Passa lá em casa na Amazon

Em outubro de 2009 depois da tentativa fracassada em ler um romance vampiresco fui desafiada pela minha irmã mais nova, K. Luthién Farias a escrever um livro melhor. Foi quando juntei algumas notas, observações e desenhos que vinha acumulando nos 2 anos anteriores. Era minha ideia em fazer um livro sobre um grande amigo que infelizmente desenvolvera linfoma. Fazíamos faculdade de arquitetura na mesma sala e quis homenageá-lo com um livro. Alexandre Augusto Martins foi uma das almas mais bondosas, generosas, de caráter excepcional, justo, alegre, inteligente que conheci ao longo de minha vida. E olha que o que eu mais conheci na vida foram pessoas com tais características. Tempos antes tinha lido uma matéria sobre morar em um condomínio de luxo sobre um shopping e ri muito. A segurança era coisa para o FBI, as lojas chiquérrimas, as madames bizarras, os homens de negócios caricatos, as crianças enjoadas e os cães parecendo tapete escovado. Ora, no ano de 2009 também era aniversário de nascimento de Carmen Miranda uma de minhas cantoras favoritas. Naquele ano se estivesse viva seria 100 anos.

No ano anterior estava em projeto 4 e tínhamos que desenvolver uma casa para uma família que deveríamos criar. Nasce assim a seguinte família:

Biografia da cantora de radio e seus filhos drags queen Cosma e Damiana

Elvira de Oliveira Prudêncio: é fumante, ex-cantora de rádio e pesquisadora na área de música para uma grande gravadora, foi quem construiu a casa e tem por empregada Aurélia;

Adamastor de Oliveira Prudêncio: irmão gêmeo é advogado e é a drag-queen Damiana;

Ananias de Oliveira Prudêncio: irmão gêmeo dubla desenhos animados e drag-queen Cosma; 

Elizete Prudêncio: irmã de Elizete, dançarina de ventre, morou um tempo em Marrocos. Quando sua irmã Elvira, os gêmeos e seu irmão Élcio foram visita-la, resolveu voltar para o Brasil com eles. Trabalha com a irmã na pesquisa. É budista;

Élcio Prudêncio: é fumante, irmão mais velho das duas e paraplégico por poliomielite. Professor aposentado de filosofia pela USP. Costumava praticar corrida com cadeira de roda junto a Cosma. Foram proibidos de frequentar a estação Barra Funda do metro por atropelarem um usuário. No caso a arquiteta Jordana;

Nasce assim a personagem Augusto Geronimo Martins. Lembro que Geronimo veio depois de assistir o TFG de Leandro Gomes, ele tem Geronimo no sobrenome. Perguntei ao Alexandre se ele gostava da ideia. Ele aprovou.

Para homenagear Carmen Miranda e um pouco da música brasileira, Augusto decide fazer uma peça onde seus amigos de infância, Ananias e Adamastor irão representar a Cantora.

Em 2013 finalmente acabei. Depois de muita leitura, pesquisa, filmes, música, desenhos animados, gibis, HQs, o livro ficou pronto. Inúmeros personagens desfilam por mais de 900 páginas. É um livro de aventura, entretenimento, crítica, arquitetura, música, fantasia. Nesse ano em março fiz esse blog para ser suporte para quando o livro fosse publicado.

Minha irmã leu. Perguntei a ela se meu livro de vampiros ficou melhor.

Para acessar a página do livro na Amazon clique aqui.

Resumo:

Após comprar um apartamento em um condomínio de alto luxo, construído sobre um shopping, Augusto não satisfeito contrata uma arquiteta. Pensando que o estilo do edifício é neoclássico, pede a ela que a decoração siga a mesma linguagem. Porém suas preocupações logo são substituídas por uma peça e um imprevisto.

A peça de teatro é em homenagem a sua musa, Carmen Miranda. Para tal chama seus amigos de infância, Levy, Adamastor e Ananias. Levy é dono de uma produtora de filmes pornô. Ananias e Adamastor são ator-dublador desenhos animados e advogado, respectivamente. Ambos são as drags queens Cosma e Damiana, na noite paulista e interpretaram Carmen Miranda e Maria do Carmo.

O imprevisto Augusto terá que lidar de forma amarga, junto as mulheres que ama e com um pouco de humor.

