Já ouviu Carmen Miranda hoje? Parte 2

Pelé, Santos Dumont, Tom Jobim, dom Pedro 2º, Carmen Miranda, Machado de Assis. Estas são as únicas figuras brasileiras comparáveis a Oscar Niemeyer em matéria de importância histórica e influência nos destinos da humanidade. O arquiteto mais famoso do Brasil foi um mestre em desenhar curvas no concreto armado e levou poesia à paisagem das grandes cidades a partir da década de 1930. Sua extensa carreira foi laureada em 1988 com um Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura, na única vez em que o prêmio foi dividido (no caso, com o norte-americano Gordon Bunshaft).

Pelé, Santos Dumont, Tom Jobim, dom Pedro 2º, Carmen Miranda, Machado de Assis. Estas são as únicas figuras brasileiras comparáveis a Oscar Niemeyer em matéria de importância histórica e influência nos destinos da humanidade. O arquiteto mais famoso do Brasil foi um mestre em desenhar curvas no concreto armado e levou poesia à paisagem das grandes cidades a partir da década de 1930. Sua extensa carreira foi laureada em 1988 com um Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura, na única vez em que o prêmio foi dividido (no caso, com o norte-americano Gordon Bunshaft).

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Quinze perguntas do jornalista e crítico cinematográfico Leon Cakoff à Dulce Damasceno de Brito sobre a personalidade de Carmen Miranda

Ela gostava de repetir algum provérbio em situações difíceis ou alegres? Não. Mas adorava contar piadas

Ela gostava de repetir algum provérbio em situações difíceis ou alegres?
Não. Mas adorava contar piadas “sujas”, mesmo nos momentos mais difíceis.

Usava muita giria? Alguns palavras especiais ou palavrões em português, inglês ou espanhol ou palavras por ela inventadas? Porra, puta merda, puta que pariu, caralho, filho da puta, é uma bosta, na batata, tá no papo, tô de saco cheio, chato pra burro, é uma foda, etc. Em ingles: shit, son of a bitch, fuck yourshelf, holly cow, go to hell, etc. Não usava espanhol, a não ser quando se juntava a sua amiga porto-riquenha, Chita Riviera.

Usava muita giria? Alguns palavras especiais ou palavrões em português, inglês ou espanhol ou palavras por ela inventadas?
Porra, puta merda, puta que pariu, caralho, filho da puta, é uma bosta, na batata, tá no papo, tô de saco cheio, chato pra burro, é uma foda, etc. Em ingles: shit, son of a bitch, fuck yourshelf, holly cow, go to hell, etc. Não usava espanhol, a não ser quando se juntava a sua amiga porto-riquenha, Chita Riviera.

Temperamento emocional, as variações e decorrências? Alegre e divertida e, de repente, lembrando-se do Brasil, amarga e decepcionada. Lamentava-se

Temperamento emocional, as variações e decorrências?
Alegre e divertida e, de repente, lembrando-se do Brasil, amarga e decepcionada. Lamentava-se “Afinal a Greta Garbo e a Ingrid Bergman levaram 20 anos para voltar a Suecia, sua patria natal, e interpretaram personagens inglesas, francesas e americanos e nunca forma criticadas por isso. E eu… Taxada de americanizada, quando nem me naturalizei aqui como Marlene Dietrich que é alemã… Eu não poderia passar o resto da vida só fazendo de brasileira nos filmes, mas ninguém entende isso.

Vícios? Remédios. Era hipocondríaca,

Vícios?
Remédios. Era hipocondríaca, “receitava” para os amigos – a gente chegava lá com dor de cabeça ou de estomago ela abria logo a celebre maleta preta dos remédios e trazia um comprimido. Álcool: uísque puro, enxaguado com água em seguida, ou scotch on the rocks. Quando bebia sentia-se muito sexy e beijava todo mundo especialmente os homens. Também fumava muito, mas com filtro e piteira.

Manias? Significado e interpretações dos sonhos. Exemplo:

Manias?
Significado e interpretações dos sonhos. Exemplo: “A noite passa, sonhei com um bebe lindo. Hoje não vou ter sorte em nada…” Ou: “Sonhei que estava fazendo cocô. Significa que hoje é meu dia de sorte, my lucky day! Vou telefonar à agência e assinar o contrato em Las Vegas!”

Preconceito? Nenhum. Nem racial, nem religioso. Apesar de muito católica casou com um judeu e se dava muito bem com os negros.

Preconceito?
Nenhum. Nem racial, nem religioso. Apesar de muito católica casou com um judeu e se dava muito bem com os negros.

Manias? Significado e interpretações dos sonhos. Exemplo:

Manias?
Significado e interpretações dos sonhos. Exemplo: “A noite passa, sonhei com um bebe lindo. Hoje não vou ter sorte em nada…” Ou: “Sonhei que estava fazendo cocô. Significa que hoje é meu dia de sorte, my lucky day! Vou telefonar à agência e assinar o contrato em Las Vegas!”

