado tanto. Mas somos todos líquidos — nós mudamos, crescemos”, comentou a atriz de 23 anos, que ainda revelou como mudou sua própria postura ao longo dos anos em relação à sexualidade.

“Quando era criança, usava gay como se fosse uma palavra ruim, como em ‘isso é tão gay’. Todos os meus amigos faziam isso”, admitiu ela, que não deixou de destacar o amor que sente por St. Vincent.

“Estou completamente apaixonada… Antes, nem sabia o que era amor — amor de verdade. Eu não entendia a profundidade da coisa. Eu sempre pensei que era você contra o mundo. Agora eu sei que o sentido da vida é o amor. Seja amor por você, pelo mundo ou pelo seu parceiro”, contou.

The chameleonic Cara Delevingne is more than just a series of pretty faces

Detector de mamilos?

Além de vaginas serem incríveis, Cara ainda tem um “detector de mamilos”.

“Eu aposto que qualquer um que esteja com uma camiseta, eu consigo achar o mamilo – na hora! Eu tenho tipo um detector de mamilo”, diz ela.

A atriz então foi desafiada por suas colegas e fez o teste não somente nos seios da Margot Robbie e da Karen Fukuhara, elenco do filme Esquadrão suicida, como também no da jornalista que estava fazendo a entrevista com as musas do filme dos maiores vilões dos quadrinhos.

Durante uma entrevista à Vogue, perguntaram à modelo: “Se o Instagram fosse uma pessoa, o que lhe dirias?”. Ela respondeu: “Porque não posso mostrar os meus mamilos?”, rematou.

Na mesma conversa a modelo confessou que tem uma espécie de obsessão por mamilos e que mesmo com t-shirt ela consegue sempre “detetá-los”.

Kristen Stewart

Elle UK, setembro de 2016

Elle UK, setembro de 2016

“Estou tão apaixonada pela minha namorada. Nós brigamos e voltamos algumas vezes, mas agora é como se… Finalmente eu posso sentir de novo.”

“Quando saía com rapazes escondia tudo porque sentia que banalizavam tudo que tinha a ver com a minha vida privada e não gostava daquilo”, explicou. “Via que faziam quadrinhos sobre mim e pensava: ‘estão fazendo da minha relação algo que não é verdade. Não gosto disso”, acrescenta. No entanto, a grande mudança aconteceu quando teve seu primeiro encontro com uma mulher. “Mudou tudo quando comecei a sair com garotas. Percebi que se escondesse isso era como estar envergonhada do que tinha. Então comecei a me mostrar mais em público. Abri minha vida e sou muito mais feliz”, diz.

A primeira a confirmar a bissexualidade de Stewart foi sua própria mãe. “Por que não é aceitável que agora tenha uma namorada? Ela está feliz. É minha filha e sabe que vou aceitar suas escolhas. Conheci a nova namorada de Kristen e gostei dela”, disse Jules ao The Sunday Mirror.

“Por mais que eu queira me proteger, não quer dizer que preciso esconder”, conta. “Encontrei um lugar onde me sinto confortável.”

Em outubro de 2016 Kristen teve um breve relacionamento com St. Vicente.

 

Categoria: Cunnilingues Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual

Categoria: Cunnilingues
Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual

Atentado nos EUA e casos de homofobia no Brasil são parte de onda conservadora religiosa mundial, diz brasilianista

Ataque em Orlando deixou pelo menos 50 mortos e gerou comoção mundialAtaque em Orlando deixou pelo menos 50 mortos e gerou comoção mundial

Há um paralelo entre o mais letal atentado a tiros da história americana, que teve como alvo uma boate gay e deixou cerca de 50 mortos (entre eles o atirador), e os casos cotidianos de discriminação contra a população LGBT no Brasil: tudo faz parte do avanço de uma onda internacional conservadora movida por motivos religiosos, afirma o historiador e brasilianista James N. Green, professor de História do Brasil na Brown University, nos Estados Unidos.

A diferença é que, se nos Estados Unidos essa onda se alia também ao extremismo islâmico, no Brasil, Green associa o avanço homofóbico ao fortalecimento de grupos religiosos mais radicais, especialmente evangélicos. “É uma homofobia internacional, baseada nas religiões, com conceitos passados, controladores, que criam dentro das pessoas ansiedades, medos e ódios que levam a esse tipo de violência”, analisa.

No Rio para a conferência “Ditadura e Homossexualidades”, realizada no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS) na última segunda-feira, Green estuda há alguns anos o tema da homossexualidade no período do regime militar brasileiro.