Para os filhos, Abigail, design de joias e Nicolas, empresário dono de uma funerária de luxo, Bartolomeu tem um terrível segredo. Durante muito tempo ele os observava de perto e chegava à conclusão de que estavam fora de perigo. Dá a cada um uma unidade no luxuosos condomínio, que pela segurança, considera um lugar ideal.

Leandro César considera que o lugar ideal é um condomínio sobre o mar. Em outras palavras um navio. Com apartamentos, restaurantes, teatro, casas de show, as surpresas em sua maioria são boas e caras. Na maioria das vezes…

Infelizmente para Lucrezia o passado a persegue. Médica na Santa Casa, ela tem em seu apartamento todo o inferno que a cerca há muito tempo. Buscando a paz sem jamais encontra-la, persegue de maneira instintiva uma das moradoras. Talvez nela encontre o que procura.

Frente ao Rio Pinheiros, da cobertura Zípora vê um falso estilo neoclássico de um edifício que se ergue sobre um shopping center. Ela traz trancada em um baú o passado, uma mulher que no curso natural da vida deveria estar morta a mais de 3 mil anos. Ela sorri para Zípora, ela é sua amante.

Uma equipe de cientistas busca pelo mundo provas e uma ligação consistente da existência de um dilúvio global. Seja no Mar Negro onde no passado fora um grande lago de água doce, em Gobero no Níger, estudando duas etnias distintas. Analisando o Bólido de Tollmann e a Corrente do Golfo Pérsico.

Lembrando os clássicos de vampiro como A morte amorosa de Théophile Gautier, Drácula de Bram Stoker e Carmilla de Joseph Sheridan Le Fanu. Não deixa de também de lançar um olhar cínico sobre a literatura de vampiros, a elite de um modo geral, a falta de memória do povo brasileiro e a descrição de um país claudicante, quase morto.

Categoria: Memórias póstumas de Cosma e Damiana Sobre: Textos que escrevi, escrevo e outros textos Imagem em destaque: Alexandre Augusto Martins

Categoria: Memórias póstumas de Cosma e Damiana
Sobre: Textos que escrevi, escrevo e outros textos
Imagem em destaque: Alexandre Augusto Martins

A amante das xoxotas

Então não são mais vampiras?

Não.

Legal. Mas ainda são lésbicas? Que sacanagem

Oriunda do mal alimentado pelo odio dos homens e o amor das mlheres, seu nome Carmilla a rainha vampira

Oriunda do mal, alimentado pelo ódio dos homens e o amor das mulheres, seu nome, Carmilla, a rainha vampira

Estava com meu amigo Moredson quando vi o poster, numa vídeo locadora, do filme Matadores de vampiras lésbicas. Foi na Rua Martins Fontes e estava um dia lindo em 2009 ou 2010. Já tinha começado a escrita do livro Passa lá em casa e o tema me atraiu por questões obvias. Deveria ter toda forma de referencia no tema vampirismo, e se tem algo que não sai de moda, é vampiro. O tempo correu e no ano de 2012 após ver videos que não me lembro no You tube, me deparei com o filme. Ótimo! Vamos ver isso.

Quem me conhece sabe que sou um tanto lerda, e era uma comédia. Logo no começo tive que dar uma pausa, reconheci a voz do João Gordo, que certa vez nos idos dos anos 90 deu um autografo super fofo para minha mãe Izilda. Sim, era o João Gordo, tanto melhor. Essa é uma das poucas exceções que vale a pena ver dublado.

Adorei o filme logo de inicio. Segue a sinopse:

Posters do EUA, França e Grécia

Posters do EUA, França e Grécia

Fletch (James Corden) perdeu o emprego e Jimmy (Mathew Horne) a namorada. Com as férias chegando e sem planos de aonde ir a dupla decide passar um final de semana no campo tomando cerveja e respirando ar puro. Porém, nada acontece como planejado. Depois de muitas confusões a dupla se vê presa num vilarejo onde as mulheres são vítimas da lendária maldição das Vampiras Lésbicas. Muita diversão, dentes pontiagudos e lindas mulheres estarão no caminho destes amigos. Diante desta situação é preciso coragem para superar seus medos, e também seus sonhos, e tornar-se um dos Matadores de Vampiras Lésbicas.