Discussões e opiniões politicas sobre a época vivida. Algum envolvimento emocional? Gostava de homens autoritários na política, mas não dos ditares, apesar de admirar Getúlio Vargas, seu grande fã e com que teve um rápido romance. Adorava o presidente Franklin Roosevelt ( para quem cantou na Casa Branca) e achava o regime democrático norte-americano o ideal do mundo.

Discussões e opiniões politicas sobre a época vivida. Algum envolvimento emocional?
Gostava de homens autoritários na política, mas não dos ditares, apesar de admirar Getúlio Vargas, seu grande fã e com que teve um rápido romance. Adorava o presidente Franklin Roosevelt ( para quem cantou na Casa Branca) e achava o regime democrático norte-americano o ideal do mundo.

Cores preferidas? Vermelho. Seguido do verde-amarelo, que respeitava muito por ser as cores de nossa bandeira. Gostava de cores alegres e berrantes.

Cores preferidas?
Vermelho. Seguido do verde-amarelo, que respeitava muito por ser as cores de nossa bandeira. Gostava de cores alegres e berrantes.

Observações ou críticas aos americanos e a engrenagem de Hollywood? Nenhuma crítica. Adorava o

Observações ou críticas aos americanos e a engrenagem de Hollywood?
Nenhuma crítica. Adorava o “star system” do qual fazia parte “por um milagre de Deus”, como dizia. Mesmo depois quando se tornou “free lancer” – Libertando-se do contrato a que estivera presa e obediente durante sete anos – gostava adulação que recebera como estrela da Fox. Como já havia chegado com nome feito (nos palcos da Broadway), não precisou lutar tanto em Hollywood para vencer (“o estrelato estrelato foi tão fácil para mim!”) e tinha pena das “starlets” ambiciosas que tinham que dormir com os produtores para conseguir algum papel nos filmes

Algum indicio de personalidade feminista? Sim e não. Gostava da mulher emancipada independente, considerando-se uma delas. Mas achava que uma mulher não é completa sem amor e o apoio de um homem. E vice-versa.

Algum indicio de personalidade feminista?
Sim e não. Gostava da mulher emancipada independente, considerando-se uma delas. Mas achava que uma mulher não é completa sem amor e o apoio de um homem. E vice-versa.

Opiniões sobre o sexo e a moral sexual. Supermoderna, liberal e compreensiva com relação a quaisquer tipos de casos amorosos, inclusive os homossexuais, mas no íntimo apegada ainda às convenções por motivos religiosos, respeitando muitíssimo o casamento

Opiniões sobre o sexo e a moral sexual.
Supermoderna, liberal e compreensiva com relação a quaisquer tipos de casos amorosos, inclusive os homossexuais, mas no íntimo apegada ainda às convenções por motivos religiosos, respeitando muitíssimo o casamento “de papel passado” (como fora o seu), que considerava ideal para solidificar o amor. Muito “sexy” e maliciosa.

Demonstrava alguma preocupação com as variações do seu carisma? Sim, por que embora realizada como artista, era um tanto insatisfeita consigo mesma e esforçava-se para fazer os shows cada vez melhor, ficando deprimida quando achava que não havia dado o máximo

Demonstrava alguma preocupação com as variações do seu carisma?
Sim, por que embora realizada como artista, era um tanto insatisfeita consigo mesma e esforçava-se para fazer os shows cada vez melhor, ficando deprimida quando achava que não havia dado o máximo

Alguma preocupação em investir seus lucros pensando no futuro? Não se preocupava com o futuro e nem com dinheiro. Seu marido e os empresários cuidavam disso. Certa vez no início de sua carreira em Hollywood investiu boa quantia em poços de petróleo e perdeu tudo. Desde então considerava-se uma péssima

Alguma preocupação em investir seus lucros pensando no futuro?
Não se preocupava com o futuro e nem com dinheiro. Seu marido e os empresários cuidavam disso. Certa vez no início de sua carreira em Hollywood investiu boa quantia em poços de petróleo e perdeu tudo. Desde então considerava-se uma péssima “business woman” e recusava a tomar conhecimento dos assuntos financeiros. Só queria saber quanto ganharia, pois orgulhava de ser uma das artistas estrangeiras mais bem pagas dos Estados Unidos

Passava-lhe pela cabeça que a sua imagem era usada como

Passava-lhe pela cabeça que a sua imagem era usada como “prova” da amizade dos americanos com o “exótico” universo latino?
Sabia disso, e francamente gostava da ideia. Dizia “se é verdade que me usam dessa maneira, então devo ser um bom instrumento porque, sendo brasileira, passei a frente das argentinas, colombianas, venezuelanas, mexicanas, peruanas, e porto-riquenhas que falam espanhol – o idioma oficial da América Latina – sendo o Brasil o único de língua portuguesa e, consequentemente, de comunicação mais limitada. É confortante saber que uma simples artista popular como eu possa ter sido usada como arma política. Mas, se não tivesse talento e este carisma que me atribuem, eu não teria sobrevivido, certo?”.