É cofundador do primeiro grupo de afirmação da identidade homossexual no Brasil, o “Somos”, e lançará em junho do ano que vem a biografia de Herbert Daniel, ex-guerrilheiro que sofreu o preconceito da própria esquerda e se transformou num dos pioneiros não só do ativismo gay no Brasil, mas também no combate à discriminação contra portadores do HIV.

Chamava-se Herbert Eustáquio de Carvalho, mas foi como Herbert Daniel, juntando o nome de batismo e o codinome da guerrilha, que ele se tornou mais conhecido. Revolucionário e gay: a vida extraordinária de Herbert Daniel é o título da biografia do ativista, que morreu de Aids em 1992.

Discípulo de Thomas Skidmore, morto no último sábado, Green assumiu desde 1999, com a aposentadoria do mestre, a cátedra de História do Brasil na Brown University. Ele destaca o legado de Skidmore no estudo de temas brasileiros contemporâneos, diz que muitos estereótipos sobre o país persistem lá fora e que ainda hoje segue aprendendo sobre a terra que estuda há 43 anos.

Leia os principais trechos da entrevista

BBC BrasilÉ possível apontar paralelos entre o atentado nos EUA e a situação do Brasil?

James N.Green Sim, porque é uma onda conservadora internacional. São muitos fatores que explicam, e um deles é uma reação forte, desde o 11 de setembro, senão antes, a ideias culturais e liberdades sexuais que cada vez mais ficam visíveis. São ideologias reacionárias, de muçulmanos e cristãos, contra essas liberdades. Aqui no Brasil não são os muçulmanos, mas evangélicos, contra os gays.

É uma onda conservadora religiosa, que questiona avanços mundiais sobre liberdades, ameaçados nesse momento. A ideologia xiita contra ideias e comportamentos diferenciados é a mesma ideologia que proíbe ideias não tradicionais nas escolas, como essa campanha “Escola sem Partido”, que é muito reacionária.

(Eduardo) Cunha representa essa onda conservadora e possivelmente não vai ser impedido dentro do Congresso. É o exemplo de consolidação de uma força conservadora, religiosa, e não de uma religião específica – porque aqui não são os muçulmanos, e no atentado em Orlando vê-se a onda conservadora que passa pelo mundo islâmico.

Green‘Aqui no Brasil não são os muçulmanos, mas evangélicos, contra os gays’, diz Green

BBC BrasilComo combater essa onda?

GreenCom intransigência na defesa dos direitos já conquistados. Movimentos pela laicidade do Estado têm que ficar mais eficientes e não recuar. Essas ideias de maior liberdade são novas, modernas, vêm do Iluminismo e têm que ser defendidas.

(Donald) Trump, Cunha, (Michel) Temer, tudo é parte dessa onda. Temer faz parte dessa onda, a aliança dele é com essa onda conservadora. O fato de eles estarem tentando manter Cunha no Congresso é um exemplo. Sua base é o setor superconservador da sociedade brasileira.

BBC BrasilNos Estados Unidos, especificamente, como analisa o impacto do atentado sobre o debate pela redução do número de armas de fogo?

GreenÉ impressionante como, com esse número de atentados, violências, mortos, ainda se consegue dizer que não tem nada a ver com o acesso às armas nos Estados Unidos. Claramente tem a ver, é uma cultura violenta, em que qualquer pessoa pode andar com armas. A direita americana tem consolidado a ideia de que qualquer tentativa de controlar armas é um ataque contra eles como pessoas. É uma noção individualista.

Trump está aproveitando isso de um lado e, de outro, a xenofobia contra qualquer muçulmano. Ele vai usar isso na campanha eleitoral. Vai coincidir com o racismo embutido na sociedade americana e reforçar a ideologia contra o estrangeiro, contra o outro. Vai justificar suas declarações horríveis sobre a necessidade de controlar a entrada de qualquer muçulmano no país.

É uma violação básica da Constituição americana, que é contra a discriminação por religião. Não dá para dizer: podem entrar cristãos, mas não católicos, podem protestantes e judeus, mas não muçulmanos. Infelizmente, a ignorância, a falta de conhecimento, o medo, a histeria, vêm criando um clima odiento.

BBC BrasilO senhor escreveu vários livros sobre o tema da homossexualidade durante a ditadura. Como era ser homossexual naquele período?

GreenEsse período é complexo e cheio de contradições. A homofobia existia antes de 1964, preconceito contra homossexual, lésbica, isso existia na sociedade brasileira há muito tempo. Era uma ideologia promovida pela Igreja Católica e pelo discurso médico legal que considerava o homossexual uma pessoa defeituosa. Infelizmente existia um discurso homofóbico dentro das esquerdas que estavam na oposição à ditadura.

