‘Manual do Escoteiro Mirim’ será relançado no Brasil

manual-do-escoteiro-mirim-abril-finalmente-confirma-preco-e-a-data-de-lancamento-de-obra-iconica-dos-anos-70802Quem ficar perdido numa selva cheia de feras agora pode ficar tranquilo. Um guia que ensina a se localizar pela posição do sol ou das estrelas, a se guiar por uma bússola ou a usar uma lanterna para se comunicar em código morse vai voltar as bancas.

A editora Abril Jovem anunciou nesta terça (23) que vai reeditar o “Manual do Escoteiro Mirim”, livro lido pelos sobrinhos do Pato Donald nas histórias em quadrinhos que foi lançado na vida real nos anos 1970.

No mercado de livros usados, a obra pode custar de R$ 80 a R$ 190.

Além do livro querido por Huguinho, Luisinho e Zezinho, a Abril Jovem pretende lançar outros títulos do tipo publicados à época, como os manuais do Tio Patinhas, do Professor Pardal ou do Zé Carioca.

Categoria: KiSuco Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos

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Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos

A editora não informou datas, mas afirma que o lançamento deve acontecer ainda este ano.

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Em busca da edição de janeiro e esperando anciosa a de fevereiro

DISNEY ESPECIAL volta em janeiro

DisneyEspecialNo dia 22 de janeiro voltará às bancas um dos três títulos clássicos Disney que estavam fora de circulação: DISNEY ESPECIAL retorna com 244 páginas dedicadas a OS MOTORISTAS. O gibi não circulava desde 1999, quando atingiu sua 180ª edição. Uma versão um tanto descaracterizada, o NOVO DISNEY ESPECIAL, sobreviveu alguns anos depois por apenas 14 edições. Leia a seguir um pouco mais sobre o título e saiba quais serão os próximos temas.
DISNEY ESPECIAL DE VOLTA
No dia 22/jan/2015 será lançado OS MOTORISTAS, em formato 13,4 x 19 cm, 240+4 páginas, R$ 15,00.

A publicação será mensal e os primeiros volumes já estão assim definidos:

#1 OS MOTORISTAS (jan/2016)
#2 OS BANDIDOS (fev/2016)
#3 LAMPADINHA 60 ANOS (mar/2016)
#4 OS JORNALISTAS (abr/2016)

Diego Munhoz na arte-final. A direita arte original de Napoleão Figueiredo para DISNEY ESPECIAL [#182] OS BANDIDOS

Diego Munhoz na arte-final. A direita arte original de Napoleão Figueiredo para DISNEY ESPECIAL [#182] OS BANDIDOS

Nota: Assim como DISNEY TEMÁTICO, DISNEY ESPECIAL não terá numeração de capa por conta das regras vigentes de distribuição e recolha de revistas em bancas no Brasil. Assim, a editora poderá manter a edição e redistribuí-la de maneira mais viável do que se numerada fosse. Novamente, o número aqui atribuído será mera iniciativa do Planeta Gibi com a finalidade de manter a organização do título para os colecionadores e para efeito referencial.

Categoria: KiSuco Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos Fonte: Planeta Gibi

Categoria: KiSuco
Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos
Fonte: Planeta Gibi

Com a ajuda de Huguinho, Zezinho e Luisinho, que conheciam alguma coisa de informática e de patonet (sim, a internet de Patópolis é a patonet), Tio Patinhas entra no ramo do comércio eletrônico

Por Alexandre Saramelli acesse a matéria aqui

retro_PCAs histórias em quadrinhos são excessivamente ligadas ao universo infantil no Brasil.

Nos últimos anos, com os mangás e com a introdução de novos títulos, as editoras estão utilizando a tática de segmentar os títulos para fugir dessa ligação histórica. Assim, temos as chamadas revistas adultas, as revistas para adolescentes e as revistas infantis. Essa segmentação traz um efeito muito indesejado. As pessoas ficam presas a um único universo e não conseguem comentar sobre esses universos com as outras pessoas, o que é uma limitação.