“Comparativamente, a síntese gráfica de suas formas arquitetônicas é semelhante à estilização técnica e gestual da cantora Carmen Miranda, que começou a fazer sucesso nos Estados Unidos exatamente enquanto Costa e Niemeyer construíram o Pavilhão do Brasil na Exposição Universal de 1939, em Nova York. Tanto nele quanto nela, percebe-se uma vocação original para comunicação de massa. Se a extravagancia algo kitsch de Carmen serviria, décadas mais tarde, de inspiração para o Tropicalismo na música popular, Niemeyer não escaparia de ficar associado a um regionalismo tropical, exótico e hedonista, que, no entanto não descreve o aspecto mais importante de sua obra”. - Guilherme Wisnik

“Comparativamente, a síntese gráfica de suas formas arquitetônicas é semelhante à estilização técnica e gestual da cantora Carmen Miranda, que começou a fazer sucesso nos Estados Unidos exatamente enquanto Costa e Niemeyer construíram o Pavilhão do Brasil na Exposição Universal de 1939, em Nova York. Tanto nele quanto nela, percebe-se uma vocação original para comunicação de massa. Se a extravagancia algo kitsch de Carmen serviria, décadas mais tarde, de inspiração para o Tropicalismo na música popular, Niemeyer não escaparia de ficar associado a um regionalismo tropical, exótico e hedonista, que, no entanto não descreve o aspecto mais importante de sua obra”. – Guilherme Wisnik

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Augusto de sapato novo Sobre: Música brasileira - MPB Texto do livro O ABC de Carmen Miranda de Dulce Damasceno de Brito Leon Cakoff, Alepo, 25 de junho de 1948 - São Paulo, 14 de outubro de 2011; Dulce Damasceno Brito, Casa Branca, 1926 — São Paulo, 9 de novembro de 2008; Imagem em destaque: Carmen Miranda entre Dorival Caymmi e Assis Valente

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Augusto de sapato novo
Sobre: Música brasileira – MPB
Texto do livro O ABC de Carmen Miranda de Dulce Damasceno de Brito
Leon Cakoff, Alepo, 25 de junho de 1948 – São Paulo, 14 de outubro de 2011;
Dulce Damasceno Brito, Casa Branca, 1926 — São Paulo, 9 de novembro de 2008;
Imagem em destaque: Carmen Miranda entre Dorival Caymmi e Assis Valente

Tapetum Lucidum – Hélcio Aguirra

Você está vivo

Todo meu respeito[1]


[1] A velha mistura – Golpe de Estado;

Pra quem não é perfeito Cheio de defeitos Você esta vivo Todo meu respeito Viver na ilusão, nessa ficção Cheio de luz, nessa escuridão Atrapalham sua oração Atrapalham seu beijo Todo seu desejo A velha mistura Te mata e te cura Te alegra e te deixa com medo A velha mistura te mata e te cura Acaba com você mais cedo Pra todos efeitos Esse seu jeito É também toda sua verdade Sua defesa, sua necessidade Deixar acontecer O que não aconteceu Porque? Cuspir no prato que comeu Procura conforto na hora do aborto Então um aplique a mais Quem sabe você se dá bem É um aplique a mais Compra de uma falsa paz Porque um aplique a mais Se o mundo roda, roda pra traz A Velha mistura - Golpe de Estado

Pra quem não é perfeito
Cheio de defeitos
Você esta vivo
Todo meu respeito
Viver na ilusão, nessa ficção
Cheio de luz, nessa escuridão
Atrapalham sua oração
Atrapalham seu beijo
Todo seu desejo
A velha mistura
Te mata e te cura
Te alegra e te deixa com medo
A velha mistura te mata e te cura
Acaba com você mais cedo
Pra todos efeitos
Esse seu jeito
É também toda sua verdade
Sua defesa, sua necessidade
Deixar acontecer
O que não aconteceu
Porque? Cuspir no prato que comeu
Procura conforto na hora do aborto
Então um aplique a mais
Quem sabe você se dá bem
É um aplique a mais
Compra de uma falsa paz
Porque um aplique a mais
Se o mundo roda, roda pra traz
A Velha mistura – Golpe de Estado

Uma das poucas bandas nacionais que aparecem no livro Passa lá em casa é justamente o Golpe de Estado. Nunca gostei de Legião Urbana e sempre achei, como a maioria dos críticos, que o Golpe não teve o lugar que merece na cena rocker brasileira. A principal trilha sonora é a música brasileira feita na primeira metade do século XX, leia-se: Carmen Miranda, Dorival Caymmi, Lupicínio Rodrigues, Nelson Gonçalves, com raras exceções. The Cure ali, Julian Casablancas acolá. Já tinha finalizado o livro, ou acreditei que tinha, quando ano passado depois de tanto tempo alguém teve a dignidade de tocar Golpe de Estado. Tinha esquecido ou estava inerte em minha mente, o quanto a banda é legal. Sempre gostei de pessoas que tem uma visão lucida do país em que vivemos, Ultraje a Rigor, Ira, Camisa de Vênus, Raul Seixas ou mesmo Cazuza, em doses moderadas é claro.