A partir de 1968, 1969, nos Estados Unidos e na Europa, surgem movimentos de gays e lésbicas reivindicando participação efetiva na sociedade e contra a discriminação. Mas não pôde surgir esse movimento no Brasil, onde todas as condições estavam dadas, porque justamente neste momento surgem o AI-5 (Ato Institucional nº 5, que marcou o endurecimento dentro do próprio regime ditatorial) e a repressão à oposição.

Quando se criaram as condições de sociabilidade homossexual e de mudança nesse tipo de cultura, para reivindicar transformações, não é permitido, pela repressão, pelo AI-5, pela censura, pela tortura, pelo medo, pela impossibilidade de organizar grupos.

Só quando a abertura já estava em curso as pessoas puderam pensar nessa possibilidade de organização. Aí fundam a primeira revista que luta pelos direitos dos gays, Lampião, publicada no Rio de Janeiro, e paralelamente o primeiro grupo de afirmação homossexual, o Somos, do qual fui um dos cofundadores.

BBC BrasilA ditadura então atrasou a luta pelos direitos homossexuais no Brasil.

GreenAtrasou pelo menos dez anos. Se não fosse o AI-5, o Brasil teria sido um dos países pioneiros nas conquistas. Embutido no golpe de 64, nos movimentos que apoiaram o golpe, estava uma ideologia muito conservadora, muito controladora. A direita, entre 64 e 69, argumentava que a esquerda promovia corrupção da sociedade, sexo, drogas e homossexualidade. E é o contrário da realidade.

BBC BrasilA esquerda também era homofóbica?

GreenInfelizmente, a esquerda nesse momento era homofóbica, se você era homossexual tinha que reprimir sua sexualidade. O melhor exemplo era Herbert Daniel, estou fazendo a biografia dele. Ele descobriu sua homossexualidade, era estudante de medicina em Belo Horizonte e entrou numa organização clandestina, a mesma da qual Dilma também fazia parte.

Sentia que não tinha espaço para a homossexualidade na esquerda naquele momento, e abafa a homossexualidade para ser membro da organização.

São coisas muito contraditórias e quero que as pessoas comecem a ter uma leitura mais sofisticada. Outro exemplo é a expulsão de homossexuais do Itamaraty no governo Médici. Vários são expulsos só por serem homossexuais, não por nenhuma outra coisa. Naquele momento não havia a menor possibilidade de apelar, fazer campanha, estava expulso e pronto.

Green lançará em junho do ano que vem a biografia de Herbert Daniel, ex-guerrilheiro que sofreu o preconceito da própria esquerdaGreen lançará em junho do ano que vem a biografia de Herbert Daniel, ex-guerrilheiro que sofreu o preconceito da própria esquerda

BBC BrasilComo Herbert Daniel nos ajuda a compreender aquele momento?

GreenCom suas 500 e tantas páginas, o livro acompanha essa pessoa muito interessante que vive esses anos da ditadura, entra numa organização clandestina, atua politicamente, participa das ações armadas a partir de 69 e fica na clandestinidade quando a sua organização desaparece.

No exílio, ele faz uma crítica à luta armada e à esquerda por sua homofobia e assume sua homossexualidade. É fundamental nos primeiros anos da abertura, quando é candidato a deputado estadual no Rio pelo Partido dos Trabalhadores e Partido Verde, mas também quando entra no movimento contra a discriminação das pessoas com HIV.

Ele transforma o discurso sobre Aids dizendo que a melhor cura é a solidariedade. Infelizmente, morreu de Aids em 1992. Herbert Daniel representa uma parcela de uma geração muito comprometida com as mudanças sociais, disposta a jogar sua vida nessas mudanças. E soube politizar sua homossexualidade para as transformações sociais.

BBC BrasilO senhor acredita que no Brasil, questão islâmica à parte, os homossexuais estão sujeitos ao mesmo tipo de violência que houve em Orlando?

GreenTotalmente. É o que tem sido. As mortes de homossexuais, travestis, lésbicas, as violências que têm sido documentadas ao longo dos anos… é a mesma situação. Só que nos Estados Unidos é uma tradição de assassinato coletivo. Aqui é mais individual.

Você encontra uma pessoa transexual ou travesti na rua e vai pensar que pode matar, que haverá impunidade, que vai matar e ninguém vai fazer nada. Tudo está ligado. É uma homofobia internacional, baseada nas religiões, com conceitos passados, controladores, que criam dentro das pessoas ansiedades, medos e ódios que levam a esse tipo de violência.