Mas com as revistas da Disney nós temos um fenômeno diferenciado: não são revistas infantis, não são teens, não são adultas, e muito menos as pessoas da terceira idade deixam de ler. A mensagem que elas passam é universal e simples. Um entretenimento com conteúdo que traz criatividade e emoção a todo mundo, independente da idade.

Apesar disso, raramente alguém comenta as histórias Disney, o que apenas ajuda a manter essa imagem de que são “coisas para crianças”. Neste artigo, para quebrar esse estado de coisas, eu comento uma das melhores histórias do Tio Patinhas dos últimos anos e que passa uma mensagem que não tem nada de infantil.doncomputer1

Em 2002, o italiano Giorgio Pezzin produziu “Tio Patinhas e a Nova Economia” (Zio Paperone e la New Economy),publicada no Brasil na revista Tio Patinhas #465, em abril de 2004, pela Editora Abril. Na Itália, a aventura foi publicada na edição #2440 da revista Topolino, de setembro de 2002. A história começa com os tradicionais milionários reunidos no “Clube dos Milionários” e apresentados a um novo sócio que em poucas semanas conseguiu chegar ao terceiro lugar na classificação do clube. E se nada fosse feito, iria alcançar o primeiro lugar ainda naquele ano!

Esse sócio não tinha o perfil tradicional de um milionário. Tratava-se de um adolescente, um menino, que a todos assustou e surpreendeu. O motivo de tanto sucesso era uma pequena empresa de comércio eletrônico que teve suas ações hipervalorizadas em pouquíssimo tempo. Quando perguntado sobre o que era esse tal de “comércio eletrônico”, esse menino arrogantemente disse que não tinha tempo para explicar.

Esse foi o ponto inicial de uma vibrante aventura do Tio Patinhas com o Patacôncio. Com a ajuda de Huguinho, Zezinho e Luisinho, que conheciam alguma coisa de informática e de patonet (sim, a internet de Patópolis é a patonet), Tio Patinhas entra no ramo do comércio eletrônico. E é seguido de perto pelo Patacôncio, que oferece um serviço ainda melhor, e com a vantagem de ser gratuito.

Logo, Tio Patinhas se vê na necessidade de procurar por especialistas para encontrar melhores alternativas para os seus negócios. E vê que precisa lançar mão de novos profissionais, pessoas que entendam das novas tecnologias. Um desses novos profissionais foi “João Kilobyte”, um sujeito muito maluco que trabalhava on-line dentro de um carro, um rapaz ultra-ocupado prestando serviços por um alto valor e atendendo diversos clientes ao mesmo tempo.

E esse profissional aconselhou que Tio Patinhas lançasse novos e originais serviços, mas com a necessidade de serem novos, surpreendentes. Patinhas então procura diversos pequenos empreendedores e obtém um sucesso muito grande. Mas Patacôncio, atento ao que estava acontecendo, procurou tecnologias ainda mais surpreendentes de patonet móvel, que superaram as empresas do Tio Patinhas.

Em pouco tempo, as ações das empresas de tecnologia do Tio Patinhas estavam nas alturas, mas as suas empresas da “velha economia” estavam perdendo valor. Como o próprio Tio Patinhas disse, “o que eu ganho de um lado perco do outro”. Patacôncio teve a mesma percepção, e vendeu antes as suas empresas da “velha economia”, transformando as ações do Patinhas em papel velho.

Exausto com os acontecimentos, Tio Patinhas se recolhe e toma uma das decisões mais surpreendentes dos últimos anos. Lança um programa de televisão, “O Grande Fardo” onde mostra ao vivo na televisão e na patonet a sua vida. Um programa ao estilo Big Brother. Nesse programa, demonstra os prazeres que os produtos produzidos pelas suas empresas da “velha economia” podem proporcionar para as pessoas que os compram.

shop2010-mickey-mouseAs pessoas, que já estavam esgotadas com tantas novidades do mundo frio e sem emoções que se criou na patonet, se empolgaram com a novidade e voltaram a consumir produtos da “velha economia”, o que trouxe enormes prejuízos ao Patacôncio.