Poster do filme no EUA, Inglaterra e Suécia

Poster do filme no EUA, Inglaterra e Suécia

O filme foi um dos 300 exibidos no Festival do Rio 2009. Na 11° edição do festival trouxe filmes do mundo inteiro incluindo Matadores...

É interessante notar uma das mais fortes referencias ao tema vampiro, ou uma das melhores estórias de vampiro já escrita, no caso Carmilla. Aqueles que pesquisam sobre vampirismo logo se depara com essa obra que é anterior a Drácula. Para a maioria dos estudiosos em literatura, trata-se de obra superior a de Bram Stoker.

Sobre a obra, Cris Rangel comenta o seguinte:

“A maior referência, em ambos os casos, ainda é o famoso Drácula, do irlandês Bram Stoker, publicado em 1897 e escolhido como base para uma infinidade de filmes, roteiros e séries de TV. Talvez seja esta a obra literária que teve o maior número de adaptações em toda a história do cinema.

O que pouca gente sabe é que, mesmo tendo se tornado um ícone vampiresco para a realização de diversas obras, antigas e recentes, Drácula não foi o primeiro vampiro da literatura.

O primeiro vampiro foi, na verdade, uma vampira. Carmilla, nome que dá título ao conto do também irlandês Sheridan Le Fanu, foi publicado em 1871, dois anos antes da morte de seu autor e quase três décadas antes de Drácula.

A obra de Le Fanu teria, à época, influenciado diretamente a de Stoker. A comprovação disso é possível com a leitura de “O Convidado de Drácula”, um esboço do início do romance de Stoker, preservado e postumamente publicado e que traz nuances que demonstram claramente a inspiração em Carmilla.

No conto original Le Fanu usa metáforas que deixam clara a influência e o fascínio que a jovem Carmilla Karnstein causa nos homens e mulheres de uma família aristocrática, sugerem o erotismo e sedução da personagem, além de uma beleza incomparável”.

Leia a matéria sobre Carmilla, na integra aqui.

Ao retornar o barão descobriu que os encantos de Carmila tinham seduzido sua linda esposa Eva e a transformado em uma amante das vaginas

Ao retornar, o barão descobriu que os encantos de Carmilla tinham seduzido sua linda esposa Eva, e a transformado em uma amante das vaginas

Uma das questões, ditadas acima, que permeiam a novela, é uma tênue trama do amor lésbico. Apesar que, a maioria dos estudiosos tratam esse tema com pouca importância. Lembrando, para sair um beijo gay em novela, é feita uma pesquisa antes. Pela resposta negativa da maioria das donas de casa, não da para exigir de um texto escrito em meados de 1870 uma relação mais explicita que a sugerida. O texto não apenas deixa claro a intenção amorosa da vampira, como a impressão que ocorreu outras vezes. A personagem que mais tentei aproximar da figura gótica de Carmilla, é Yvian. Sobre essa questão, discorrerei mais tarde na página: Vampiras, Yvian não é Carmilla.

O trecho que abre esse post, encabeça uma das histórias finais de Passa lá em casa. Um momento decisivo e angustiante que amenizo com o diálogo acima.

Recomendo o filme, despretensioso e descaradamente trash. Vale assistir a versão dublada, coisa que recomendo pouco. Com a voz do inconfundível do João Gordo, fica melhor.

e com isso ele arrancou a cabeça da vaca.

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual

Categoria: Sereias, Vanuccia não é Ariel
Sobre: Cinema, vídeo e audiovisual

Ex Libris

Carmen MirandaUma História do Mundo.

Vulcões entraram em erupção.

Oceanos ferveram.

O universo estava uma confusão.

Então veio o cachorro[1]


[1] Snoopy – Charles Schulz;

Em Novembro de 1936 sai nos EUA as tirinhas de Mickey e os 7 Fantasmas com desenho de Floyd Gottfredson e roteiro de Ted Osborne. No ano seguinte é lançado o curta-metragem Lonesome Ghosts. Walt Disney

O link é fantasmassolitarios, e aqui o filme que inspirou o nome:

Corrida maluca

Todo ano, em West Sussex, na Inglaterra, acontece o Goodwood Festival Of Speed, no qual os personagens da Corrida Maluca ganham vida. Willian Hanna e Joseph Barbera