BBC BrasilO senhor é o sucessor de Thomas Skidmore, que morreu sábado, em sua cátedra na Brown University. Em sua análise, em que medida Skidmore mudou o paradigma dos estudos sobre o Brasil?

GreenEle representava o brasilianista em si, uma pessoa de fora que vem para analisar o país. Isso gerou um certa reação contra o gringo que vem aqui para falar sobre o país, especulações, forças nefastas etc.. Ele estudou algo que ninguém estava estudando, história contemporânea. Nesse momento, os historiadores brasileiros estavam preocupados com a censura e a repressão.

O debate lá fora era se o Brasil era um país feudal, capitalista, etc. e ele diz não, vamos escrever sobre a história presente. Fez um trabalho sistemático para criar uma narrativa sobre aquele período. Foi também dos primeiros a escrever sobre o pensamento brasileiro sobre raça, branqueamento da sociedade. É para mim um ícone, a essência do que é o brasilianista, sendo um democrata, liberal, progressista, que ele era. Denunciou também tortura e repressão no Brasil, num momento em que o Itamaraty estava dizendo que não havia tortura no Brasil.

Homenagem às vítimas do ataque à boate em Orlando‘Só que nos Estados Unidos é uma tradição de assassinato coletivo. Aqui é mais individua, diz Green sobre assassinatos de homossexuais no Brasil

BBC BrasilComo é hoje, lá fora, o interesse pelo Brasil?

GreenAinda muito aleatório. As pessoas que sabem português quando chegam à universidade são ou filhos de brasileiros ou portugueses, ou que fizeram intercâmbio no colégio e caíram aqui ou pessoas cujos pais eram missionários ou ligados a multinacionais e moraram alguns anos no Brasil ou Portugal. As pessoas não sabem muito sobre o Brasil, infelizmente. Quando se fala que você é do Brasil, alguns, ou quase todos os estereótipos permanecem.

A gente faz todo o possível para modificar isso. Se não tem contexto, é muito difícil entender o Brasil. Tom Jobim disse bem: “O Brasil não é para principiantes”. É muito complicado. Eu que convivo com o Brasil há 43 anos, que morei aqui seis anos, sou brasilianista, não entendo nada nesse país…. (risos) A elite desse país tem uma capacidade de conciliação, de sobrevivência, de aparentar que está mudando para não mudar nada, que é fenomenal.

Nesse momento em que se fala de corrupção, estou esperando a anistia. Vão anistiar como em 79, quando os torturadores não foram punidos. É a capacidade da elite brasileira de sobreviver. O espetáculo que foi aquela votação (do impeachment de Dilma Rousseff) reforçou como estão atrasados os políticos brasileiros, representam o pior do país, não o melhor. Isso eu aprendi. O Brasil mudou muito, mas não mudou muito.

Categoria: Cunnilingues Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual Fonte: BBC Brasil

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Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual
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“Ela não tem censura e traz esta curiosa combinação entre ser nova no ramo e ter incrível talento. Não tem hábitos ruins ou filtros, fala o que está pensando, é uma das pessoas mais dedicadas que já conheci. Sua capacidade de atuação vai surpreender, ela nasceu para ser atriz.” David Ayer

Um dos primeiros posts desse blog há 2,5 anos seria exatamente sobre a aniversariante de hoje, Cara Delevingne. Foi quando soube de sua feliz existência.

Na época ela namorava Rita Ora. Pensei em escrever rápido antes que o namoro acabasse. O tempo passou e ela já deu umas beijocas na Rihanna, Michelle Rodrigues, Miley Cyrus, Sienna Miller, Suki Waterhouse e agora St. Vincent.

Cara é pura personalidade, não é a toa que logo no inicio de carreira foi chamada para atuar no curta-metragem de Karl Lagerfeld com Géraldine Chaplin. Sim, ela canta.

O crítico Justin Chang, da “Variety”, já se desdobrou em elogios, dizendo que Delevingne é “o verdadeiro achado do filme” Cidades de papel, baseado na obra de John Green, e que “a julgar por seu trabalho neste filme, esta atriz marcante chegou para ficar”.

Com as irmãs mais velhas, Poppy e Chloe

Com as irmãs mais velhas, Poppy e Chloe

O criador de Margo, John Green, escreveu em e-mail que a atriz “capta a desconexão” entre a imagem que Quentin -o vizinho representado por Nat Wolff-tem de Margo e a imagem que a própria Margo tem de si.

Cara Delevingne cresceu em uma família londrina privilegiada, mas longe de perfeita.