Ao final da história Tio Patinhas diz que aprendeu com essa situação que deve usar sim a patonet, mas não como um fim, mas como uma ferramenta. Nas suas palavras: “A Patonet é uma ferramenta como um martelo ou uma furadeira! Podemos usá-la pra construir coisas ótimas, mas não serve pra nada, se não tiver por trás a mente e o trabalho de quem a usa!”

O que essa história têm a ver com a nossa vida real? O famoso incidente do “Estouro da Bolha” é um dos grandes fatos na história da economia mundial, comparável ao crack da bolsa de valores de 1929. Esse incidente deixou as suas marcas e principalmente os seus ensinamentos. Numa situação muito parecida com uma corrida ao ouro, os homens de negócios, em nome de uma rapidez nas operações para aproveitar o momento, esqueceram fundamentos básicos do mundo dos negócios e se lançaram a situações inaceitáveis:

– Bancos começaram a aceitar orçamentos de empresas que já eram planejadas intencionalmente desde o início para não dar lucro.
– Planejaram operações até possíveis, mas muito complexas até para a tecnologia atual, como a possibilidade de um revendedor não manter estoques, apenas intermediar operações de vendas, entregando pedidos aos produtores antes dos produtos serem produzidos, e serem entregues individualmente pelo próprio produtor ao consumidor.
– Disseram que pessoas com menor idade e menos experiência só porque sabiam apertar alguns botões a mais, igualavam-se com pessoas que tinham maior experiência profissional.
– Diversos especialistas produziram artigos onde acreditavam realmente que tratava-se de uma “nova economia”, e ingenuamente procuravam ouro em terrenos imaginários em um ambiente sem limites.
– Os novos negócios, principalmente as empresas “.com” esqueceram dos controles tradicionais, que qualquer empresa deve manter, e passaram a gastar desenfreadamente para atrair consumidores.
– Disseram que qualquer empresa poderia vender às pessoas de todo o mundo, mas esqueceram que os produtos precisam ser transportados em navios ou aviões reais, e que as aduanas de qualquer país cobram impostos.
– Esqueceram que as pessoas têm emoções, necessidades, cultura, e que são elas que formam essa coisa complexa que chamamos de “economia”.

Esse fenônemo foi muito complexo. Assim como o “Crack da bolsa de Nova York”, em 1929, que ainda hoje é lembrado, o Estouro da Bolha será lembrado por muito tempo.

No meio de tudo isso, vemos na obra de Giorgio Pezzin, uma história que comenta esse fenômeno de uma maneira muito simples, descontraída e extremamente lúcida, o que chama a atenção. O autor, além de escritor, é um engenheiro e especialista em internet, por isso, ele conseguiu produzir um roteiro tão correto e criativo ao mesmo tempo. O que particularmente me surpreendeu em sua história, é a exatidão com que os fatos vão sendo apresentados ao leitor, e o relacionamento que ele propõe com a retomada da nova economia através do fenômeno dos programas de observação “Big Brothers”.mickfishcomputer

Essa história, intencionalmente ou não, também traz uma lição de atendimento ao consumidor. Um desenho que chama muito a atenção é o Tio Patinhas ao entrar em sua loja de queijos, ser recepcionado com um belo e generoso pedaço de queijo como amostra. Simplesmente, delicioso! É realmente maravilhoso você entrar numa loja, ser bem recepcionado e tratado com todo o carinho. Uma visita a uma loja com esse serviço é muito melhor que uma visita a um site, onde apenas pode-se ver uma foto com o preço embaixo. As pessoas têm emoções, e o ato de comercializar produtos é uma arte que não pode deixar as emoções humanas de lado.

Mas esse assunto, o estouro da bolha, é um assunto do mundo infantil? Não seria uma trama extremamente sofisticada para essa faixa de idade? Para responder a essas perguntas temos que lembrar que algumas obras de Carl Barks, o criador da Família Pato, também tratavam de assuntos sofisticados do mundo dos negócios e da economia de uma maneira muito criativa.