Mas voltando no dia em que ouvi A velha mistura corri para o livro e assinalei onde a frase ficaria bacana encabeçando um trecho do livro. O subtítulo desse trecho é: Tapetum lucidum 2[1].


[1] Tapetum lucidum, uma capa de células refletoras situadas por detrás da retina. Estas células refletem os raios de luz que não foram absorvidos no primeiro impacto, concedendo assim aos cones e aos bastonetes da retina uma segunda oportunidade. Estes também são os responsáveis de que os olhos dos gatos brilhem no escuro, já que qualquer pequena luz que recebam se reflete pela retina.

O texto narra aproximadamente o final ou inicio da década de 40. O lugar é uma praia em Santa Monica na Califórnia. Os personagens são Carmen Miranda, Cary Grant, Marilyn Monroe, Greta Garbo e o mordomo de minha vampira, Albert. Eles acabam se deparando com objetos inesperados encontrados nas águas.

Albert corria de braços abertos para as águas. Ele achou um fêmur.

Carmen corria de braços abertos para as águas. Ela achou uma caveira.

Garbo não corria de braços abertos para as águas. Ela preferia ficar sozinha na areia. E por isso mesmo não achou nada.

O acontecimento não se resume num crânio ou fêmur e sim a quem pertenceu àqueles ossos, coisa que o zumbi Albert sabe ao olhar para proporções fora do normal.

Hélcio Aguirra 03 de Março de 1959 – 21 de Janeiro de 2014

Uma pequena homenagem!

Categoria: Espaço Carmen Miranda Subcategoria: Sabra Cadabra Sobre: Heavy Metal

Categoria: Espaço Carmen Miranda
Subcategoria: Sabra Cadabra
Sobre: Heavy Metal

Telefones coloridos

Estive pensando em pôr outras cores aqui – quer dizer, nos telefones. Só tenho telefones pretos. Vai me dar assunto para as noites, resolver as novas cores. Uso tão pouco o telefone que na verdade não tem importância. Mas cada ponto de cor é importante. Talvez eu usasse mais os telefones se fossem coloridos[1].

Greta Garbo numa foto antológica de Clarence Sinclair de 1931. Quando a atriz viu a montagem deu uma gargalhada.

Greta Garbo em uma foto antológica de Clarence Sinclair de 1931. Quando a atriz viu a montagem deu uma gargalhada.

Greta Garbo virou um mito ainda em vida e com apenas 36 anos de idade quando se aposentou e tornou-se reclusa. A frase sobre usar o telefone mostra um pouco disso. Viveu meio século assim. O básico que se sabe sobre Garbo está por aí em dicionários online, nasceu em 15 de Setembro de 1905 em Estocolmo, e morreu em 1990 em NY.

Fifi D'Orsay, uma das amantes de Greta Garbo, entre Cary Grant e sua primeira esposa, Virginia Cherril

Fifi D’Orsay, uma das amantes de Greta Garbo, entre Cary Grant e sua primeira esposa, Virginia Cherril

Quando Barry Paris se preparou para escrever sobre Greta Garbo ouviu dos amigos: Ao fim da pesquisa você vai odia-la. Aconteceu o oposto. Tanto que o livro chama apenas Garbo, e duas imagens da atriz, capa e contracapa.

Sobre o livro e o mito Garbo, Chico Lopes diz:

“Garbo foi vítima precisamente disso, em toda a sua vida. Foi vítima dessa idolatria que sufoca, que interroga desesperadamente, que quer entrar em todos os poros do idolatrado, não deixar um respiradouro para o ser humano, para a pessoa assustada e frágil que pode existir por debaixo do mito. Essa curiosidade sempre a apavorou”.

“É muito boa a parte do livro que cuida de sua infância, quando Paris a mostra como uma menina que parecia ter consciência de que era predestinada a ser uma rainha solitária e mostrava já um enorme medo da fama. Isso não parece charme nem teoria romanesca com fumaça de misticismo adequada à mitificação – Garbo parecia mesmo patologicamente sensível aos terrores da superexposição, e, mesmo com uma vaidade humanamente compreensível, nunca se reconciliou com os preços concretos e inevitáveis decorrentes da fama. Sofreu com essa situação mais que qualquer outra estrela que se conheça, pois foi a mais famosa de todas. Esse é seu maior enigma, e parece uma brincadeira particularmente cruel do Destino que uma mulher tão fóbica a essas coisas tenha se tornado a criatura mais famosa (e exposta) do planeta”.