Eu me interessei pela arte musical pelos 13 anos – eu via todas aquelas garotas – eu tinha um cérebro de 13 anos, agora eu tenho um cérebro de 15 anos! Lemmy Kilmister

Eu me interessei pela arte musical pelos 13 anos – eu via todas aquelas garotas – eu tinha um cérebro de 13 anos, agora eu tenho um cérebro de 15 anos!
Lemmy Kilmister

Passa lá em casa veio a existir depois de ler até a página 40 um livro vampiresco. Estava no trem e era noitinha. Enfim, um lugar perfeito para se ausentar e transferir o medo para o sobrenatural. E não o medo do dia a dia. Então até a página 40 confirmou o que desconfiava.

Tenho tendência ao modelo clássico de vampiros. Nem me refiro a Bela Lugosi, Christopher Lee, menos ainda a Max Schreck. Refiro-me a três textos de horror do final do século XIX:

Drácula de Bram Stoker;

A morte amorosa de Théophile Gautier;

Carmilla de Joseph Sheridan Le Fanu.

Em minha mente, o vampiro clássico estava formado. Lembrando que Carmilla (1872) e A morte amorosa (1836) vieram antes de Drácula (1897).

Dois vampiros femininos antes de Drácula? Por que esquecidas, sendo A morte amorosa um dos textos “o mais famoso e o mais perfeito (talvez até perfeito demais, como frequentemente ocorre em Gautier)”, segundo Ítalo Calvino? Carmilla é uma das principais influencias de Bram Stoker para caracterizar definitivamente, ou quase, a imagem do vampiro. Porém, caiu no esquecimento logo que Drácula “criou vida” e se tornou um sucesso.

Outra questão.

Muito se fala sobre a influência de Vlad III sobre a obra do irlandês esquecendo que tão importante quanto esse príncipe da Valáquia, conhecido como o empalador, foi Erzsébet Báthory, conhecida como a Condessa de sangue. Ela torturou e matou de forma cruel mais de 650 mulheres na Transilvânia no século XVI. Dois genocidas conhecidos dos apreciadores do romantismo, cultura gótica, Idade Média…

Filme inspirado em Carmilla, e tem ainda João Gordo na versão dublada

Filme inspirado em Carmilla, e tem ainda João Gordo na versão dublada

Italo Calvino, importante filólogo italiano, em analisa ao texto de Théophile Gautier fala de sua perfeição estrutural, pudera, não a toa reconhecido como um dos primeiros parnasianos. O texto de Sheridan Le Fanu não fica atrás, onde sua obra, alem de ter uma vampira como personagem principal, há uma forte conotação lésbica no texto. Pior cego é aquele que não quer enxergar. Mesmo com defeitos na narrativa, Drácula é quem alcança e recebe estrelato definitivo levando Carmilla e Clarimonde ao ostracismo.

Sobre essa analise da literatura fantástica, transcrevo partes do texto de Sofia Geboorte:

“A evolução no comportamento da sociedade e consequentemente na visão masculina sobre a mulher, mudou ao mesmo tempo em que a literatura fantástica adaptava suas vampiras. Para compreender melhor essa evolução do mito podemos citar Todorov:

A evolução segue aqui um ritmo muito diferente: toda obra modifica o conjunto das possibilidades; cada novo exemplo modifica à espécie. Poderia dizer-se que estamos frente a uma língua na qual tudo o que é enunciado torna-se àgramatical no momento de sua enunciação.  (TODOROV, 1981, p.6)”

“Esses novos exemplos que modificam a espécie, são exatamente os mesmos que influenciam a sociedade e a literatura, em especial a fantástica. No caso do vampiro temos o mito literário que acompanhou as novas ideias filosóficas, como os

vampiros de Anne Rice que se ligaram em partes ao existencialismo de Sartre, e às novas teorias da psicanálise de Freud.

Devemos ressaltar neste ponto que assim como a literatura de um modo geral representa a sociedade, a literatura fantástica, sempre será uma expressão máxima da metafísica humana, pois através dela podemos identificar as metáforas da sociedade”.

Texto na integra aqui.