Então a mensagem que essas histórias passam é muito maior do que a nossa percepção de “coisa de criança”. Sem medo de incorrer em erro, eu classifico as histórias como adultas, universais, que permitem que as crianças também possam ler e se divertir, tanto quanto um adulto.

Quanto a isso, a diretora de redação da Disney Itália, Claretta Muci, diz que a intenção é justamente a de fazer uma ponte entre o mundo infantil e o mundo dos adultos, para que essa ponte possa trazer bons frutos no futuro. Meu colega italiano, Roberto Grimaldi , que também escreveu um artigo sobre a história, disse que iria manter sempre atualizada a
sua assinatura de “Topolino”, já avisando a seu jornaleiro para lhe ligar imediatamente após a revista chegar na banca.

DisneyEu não posso deixar de ler Tio Patinhas! E você?

Categoria: KiSuco Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos Autor: Alexandre Saramelli nascido na cidade de São Paulo, é contador formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo e mestre profissional em Controladoria pela mesma Universidade. Atuou em empresas nacionais e internacionais de médio a grande porte como contador em áreas de custos e orçamentos e foi consultor em sistemas de controladoria da desenvolvedora alemã SAP. Atualmente é professor adjunto na Universidade Paulista e consultor empresarial. Como entusiasta de tecnologia da informação e ambientes altamente informatizados, é um incentivador da pesquisa, difusão e uso eficiente e intensivo das modernas ferramentas de gestão, “transferência de conhecimento”.

Categoria: KiSuco
Sobre: Gibis, HQ, Mangás, Desenhos animados, Programas infantis, Brinquedos
Autor: Alexandre Saramelli nascido na cidade de São Paulo, é contador formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo e mestre profissional em Controladoria pela mesma Universidade.
Atuou em empresas nacionais e internacionais de médio a grande porte como contador em áreas de custos e
orçamentos e foi consultor em sistemas de controladoria da desenvolvedora alemã SAP.
Atualmente é professor adjunto na Universidade Paulista e consultor empresarial.
Como entusiasta de tecnologia da informação e ambientes altamente informatizados, é um incentivador da
pesquisa, difusão e uso eficiente e intensivo das modernas ferramentas de gestão, “transferência de conhecimento”

Ex Libris

Carmen MirandaUma História do Mundo.

Vulcões entraram em erupção.

Oceanos ferveram.

O universo estava uma confusão.

Então veio o cachorro[1]


[1] Snoopy – Charles Schulz;

Em Novembro de 1936 sai nos EUA as tirinhas de Mickey e os 7 Fantasmas com desenho de Floyd Gottfredson e roteiro de Ted Osborne. No ano seguinte é lançado o curta-metragem Lonesome Ghosts. Walt Disney

O link é fantasmassolitarios, e aqui o filme que inspirou o nome:

Corrida maluca

Todo ano, em West Sussex, na Inglaterra, acontece o Goodwood Festival Of Speed, no qual os personagens da Corrida Maluca ganham vida. Willian Hanna e Joseph Barbera

Eu me interessei pela arte musical pelos 13 anos – eu via todas aquelas garotas – eu tinha um cérebro de 13 anos, agora eu tenho um cérebro de 15 anos! Lemmy Kilmister

Eu me interessei pela arte musical pelos 13 anos – eu via todas aquelas garotas – eu tinha um cérebro de 13 anos, agora eu tenho um cérebro de 15 anos!
Lemmy Kilmister

Passa lá em casa veio a existir depois de ler até a página 40 um livro vampiresco. Estava no trem e era noitinha. Enfim, um lugar perfeito para se ausentar e transferir o medo para o sobrenatural. E não o medo do dia a dia. Então até a página 40 confirmou o que desconfiava.

Tenho tendência ao modelo clássico de vampiros. Nem me refiro a Bela Lugosi, Christopher Lee, menos ainda a Max Schreck. Refiro-me a três textos de horror do final do século XIX:

Drácula de Bram Stoker;

A morte amorosa de Théophile Gautier;

Carmilla de Joseph Sheridan Le Fanu.