Greta Garbo

Greta Garbo

O texto na integra pode ser lido aqui.

Ruy Castro em sua biografia sobre Carmen Miranda lembra que uma vez pediu autografo a cantora brasileira e recusou dar autografo a irmã de Carmen, Aurora. Detalhe, Garbo se recusava terminantemente a dar autografo. Em sua vida apenas uma vez cedeu ao que ela chamava de posição subserviente  Foi na Suécia, quando uma menina de 13 anos implorou e chegou até a desmaiar.

Voltando ao telefone, essa frase está na pagina 189 de Passa lá em casa, Greta Garbo costumava ficar horas no telefone com Sam Green, um de seus últimos amigos. A amizade azedou quando ela soube que ele grava todas as conversas para ouvi-las depois. Na verdade Garbo já estava no fim da vida e preferiu se isolar por completo em seus últimos anos.

Se os telefones fossem coloridos talvez soubéssemos um pouco mais desse que foi um dos maiores mitos do cinema.


[1] Greta Garbo

Categoria: Pilares da criação Subcategoria: Telefones pretos Sobre: Teoria e estudo da cor

Categoria: Pilares da criação
Subcategoria: Telefones pretos
Sobre: Teoria e estudo da cor

Ex Libris

Carmen MirandaUma História do Mundo.

Vulcões entraram em erupção.

Oceanos ferveram.

O universo estava uma confusão.

Então veio o cachorro[1]


[1] Snoopy – Charles Schulz;

Em Novembro de 1936 sai nos EUA as tirinhas de Mickey e os 7 Fantasmas com desenho de Floyd Gottfredson e roteiro de Ted Osborne. No ano seguinte é lançado o curta-metragem Lonesome Ghosts. Walt Disney

O link é fantasmassolitarios, e aqui o filme que inspirou o nome:

Corrida maluca

Todo ano, em West Sussex, na Inglaterra, acontece o Goodwood Festival Of Speed, no qual os personagens da Corrida Maluca ganham vida. Willian Hanna e Joseph Barbera

Eu me interessei pela arte musical pelos 13 anos – eu via todas aquelas garotas – eu tinha um cérebro de 13 anos, agora eu tenho um cérebro de 15 anos! Lemmy Kilmister

Eu me interessei pela arte musical pelos 13 anos – eu via todas aquelas garotas – eu tinha um cérebro de 13 anos, agora eu tenho um cérebro de 15 anos!
Lemmy Kilmister

Passa lá em casa veio a existir depois de ler até a página 40 um livro vampiresco. Estava no trem e era noitinha. Enfim, um lugar perfeito para se ausentar e transferir o medo para o sobrenatural. E não o medo do dia a dia. Então até a página 40 confirmou o que desconfiava.

Tenho tendência ao modelo clássico de vampiros. Nem me refiro a Bela Lugosi, Christopher Lee, menos ainda a Max Schreck. Refiro-me a três textos de horror do final do século XIX:

Drácula de Bram Stoker;

A morte amorosa de Théophile Gautier;

Carmilla de Joseph Sheridan Le Fanu.

Em minha mente, o vampiro clássico estava formado. Lembrando que Carmilla (1872) e A morte amorosa (1836) vieram antes de Drácula (1897).

Dois vampiros femininos antes de Drácula? Por que esquecidas, sendo A morte amorosa um dos textos “o mais famoso e o mais perfeito (talvez até perfeito demais, como frequentemente ocorre em Gautier)”, segundo Ítalo Calvino? Carmilla é uma das principais influencias de Bram Stoker para caracterizar definitivamente, ou quase, a imagem do vampiro. Porém, caiu no esquecimento logo que Drácula “criou vida” e se tornou um sucesso.

Outra questão.

Muito se fala sobre a influência de Vlad III sobre a obra do irlandês esquecendo que tão importante quanto esse príncipe da Valáquia, conhecido como o empalador, foi Erzsébet Báthory, conhecida como a Condessa de sangue. Ela torturou e matou de forma cruel mais de 650 mulheres na Transilvânia no século XVI. Dois genocidas conhecidos dos apreciadores do romantismo, cultura gótica, Idade Média…

Filme inspirado em Carmilla, e tem ainda João Gordo na versão dublada

Filme inspirado em Carmilla, e tem ainda João Gordo na versão dublada

Italo Calvino, importante filólogo italiano, em analisa ao texto de Théophile Gautier fala de sua perfeição estrutural, pudera, não a toa reconhecido como um dos primeiros parnasianos. O texto de Sheridan Le Fanu não fica atrás, onde sua obra, alem de ter uma vampira como personagem principal, há uma forte conotação lésbica no texto. Pior cego é aquele que não quer enxergar. Mesmo com defeitos na narrativa, Drácula é quem alcança e recebe estrelato definitivo levando Carmilla e Clarimonde ao ostracismo.

