Marilyn

Nós não sabemos onde, não sabemos o porquê, não sabemos quando, não sabemos quem tirou essas fotos. Mas nós sabemos que é Marilyn - Anton Fury Marilyn Monroe por Vitor Senger

Nós não sabemos onde, não sabemos o porquê, não sabemos quando, não sabemos quem tirou essas fotos. Mas nós sabemos que é Marilyn – Anton Fury
Marilyn Monroe por Vitor Senger

Sempre digo, é quase impossível passarmos uma semana, um mês, meses, sem uma referencia a Marilyn Monroe. Seja a estampa em um guarda-chuva, em uma bolsa, garota propaganda da MAC, alguma celebridade tentando repetir uma de suas famosas poses.

Este que é um dos maiores mitos do mundo ocidental, continua tão vivo quanto há 50 anos em que morria. Um dos fatos mais intrigantes é que, ao contrario de Greta Garbo, a vida de Marilyn era pública. Sabíamos quem eram seus amantes, com quais mulheres se relacionou: Joan Crawford, Black Dahlia, Jane Lawrence, com quantos homens fez sexo nas duas semanas que antecederam seu assassinato/suicídio/acidente. Segundo François Forestier mais de 11. No entanto a impressão que existe é que sabemos menos de Marilyn Monroe que de Greta Garbo.

Os mais variados artistas e celebridades posaram de Marilyn. Quantas mulheres tem em Marilyn Monroe inúmeras referencia? A mídia, o publico, artistas, celebridades tem uma sede voraz nos assuntos que se referem à atriz. Conspirações, máfias, desaparecimento de documentos importantes, assassinato do presidente dos EUA, assassinato do irmão do presidente…

Marilyn Monroe morreu num dia 5 de Agosto…

Carmen Miranda morreu num dia 5 de Agosto…

O livro “Passa lá em casa” faz uma pequena homenagem a esse lenda do qual eu não consegui escapar

Como num romance O homem dos meus sonhos Me apareceu no dancing Era mais um Só que num relance Os seus olhos me chuparam Feito um zoom A história de Lily Braun música de Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda Foto de Douglas Kirkland

“Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom”
Foto de Douglas Kirkland

A artista já nasce assim. Um bom exemplo é Marilyn Monroe. Ela tinha a vitalidade de um lindo animal, uma qualidade inata que eletrizava o público cada vez que aparecia na tela. Arthur Miller destruiu essa qualidade quando se casou com ela e tentou intelectualizá-la - Carlo Ponti; Foto de Milton Greene

A artista já nasce assim. Um bom exemplo é Marilyn Monroe. Ela tinha a vitalidade de um lindo animal, uma qualidade inata que eletrizava o público cada vez que aparecia na tela. Arthur Miller destruiu essa qualidade quando se casou com ela e tentou intelectualizá-la – Carlo Ponti;
Foto de Milton Greene

Ele me comia Com aqueles olhos De comer fotografia Eu disse cheese E de close em close Fui perdendo a pose E até sorri, feliz A historia de Lily Braun - Edu Lobo e Chico Buarque Fotos: Sam Shaw

“Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz”
Fotos: Sam Shaw

Ela tem alguma coisa, é uma criança maravilhosa. Não acho que seja uma atriz como se entende tradicionalmente. O que ela possui – essa presença, essa luminosidade, essa inteligência à flor da pele -, tudo isso, no teatro, não produziria efeito. É tão frágil, tão sutil que, para captá-la, é preciso a lente de uma câmera; é como o voo de um pássaro – apenas uma câmera pode captar sua poesia... Essa criança radiosa não tem noção alguma de disciplina ou sacrifício, e acho que não viverá muito. É idiota dizer isso, mas sinto que, de uma maneira ou de outra, ela morrerá jovem. Espero realmente de todo meu coração que viva o bastante para permitir que esse estranho e maravilho talento que a habita como um espírito na gaiola, possa se exprimir - Constance Collier Foto do italiano Willy Rizzo 1962

Ela tem alguma coisa, é uma criança maravilhosa. Não acho que seja uma atriz como se entende tradicionalmente. O que ela possui – essa presença, essa luminosidade, essa inteligência à flor da pele -, tudo isso, no teatro, não produziria efeito. É tão frágil, tão sutil que, para captá-la, é preciso a lente de uma câmera; é como o voo de um pássaro – apenas uma câmera pode captar sua poesia… Essa criança radiosa não tem noção alguma de disciplina ou sacrifício, e acho que não viverá muito. É idiota dizer isso, mas sinto que, de uma maneira ou de outra, ela morrerá jovem. Espero realmente de todo meu coração que viva o bastante para permitir que esse estranho e maravilho talento que a habita como um espírito na gaiola, possa se exprimir – Constance Collier
Foto do italiano Willy Rizzo 1962