Em minha mente, o vampiro clássico estava formado. Lembrando que Carmilla (1872) e A morte amorosa (1836) vieram antes de Drácula (1897).

Dois vampiros femininos antes de Drácula? Por que esquecidas, sendo A morte amorosa um dos textos “o mais famoso e o mais perfeito (talvez até perfeito demais, como frequentemente ocorre em Gautier)”, segundo Ítalo Calvino? Carmilla é uma das principais influencias de Bram Stoker para caracterizar definitivamente, ou quase, a imagem do vampiro. Porém, caiu no esquecimento logo que Drácula “criou vida” e se tornou um sucesso.

Outra questão.

Muito se fala sobre a influência de Vlad III sobre a obra do irlandês esquecendo que tão importante quanto esse príncipe da Valáquia, conhecido como o empalador, foi Erzsébet Báthory, conhecida como a Condessa de sangue. Ela torturou e matou de forma cruel mais de 650 mulheres na Transilvânia no século XVI. Dois genocidas conhecidos dos apreciadores do romantismo, cultura gótica, Idade Média…

Filme inspirado em Carmilla, e tem ainda João Gordo na versão dublada

Filme inspirado em Carmilla, e tem ainda João Gordo na versão dublada

Italo Calvino, importante filólogo italiano, em analisa ao texto de Théophile Gautier fala de sua perfeição estrutural, pudera, não a toa reconhecido como um dos primeiros parnasianos. O texto de Sheridan Le Fanu não fica atrás, onde sua obra, alem de ter uma vampira como personagem principal, há uma forte conotação lésbica no texto. Pior cego é aquele que não quer enxergar. Mesmo com defeitos na narrativa, Drácula é quem alcança e recebe estrelato definitivo levando Carmilla e Clarimonde ao ostracismo.

Sobre essa analise da literatura fantástica, transcrevo partes do texto de Sofia Geboorte:

“A evolução no comportamento da sociedade e consequentemente na visão masculina sobre a mulher, mudou ao mesmo tempo em que a literatura fantástica adaptava suas vampiras. Para compreender melhor essa evolução do mito podemos citar Todorov:

A evolução segue aqui um ritmo muito diferente: toda obra modifica o conjunto das possibilidades; cada novo exemplo modifica à espécie. Poderia dizer-se que estamos frente a uma língua na qual tudo o que é enunciado torna-se àgramatical no momento de sua enunciação.  (TODOROV, 1981, p.6)”

“Esses novos exemplos que modificam a espécie, são exatamente os mesmos que influenciam a sociedade e a literatura, em especial a fantástica. No caso do vampiro temos o mito literário que acompanhou as novas ideias filosóficas, como os

vampiros de Anne Rice que se ligaram em partes ao existencialismo de Sartre, e às novas teorias da psicanálise de Freud.

Devemos ressaltar neste ponto que assim como a literatura de um modo geral representa a sociedade, a literatura fantástica, sempre será uma expressão máxima da metafísica humana, pois através dela podemos identificar as metáforas da sociedade”.

Texto na integra aqui.

Poster do filme Nsferatu de 1922. Baseado na obra de Bram Stoker, quando o filme foi lançado a viuva do escritor entrou na justiça para destruir a obra. Friedrich Wilhelm Murnau conseguiu salvar uma cópia mandando por um amigo para os EUA

Poster do filme Nosferatu de 1922.
Baseado na obra de Bram Stoker, quando o filme foi lançado a viúva do escritor entrou na justiça para destruir a obra. Friedrich Wilhelm Murnau conseguiu salvar uma cópia mandando por um amigo para os EUA

Temos assim uma substituição do feminino para o masculino na literatura fantástica em especial a de vampiros. Adaptada a uma sociedade patriarcal.

Em A morte amorosa, vemos uma vampira seduzir o padre no dia de sua ordenação. Já em Carmilla sugere uma atração sexual de caráter lésbico, e para muitos críticos o melhor do século XIX.