Sobre essa analise da literatura fantástica, transcrevo partes do texto de Sofia Geboorte:

“A evolução no comportamento da sociedade e consequentemente na visão masculina sobre a mulher, mudou ao mesmo tempo em que a literatura fantástica adaptava suas vampiras. Para compreender melhor essa evolução do mito podemos citar Todorov:

A evolução segue aqui um ritmo muito diferente: toda obra modifica o conjunto das possibilidades; cada novo exemplo modifica à espécie. Poderia dizer-se que estamos frente a uma língua na qual tudo o que é enunciado torna-se àgramatical no momento de sua enunciação.  (TODOROV, 1981, p.6)”

“Esses novos exemplos que modificam a espécie, são exatamente os mesmos que influenciam a sociedade e a literatura, em especial a fantástica. No caso do vampiro temos o mito literário que acompanhou as novas ideias filosóficas, como os

vampiros de Anne Rice que se ligaram em partes ao existencialismo de Sartre, e às novas teorias da psicanálise de Freud.

Devemos ressaltar neste ponto que assim como a literatura de um modo geral representa a sociedade, a literatura fantástica, sempre será uma expressão máxima da metafísica humana, pois através dela podemos identificar as metáforas da sociedade”.

Texto na integra aqui.

Poster do filme Nsferatu de 1922. Baseado na obra de Bram Stoker, quando o filme foi lançado a viuva do escritor entrou na justiça para destruir a obra. Friedrich Wilhelm Murnau conseguiu salvar uma cópia mandando por um amigo para os EUA

Poster do filme Nosferatu de 1922.
Baseado na obra de Bram Stoker, quando o filme foi lançado a viúva do escritor entrou na justiça para destruir a obra. Friedrich Wilhelm Murnau conseguiu salvar uma cópia mandando por um amigo para os EUA

Temos assim uma substituição do feminino para o masculino na literatura fantástica em especial a de vampiros. Adaptada a uma sociedade patriarcal.

Em A morte amorosa, vemos uma vampira seduzir o padre no dia de sua ordenação. Já em Carmilla sugere uma atração sexual de caráter lésbico, e para muitos críticos o melhor do século XIX.

Pois na composição das personagens femininas busquei algo entre Carmilla e a cortesã Clarimonde, por favor não me levem a mal, jamais me comparando a tais mestres. Sem pensar na imagem da vampira folheava um livro sobre Leonardo da Vinci me deparei com a pintura da amante de Ludovico Sforza, Lucrezia Crivelli, conhecida como La Belle Ferroniere. Ferroniere por conta do acessório usado na cabeça da modelo.

Muito se especulo sobre a identidade da retratada, pensou até mesmo ser Beatrice d’Este mulher de Ludovico ou Isabel de Aragão. Porém tudo leva a crer que seja Lucrezia Crivelli, pois é sabido que Da Vinci a pintou. Com esse rosto e a expressão… Ah! A expressão. Aí está minha vampira. Sobre a história de Beatrice d’Este uma resumida rápida. Apesar de muito se falar de sua irmã Isabela d’Este, Beatrice foi celebrada como uma das mais belas e cultas princesas do renascimento. gifMorreu aos 21 anos, desgostosa de um marido infiel que engravidou a amante ao mesmo tempo de tê-la engravidado. Morreu horas depois de dar a luz. Claro que a história que conto é pura ficção onde em apenas alguns momentos me aproximo do cenário do ducado de Milão. Afinal é uma história de vampiros, e vampiros não existem.

Na verdade existem no mundo inteiro, no leste europeu onde é o primeiro lugar que nossa imaginação corre para visualizar vampiros imortalizado por escritores irlandeses, Bram Stoker e Sheridan. Lá temos Upiercza, Ustrel, Vorkolaka, Nelapsi, Kukudhi ou Lugat, Mahr… Grécia: Vrykolaskas, Callicantzaros, Lâmia… Africa: Adze, Asasabonsam, Obayifo… Nas Américas: Cihuatetico, El Cuero, Tlahuelpuchi… oie_Jm21h9IKnW7kNos países árabes: Algul, Ghouls… Na Índia: Baital, Bhutas, Bramahparush, Churel, Rakshasas… No Oriente asiático: Mauri, Penanggalan, Pontianak, Aswang, Chiang-shih. No Brasil conhecido no nordeste como Encourado saiba mais aqui

Mas falar de Leonardo Da Vinci é chover no molhado. Na verdade meu problema não vem de Leonardo e sim leva a ele numa regressão.