Joan Collins é sua madrinha. Seu pai, Charles, é incorporador imobiliário, e sua mãe, Pandora, está escrevendo um livro de memórias sobre a dependência que teve de heroína durante anos.

A família Delevingne

A família Delevingne

“Fiz muita terapia quando era menina e odiava. Você se acostuma a repetir a mesma coisa inúmeras vezes, até que vira uma história”, comentou Delevingne. “Eu sempre quis ser atriz, desde que tinha quatro anos. Quando eu era mais nova eu me odiava, então preferia ser outras pessoas.”

Cara e Lady Eloise Anson para a Vogue italiana

Cara e Lady Eloise Anson para a Vogue italiana

Ela estreou como modelo com uma sessão de fotos para a “Vogue” italiana com Bruce Weber em 2003, aos dez anos de idade, assinou contrato com a prestigiosa agência de modelos Storm em 2009 e levou para casa o troféu de Modelo do Ano nos British Fashion Awards em 2012 e 2014. Apesar disso, ser modelo nunca foi seu sonho, disse.

Em seu primeiro papel no cinema, como princesa em “Anna Karenina” (2012), ela passou horas arrumando cabelos e maquiagem para a tomada.

“Então o diretor chegou e disse: ‘Pare de ser modelo. Pare de tentar ficar linda.’”

Delevingne teve papéis coadjuvantes em “London Fields”, “Peter Pan”, “The Face of an Angel”, “Tulip Fever” e “Kids in Love”.

A Revista Capricho cita 15 motivos porque Cara Delevingne é tão incrível:

1. Cara é linda!
A gata tem uma beleza natural e conquistou o mundo com seus olhos azuis e suas sobrancelhas grossas.
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2. Ela é uma modelo incrível
Rosto de marcas como Burberry, Chanel e DKNY, Cara foi eleita a modelo do ano de 2015 pelo British Fashion Awards. Poderosa!
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3. Ela provou que também é uma atriz impressionante
A gata já tinha feito participações em alguns filmes, mas este ano Cara brilhou no cinema ao assumir o papel de Margo, a protagonista de Cidades de Papel. Ela ainda estará nos longas Pan e Esquadrão Suicida, que estreiam, consecutivamente, no final deste ano e no ano que vem.
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4. Ela canta…
Como se não bastasse mandar bem no mundo do cinema e da moda, Cara também arrasa na música. Em abril, ela cantou a música CC The World com Pharrell em um desfile da Chanel e surpreendeu todo mundo.
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5. …e toca bateria!
Cara aprendeu a tocar bateria aos 10 anos de idade e nunca mais parou. Por esse motivo, ela arrasa nos batuques.
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6. Ela também toca violão. De costas!
Tá achando pouco saber cantar e tocar bateria? Isso não é nada para Cara. Ela também manda bem na guitarra e no violão. No programa espanhol El Hormiguero, ela mostrou que sabe fazer dedilhados e até toca com o instrumento nas costas!
7. É uma amiga companheira
Taylor Swift, Kendall Jenner, Rihanna, John Green… Todos estão aí para provar que Cara adora apoiar os amigos e que corre para perto deles sempre que pode. Vem ser nossa amiga também, sua linda!
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8. Manda bem no beatbox
Durante a agenda de divulgação de Cidades de Papel, Cara deu em entrevista no programa The Tonight Show, do Jimmy Fallow, e deixou todo mundo de boca aberra ao fazer um beatbox . Os talentos não acabam mais!tumblr_nrp1oqIqyK1s22rc8o1_500
9. Não esconde o romance dos migos
Gigi Hadid e Joe Jonas até tentaram disfarçar o romance, evitando falar sobre o assunto, mas aí a Cara foi lá e – PÁ! – postou logo uma foto dos dois juntos e ainda deu o melhor nome de casal que eles poderiam ter: G.I. Joe!
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10. É autêntica
A modelo/atriz/cantora/baterista/etc não tem medo de ser ela mesma, fazer o que tem vontade e dizer o que pensa. Ela vive postando caretas no Instagram e, recentemente, tem falado abertamente sobre sua bissexualidade. “Não é uma fase”, explicou a modelo depois que a revista Vogue comentou que seu interesse por garotas poderia ser temporário.
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11. Defende os animais
Desde pequena, Cara sempre gostou muito de bichinhos. Quando cresceu, ela, que tem até um coelhinho de estimação, passou a apoiar campanhas contra o abuso dos animais. Own!
12. Arrasa nos looks…
Como toda boa modelo, Cara sabe ir do estilo street ao glam com a maior facilidade. Seja de jeans e touquinha ou de salto e blazer, ela está sempre vestida para deixar as inimigas no chão de inveja.
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13. …e nos makes!
A gata não tem medo de ousar e isso, é claro, reflete em suas maquiagens. Olho esfumado, batom vermelho, delineado gatinho, sombra berinjela ou laranja… Todos têm chance com Cara!
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14. É simpática
A gente já entrevistou a gata aqui na CAPRICHO e garante: ela é a simpatia em pessoa. Cara é divertida e autêntica com qualquer um que chegar perto dela. “Eu amo tentar conhecer pessoas estranhas, sentar com elas e descobrir mais sobre seus amores, suas lutas e tudo o mais”, contou à revista Vogue.
15. Ela não se importa em demonstrar o seu amor
Por exemplo, Cara ama tanto bacon que até tatuou a palavra na sola do pé! Hahaha. Garota da zoeira.