E voltou Me ofereceu um drinque Me chamou de anjo azul Minha visão Foi desde então ficando flou A história de Lily Braun música de Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda Em 1958 Richard Avedon fotografou Marilyn Monroe em homenagens as atrizes do cinema mudo. Nessa imagem, Marilyn encarna Anjo Azul com Marlene Dietrich - 1930

“E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou”
Em 1958 Richard Avedon fotografou Marilyn Monroe em homenagens as atrizes do cinema mudo. Nessa imagem, Marilyn encarna Anjo Azul com Marlene Dietrich – 1930

Sabem por que os filmes cristãos Ben-Hur e os Dez mandamentos fizeram tanto sucesso? Porque a Bíblia é um grande roteiro - Marilyn Monroe Foto de Bert Stern

Sabem por que os filmes cristãos Ben-Hur e os Dez mandamentos fizeram tanto sucesso? Porque a Bíblia é um grande roteiro – Marilyn Monroe
Se eu fosse você, clicava para ampliar e ver melhor essas fotos menos conhecidas de Bert Stern

Como no cinema Me mandava às vezes Uma rosa e um poema Foco de luz Eu, feito uma gema Me desmilinguindo toda Ao som do blues A história de Lily Braun música de Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda Cena do filme River of no return

“Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues”
Cena do filme River of no return

How can I? No matter where I go, there'll always be a Shell station on the corner - Roteiro do filme Quanto mais quente melhor de Billy Wilder e I.A.L.Diamond

How can I? No matter where I go, there’ll always be a Shell station on the corner – Roteiro do filme Quanto mais quente melhor de Billy Wilder e I.A.L.Diamond

Abusou do scotch Disse que meu corpo Era só dele aquela noite Eu disse please Xale no decote Disparei com as faces Rubras e febris A historia de Lily Braun - Edu Lobo e Chico Buarque Cena do filme Como agarrar um milionário - 1953

“Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris”
Cena do filme Como agarrar um milionário – 1953

Os desajustados (The Misfits), no caso o título em português é um nome propicio para esse que foi o último filme de Clark Gable e Marilyn Monroe. Clark Gable fugia de Marilyn e seu apetite sexual, pois não suportava a falta de higiene dela. Segundo Marilyn, a única pessoa que a superava em desgraça era Montgomery Clift, que diziam ter sido o suicídio mais longo de Hollywood. Sete anos de autodestruição. John Huston, viciado em jogo, sempre pedia um adiantamento para pagar as dividas. Arthur Miller queria se livrar de Marilyn o quanto antes. Em depressão, a atriz que mal conseguia sair de cama, deixava restos de comida por entre os lençóis e se atrasava durante horas para as gravações, o que exasperava Gable. Clark Gable morreu quinze dias depois do termino das gravações. Marilyn se culpava por isso.

Os desajustados (The Misfits), no caso o título em português é um nome propicio para esse que foi o último filme de Clark Gable e Marilyn Monroe. Clark Gable fugia de Marilyn e seu apetite sexual, pois não suportava a falta de higiene dela. Segundo Marilyn, a única pessoa que a superava em desgraça era Montgomery Clift, que diziam ter sido o suicídio mais longo de Hollywood. Sete anos de autodestruição. John Huston, viciado em jogo, sempre pedia um adiantamento para pagar as dividas. Arthur Miller queria se livrar de Marilyn o quanto antes. Em depressão, a atriz que mal conseguia sair de cama, deixava restos de comida por entre os lençóis e se atrasava durante horas para as gravações, o que exasperava Gable. Clark Gable morreu quinze dias depois do termino das gravações. Marilyn se culpava por isso.

E voltou No derradeiro show Com dez poemas e um buquê Eu disse adeus Já vou com os meus Numa turnê A história de Lily Braun música de Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda Fotos de Ed Clak

“E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê”
Fotos de Ed Clak

Ela fazia tudo que os fotógrafos queriam de um jeito muito natural, isso fazia parte da personalidade dela, que gostava de agradar as pessoas - Lino Villaventura Obra feita de bala jujuba de Johannes Cordes

Ela fazia tudo que os fotógrafos queriam de um jeito muito natural, isso fazia parte da personalidade dela, que gostava de agradar as pessoas – Lino Villaventura
Obra feita de bala jujuba de Johannes Cordes

Como amar esposa Disse ele que agora Só me amava como esposa Não como star Me amassou as rosas Me queimou as fotos Me beijou no altar A história de Lily Braun música de Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda Arthur Miller e Marilyn Monroe foram casados entre 1956 e 1961 - Foto: Sam Shaw

“Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar”
Arthur Miller e Marilyn Monroe foram casados entre 1956 e 1961 – Foto: Sam Shaw

Nunca gostei do nome Marilyn. Frequentemente desejei que devia ter permanecido com o nome Jean Monroe. Mas suponho que agora é tarde demais para fazer isso - Marilyn Monroe Foto: Eve Arnold 1955.

Nunca gostei do nome Marilyn. Frequentemente desejei que devia ter permanecido com o nome Jean Monroe. Mas suponho que agora é tarde demais para fazer isso – Marilyn Monroe
Foto: Eve Arnold 1955.