Poster do filme Nsferatu de 1922. Baseado na obra de Bram Stoker, quando o filme foi lançado a viuva do escritor entrou na justiça para destruir a obra. Friedrich Wilhelm Murnau conseguiu salvar uma cópia mandando por um amigo para os EUA

Poster do filme Nosferatu de 1922.
Baseado na obra de Bram Stoker, quando o filme foi lançado a viúva do escritor entrou na justiça para destruir a obra. Friedrich Wilhelm Murnau conseguiu salvar uma cópia mandando por um amigo para os EUA

Temos assim uma substituição do feminino para o masculino na literatura fantástica em especial a de vampiros. Adaptada a uma sociedade patriarcal.

Em A morte amorosa, vemos uma vampira seduzir o padre no dia de sua ordenação. Já em Carmilla sugere uma atração sexual de caráter lésbico, e para muitos críticos o melhor do século XIX.

Pois na composição das personagens femininas busquei algo entre Carmilla e a cortesã Clarimonde, por favor não me levem a mal, jamais me comparando a tais mestres. Sem pensar na imagem da vampira folheava um livro sobre Leonardo da Vinci me deparei com a pintura da amante de Ludovico Sforza, Lucrezia Crivelli, conhecida como La Belle Ferroniere. Ferroniere por conta do acessório usado na cabeça da modelo.

Muito se especulo sobre a identidade da retratada, pensou até mesmo ser Beatrice d’Este mulher de Ludovico ou Isabel de Aragão. Porém tudo leva a crer que seja Lucrezia Crivelli, pois é sabido que Da Vinci a pintou. Com esse rosto e a expressão… Ah! A expressão. Aí está minha vampira. Sobre a história de Beatrice d’Este uma resumida rápida. Apesar de muito se falar de sua irmã Isabela d’Este, Beatrice foi celebrada como uma das mais belas e cultas princesas do renascimento. gifMorreu aos 21 anos, desgostosa de um marido infiel que engravidou a amante ao mesmo tempo de tê-la engravidado. Morreu horas depois de dar a luz. Claro que a história que conto é pura ficção onde em apenas alguns momentos me aproximo do cenário do ducado de Milão. Afinal é uma história de vampiros, e vampiros não existem.

Na verdade existem no mundo inteiro, no leste europeu onde é o primeiro lugar que nossa imaginação corre para visualizar vampiros imortalizado por escritores irlandeses, Bram Stoker e Sheridan. Lá temos Upiercza, Ustrel, Vorkolaka, Nelapsi, Kukudhi ou Lugat, Mahr… Grécia: Vrykolaskas, Callicantzaros, Lâmia… Africa: Adze, Asasabonsam, Obayifo… Nas Américas: Cihuatetico, El Cuero, Tlahuelpuchi… oie_Jm21h9IKnW7kNos países árabes: Algul, Ghouls… Na Índia: Baital, Bhutas, Bramahparush, Churel, Rakshasas… No Oriente asiático: Mauri, Penanggalan, Pontianak, Aswang, Chiang-shih. No Brasil conhecido no nordeste como Encourado saiba mais aqui

Mas falar de Leonardo Da Vinci é chover no molhado. Na verdade meu problema não vem de Leonardo e sim leva a ele numa regressão.

Tudo começa com Augusto comprando um apartamento, até então sem novidades, mesmo quando dito cujo é construído sobre um shopping com segurança de presídio. O problema é que foi vendido como neoclássico. Daí você pensa, muitos o são. oie_tVhJ619H2KZBEle contrata uma arquiteta um tanto rebelde que decide decora-lo ao pé da letra. Não bastando, a vizinha de Augusto vem diretamente do renascimento. Pior, é vampira.

No casa de Zípora, ela é uma Ghul-I-Beaban, uma vampira canibal de cemitério. É minha vampira oriental. Augusto também acaba conhecendo a dita cuja. Conhece também uma sereia, etc…

Em 2007 li uma matéria sobre edifícios de luxo construído sobre o shopping. Escrevi 5 linhas para um futuro livro que seria uma observação negativa sobre o problema. Depois guardei. passa la em casa-leiaNesse mesmo ano fiz um exercício de projeto onde criei uma família pouco convencional com drags queens, uma ex-cantora de rádio, uma dançarina do ventre, um irmão sociólogo aposentado e cadeirante. Tudo isso sem esquecer Carmen Miranda.