Tudo começa com Augusto comprando um apartamento, até então sem novidades, mesmo quando dito cujo é construído sobre um shopping com segurança de presídio. O problema é que foi vendido como neoclássico. Daí você pensa, muitos o são. oie_tVhJ619H2KZBEle contrata uma arquiteta um tanto rebelde que decide decora-lo ao pé da letra. Não bastando, a vizinha de Augusto vem diretamente do renascimento. Pior, é vampira.

No casa de Zípora, ela é uma Ghul-I-Beaban, uma vampira canibal de cemitério. É minha vampira oriental. Augusto também acaba conhecendo a dita cuja. Conhece também uma sereia, etc…

Em 2007 li uma matéria sobre edifícios de luxo construído sobre o shopping. Escrevi 5 linhas para um futuro livro que seria uma observação negativa sobre o problema. Depois guardei. passa la em casa-leiaNesse mesmo ano fiz um exercício de projeto onde criei uma família pouco convencional com drags queens, uma ex-cantora de rádio, uma dançarina do ventre, um irmão sociólogo aposentado e cadeirante. Tudo isso sem esquecer Carmen Miranda.

O fato é, eu tinha uma imagem de vampiros que minha irmã achou por bem repensar. Que tudo poderia ser uma “licença poética”. Ela me deu uma “licença poética” que não consegui passar da página 40. Quando cheguei em casa, pelo trem da CPTM, disse que não queria saber daquela “licença poética”. Ela me encarou e perguntou:

Você faz melhor?

Não acho que o tema vampiro está na moda, acredito que ele nunca saiu de moda.

Busquei as cinco linhas sobre o tal condomínio e o projeto de arquitetura da faculdade com minhas drag queens. Isso foi em Outubro de 2009…

ROTEIRO DO BLOG

The Nightmare Before Christmas - Disney

The Nightmare Before Christmas

PÁGINAS

Ao lado de home temos as páginas do blog totalizando 11. Delas estão ligadas outras tantas paginas. Elas referem-se diretamente ao livro Passa lá em casa.

Augusto na Casa de Vênus: é em alusão a suíte que Jordâna vai decorar para uma das tias de Augusto, tendo em mente uma casa na Pompeia. A página trata-se das mulheres que serviram de inspiração para as personagens do livro. São nove musas mais Safo, nove artistas mais Cássia Eller. Lucrezia Crivelli, Beatrice d’Este, Carmen Miranda, Maysa, Anna Nicole Smith, Savannah, Greta Garbo, Marilyn Monroe e Barbara Hutton. Nesse caso, Lucrezia Crivelli e Beatrice d’Este aparecem na página Luz Halógena. Então temos 8 mulheres.

Dois irmãos, uma lenda: Penso que esses dois personagens, dos quais não nomeio, é um “presente” para o leitor. Aquela busca na qual nunca saberemos as respostas com exatidão;

Capas e resumos: como o nome diz, refere-se a primeiro momento sobre a publicação em plataformas de autopublicação, e o que virá depois em uma editora;

Fantasmas solitários: Eis um ponto importante que é o próprio endereço do site. De onde veio a inspiração para construção da personalidade de Augusto, personagem do livro Passa lá em casa;

Gatos, por companhia: Principalmente aqueles que fazem companhia para Augusto. A questão mítica que tais animais carrega, além do tratamento oposto ao do oriente dado a esses animais singulares no ocidente. Se você gosta desses bichos, vem pra e se aconchega;

Luz Halógena: Para Abigail, uma das personagens, poucas pessoas merecem estar sob a mira de refletores. Leonardo da Vinci mereceria? Pequena biografia sobre ele e as musas que imortalizou;

O Clássico: Como o nome diz, o clássico Greco-romano que é a base do mundo ocidental, mas acima de tudo, qual a função dele no mundo contemporâneo;

Passa lá em casa aos poucos: Escolhi alguns trechos do livro para o visitante;

Patylândia – Morar mais por muito mais: Morar mais por menos é o nome de uma “feira” onde arquitetos e decoradores fazem luxo com mixaria. Vou discorrer sobre a inspiração para criar algumas das casas das personagens do livro;

Saudações em três partes: A história de introdução dos três volumes da obra;

Vampiras: Yvian não é Carmilla: Detalhes sobre as personagens fantásticas do livro, vampiras, sereias, deusas, fadas;

Mais mistérios

A Máquina de Mistérios

CATEGORIAS, QUE EU CHAMO DE ÚNICA PAISAGEM

Ailuros: Palavra grega para gato, há 3 deles na obra, Miautralha, Nervoso e Cotonete, os principais;

Cunnilingues: LGBT – A palavra Cunnilingues refere-se prática de sexo oral que consiste na estimulação da genitália feminina com a língua e boca, principalmente o clitóris e a entrada da vagina. Em Portugal, esta prática é vulgarmente conhecida como minete;

Espaço Carmen Miranda: Música – Augusto, personagem principal do livro Passa lá em casa, tem em Carmen Miranda sua maior diva;