Pois na composição das personagens femininas busquei algo entre Carmilla e a cortesã Clarimonde, por favor não me levem a mal, jamais me comparando a tais mestres. Sem pensar na imagem da vampira folheava um livro sobre Leonardo da Vinci me deparei com a pintura da amante de Ludovico Sforza, Lucrezia Crivelli, conhecida como La Belle Ferroniere. Ferroniere por conta do acessório usado na cabeça da modelo.

Muito se especulo sobre a identidade da retratada, pensou até mesmo ser Beatrice d’Este mulher de Ludovico ou Isabel de Aragão. Porém tudo leva a crer que seja Lucrezia Crivelli, pois é sabido que Da Vinci a pintou. Com esse rosto e a expressão… Ah! A expressão. Aí está minha vampira. Sobre a história de Beatrice d’Este uma resumida rápida. Apesar de muito se falar de sua irmã Isabela d’Este, Beatrice foi celebrada como uma das mais belas e cultas princesas do renascimento. gifMorreu aos 21 anos, desgostosa de um marido infiel que engravidou a amante ao mesmo tempo de tê-la engravidado. Morreu horas depois de dar a luz. Claro que a história que conto é pura ficção onde em apenas alguns momentos me aproximo do cenário do ducado de Milão. Afinal é uma história de vampiros, e vampiros não existem.

Na verdade existem no mundo inteiro, no leste europeu onde é o primeiro lugar que nossa imaginação corre para visualizar vampiros imortalizado por escritores irlandeses, Bram Stoker e Sheridan. Lá temos Upiercza, Ustrel, Vorkolaka, Nelapsi, Kukudhi ou Lugat, Mahr… Grécia: Vrykolaskas, Callicantzaros, Lâmia… Africa: Adze, Asasabonsam, Obayifo… Nas Américas: Cihuatetico, El Cuero, Tlahuelpuchi… oie_Jm21h9IKnW7kNos países árabes: Algul, Ghouls… Na Índia: Baital, Bhutas, Bramahparush, Churel, Rakshasas… No Oriente asiático: Mauri, Penanggalan, Pontianak, Aswang, Chiang-shih. No Brasil conhecido no nordeste como Encourado saiba mais aqui

Mas falar de Leonardo Da Vinci é chover no molhado. Na verdade meu problema não vem de Leonardo e sim leva a ele numa regressão.

Tudo começa com Augusto comprando um apartamento, até então sem novidades, mesmo quando dito cujo é construído sobre um shopping com segurança de presídio. O problema é que foi vendido como neoclássico. Daí você pensa, muitos o são. oie_tVhJ619H2KZBEle contrata uma arquiteta um tanto rebelde que decide decora-lo ao pé da letra. Não bastando, a vizinha de Augusto vem diretamente do renascimento. Pior, é vampira.

No casa de Zípora, ela é uma Ghul-I-Beaban, uma vampira canibal de cemitério. É minha vampira oriental. Augusto também acaba conhecendo a dita cuja. Conhece também uma sereia, etc…

Em 2007 li uma matéria sobre edifícios de luxo construído sobre o shopping. Escrevi 5 linhas para um futuro livro que seria uma observação negativa sobre o problema. Depois guardei. passa la em casa-leiaNesse mesmo ano fiz um exercício de projeto onde criei uma família pouco convencional com drags queens, uma ex-cantora de rádio, uma dançarina do ventre, um irmão sociólogo aposentado e cadeirante. Tudo isso sem esquecer Carmen Miranda.

O fato é, eu tinha uma imagem de vampiros que minha irmã achou por bem repensar. Que tudo poderia ser uma “licença poética”. Ela me deu uma “licença poética” que não consegui passar da página 40. Quando cheguei em casa, pelo trem da CPTM, disse que não queria saber daquela “licença poética”. Ela me encarou e perguntou:

Você faz melhor?

Não acho que o tema vampiro está na moda, acredito que ele nunca saiu de moda.