Não contente veja aqui mais 50 curiosidades sobre Cara Jocelyn Delevingne.

Categoria: Cunnilingues Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual Fonte: Jornal Agora MS

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Fonte: Jornal Agora MS

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Não vou dizer que nunca desconfiei

45Não sou do tipo homossexual que vê viadagem em tudo. Por exemplo, acho inadmissível ver viadagem em Sherlock Holmes e John Watson, mas sobre esse assunto falo outro dia. Estou falando da serie Jonny Quest e sua família aventureira e sem a presença de uma figura feminina constante. Lembrando que Roger “Race” Bannon tem uma filha, Jessica “Jesse” Bannon com uma arqueóloga. As vezes ela participa de algumas aventuras com a família Quest. Porém ele e o Dr. Quest, não vou dizer que ali tinha, mas não me surpreende.

Apenas mais um lembrete, o diretor Robert Rodriguez de Sin City e Um drink no inferno vai adaptar o desenho para a Warner Bros e quem sabe ampliar nossa interpretação de Jonny Quest

Categoria: Cunnilingues Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual

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Duas maneiras de ser

Texto de Guy Franco

Foto de Ellen von Unwerth

Foto de Ellen von Unwerth

Poucos comentam, mas quando você é um homossexual, a cada dois meses chega à sua casa uma cartinha da comunidade LGBT com uma lista detalhada de tudo o que você fez de certo e de errado pela causa. Nos últimos anos, vieram tantas coisas na lista do que fiz de errado, que hoje já nem abro mais essas cartinhas. Deixo tudo jogado pelos cantos da casa e no porão, junto com os bolivianos que trabalham na minha confecção de macacão infantil.
É muito difícil agradar a comunidade LGBT. Pago o sindicato há mais de 10 anos e ainda preciso atender a uma série de obrigações, como falar bem de quem eles pedem, votar nos deputados que defendem a causa, compartilhar vídeos de geneticistas, aparar os pelos do peito, chamar Laerte de gênio e ignorar solenemente aquele filme J. Edgar, do 1Clint Eastwood. Podem me chamar de Heloísa Périssé, mas não é porque eu optei por uma sexualidade que sou obrigado a seguir nada disso.
Quando eu decidi me tornar um homossexual, no inverno de 1999, pensei que fosse ter maior liberdade do que os heterossexuais. Se eu soubesse que haveria tantas restrições, teria me filiado a outra minoria desfavorecida, como a das domésticas ou a dos neopentecostais. Sim, eu sei que a vida de uma doméstica não é tão extravagante quanto a de um homossexual médio (aquele que tira foto em frente ao espelho), mas pelo menos as domésticas podem compartilhar imagens com mensagens edificantes no Facebook sem serem julgadas por isso.
Afinal, o que queremos quando assinamos um contrato de homossexualidade? Homens, sem dúvida. E praticidade – sexo fácil. Como também o direito de não precisar pagar a conta da pessoa com quem estamos ficando.
Eu não tenho dinheiro para ser um heterossexual. Vim de uma família humilde e não tive a sorte de encontrar um homem maduro (de preferência gringo e peludo) que me sustentasse. Se eu fosse um velho rico, deixaria toda a minha herança para um homossexual mais jovem que não tivesse como se sustentar sozinho também. Essa, aliás, era a ideia por trás da homossexualidade na antiguidade (quando ainda chamavam de homossexualismo) – um meio de facilitar a ascensão de jovens sem condições financeiras. A homossexualidade foi um dos primeiros programas de assistência social do mundo.
Quando me perguntam se eu não teria vergonha de ser sustentado por um homem maduro (de preferência gringo e peludo), respondo que não, imagina, nunca leu os clássicos? Antes um acordo voluntário entre dois adultos do que ser sustentado por um sistema coercivo que tira dinheiro de quem eu não conheço.
Por isso, sempre que perguntarem a você por que assinou aquele contrato de homossexualidade, no inverno de 1999, responda que não é da sua conta. E, mais importante, peça para ler os clássicos – pode começar com Petrônio.
Quanto às cartinhas da comunidade LGBT, jogue tudo no lixo. Pode parecer incrível, mas há homossexuais que sabem pensar por si e não dependem dos neurônios dos outros para tomar uma decisão. Ser gay é ser livre.