O fato é, eu tinha uma imagem de vampiros que minha irmã achou por bem repensar. Que tudo poderia ser uma “licença poética”. Ela me deu uma “licença poética” que não consegui passar da página 40. Quando cheguei em casa, pelo trem da CPTM, disse que não queria saber daquela “licença poética”. Ela me encarou e perguntou:

Você faz melhor?

Não acho que o tema vampiro está na moda, acredito que ele nunca saiu de moda.

Busquei as cinco linhas sobre o tal condomínio e o projeto de arquitetura da faculdade com minhas drag queens. Isso foi em Outubro de 2009…

ROTEIRO DO BLOG

The Nightmare Before Christmas - Disney

The Nightmare Before Christmas

PÁGINAS

Ao lado de home temos as páginas do blog totalizando 11. Delas estão ligadas outras tantas paginas. Elas referem-se diretamente ao livro Passa lá em casa.

Augusto na Casa de Vênus: é em alusão a suíte que Jordâna vai decorar para uma das tias de Augusto, tendo em mente uma casa na Pompeia. A página trata-se das mulheres que serviram de inspiração para as personagens do livro. São nove musas mais Safo, nove artistas mais Cássia Eller. Lucrezia Crivelli, Beatrice d’Este, Carmen Miranda, Maysa, Anna Nicole Smith, Savannah, Greta Garbo, Marilyn Monroe e Barbara Hutton. Nesse caso, Lucrezia Crivelli e Beatrice d’Este aparecem na página Luz Halógena. Então temos 8 mulheres.

Dois irmãos, uma lenda: Penso que esses dois personagens, dos quais não nomeio, é um “presente” para o leitor. Aquela busca na qual nunca saberemos as respostas com exatidão;

Capas e resumos: como o nome diz, refere-se a primeiro momento sobre a publicação em plataformas de autopublicação, e o que virá depois em uma editora;

Fantasmas solitários: Eis um ponto importante que é o próprio endereço do site. De onde veio a inspiração para construção da personalidade de Augusto, personagem do livro Passa lá em casa;

Gatos, por companhia: Principalmente aqueles que fazem companhia para Augusto. A questão mítica que tais animais carrega, além do tratamento oposto ao do oriente dado a esses animais singulares no ocidente. Se você gosta desses bichos, vem pra e se aconchega;

Luz Halógena: Para Abigail, uma das personagens, poucas pessoas merecem estar sob a mira de refletores. Leonardo da Vinci mereceria? Pequena biografia sobre ele e as musas que imortalizou;

O Clássico: Como o nome diz, o clássico Greco-romano que é a base do mundo ocidental, mas acima de tudo, qual a função dele no mundo contemporâneo;

Passa lá em casa aos poucos: Escolhi alguns trechos do livro para o visitante;

Patylândia – Morar mais por muito mais: Morar mais por menos é o nome de uma “feira” onde arquitetos e decoradores fazem luxo com mixaria. Vou discorrer sobre a inspiração para criar algumas das casas das personagens do livro;

Saudações em três partes: A história de introdução dos três volumes da obra;

Vampiras: Yvian não é Carmilla: Detalhes sobre as personagens fantásticas do livro, vampiras, sereias, deusas, fadas;

Mais mistérios

A Máquina de Mistérios

CATEGORIAS, QUE EU CHAMO DE ÚNICA PAISAGEM

Ailuros: Palavra grega para gato, há 3 deles na obra, Miautralha, Nervoso e Cotonete, os principais;

Cunnilingues: LGBT – A palavra Cunnilingues refere-se prática de sexo oral que consiste na estimulação da genitália feminina com a língua e boca, principalmente o clitóris e a entrada da vagina. Em Portugal, esta prática é vulgarmente conhecida como minete;

Espaço Carmen Miranda: Música – Augusto, personagem principal do livro Passa lá em casa, tem em Carmen Miranda sua maior diva;

— Augusto de sapato novo: MPB – Vários cantores e compositores brasileiros, principalmente da primeira metade do século XX, são mencionados no livro Passa lá em casa. Augusto de sapato novo é em referencia ao chorinho “André de sapato novo”, de André Victor Corrêa (1888-1948);

— Sabra Cadabra: Heavy Metal – A música Sabra Cadabra do Black Sabbath é subtítulo de um trecho da história;
— Subculture: Rock – Há trechos da música Subculture do New Order no livro Passa lá em casa. Quando Lucrezia conhece Blushing Tusha numa festa na casa de Baby Love;