Busquei as cinco linhas sobre o tal condomínio e o projeto de arquitetura da faculdade com minhas drag queens. Isso foi em Outubro de 2009…

ROTEIRO DO BLOG

The Nightmare Before Christmas - Disney

The Nightmare Before Christmas

PÁGINAS

Ao lado de home temos as páginas do blog totalizando 11. Delas estão ligadas outras tantas paginas. Elas referem-se diretamente ao livro Passa lá em casa.

Augusto na Casa de Vênus: é em alusão a suíte que Jordâna vai decorar para uma das tias de Augusto, tendo em mente uma casa na Pompeia. A página trata-se das mulheres que serviram de inspiração para as personagens do livro. São nove musas mais Safo, nove artistas mais Cássia Eller. Lucrezia Crivelli, Beatrice d’Este, Carmen Miranda, Maysa, Anna Nicole Smith, Savannah, Greta Garbo, Marilyn Monroe e Barbara Hutton. Nesse caso, Lucrezia Crivelli e Beatrice d’Este aparecem na página Luz Halógena. Então temos 8 mulheres.

Dois irmãos, uma lenda: Penso que esses dois personagens, dos quais não nomeio, é um “presente” para o leitor. Aquela busca na qual nunca saberemos as respostas com exatidão;

Capas e resumos: como o nome diz, refere-se a primeiro momento sobre a publicação em plataformas de autopublicação, e o que virá depois em uma editora;

Fantasmas solitários: Eis um ponto importante que é o próprio endereço do site. De onde veio a inspiração para construção da personalidade de Augusto, personagem do livro Passa lá em casa;

Gatos, por companhia: Principalmente aqueles que fazem companhia para Augusto. A questão mítica que tais animais carrega, além do tratamento oposto ao do oriente dado a esses animais singulares no ocidente. Se você gosta desses bichos, vem pra e se aconchega;

Luz Halógena: Para Abigail, uma das personagens, poucas pessoas merecem estar sob a mira de refletores. Leonardo da Vinci mereceria? Pequena biografia sobre ele e as musas que imortalizou;

O Clássico: Como o nome diz, o clássico Greco-romano que é a base do mundo ocidental, mas acima de tudo, qual a função dele no mundo contemporâneo;

Passa lá em casa aos poucos: Escolhi alguns trechos do livro para o visitante;

Patylândia – Morar mais por muito mais: Morar mais por menos é o nome de uma “feira” onde arquitetos e decoradores fazem luxo com mixaria. Vou discorrer sobre a inspiração para criar algumas das casas das personagens do livro;

Saudações em três partes: A história de introdução dos três volumes da obra;

Vampiras: Yvian não é Carmilla: Detalhes sobre as personagens fantásticas do livro, vampiras, sereias, deusas, fadas;

Mais mistérios

A Máquina de Mistérios

CATEGORIAS, QUE EU CHAMO DE ÚNICA PAISAGEM

Ailuros: Palavra grega para gato, há 3 deles na obra, Miautralha, Nervoso e Cotonete, os principais;

Cunnilingues: LGBT – A palavra Cunnilingues refere-se prática de sexo oral que consiste na estimulação da genitália feminina com a língua e boca, principalmente o clitóris e a entrada da vagina. Em Portugal, esta prática é vulgarmente conhecida como minete;

Espaço Carmen Miranda: Música – Augusto, personagem principal do livro Passa lá em casa, tem em Carmen Miranda sua maior diva;

— Augusto de sapato novo: MPB – Vários cantores e compositores brasileiros, principalmente da primeira metade do século XX, são mencionados no livro Passa lá em casa. Augusto de sapato novo é em referencia ao chorinho “André de sapato novo”, de André Victor Corrêa (1888-1948);

— Sabra Cadabra: Heavy Metal – A música Sabra Cadabra do Black Sabbath é subtítulo de um trecho da história;
— Subculture: Rock – Há trechos da música Subculture do New Order no livro Passa lá em casa. Quando Lucrezia conhece Blushing Tusha numa festa na casa de Baby Love;

Ex Libris: Ex libris é uma expressão latina que significa, literalmente, “dos livros”. É empregada para determinar a propriedade de um livro. Portanto, ex libris é um complemento circunstancial de origem (ex + caso ablativo) que indica que tal livro é “propriedade de” ou “da biblioteca de”;