— Augusto de sapato novo: MPB – Vários cantores e compositores brasileiros, principalmente da primeira metade do século XX, são mencionados no livro Passa lá em casa. Augusto de sapato novo é em referencia ao chorinho “André de sapato novo”, de André Victor Corrêa (1888-1948);

— Sabra Cadabra: Heavy Metal – A música Sabra Cadabra do Black Sabbath é subtítulo de um trecho da história;
— Subculture: Rock – Há trechos da música Subculture do New Order no livro Passa lá em casa. Quando Lucrezia conhece Blushing Tusha numa festa na casa de Baby Love;

Ex Libris: Ex libris é uma expressão latina que significa, literalmente, “dos livros”. É empregada para determinar a propriedade de um livro. Portanto, ex libris é um complemento circunstancial de origem (ex + caso ablativo) que indica que tal livro é “propriedade de” ou “da biblioteca de”;

Fêmur de Nefilim: Bio e ciências naturais e especulativas – Uma das personagens acha um fêmur de nefilim em uma praia em Santa Monica, Califórnia;

Fogus Factus ou Bolha de Segurança: Fogo-fátuo (do latim i̅gnis fatuus) está indiretamente relacionado com o Dilúvio um dos temas do livro Passa lá em casa. Conta a lenda que o Boitatá foi criado na época do cataclismo para devorar os cadáveres. Lembrando que esse fenômeno físico é a inflamação espontânea do gás metano, resultante da decomposição de seres vivos. Bolha de Segurança é o subtítulo de primeiro volume de Passa lá em casa. Nessa categoria falaremos do Brasil e Mundo sem pretensão;

Gardênia, a essência da Flor: Alguns trabalhos e opiniões da família Farias – Flor de Gardênia, é o nome da empresa de Augusto, personagem principal do livro Passa lá em casa. Além de ser nome de uma música interpretada por Bienvenido Granda;

— A Música Segundo Henrique: Henrique toca violão desde os 8 anos de idade em teatros e pequenos espaços em Suzano. Seu repertório vai de chorinho, passando pela música clássica e rock clássico

— Fernanda Machado de Farias: Trabalhos feitos pela mesma na área de design de interior e arquitetura;

— K. Lúthien Farias: Trabalhos desenvolvidos por K. Lúthien Farias nas Artes visuais e no universo dos quadrinhos;

— Malu Farias: Textos do cotidiano;

Memórias Póstumas de Cosma e Damiana: Textos remanescentes do livro “Passa lá em casa”, textos escritos após, outros textos… Cosma e Damiana são duas drag queens interpretadas por Ananias ator dublador e Adamastor, advogado, respectivamente. Quando os gêmeos aceitam a proposta de Augusto para interpretar Maria do Carmo e Carmen Miranda no teatro, acabam aposentando as personagens da noite paulista;

KiSuco: Coisas da infância – desenhos animados, H.Q, gibis, mangás, animes;

Lactofantasy: Mulheres peladas… Também as vestidas… O universo feminino… – Esse é o título do último filme de Levy narrado na estória. Filme em homenagem aos “puffy nipples” ou “mamilos inchados”, onde Faye Reagan é atriz principal;

Pilares da Criação: Arquitetura, arte, cor e cultura – Pilares da criação é um aglomerado de poeira e gás na Nebulosa de

Águia situado à aproximadamente 7,000 anos luz da terra. Fotos recentes, sugere que a supernova explodiu à cerca de 6.000 anos e devastou as três colunas. Considerando a distância de 7,000 anos luz da terra, dentro de 1,000 anos a explosão será visível aqui na terra. Há uma pequena referencia no livro Passa lá em casa;

— De quando os arquitetos desenhavam: Comentário a respeito de arquitetura;

Bem vindo!

Bem vindo!

— O menos é mais, CHATO! Artes Ornamentais e outras formas de expressão artísticas;
— Telefones pretos: Teoria da cor – Pois se eles (os telefones) fossem coloridos, talvez soubéssemos mais sobre Greta Garbo. Afinal um de seus melhores amigos, Sam Green costuma gravar as longas conversas com ela pelo telefone;

Sereias, Vanuccia não é Ariel: Audiovisual – Um trocadilho entre o filme da Disney “A pequena sereia”, e Vanuccia, a sereia do livro Passa lá em casa;

Tia Evanilde: Literatura – Lembro que quando tinha uns 9 ou 10 anos, minha tia Evanilde me deu vários textos sobre astronomia para fazer resumo e quem sabe criar gosto pela leitura, pois deu certo;

Vai ser pra mim: Autor convidado – Trecho da música Rosinha de Heber de Bóscoli e Mário Martins (com Ciro Monteiro, Orlando Silva e Sílvio Caldas, 1941). Quando Augusto vai comer tapioca com suas três tias, no livro Passa lá em casa, eles estão ouvindo essa música.