Ex Libris: Ex libris é uma expressão latina que significa, literalmente, “dos livros”. É empregada para determinar a propriedade de um livro. Portanto, ex libris é um complemento circunstancial de origem (ex + caso ablativo) que indica que tal livro é “propriedade de” ou “da biblioteca de”;

Fêmur de Nefilim: Bio e ciências naturais e especulativas – Uma das personagens acha um fêmur de nefilim em uma praia em Santa Monica, Califórnia;

Fogus Factus ou Bolha de Segurança: Fogo-fátuo (do latim i̅gnis fatuus) está indiretamente relacionado com o Dilúvio um dos temas do livro Passa lá em casa. Conta a lenda que o Boitatá foi criado na época do cataclismo para devorar os cadáveres. Lembrando que esse fenômeno físico é a inflamação espontânea do gás metano, resultante da decomposição de seres vivos. Bolha de Segurança é o subtítulo de primeiro volume de Passa lá em casa. Nessa categoria falaremos do Brasil e Mundo sem pretensão;

Gardênia, a essência da Flor: Alguns trabalhos e opiniões da família Farias – Flor de Gardênia, é o nome da empresa de Augusto, personagem principal do livro Passa lá em casa. Além de ser nome de uma música interpretada por Bienvenido Granda;

— A Música Segundo Henrique: Henrique toca violão desde os 8 anos de idade em teatros e pequenos espaços em Suzano. Seu repertório vai de chorinho, passando pela música clássica e rock clássico

— Fernanda Machado de Farias: Trabalhos feitos pela mesma na área de design de interior e arquitetura;

— K. Lúthien Farias: Trabalhos desenvolvidos por K. Lúthien Farias nas Artes visuais e no universo dos quadrinhos;

— Malu Farias: Textos do cotidiano;

Memórias Póstumas de Cosma e Damiana: Textos remanescentes do livro “Passa lá em casa”, textos escritos após, outros textos… Cosma e Damiana são duas drag queens interpretadas por Ananias ator dublador e Adamastor, advogado, respectivamente. Quando os gêmeos aceitam a proposta de Augusto para interpretar Maria do Carmo e Carmen Miranda no teatro, acabam aposentando as personagens da noite paulista;

KiSuco: Coisas da infância – desenhos animados, H.Q, gibis, mangás, animes;

Lactofantasy: Mulheres peladas… Também as vestidas… O universo feminino… – Esse é o título do último filme de Levy narrado na estória. Filme em homenagem aos “puffy nipples” ou “mamilos inchados”, onde Faye Reagan é atriz principal;

Pilares da Criação: Arquitetura, arte, cor e cultura – Pilares da criação é um aglomerado de poeira e gás na Nebulosa de

Águia situado à aproximadamente 7,000 anos luz da terra. Fotos recentes, sugere que a supernova explodiu à cerca de 6.000 anos e devastou as três colunas. Considerando a distância de 7,000 anos luz da terra, dentro de 1,000 anos a explosão será visível aqui na terra. Há uma pequena referencia no livro Passa lá em casa;

— De quando os arquitetos desenhavam: Comentário a respeito de arquitetura;

Bem vindo!

Bem vindo!

— O menos é mais, CHATO! Artes Ornamentais e outras formas de expressão artísticas;
— Telefones pretos: Teoria da cor – Pois se eles (os telefones) fossem coloridos, talvez soubéssemos mais sobre Greta Garbo. Afinal um de seus melhores amigos, Sam Green costuma gravar as longas conversas com ela pelo telefone;

Sereias, Vanuccia não é Ariel: Audiovisual – Um trocadilho entre o filme da Disney “A pequena sereia”, e Vanuccia, a sereia do livro Passa lá em casa;

Tia Evanilde: Literatura – Lembro que quando tinha uns 9 ou 10 anos, minha tia Evanilde me deu vários textos sobre astronomia para fazer resumo e quem sabe criar gosto pela leitura, pois deu certo;

Vai ser pra mim: Autor convidado – Trecho da música Rosinha de Heber de Bóscoli e Mário Martins (com Ciro Monteiro, Orlando Silva e Sílvio Caldas, 1941). Quando Augusto vai comer tapioca com suas três tias, no livro Passa lá em casa, eles estão ouvindo essa música.