Fêmur de Nefilim: Bio e ciências naturais e especulativas – Uma das personagens acha um fêmur de nefilim em uma praia em Santa Monica, Califórnia;

Fogus Factus ou Bolha de Segurança: Fogo-fátuo (do latim i̅gnis fatuus) está indiretamente relacionado com o Dilúvio um dos temas do livro Passa lá em casa. Conta a lenda que o Boitatá foi criado na época do cataclismo para devorar os cadáveres. Lembrando que esse fenômeno físico é a inflamação espontânea do gás metano, resultante da decomposição de seres vivos. Bolha de Segurança é o subtítulo de primeiro volume de Passa lá em casa. Nessa categoria falaremos do Brasil e Mundo sem pretensão;

Gardênia, a essência da Flor: Alguns trabalhos e opiniões da família Farias – Flor de Gardênia, é o nome da empresa de Augusto, personagem principal do livro Passa lá em casa. Além de ser nome de uma música interpretada por Bienvenido Granda;

— A Música Segundo Henrique: Henrique toca violão desde os 8 anos de idade em teatros e pequenos espaços em Suzano. Seu repertório vai de chorinho, passando pela música clássica e rock clássico

— Fernanda Machado de Farias: Trabalhos feitos pela mesma na área de design de interior e arquitetura;

— K. Lúthien Farias: Trabalhos desenvolvidos por K. Lúthien Farias nas Artes visuais e no universo dos quadrinhos;

— Malu Farias: Textos do cotidiano;

Memórias Póstumas de Cosma e Damiana: Textos remanescentes do livro “Passa lá em casa”, textos escritos após, outros textos… Cosma e Damiana são duas drag queens interpretadas por Ananias ator dublador e Adamastor, advogado, respectivamente. Quando os gêmeos aceitam a proposta de Augusto para interpretar Maria do Carmo e Carmen Miranda no teatro, acabam aposentando as personagens da noite paulista;

KiSuco: Coisas da infância – desenhos animados, H.Q, gibis, mangás, animes;

Lactofantasy: Mulheres peladas… Também as vestidas… O universo feminino… – Esse é o título do último filme de Levy narrado na estória. Filme em homenagem aos “puffy nipples” ou “mamilos inchados”, onde Faye Reagan é atriz principal;

Pilares da Criação: Arquitetura, arte, cor e cultura – Pilares da criação é um aglomerado de poeira e gás na Nebulosa de

Águia situado à aproximadamente 7,000 anos luz da terra. Fotos recentes, sugere que a supernova explodiu à cerca de 6.000 anos e devastou as três colunas. Considerando a distância de 7,000 anos luz da terra, dentro de 1,000 anos a explosão será visível aqui na terra. Há uma pequena referencia no livro Passa lá em casa;

— De quando os arquitetos desenhavam: Comentário a respeito de arquitetura;

Bem vindo!

Bem vindo!

— O menos é mais, CHATO! Artes Ornamentais e outras formas de expressão artísticas;
— Telefones pretos: Teoria da cor – Pois se eles (os telefones) fossem coloridos, talvez soubéssemos mais sobre Greta Garbo. Afinal um de seus melhores amigos, Sam Green costuma gravar as longas conversas com ela pelo telefone;

Sereias, Vanuccia não é Ariel: Audiovisual – Um trocadilho entre o filme da Disney “A pequena sereia”, e Vanuccia, a sereia do livro Passa lá em casa;

Tia Evanilde: Literatura – Lembro que quando tinha uns 9 ou 10 anos, minha tia Evanilde me deu vários textos sobre astronomia para fazer resumo e quem sabe criar gosto pela leitura, pois deu certo;

Vai ser pra mim: Autor convidado – Trecho da música Rosinha de Heber de Bóscoli e Mário Martins (com Ciro Monteiro, Orlando Silva e Sílvio Caldas, 1941). Quando Augusto vai comer tapioca com suas três tias, no livro Passa lá em casa, eles estão ouvindo essa música.