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Toque de veludo

Já devia ter posto por aqui esse filme. Simplesmente sensacional para quem quer ter uma pequena visão sexual da era vitoriana. Vale muito apena. Prestem atenção na beleza estonteante de Rachael Stirling. Boa diversão!
Sinopse: O Filme conta uma história de amor entre duas mulheres no século 19. “Toque de Veludo” ou “Amor na Ponta da Língua” (exibido na GNT), um drama de sucesso da BBC, baseado em romance de Sarah Waters. Em três episódios, a série conta uma história de amor entre duas mulheres no século 19. Trata-se de uma história sensual. Impecável nos cenários da época vitoriana, a boemia londrina em 1890, o glamour, as perversões, a luxúria, a miséria e os vícios de uma sociedade.

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Saudações a Cassandra Rios

“Senhorita Eudemônia, todos aqueles que quiseram se libertar do instinto pervertido foram bem sucedidos em nossas clinicas. Tornaram-se criaturas normais e muitos deles hoje possuem seu próprio lar e até filhos”. Trecho do livro Eudemônia de 1956. Essas palavras lembram algo?

Outro dia assisti uma das adaptações para o cinema de um livro de Cassandra Rios (1932-2002), fiquei chocada. Não pelo teor erótico, pois adoro um pornô e nivelo as trizes desse gênero como o de qualquer outro, a questão é, o Snoopy foi usado como objeto masturbatório. Ariella foi dirigido por John Herbert (1929 -2011) e estrelado por Nicole Puzzi, Herson Capri, John Herbert e Christiane Torloni em seu primeiro papel em longa metragem. Não achei o filme ruim, ao contrário gostei mais dele, em comparação a Toda nudez será castiga, adaptação feita por Arnaldo Jabor da obra de Nelson Rodrigues.

Capas dos livros de Cassandra Rios

Capas dos livros de Cassandra Rios

Falar da obra de Cassandra Rios é mais difícil que a censura em dizer sim ou não. Para Jorge Amado, era a melhor escritora do país, já Marcelo Rubens Paiva diz que, para entender Cassandra Rios devemos levar em consideração sua época e ambiente.

005-CASSANDRAEntão vamos para 1948, uma adolescente de 16 anos com um livro intitulado A volúpia do pecado. 1948? Ela tornou-se percursora da literatura homossexual brasileira. O primeiro romance de temática lésbica a alcançar repercussão nacional foi seu livro de estreia.  Cassandra Rios chegou a vender mais de 300 mil exemplares em 1 ano, um verdadeiro best seller para a época, feito alcançado décadas depois por Paulo Coelho. Segundo Adriane Piovezan “a homossexualidade só aparecia, na literatura do final do século XIX e na primeira metade do século XX associada a três tabus: o pecado, a patologia e o crime. Esses elementos não estão na narrativa de Cassandra; pelo contrario; aparecem como forma de repressão e (ou) preconceito que suas personagens enfrentam. Por isso, as minorias sexuais, que não eram sequer pensadas como tal no Brasil daquela época, perceberam naqueles livros uma oportunidade de terem retratados aspectos de seu cotidiano em uma obra literária”. Ver matéria completa aquianúncio-dos-livros-da-Cassandra-Rios

Uma questão abordada em uma das ultimas entrevistas de Cassandra Rios para a revista TPM é a pornografia. Afinal seu nome é automaticamente associado a pornografia. Há uma barreira e inúmeras teorias sobre onde termina o erótico e inicia o pornográfico. Para ser erótico ele precisa estar amparado em algumas premissas, um contexto, um texto explicativo, uma visão “poética” qualquer. O que se considera pornográfico é o ato pelo ato, sem preliminares. Mas eu pergunto, uma mulher pelada X difere em que de uma mulher pelada Y?  A Y tem duas xoxotas?

“Ah, prefiro obscena! É uma palavra bonita, sensual. “Pornográfica” já é outra coisa. Devia ser “porco-gráfica”! [Risos] Meus livros não são pornográficos. São livros de amor. Falam da atração que uma pessoa exerce sobre a outra. Há aquele processo de se interessar, de namorar” diz a escritora.