Nunca mais romance Nunca mais cinema Nunca mais drinque no dancing Nunca mais cheese Nunca uma espelunca Uma rosa nunca Nunca mais feliz A história de Lily Braun música de Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda Exposição dos 50 anos da morte de Marilyn Monroe. As fotos são de Tom Kelly para a primeira Playboy da história, 1954

“Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz”
Exposição dos 50 anos da morte de Marilyn Monroe. As fotos são de Tom Kelly para a primeira Playboy da história, 1954

Dois mitos do século 20 morreram em Los Angeles num dia 5 de agosto: Carmen Miranda, em 1955, aos 46 anos, e Marilyn Monroe, em 1962, aos 36. Eram fenomenais, maiores que a vida e fo ram vítimas, ambas, de anos de abuso de substâncias legais, mas letais. Deixaram um imenso legado artístico e são cultuadas hoje por pessoas que nem eram nascidas quando elas partiram. A forma como se administra seus legados é que difere. Marilyn, por exemplo. Nesses 50 anos, seu rosto nunca saiu da mídia, e sua imagem em "O Pecado Mora ao Lado", com o vestido branco esvoaçando e a calcinha à mostra, foi copiada, caricaturada e explorada de todo jeito, por fãs sinceros ou apenas espertos. Há pouco, materializou-se numa estátua de oito metros de altura, exposta numa praça de Chicago. Os livros a seu respeito já chegam a mil -qualquer um que tenha passado 15 minutos perto dela sente-se apto a escrever suas "memórias de Marilyn". E a teoria segundo a qual ela foi morta pelo FBI, a mando dos Kennedy, continua a render vários livros por ano - Ruy Castro O fotografo Sir Cecil Beaton orienta Marilyn

Dois mitos do século 20 morreram em Los Angeles num dia 5 de agosto: Carmen Miranda, em 1955, aos 46 anos, e Marilyn Monroe, em 1962, aos 36. Eram fenomenais, maiores que a vida e foram vítimas, ambas, de anos de abuso de substâncias legais, mas letais. Deixaram um imenso legado artístico e são cultuadas hoje por pessoas que nem eram nascidas quando elas partiram. A forma como se administra seus legados é que difere. Marilyn, por exemplo. Nesses 50 anos, seu rosto nunca saiu da mídia, e sua imagem em “O Pecado Mora ao Lado”, com o vestido branco esvoaçando e a calcinha à mostra, foi copiada, caricaturada e explorada de todo jeito, por fãs sinceros ou apenas espertos. Há pouco, materializou-se numa estátua de oito metros de altura, exposta numa praça de Chicago. Os livros a seu respeito já chegam a mil -qualquer um que tenha passado 15 minutos perto dela sente-se apto a escrever suas “memórias de Marilyn”. E a teoria segundo a qual ela foi morta pelo FBI, a mando dos Kennedy, continua a render vários livros por ano – Ruy Castro
O fotografo Sir Cecil Beaton orienta Marilyn. Faço menção de ambos no livro Passa lá em casa

Quem foi Lily Braun? Fonte: Wikipédia

Lily Braun (2 de Julho de 1865, Halberstadt – 8 de Agosto de 1916 Berlim), nome de nascimento Amalie von Kretschmann, foi uma escritora feminista alemã.

Lily Braun batisada Amalie von Kretschman

Lily Braun batisada Amalie von Kretschman

Ela era filha do general Hans von Kretschmann, da Prússia e neta da Baronesa Jenny von Sustedt que era uma filha ilegítima do rei de Vestefália Jerónimo Bonaparte, irmão de Napoleão. Ainda cedo Lily Braun se casou com o professor de filosofia Georg von Gizycki, ao qual se uniram num movimento ético, que buscava estabelecer um sistema de moralidade que substituiria a influencia das religiões tradicionais. Lily casou-se novamente em 1896 com Heinrich Braun, após a morte do marido. Braun era um político social-democrata e um publicitário.

Ainda Jovem Lily filiou-se ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e tornou-se uma das líderes do movimento feminista alemão. Ela foi fortemente influenciada por Friedrich Nietzsche e queria que o SPD se focasse no desenvolvimento da personalidade e da individualidade em vez da igualdade. Para ela, as mulheres deveriam ter a sua própria personalidade e não ser apenas consideradas como (futuras) mães e esposas. Ela lutava por liberdade econômica para as mulheres e a abolição do casamento legal.

Morreu em 8 de agosto de 1916, após sofrer de uma longa doença.

Não sou fã de Maria Gadú, mas acho interessante essa versão dela para a música de Chico Buarque de Hollanda:

A poesia ou letra, é da música de Chico Buarque e Edu Lobo, A História de Lily Braun A imagem em destaque e da obra de Sandro Petrelli

A poesia ou letra, é da música de Chico Buarque e Edu Lobo, A História de Lily Braun
A imagem em destaque e da obra de Sandro Petrelli

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s