Mas isso não é importante. Importante é o seguinte: Cassandra Rios escreveu quase cinquenta livros e não encontramos nem um décimo de sua obra reeditada. Foi em seu tempo, um dos escritores mais lidos no Brasil, levando em conta que vivemos num país de não leitores, para não dizer analfabetos funcionais. Como mencionei, foi pioneira em retratar o submundo gay. Em sua obra era recorrente fazer alusão a lugares e comportamentos típicos homossexuais. Em uma de suas obras faz referencia ao Ferro’s bar, que em seu livro ficou como Aços bar, frequentado por mulheres que amavam mulheres.Cópia de Cassandra Rios-vedetes

Cassandra Rios: A Safo de Perdizes – Entrevista com Hanna Korich

Mesmo levando em consideração as palavras de Waldenyr Caldas:

“Tanto Cassandra Rios como Adelaide Carraro tiveram todos os seus livros publicados censurados e impedidos de serem comercializados . Mas o recolhimento dessas obras pela censura federal não representava uma preocupação estética ou algo semelhante para com a cultura brasileira. Significava, isto sim, apenas um comportamento político do Estado. Essas apreensões deveram-se, fundamentalmente, ao fato de que essa literatura fere os valores da cultura afirmativa ao apresentar o corpo enquanto instrumento de prazer. Porém, é bom que se diga, não se trata propriamente do prazer; mas de um pseudoprazer, do prazer fetichizado. E “a proibição de oferecer o corpo no mercado, como instrumento de prazer, em vez de instrumento de trabalho, é uma das raízes sociais e psíquicas fundamentais da ideologia burguesa-patriarcal”. Assim, a sub-literatura, enquanto pseudoprazer, assume mais uma vez a função de engodo, do grande público, na medida em que passa a servir de “válvula de escape” aos instintos sexuais reprimidos em virtude da instrumentalização do corpo, imprescindível ao modo de produção capitalista”. 50 tons de cinza?

Mais capas de Cassandra Rios

Mais capas de Cassandra Rios

Entre lançar um livro ruim, repleto de clichês lésbicos e não publicar nada, qual a leitora lésbica prefere?

“A partir de 1990, a literatura homossexual feminina assume um perfil engajado, de afirmação positiva dessa minoria. Ao privilegiar protagonistas atraentes e bem sucedidas, acabam assim, enquadrando o lesbianismo nos padrões hegemônicos da sociedade, com seus valores heterossexuais e mercadológicos. Um discurso que pode ter boas intenções políticas, mas faz alusão a um mundo artificial, distante do cotidiano concreto dos homossexuais”, diz Adriane Piovezan.

O tempo passa e eles sumiram das prateleiras...

O tempo passa e eles sumiram das prateleiras…

Interessante mencionar a forma com que o homossexual deve ser apresentado numa obra. A diferença da obra de Cassandra Rios para a literatura gay feita hoje, não parte apenas de heterossexuais preocupados em vender uma história, mas o mais interessante é ver veículos feitos por homossexuais com pensamentos idealizados e irreais sobre o mundo gay. Basta verificarmos no site da editora Malagueta as inúmeras “preferências” sobre como deve ser um livro lésbico. Com finais felizes? Pensei que essa questão cabia apenas ao escritor, isso quando a literatura é vista como expressão artística e não mercadológica. Não sei o que seria apresentar personagens como pessoas e não como objetos (pornografia). Tá, sei que você tem uma teoria sobre isso.

Cassandra Riso foi boa escritora? Olha, há controvérsias  Digo que, sua obra é melhor do que a maioria dos livros com temática lésbica lançados nos últimos anos. Não é possível dizer que é alta literatura, mas não deixa de fazer um retrato comportamental da sociedade da época. O que o torna válido.

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Categoria: Cunnilingues Sobre: LGBT, Gêneros, identidade sexual

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A versatilidade do vovô

Um senhor chines de 72 surpreendeu ao posar como modelo para as roupas femininas da loja da neta na China. Liu Xianping mostrou bom humor ao participar de uma campanha publicitária da loja Yuekou (link).

1Tudo começou com uma simples brincadeira quando ajudava a combinar roupas com a neta, que aproveitou a deixa e resolveu lança-lo ao mundo das top models!

1Ok,brincadeiras a parte, o senhor, que não é nenhuma Gisele ou Cindy, se tornou um sucesso na internet. E quando questionado sobre a campanha e o preconceito rebateu sobre o porque homens deveriam ser condenados por vestir roupa feminina.

2Agora só resta saber se ele virou um adepto do crossdressing!

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